eu não me lembro do seu rosto, não me lembro do seu sorriso, eu sequer sei o som da sua risada. eu poderia te chamar de desconhecido, mas não é engraçado dizer que eu sinto falta de um lugar que eu nunca estive antes? dizer que meu coração doÃa, que minha alma desabava e que eu perdi algo que nunca me pertenceu? não é engraçado sentir sua falta todos os dias, que mesmo depois de dois mil cento e trinta e nove dias após a sua chegada eu ainda penso em você?
as vezes eu acredito que eu correria até você se você voltasse, mas penso melhor, repenso, sinto meu peito doer, transformo esses pensamentos em vazio e volto neles novamente, como algo cÃclico, algo vicioso, como se eu estivesse presa em você e por que? por que eu não te largo? não te deixo ir, voar como um passarinho longe de sua mãe? porque você me amou primeiro, você me disse coisas lindas primeiro, você fez meu coração disparar primeiro, você correu por mim primeiro e eu? eu te deixei partir, te deixei ir embora porque eu era confusa, porque meu coração ainda era novo.
então não volta, ou volta, não sei dizer. volta e diz que me ama, diz que eu não saio da sua cabeça, assim como você não sai da minha. ou não volta, não, não bagunce o meu presente, não me faça ficar confusa porque eu sou feliz agora, sou genuinamente feliz.