O Labirinto do "Não Sei"
Estamos na metade do ano. Olhamos para trás e vemos o caminho percorrido; olhamos para frente e, muitas vezes, o horizonte é uma neblina. O mês do orgulho chega com cores vibrantes, mas, por dentro, a incerteza insiste em sussurrar: "Como vai ser daqui para frente?"
O "não saber" é um dos estados mais difíceis para a nossa subjetividade. Somos educados para ter certezas, metas, prazos e garantias. Quando o futuro se torna uma interrogação, a ansiedade tenta tomar o lugar da nossa autonomia.
Se não houver liberdade interior, o desconhecido nos paralisa. A falta de liberdade nos faz repetir padrões, nos mantêm presos em arMários e nos obriga a viver o que os outros esperam, em vez do que a gente verdadeiramente é.
A verdadeira liberdade não é saber exatamente onde você estará em dezembro. É a certeza de que, independente de onde você estiver, você terá a coragem de ser quem você se tornou. É entender que a sua história não é ditada pelo que acontece lá fora, mas pela forma como você habita o seu mundo interno.
Que o "não saber" não seja um abiSmo, mas sempre o espaço necessário para a sua liberdade respirar. Se o futuro é incerto, que ele seja autêntico.
— @umpsigay














