O desafio de escrever diariamente...ou semanalmente...ou a batalha em deixar de ser desleixado
Primeiro de janeiro costuma ser o dia mundial de elaborar aquelas promessas (geralmente embebidas em álcool) de mudar o mundo, revolucionar a própria vida e gritar a si mesmo: ‘Yes, i can’…não é mesmo? Uns querem começar uma dieta, por exemplo; outros tantos querem começar a academia logo no dia dois…e, sucessiva e aleatoriamente, planos e mais planos são sonhados por nós, no primeiro de janeiro - eu mesmo também fiz minha lista do que planejo para este ano, e já terei que voltar nas postagens do Facebook, pra me recordar de todas.
Mas, na maioria dos casos e para a maioria das pessoas, bastam alguns dias do novo-velho ano para perceber como pode ser árduo dar conta de tudo aquilo que prometemos, mesmo indo na direção de uma meta por vez. De cara, já me recordo que ando falhando em duas frentes importantes: A psique e a minha relação com a escrita.
No campo emocional, prometi ser mais leve com meus sentimentos e minhas expectativas, para evitar bolodórios. entre decisões a bancar e relações a renovar e amadurecer, cheguei a conclusão de que preciso de ajuda profissional para soltar o nó na minha garganta. Felizmente, aos poucos, estou conseguindo ajuda, e tudo que mais preciso agora é focar e realizar.
Mesma coisa que preciso fazer, em relação a escrever e me expressar. Lá por meados dos anos 2000 eu tinha um caderno em que escrevia minhas humildes crônicas, e eu fazia parte de um sarau de poesia; hoje sinto como ambos fazem falta. Minha própria relação com os livros deteriorou muito (janeiro daqui a pouco vai embora e não estou nem na metade do primeiro livro), hoje tenho trabalho pra me manter concentrado e maravilhado com alguma leitura.
Por estes motivos, o texto de hoje é um protesto contra meu próprio desleixo em tocar meus planos para o novo ano. Quero muito me impor o desafio do título desta postagem e retomar (reconciliar) meu amor com a escrita, até como forma de manter minha sanidade, em meio aos dias difíceis. E, para reavivar esta meta e mergulhar de cabeça nesta proposta, agradeço ao Conrado Cacace (idealizador e motor do site Verdazzo, dedicado ao nosso Palmeiras💚) por me tocar sentimentalmente em um de seus recentes textos, ao falar da sua paixão em escrever. E, na medida do possível, estender esta boa vibe aos demais projetos e metas.
Não tenha vergonha em buscar ajuda, se sente que precisa; tenha inspirações; tenha aspirações. Viva o velho e sábio lema do 'um dia por vez’ mas sempre tenha um objetivo claro, e que lhe traga afirmação, prazer e sentido.
Um texto por dia. Dois litros de água por dia. Mais risos todos os dias. Só não vale se deixar desleixar por completo. Não oculte sentimentos. Não deixe entalado na garganta, o que seu coração não suporta mais prender. Pense nos meios como caminhos libertadores, e não nos finais pré-fabricados em nossas mentes.
Dedico o texto de hoje a Fernando Pessoa e Conrado Cacace.