You can't steal my powers! | Yuri attack | Sam, Andromeda, Hannah, Joe, Claire, Valentina
Quando Claire se pôs de pé de novo, sentiu o curativo que cobria seu braço ficando molhado mais uma vez. Provavelmente mais do que só um ou dois pontos haviam estourado, mas ela não tinha tempo o suficiente para lidar com aquilo naquele momento. Nem com a perna que sangrava, ou a cintura. Mas aquilo a assustava, a assustava porque ela já havia perdido muito sangue ontem e tudo estava acontecendo de novo hoje. Ela não podia prolongar aquilo por muito mais tempo se queria se manter respirando. Agora a coisa que a mantinha de pé era a adrenalina correndo pelo seu sangue.
A primeira ideia não havia funcionado. Então ela faria exatamente aquilo que ele esperava que ela fizesse. Claire calculou o golpe com perfeição, se defendendo de cada investida de Yuri que não pensava mais no que fazia também. Mas ela conseguia ver isso no corpo dele. E quando foi atacar com aquele golpe milimetricamente medido ele ergueu sua espada para se defender. Mas a Seaworth mudou o curso da sua espada no segundo final. Aquilo precisava funcionar, a sua visão já se turvava, era aquilo ou a morte. Você não quer morrer agora, disse a si mesma antes de cravar a espada no corpo de Yuri. Engoliu a seco, “Você não vai…" mas ele nunca chegou a completar aquela frase caiu desacordado no chão. E Claire não ficou acordada por mais muito tempo, toda a sua roupa já estava banhada em sangue. E quando ela bateu contra o chão seu corpo quase congelava.
“Se você acha que a Natureza vai lhe ajudar querida, você está totalmente enganada. Ela está dividida. Ela não sabe a quem ajudar, e se for preciso, vou mostrar que o lado certo é o meu, porque eu sou o lado poderoso.” Ótimo, quase viu seu irmão dizendo essas coisas, bem o tipo dele falar isso. Sem pensar em nada, Vale começou a recuar para a floresta, e sentia as plantas dizerem que estariam do lado dela, era como se ela não estivesse sozinha, como se tudo o que estivesse a sua volta tentasse ajuda-la.
Sem perceber que estava perdendo o foco da luta e levando para todo o sentimentalismo que sentia pela força da natureza, ela foi atingida em cheio por espinhos, que acertaram o seu abdômen, por sorte, os mesmos só a cortaram e não liberaram o veneno que seria capaz de liberar, porém só a dor que sentiu prejudicou tudo o que antes parecia claro para ela. Ótimo, é agora que eu sou massacrada, pensou. Com ainda muita dor, ela caiu, seus pensamentos embriagados devido à dor que a consumia, ela só conseguir sentir através das árvores que o loiro estava se aproximando.
“Você seria uma boa ajudante Valentina, você tem potencial, mas você nunca seria melhor do que eu, nem se treinasse pelo resto da vida maravilhosa que teria.”
Ela sentia dor, e sabia que ele sentia o mesmo, e talvez esta fosse a chance dela, continuou no chão, apenas olhando para ele e concentrando todos os seus pensamentos à região do abdômen na qual sentia a dor. A natureza então começou a se encarregar do resto, galhos, árvores inteiras, ramos, flores, começaram a se juntar, e antes mesmo que ele percebesse, um casulo havia se formado a sua volta, como se uma nova árvore tivesse sido criada em volta dele a partir do zero. Ele estava preso, e Valentina percebia todo o esforço que ele fazia para sair, mas as plantas já não respondiam mais a ele. E quando ela percebeu o que deveria fazer, apenas fez, sem piedade. Espinhos surgiram em toda a parte interna da árvore, com apenas um forte grito do inimigo, seguido de um suspiro de Valentina, estava feito, havia terminado, seu corpo clamava por descanso, seus olhos embaçados então se fecharam e ela caia em um sono profundo enquanto sua pele se tornava quase branca novamente.










