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@unespnobaja
Aqui também tem limpeza!
Como a competição não acabou, tem que deixar o carro limpinho pro enduro! #VaiSerLoco
Pneus pós-provas dinâmicas. Essas rodas passaram por testes de aceleração e velocidade máxima, tração, a old-school slalon e suspensão e tração (a famosa suspension and traction).
Hoje as equipes enfrentaram a prova do freio. Esse é o carro de Guará em uma das tentativas. O cinegrafista Luiz Flávio Romão, também conhecido por Soluço, deu esse de presente pra gente 📹📱
Almoçar na marmita às duas e meia da tarde: pode, sim! E almoço às seis e meia? Bauru diz que pode também! 🍴🍛
Equipe andando com a cadeira na cabeça: tá querendo virar para-raio? ☔️⚡️
Organização do evento, pelo sistema de som
O dia de ontem foi de muito sol em Piracicaba. Acordamos em Bauru e ainda estava à noite. Junto com as equipes de lã, eu, Maria, e eu, Mayara, viajamos vendo (ou não) o nascer do sol. Chegamos no ECPA por volta das dez horas e ficamos acompanhando as equipes fazerem credenciamento. De lá, seguimos para os boxes, onde as Unesps estavam lado a lado. Ilha chegou só no período da tarde porque estavam na chácara que alugaram mexendo no carro. Depois de muitas horas de "mexe aqui", "arruma ali" e "passa a chave cinco", os carros rumaram para a fila à espera do teste de segurança. Na ordem, era Ilha, Bauru 1, Bauru 2 e Guará. Alguns rechecks fizeram as equipes darem mais alguns reparos e reapresentar seus carros aos juízes. Pac Baja 1 e Tec Ilha também completaram as verificações de motor com excelência. Os outros dois protótipos vão fazer isso hoje. Hoje o dia vai ser produtivo e cheio de atividades. As preparações para algumas provas continuam e os ensaios para as apresentações foram madrugada a dentro e devem seguir nos boxes. E #partiu mais um dia!
Ontem foi dia das equipes fazerem os últimos reparos!
Daqui a pouquinho começa o Nacional. Vai vendo o Regional pra se preparar pelo que vem pela frente :D
O Baja?
Nos câmpus de Bauru, Guaratinguetá e Ilha Solteira, muito se fala dos carros Baja, dos estudantes que participam do projeto de extensão e de como as competições são importantes e muito essenciais para a avaliação das equipes. Mas, para quem está por fora, a palavra Baja é tipo o caviar para o Zeca Pagodinho: só ouvem falar. Para enriquecer nossos vocabulários e conhecimentos na área de Engenharia, vamos explicar o que é o protótipo e como funcionam as equipes.
A ideia da competição é a construção de um carro que possa ser comercializado e aceito por um fabricante fictício. Para isso, algumas regras básicas devem ser seguidas. O veículo deve ser para fora de estrada (o termo técnico é off road), para uma só pessoa (ou monoposto) e robusto. Além disso, tem que ter quatro rodas ou mais, ter uma largura de 1,62 metro, ser capaz de transportar uma pessoa de até um metro e noventa centímetros de altura e ter o peso de 113,4 kg, o equivalente a quase um ano de refeições para uma pessoa num Restaurante Universitário ou um LeBron James.
Também são requisitos mínimos a segurança, a facilidade do transporte e a simples manutenção e operação. O motor segue algumas regras, como ser de um único cilindro e ser refrigerado a ar, além de outras especificações muito restritas a quem entende do assunto com propriedade. O carro, que deve estar com a devida numeração de sua equipe e uma bandeira laranja fixada na parte traseira, deve ser capaz de passar por qualquer tipo de terreno em qualquer condição climática e, fazendo chuva ou sol, com ou sem buracos, deve sobreviver. Tudo deve ser feito visando a prioridade acadêmica, sem participação de profissionais e cada protótipo só pode competir por dois anos no Nacional.
As equipes que montam os carros com seus conhecimentos em diversas áreas de Engenharia, além de muito sangue, suor, lágrimas e silicone, são também responsáveis por buscar financiamentos para a produção do protótipo. Também devem transportar o veículo pronto para competir até o campo de provas e são responsáveis não só pelo projeto, mas pela construção, pelos testes, pela promoção do protótipo e pela operação. As apresentações do projeto, um dos itens da competição, também são de responsabilidade dos alunos, que se dividem entre si para apresentar cada parte exigida.
As regras são muitas e pode parecer impossível para quem vê de fora. Mas cada um dos alunos, pelo menos os da Unesp, doa mais tempo ao Baja do que a muitas outras coisas, principalmente as noites de sono (poucas, no caso). Os esforços são sempre recompensados quando tudo dá certo no final. Não vemos a hora disso acontecer com nossas quatro equipes!
A Baja?
O Baja SAE é um projeto que desafia os estudantes de engenharia de diversas Instituições de Ensino Superior a aplicar na prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula, desde a concepção à construção de projetos, preparando os para o mercado de trabalho. Para quem não sabe, a SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos formada por engenheiros, técnicos e executivos que têm como valores disseminar técnicas e conhecimentos sobre tecnologia da mobilidade, seja ela terrestre, marítima ou aeroespacial.
E o Projeto BAJA SAE? Ele foi criado na Universidade da Carolina do Sul, EUA. Três anos após o início das atividades da SAE BRASIL, em 1991, a associação lançou o Projeto BAJA SAE BRASIL, sendo realizada a primeira competição nacional em 1995. Através de suas Seções Regionais, ela também apoia a produção de eventos regionais do Baja SAE BRASIL, nomeadas como Etapa Sul, Sudeste e Nordeste, levando as competições para vários estados do país, como RS, SP, MG e BA.
Desde 2003, a competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS é realizada em Piracicaba, SP, no ECPA, na qual os projetos são avaliados de forma comparativa. As equipes devem ser compostas por alunos de Engenharia Física, Mecânica, Mecatrônica, Robótica, Metalúrgica, Eletrônica, Eletro – Eletrônica, Automobilística, Produção, Automação Industrial, Aeronáutica, Civil, Materiais, Agronômica ou Ambiental, e levar até dois carros para competir. Este ano, os alunos de Pós-Graduação também puderam se inscrever.
Vai começar galera! Entre quinta e domingo, 1,2 mil alunos, representando 70 instituições de Ensino Superior do país - mais a instituição americana - se reunirão e colocarão à prova os seus 76 veículos off-road!
Foi dada a largada! Quinta-feira, dia 05 de março, começa a 21ª Competição Baja SAE Brasil-Petrobras. Foram feitas 75 inscrições de todos os cantos do Brasil e uma dos Estados Unidos (Rochester University of Technology, de Nova York). As provas serão realizadas na cidade de Piracicaba, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA) entre quinta e domingo, dia 08.
Cada dia da competição é composto por uma série de atividades, como inspeções técnicas, verificação de motor, conforto e freios, apresentações de projetos, provas dinâmicas, repescagens. Ao fim, as equipes são classificadas em ordem de acordo com o teste de freio e competem em um enduro de resistência com duração de quatro horas.
Os protótipos offroad são premiados pelas provas dinâmicas, apresentações de projetos, enduro e, somando tudo, tem-se a classificação geral. Neste ano, as três instituições de ensino com as melhores pontuações no geral poderão representar o Brasil na competição Baja SAE Maryland, que acontecerá entre os dias 07 e 10 de maio na cidade de Baltimore, Maryland, EUA.
Unesp
Para esta edição, os câmpus de Bauru, Ilha Solteira e Guaratinguetá enviarão quatro carros, sendo dois da cidade-lanche.
A resistência mecânica do veículo é a aposta da equipe Piratas do Vale Bardhal. Atualmente, a equipe é composta por 14 estudantes da Faculdade de Engenharia da Unesp de Guaratinguetá. Em Bauru, são duas equipes em uma: A Pac Baja 1 e a 2. Com 25 membros no total, incluindo a equipe de Relações Públicas, o carro Pac Baja 1 passou por aperfeiçoamento do sistema de refrigeração do CVT e o Pac Baja 2 está com o CVT tunado e a lateral mais elevada para a segurança do piloto. E, por fim, os treze membros da Tec Ilha acreditam que seu maior diferencial vai ser a eficiência na transmissão em função da aceleração.
Agora é só esperar pela bandeirada e acelerar!