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@umsimplesdiario
a Normalidade é um conceito subjetivo por cada mente individual
conflito parte não 1
Em poucos dias faço um ano em que assumi uma relação amorosa pouco oficial. Sou incapaz de incluir-me nos valores tradicionais de como uma relação deve desenrolar, e ao ser confrontado sinto uma aversão que arrepia. Motivos religiosos, culturais e familiares tendem sempre a criar regras de pouca liberdade para duas pessoas gostarem uma da outra. Tudo ligado a valores pouco prazerosos, medos pela forma de como os outros encaram, ornamentos e datas marcadas.
Sexo é fazer amor.
Fazer isso parece mal.
Bijutarias de casal.
Datas comemorativas.
Famílias ditas religiosas que reprimem relações com comentários desencorajadores que apelam o fundamento de uma relação - O amor. Preferir que prevaleça a comodidade financeira ou profissional fase aos valores emocionais. Pura imposturice religiosa.
Controlar as saídas com horas marcadas e proibições quanto ao espaço. O que irão pensar de ti e de nós?
Sim, inundei-me no desejo sexual. Quis conhecer pelo exterior, pelo atrativo e desconhecido. Sim, pela embalagem. Apercebi-me que fluiu a favor da minha natureza que esta pessoa é-me importante. Agora encanta-me o que sei dela, do que partilhamos juntos e na cumplicidade que temos. Trata-se de alguém que se fantasia com um pedido de namoro, jantar no dia dos namorados, ir namorar, dizer "mor". Conversamos em prol do equilíbrio. E hoje tenho no dedo que quero, um anel de casal com uma data marcada e uma função semelhante a um fidget spinner que uso muito. Isto é mais um parasita do que um anel, ou uma anilha do que um anel numa ave rara.
Falou-se em algo simbólico e chegamos a um consenso na qual acabei por ficar empolgado com a compra online de um anel, assim como esperar pela encomenda. Assim que o anel vai para o meu dedo o dia perde a cor após cinco minutos, senti vergonha, algo anti-mim, questionei diretamente se vale a pena querer-me, apontei defeitos, incentivei a desistir de mim, quase deixei o meu orgulho ganhar à minha compaixão sem quaisquer grunhidos e caras feias, só com lágrimas a escorrer dos olhos num rosto sem expressão. TIRA O ANEL! Tirei de imediato. Conversamos, cada um numa ponta do mesmo banco de jardim... Conversamos a andar... Entramos num comboio... Aproximámo-nos... Beijámo-nos. Repus o anel no dedo.
Teremos todos de trocar a insatisfação por gratidão.
Perder tempo com o incómodo faz-nos esquecer o que nos é bom e de quem nos faz bem.
Ódio Útil
Partindo da expressão otimista de que tudo tem o lado positivo e o negativo, por vezes, gosto de levar essa expressão à letra e tento encontrar o que há de mau no bom e bom no mau.
O ódio é um sentimento demasiado intenso que não só traz complicações tanto para o odioso, assim como o odiado. Desejar a morte a alguém ou questionar o quão confortável tornariam os teus dias sem te cruzares com ela - é assim que o meu entender o define.
Qual será o perfil de um odioso? Este é movido por inseguranças pessoais que tenta projeta-las nos outros numa tentativa de forçar todos os demónios dele numa outra pessoa para que não se sinta sozinho e nela ver como ele é? Ou o ódio nasce da vontade de vingança por algo feito no passado? Ou simplesmente é gratuito devido ao natural mau caráter?
Nesta reflexão viajo em terrenos pantanosos e arrisco a dizer que odiar um odioso é correto, mas só pelo o que se tornou por último. Uma pessoa que te deseja insignificância ou até mesmo a morte, com facilidade larga estilhaços de que te quer ver mal. Indivíduos que passaram a maior parte da vida a serem mal vistos deixam de tentar agradar os outros, passam a ter um comportamento apático em relação à imagem que têm perante os outros, preferem fazer pior para que não gostem deles, mas desta vez, com motivos - como uma espécie de “se achas que sou assim, verás que sou bem pior”. Um refúgio angustiante e aparentemente desgastante para os momentos mais solitários e para ente-queridos que são alvos de todas as repressões de quem é portador de um caráter deste tipo. Poderá ser de tremenda futilidade estar escravo da aprovação e o que será sê-lo pela desaprovação? É possível alguém desejar ser desaprovado por alguma circunstância? A meus olhos parece-me plausível num contexto de mostrar a alguém no grupo de pares o quanto lhe é insignificante alguém que não se inclui nesse tal grupo e exibir a maldade que porta como forma de “consigo ter controlo sobre qualquer um”. Ao longo das nossas vidas criamos relações que ajudam a construir a nossa experiência e posteriormente escolher o que nos interessa que acaba por influenciar na nossa personalidade para além dos traços que temos predisposição desde a nascença. E num contexto social identificamos-nos com indivíduos que nos são semelhantes e daí o nosso juízo para criar relações de amizade e assim agir sobre as regras do grupo. Definição que ajuda a descrever e a comparar os diversos grupos em que nos inserimos - trabalho, diversão, interesse, vantagem, amizade, família, conhecimento, amor...
Tem que haver ódio que seja útil! Odiar alguém é contagioso! Uma vez que é entendido pelo alvo é de natureza legítima olhar-lhe com os mesmo olhos. Como foi induzido a odiar à medida que foi entendendo passa a ser um ódio útil, como se fosse uma ferramenta de defesa após um estado de alerta perante alguém com más intenções. É útil quando só como defesa estar atento a todos os movimentos comportamentais e saber ao máximo dos seus podres e num momento útil perder todos os cuidados de dizer as verdades sem magoar, mas sim exatamente o contrário, procurar as palavras mais fáceis, frias, brutas, reais e proferí-las sem quaisquer escrúpulos.
Há quem procure desaprovação?
A sombra só ajuda se estiver à nossa frente.
Fico tentado a inverter fotografias. Fascina-me esta transformação do detalhe óbvio para uma textura pouco percebida, embora agradável de se ver.
Desenhei a paisagem que muitas vezes me vê
Veja "Air - La Femme d'Argent" no YouTube
GOSTAR POR NÃO DAR
Estranho e às vezes difícil de compreender certos conflitos sentimentais devido à atração ter diversas fórmulas. A minha fórmula por ti nem sei classificá-la.
Sem saber se é normal sinto qualquer coisa boa ao ser distanciado por ti. Alguma coisa agrada-me ao bater nas barreiras que tu crias. Dás-me aquela recusa misturada com punição em que faço questão de ser alvo várias vezes.
Por mais que tente trazer razão ao porquê de simpatizar contigo só consigo crer que é por boquinhas que mandámos um ao outro e em algumas esboças sorrisos tão parvos quanto tentadores de os ver mais vezes. Está-me confirmado que fascino-me ver-te histérica e preenchida de sorrisos. Fazes-me brilhar quando te presencio assim! Quero cada vez ver mais, e mais , e mais, e mais... E quando fica difícil desse teu estado despertar novamente deixas-me ansioso e culpado por não conseguir ver-te assim de novo. Refugio-me a irritar-te numa de "Demoras a sorrir e a falar-me?! Então assim tens mesmo razões para não o fazer!"
E por surpresa, durante esta minha vingança, foge-te uma gargalhada. Esse meu brilho automultiplica-se!
Será que somos compatíveis? Para mim os opostos não se atraem e por isso tento forçar encontrar semelhanças nas nossas personalidades. Por vezes fico convencidíssimo que somos semelhantes nas nossas características mais humanas, no que toca a proteger e ajudar quem gostamos, nos pensamentos e nas emoções muito intensas, sermos extremamente carinhosos quando as circunstâncias o permitem, dizer as verdades na cara sem medo mesmo que magoe... Por contrapartida somos diferentes nos interesses. Tivemos e continuamos a ter vivências diferentes que nos fez escolher a música que ouvimos, os livros que lemos, a arte que seguimos, curiosidades que nos despertam, atividades que nos animam. O ambiente que nos envolve e estimula não é o mesm
(Adormeci e quando acordei não me apeteceu escrever mais)
pétalas muito bem formadas
usar a cozinha com ingredientes disponíveis em casa