# Semana : Raised by Wolves e outras coisas (Maligno, Psycho Goreman e Oats Studios)
Na última semana, finalmente consegui fugir um pouco do meu estado atual de não querer assistir coisas. E, bem, eu vi coisas. Tem essa série de ficção científica chamada Raised By Wolves - você pode encontrá-la pela internet (para os iniciados *piscada*, *piscada*) ou no serviço de streaming da HBO. Até os três últimos episódios da temporada, eu não estava tão certo se voltaria para uma segunda. A história é até boa, com conceitos e assuntos que agradam. O problema é que ela demora para colocar os seus personagens em situações que interessem - e é uma trama que, ao menos nesse primeiro ano, se sustenta nisso. A despeito do que acontece nos momentos finais da temporada, o seriado também faz pouco uso de dois recursos que lhe fariam bem: explorar flashbacks (seria uma maneira de trazer mais dinamicidade à trama) e o mistério do mundo alienígena onde as coisas acontecem. É sobretudo na possibilidade de termos mais desse segundo item que me anima para uma continuação. Felizmente, a julgar pelos eventos finais, é possível que a história também trabalhe melhor com os seus personagens desde o início do segundo ano - especialmente com as crianças, razoavelmente merdeiras. Em todo caso, ainda persiste uma moral que me preocupa: esse conflito ateus x crentes é meio raso, com representações bobas: ateus tatuados que fazem rinha de criança, alto clérigo estuprador. Espero que ponham mais complexidade às facções.
Rapidamente, eu também assisti a Maligno (respeito tudo o que ele faz, especialmente a partir do último ato, mas não gosto). Se você viu o trailer e não sabe nada sobre o filme, vai por mim, você precisa saber desses highlights, sem contexto: perseguição policial, luta na prisão e artes marciais. A graça é tentar aplicar esses elementos ao trailer do filme. É. Por outro lado, Psycho Goreman é uma chutação de balde que precisa ser apreciada, divertidíssimo. Para finalizar, acaba que estrear na Netflix uma coletânea de curtas, pegada Sci-Fi, do autor de Distrito 9, Neil Blomkamp. De cinco a 30 minutos de duração, Oats Studios é composto por histórias que acontecem nem do começo nem do fim. Recortes de eventos que começaram muito antes e que provavelmente terminarão muito depois do que nos é mostrado. Os três ou quatro últimos contos, se não fossem em CG, talvez fossem mais interessantes. O ponto alto está em EP 01: Rakka (estética incrível), EP 02: Base (o melhor), EP 03: Cozinhando com Bill (as atuações são incríveis) e EP 05: Zigoto (meu tipo de sci-fi com monstros).















