Eudora foi puxada relutantemente de onde estava admirando o teto do local, por ela ficaria horas apenas observando aquela falsa galaxia “Poxa, Adithi, estragou meu momento” fez um bico, demonstrando um drama que não faria se estivesse sóbria. Deu de ombros, do jeito que tava não recusaria mais outra bebida, e mesmo que sua amiga estivesse afim de algo mais fraco, Eudora estava totalmente disposta e ainda tinha bastante espaço para aceitar algo um pouco mais pesado, sendo definitivamente bem mais forte para bebidas do que poderia parecer “Okay, o que você ta querendo? Que tal uma dessas de nomes esquisitos? Por enquanto de bebida só tive vodca pura mesmo”
⟴ Adithi não conseguiu conter o riso diante do drama feito pela amiga, algo que sabia que não aconteceria se esta não estivesse um tanto alta. — Mil perdões, mas garanto pra você que vamos nos divertir bebendo e depois voltamos para admirar a galáxia — soltou em um tom de promessa, caminhando com a amiga até a mesa de bebidas e parou em frente a esta, observando-a com atenção e pensando no que poderia tomar até o momento em que ouviu a voz de Eudora — Sinceramente, não faço ideia. Mas eu acho que essas com nomes esquisitos podem ser bem interessantes… no entanto, e se misturássemos algumas? Acha que seria uma ideia ruim? — mordeu o lábio inferior, voltando as orbes esmeralda para a outra e a sombra de um sorrisinho divertido passou pelas belas feições da cigana.
‘ Você conhece, não conhece? É um clássico, afinal de contas. ’ explicou com um sorrisinho, encarando a pessoa a sua frente, a qual tinha sido escolhida para passar 7 minutos no armário de casacos com ele. ‘ Por favor, pode ir na frente. ’ indicou, antes de passar pela porta e fechá-la as suas costas. ‘ normalmente eu demoro mais do que 7 minutos, se quiser estender não tem problema nenhum. ’ sugeriu, inclinando-se para próximo dos lábios alheios e os tomando para si.
⟴ Conheço sim. — respondeu a cigana, já com a voz um pouco mole pela bebida — estava ficando muito louca e gostava daquilo — antes de entrar no armário juntamente com o rapaz e por mais que já tivesse beijado mais pessoas do que poderia ser considerado normal, estava bem animada para descobrir o que iria acontecer. — Uau, acho que precisamos de um armário maior para poder caber seu ego, Laurent — provocou o maior antes de sentir os lábios masculinos nos seus, correspondendo ao beijo sem nem pensar duas vezes e — já que era muito menor do que ele — apoiou ambas as mãos no peitoral do Tremaine depois de ter aproximado mais seu corpo.
O gesso tinha ido embora em poucos dias, sendo trocado por uma peça metálica móvel de sua autoria. A liberdade de movimento permitia que Kanesha estivesse fazendo aquela grande façanha. Dedos segurando um copo de Light Me Up e os metálicos, um Why So Serious?; vertendo os líquidos num copo novo e bem volumoso. — Pensando se eu coloco mais alguma coisa aqui… — Falou alto, acima do som, o suor no rosto brilhando tanto quanto o sorriso na direção delx. — Dois segundos e eu faço o que você quiser. Juro de dedinho. — Piscou um olho, a boca meio aberta mostrando a língua por cima do canino avantajado.
⟴ Adithi tinha um copo de Light Me Up na mão, parada ao lado da melhor amiga antes de franzir o cenho e fazer uma careta de reprovação ao vê-la misturando as bebidas — já prevendo que teria que mais tarde, cuidar de alguém que estaria muito louca por causa daquilo — Acho que é melhor não. Depois você se aventura misturando mais coisas. — falou de maneira brincalhona, levando o próprio copo aos lábios e virou o corpo na direção da outra de uma maneira surpresa — Sabe que me deixar no comando para fazer alguma coisa é uma péssima ideia e vamos acabar no meio do jardim em cima de uma árvore, não é? — o sorriso brincalhão delineou os lábios carnudos da cigana e por mais que aquilo fosse tentador, não podia negar que era um tanto preocupante pensar no que ambas poderiam aprontar ao estarem bêbadas.
As luzes piscavam, fazendo o espaço oscilar entre o escuro e o claro. Nos repetidos flashs era possível ver a espuma de sabão que parecia névoa cósmica ao seu redor. E ela não sabia se estava se estava chapada por tabela ou se era apenas a atmosfera psicodélica do ambiente que a fazia se sentir tão livre. Ela dançava, mexendo os quadris no ritmo da música quando sentiu o corpo escorregando na quantidade absurda de sabão que tinha no chão, a fazendo puxar alguém consigo, os dois caindo no chão e a fazendo gargalhar até doer a barriga. “Me desculpa!” Disse ela entre risos. “Ai olha pra você, ta todo coberto de espuma!”
⟴ A cigana já estava vendo as coisas dobradas, sabia que estava ficando bem louca e não ligava muito — afinal, a graça de uma festa clandestina era ficar daquela forma — e agora acabou se enfiando no meio da espuma que imitava a névoa cósmica, acabando por só “acordar” quando sentiu alguém lhe puxando para o chão. Talvez no dia seguinte aquilo doesse e ficasse um hematoma — para acompanhar o corte que ainda estava cicatrizando em seu braço —, mas naquele instante, tudo o que a queda conseguiu foi lhe arrancar uma gargalhada divertida, acompanhando a da outra — Tudo bem! — respondeu em meio ao riso, erguendo o corpo da forma que conseguia — Bom, digamos que é melhor estar coberta de espuma do que coberta de bebida. — soltou erguendo a destra para afastar os fios escuros do cabelo longo que tinham grudado em seu rosto. — Você não se machucou, né?
Os braços cobriam o rosto, protegendo-se das esferas cheias de líquido colorido. Hania, no entanto, não tinha medo em seu rosto. A risada ecoando e ganhando um espaço que não lhe era nem um pouco familiar. Não quando estava rodeado por pessoas completamente desconhecidas. Alguém colocou uma das munições da Chuva de Meteoros em sua mãe e o ralieno não levou dois segundos para mirar e atirar. E acertar bem nx xxxxx delx. ☾ — Eu- Mil desculpas. Não queria- Quer dizer, queria, mas não em você especificamente. Mas… ⋆ A nova onda da gargalhada subiu-lhe e lágrimas chegaram aos olhos. ☾ — Você está brilhando tanto que- ⋆
⟴ Adithi sentiu o impacto do que lhe fora atirado, acertando em cheio sua blusa e fazendo com que a mesma começasse a brilhar por causa do líquido colorido, de modo que a cigana acabou soltando um xingamento em voz baixa por causa daquilo — Realmente, Hania… eu achei que você pelo menos gostasse de mim, nem que fosse um pouco — soltou em um tom claramente dramático, balançando a cabeça lentamente com aquilo antes de acabar por dar risada juntamente com ele — Eu estou bem melhor do que antes e sinceramente, minha blusa ficou muito mais bonita agora do que estava antes. Mas é melhor você tomar mais cuidado em quem joga essas coisas.
Era evidente que combinar bebidas distintas não traria bons resultados — mas não me surpreendeu o fato de Felicia ter sido atraída justamente à bebida no copo em formato de coração e à neon, ambas na tonalidade de rosa enjoativo que a princesa tanto gosta. — E o êxtase que já a preenchia, passou a acompanhar uma necessidade lasciva de declarar-se às pessoas em seu entorno. Como se, subitamente, estivesse rodeada pelos seus amores verdadeiros. “Oi, oi, ciao!” O cantarolar da saudação, por alguma razão inexplicável soou divertida para a loira, arrancando-lhe um risinho antes de estender à pessoa a sua frente aquilo que tinha em mãos. “Eu vim lá do outro lado do salão para te dar isso! Em sinal do meu eterno amor por você.” O anúncio deixou seus lábios ao ainda mover-se em direção a seu alvo, como se a ânsia de alcançá-lo fosse grande demais para que pudesse esperar. E no passo desajeitado que vinha, por conta da bota pesada em seu pé, Cornelia acabou por cambalear na direção alheia.
⟴ Sentar quando se sentia um pouco zonza era o que sempre acontecia quando Adithi bebida um pouco além do esperado — até para si mesma — e agora estava se ocupando em observar as pessoas claramente animadas que se beijavam, dançavam ou simplesmente bebiam mais ainda, enquanto a cigana aguardava o efeito anestesiador das bebidas cessar um pouco para poder voltar até a pista de dança e sinceramente, parecia que aquilo estava demorando mais do que ela queria. Sua surpresa não foi nem um pouco contida com a aproximação repentina de Felicia, fazendo com que o cenho se franzisse e como sempre, a voz feminina demorou um pouco mais de tempo para fazer algum sentido para si antes de estender a mão para pegar o copo de bebida cor de rosa neon que estava lhe sendo oferecida — Que… fofo e inesperado Felicia, muito obrigada. — o sorriso sem graça tomou os lábios carnudos da Chateaupers e ela não sabia muito bem como falar que obviamente não beberia aquela coisa. — Quer sentar aqui comigo? Eu estou esperando ficar um pouco melhor para não correr o risco de me esborrachar no chão.
Eudora definitivamente estava fora de si. Até agora já havia perdido sua blusa, beijado um estranho enquanto jogava encontre sua estrela e usado um pózinho esquisito. Não que fosse algo negativo para a garota que não entendia muito o que estava acontecendo, mas estava definitivamente curtindo, a batida da música ressoava nos seus ouvidos e tudo parecia 10 vezes mais colorido e bonito do que realmente era. Eudora mexia sua cabeça no ritmo da musica, antes de olhar pro teto e abrir a boca em admiração “Olha isso” deu uma cotovelada na pessoa ao seu lado, apontando pro teto que estava decorado como se estivessem em uma galáxia, e ela realmente se sentia em uma “É tão bonito”
⟴ Adithi conseguira ficar mais alta do que pensou naquela noite, só esperava que não fizesse algo muito vergonhoso e que pudesse acabar se arrependendo depois — se bem que, nem tudo era uma questão de arrependimento, às vezes era motivo para risadas — mas ainda assim, estava preferindo se controlar um pouco mais e claro, sentiu muito bem a cotovelada que levou próxima das costelas dada por Eudora — Porra Dora! Doeu — reclamou levando a mão até o local antes de erguer os olhos verdes para onde ela estava apontando e abriu a boca juntamente em admiração — Realmente, ficou maravilhoso. Mas sabe como ficaria melhor? Se a gente fosse buscar outra bebida, uma menos forte dessa vez já que eu provavelmente vou passar mal se tomar mais alguma coisa carregada de álcool. — comentou pegando a outra pela mão, puxando-a consigo para poderem começar a andar.
A voz de Adithi é suave, bem parecida com a de sua mãe e possui um leve sotaque francês, embora já tenha perdido a maior parte do mesmo com o tempo em Aether. Geralmente possui um toque brincalhão, sendo carregada de ironia e alguns deboches quando a situação lhe convém.
Idade
Tem dezoito anos.
Gênero
Se identifica como cis feminino.
Peso
Pesa incríveis 40 quilos.
Altura
Adithi é baixinha, tem apenas 1.52 de altura.
Sexualidade
Embora já tenha ficado com garotas por curiosidade, Adithi é hétero e às vezes se arrepende desse fardo.
Defeitos físicos
Na visão de Adithi ela não tem defeitos, já que ama cada parte de seu corpo.
Qualidades físicas
Adithi gosta muito de seus olhos verdes, acha-os realmente qualidades, além de ser uma pessoa bem flexível por causa da dança.
É saudável?
Diga-se de passagem que Adithi não é uma pessoa que gosta de comer besteiras ou odeia atividade física, ela é vegana, então não é muito de alimentar-se com fast foods ou algo que não seja natural. Fora que está sempre dançando e movendo-se.
Maneira de andar
Muitas vezes parece que Adithi anda flutuando ou dançando, além de ter uma postura perfeita — agradece sempre ao ballet por aquilo —.
QUE TAL DESCREVER O PSICOLÓGICO?
Práticas / Hábitos
Não consegue falar com alguém sem olhar a pessoa nos olhos, acha que aquela falta de contato é algo bem alarmante. Além de ter o hábito de estar sempre arrumando os cabelos longos para que fiquem alinhados o bastante para que não pareça estar desleixada ou alguma coisa parecida, visto que sua aparência sempre foi algo importante para si — mesmo que não seja uma coisa típica de sua mãe, esta sempre lhe mostrou como ser vista de uma maneira natural e bonita, sem precisar recorrer a maquiagens ou coisas muito exageradas.
Inteligência
Adithi é inteligente, bem na média de inteligência e geralmente costuma tirar boas notas, mas nada que seja muito surpreendente apenas sabe que consegue lidar com situações que sejam estressantes para outras pessoas de forma mais racional. É bem mais inteligente com assuntos que tenha algum tipo de domínio.
Temperamento
É bem calma, raramente alguém consegue tirá-la do sério mas também possui um temperamento bem orgulhoso e odeia quando precisa admitir que está errada em alguma coisa — embora, ao seu ver, nunca esteja errada. Fora isso, também é bastante amigável, gosta de brincar com as pessoas — principalmente aquelas que tem mais intimidade — além de ser muito justa e um tanto desbocada com autoridades.
O que te faz feliz?
Dançar até sentir os pés começarem a doer. Desde que se entende por gente, nada nunca lhe deixou mais feliz e em paz consigo mesma do que estar em algum lugar com música e mexendo o corpo como se fosse parte do universo.
O que te faz triste?
Injustiça. Não existe nada que deixe a cigana mais chateada do que ver alguém sendo injustiçado ou servindo de chacota para que outras pessoas possam se divertir, além de ser algo que lhe tira do sério e não pensa duas vezes em intervir para ajudar.
Esperanças
Ouviu demais sobre o preconceito que a mãe sofreu dos homens, simplesmente por seu povo ser cigano e ter suas próprias crenças e costumes que não eram compreendidos, além de serem perseguidos e temidos sem motivo algum. Sua esperança é que isso acabe e que qualquer tipo de preconceito existente possa ser extinto para que se entenda que ninguém é superior ao outro por qualquer que seja o motivo.
Medos
Não é muito de ter medo, mas ver novamente uma forma de perseguição ao seu povo é o maior medo que a cigana consegue pensar e só de imaginar algo parecido, sente uma vontade inexplicável de simplesmente chorar.
Sonhos
Ser uma grande heroína — como seus pais ou até mais do que eles — e fazer uma diferença enorme na história, através de uma luta travada contra aqueles que se acham superiores por sua descendência.
QUE TAL DESCREVER ASPECTOS PESSOAIS?
Família
É a segunda filha de Esmeralda e Phoebus, tendo um irmão mais velho e uma irmã mais nova. Sempre foram uma família bem unida e que protegia um ao outro, ainda que Adithi vivesse mais pelas ruas com seus primos ciganos do que verdadeiramente dentro de casa, momentos em que ficavam juntos na mesa de jantar ou simplesmente ao final do dia sempre foi algo importante para si.
Amigos
Adithi: Sua melhor amiga é @magic-and-claws e é uma das poucas pessoas que conhecem a cigana como ninguém, além é claro de poder fazer uma lista um tanto longa daqueles que gosta verdadeiramente. @andcrline; @tresdedoze; @barbablue; @momentforviv; @margaerythings; @viradonojawari
Estado Civil
Solteiríssima na pista.
Terra Natal
Sua terra Natal é a bela Paris, na França, mais precisamente uma vila cigana que sua mãe conseguiu convencer Phoebus a ir morar.
Infância
A infância de Adithi foi extremamente comum — pelo menos para ela — aprontando com os primos por aí, era bem comum vê-la subindo nas árvores do bosque ou brincando com os animais — algo que sempre amou.
Crenças
Acredita em deuses, mas é claro que tem uma curiosidade para todas as outras crenças por isso, não tem uma definida.
Hobbies
Seus hobbies são ler, dançar, conversar com seus amigos e irritar Merlin sempre que possível.
QUE TAL DESCREVER PRÁTICAS?
Comida favorita
A comida favorita de Adithi é salada.
Bebida favorita
Suco natural e chá.
O que costuma vestir?
Adithi está sempre com roupas de cor roxa ou similar, geralmente de vestidos e roupas leves com as quais possa se mexer.
O que mais o diverte?
Ficar com seus amigos é o que mais lhe deixa animada e que mais lhe diverte.
Por último, liste PERSONAGENS FICTÍCIOS que serviriam de inspiração para o seu atual personagem.
Diziam que telefone vigiado não tocava. Alguma coisa sobre semente vigiada não vingava. Qualquer coisa colocada sob um microscópio demorava séculos para fazer alguma coisa e, rapidamente, a princesa acreditava nisso. As longas unhas cutucavam o gesso em volta do braço, puxavam a atadura por baixo. Empurravam os dedos esperando que se mexessem mesmo inchados daquele jeito. Nem o corte na cabeça tinha emoção, ou atenção, em relação ao braço quebrado em algumas partes. Kanesha ergueu os olhos para a figura que se aproximou, o sorriso sem emoção no rosto igualmente apático. — Você tem três opções. Me distrair, me dar ideias ou me contar sobre sua desgraça. Spoiler alert, não tem resposta errada. — E foi uma mudança incrível em seus olhos, o desespero para que as palavras delx pusessem um freio no turbilhão que eram seus pensamentos.
⟴ Os olhos verdes de Adithi analisaram com atenção e preocupação a melhor amiga, principalmente ao notar o sorriso que não combinava nem um pouco com ela. — Prefiro te distrair… embora esteja bem preocupada com o que você está pensando. Quer me contar? — perguntou sentando-se ao lado da amiga e cruzou os pernas, o braço enfaixado até a metade estava apoiado com cuidado no colo e a atadura ainda tinha um pouco de sangue, mas a cigana estava ocupada demais dando atenção para Kanesha para que se preocupasse consigo mesma. — Pode ir desembuchando que não adianta nem um pouco você tentar mentir pra mim.
❛❛ —— Olha a sua cara! É óbvio que você quer sacanear comigo. ❜❜ Aquela constatação veio quando Jawari praticamente arrancou a caneta da mão do outrx, tirando o gesso de seu braço do campo visual alheio enquanto erguia uma sobrancelha. ❛❛ —— Tá pensando que eu sou burro? Já foram quatro que iam escrever merda aqui. ❜❜ E a sua vasta experiência já havia ensinado-o a ficar esperto quando esse era o assunto porque a última coisa que ele queria mais nenhuma obra indesejada na proteção do próprio braço.
⟴ Para de ser bobo Jawari! É claro que eu não vou te sacanear, acha que eu faria algo assim com você? Se acha, você me deixa bem magoada — a expressão no belo rosto da cigana se tornou triste, obviamente ofendida e chateada com aquelas palavras do mais novo. Logicamente não iria fazer nada para constrangê-lo ou deixá-lo mal, muito menos escreveria… merda, no gesso dele. — Vai me deixar escrever ou não? — indagou estendendo a mão para ele, esperando que a caneta lhe fosse devolvida e ele parasse com todo aquele drama. Sabia que existiam idiotas em Aether, só que não pensava que o rapaz pudesse achar que ela era um deles, realmente, estava chateada.
❝ — Ok, o negócio é o seguinte… Pode ser que talvez eu não tenha contado tudo o que aconteceu na excursão para os meus pais, mas eu vou! Juro. Só não quero eles tão preocupados com isso, entende? Mas agora minha mãe cismou que precisa fazer uma chamada de vídeo comigo! O que você acha que eu devo responder para escapar dessa? ❞
⟴ Eu não te julgo, já que também não contei tudo o que aconteceu para os meus pais. Pelo menos não ainda, já que meu pai vai se desesperar e o capitão Phoebus pode ser um pouco irracional quando fica nervoso. — comentou um tanto pensativa, mordendo o lábio inferior levemente — Olha… você pode usar um feitiço, pedir para alguém disfarçar que você está bem. Mas também pode falar que a câmera do seu celular já era e que não dá para fazer chamada de vídeo… — parou de falar um pouco pensativa, pensando em alguma coisa — JÁ SEI! Diz que entrou água no seu celular e agora ele está muito ruim e falhando toda hora.
Estar perto do desastre no momento do ataque nutriu a constante curiosidade de Alyssa, mas as consequências haviam sido instantâneas. O corpo pequeno e esguio da fada fora jogado a alguns metros quando a explosão dos poderes de Merlin se manifestou, e no momento em que pousou o corpo caído em cima do punho direito, teve o braço inteiro invadido pela dor e perdeu a consciência. Acordou em um dos leitos da enfermaria do Instituto - muito mais movimentada que de costume -, e mesmo com a cabeça doendo (e uma sensação constante de pressão) não esperou para levantar-se e caminhar atordoada em direção à saída. Observava o punho engessado e não notou o caminho até esbarrar violentamente em alguém — Foi mal... - pediu automaticamente, e só ao sentir a propria voz abafada notou que a "pressão" sentida na cabeça na verdade vinha dos ouvidos; um zumbido constante a acompanhava e o mundo à sua volta parecia estranhamente silencioso. — D-desculpa, eu não.. Eu não consigo.. - tentou, mas deixou a frase inacabada quando observou a boca de Muse se mover e quase não ouviu o som emitido, levando as mãos à cabeça e já sentindo os olhos marejados.
⟴ Graças aos deuses — ou ao Narrador, quem quer que seja — Adithi já havia conseguido sair da enfermaria e mal podia esperar para ocupar a cabeça com alguma coisa que não fosse criar teorias da conspiração sobre cada segundo antes de todos aparecerem em Aether. As coisas estavam muito confusas, muito mal explicadas para o gosto da cigana e ela não gostava daquela sensação, precisava saber o que estava acontecendo e claramente não mediria esforços — nem noção — para descobrir, mesmo que acabasse se colocando em problemas, afinal, já estava acostumada a viver na sala de Merlin. Seus pensamentos foram invadidos e trazidos de volta a realidade quando sentiu o corpo — bem mais leve que o seu — esbarrar em si, fazendo com que acabasse por desequilibrar rapidamente — Está tudo bem, sem pro… — parou de falar quando notou a expressão confusa da loira, acabando por se preocupar principalmente quando esta levou as mãos a cabeça e os olhos claros marejaram. Alguma coisa estava bem errada, precisava ajudar de alguma maneira, mas como? Só lhe restava levá-la de volta a enfermaria e para avisá-la, pegou o celular e escreveu no bloco de notas o mais rápido que conseguia com uma mão só “Vou levá-la de volta a enfermaria. Alguma coisa está bem errada com você”, virando a tela para a outra ler assim que terminou. O braço bom passou pelo da fada de modo que pudessem começar a caminhar.
Ah, sim, claro. Matar sempre era radical demais para tudo e todos, e sabia que seu modo de criação, pensamento e vivência, jamais seria aceito. Mesmo que os tão chamados heróis, não tivessem feito algo tão diferente. “— Então, qual seria sua solução para os eventos, levando em conta que talvez exista um Narrador?” Gostava de saber a opinião e a visão das pessoas, principalmente dos humanos. Estudiosa como era, observava cada detalhe como se fossem coisas, não pessoas. Porque sabia que eles faziam o mesmo. Mas pendeu a cabeça para o lado, em um olhar curioso, observando o braço enfaixado e depois o rosto da garota. “— Que fofa, não? Além de não duvidar de mim, ainda está preocupada? Quanta bondade. Eu deveria te dar um prêmio?” Provocou, porque gostava e a morena parecia aberta o suficiente para isso. Ainda sim, foi simpática e retribuiu a fala. “— Vou ficar bem. E você, hein? Como está esse braço? Não parece em boas condições.”
⟴ A pergunta foi uma surpresa para Adithi e ela realmente não tinha uma resposta para a mesma, visto que claramente não havia uma solução simples como gostaria — e por mais que não gostasse da ideia, acreditava que talvez fosse o único meio de acabar com toda aquela merda… matando o Narrado, caso este existisse — Sinceramente? Agora que me perguntou, de maneira bem inesperada para ser sincera, eu realmente não faço a menor ideia e estou cogitando que talvez sua ideia seja a única viável para esse momento. — soltou uma risada baixa, claramente um pouco surpresa com suas próprias palavras, mas a cigana não era de mentir e preferia ser sincera com a filha de Malévola. — Eu aceitaria um prêmio, seria bem divertido. Mas deixe de ser ranzinza, Nymphadora, está parecendo Merlin. Acho que a idade chegou antes para você — provocou em uma clara brincadeira, o sorriso divertido brincando nos lábios carnudos da herdeira de Esmeralda. — Está bem. Um pouco dolorido, mas acho que nada tão sério… foi apenas um corte bem fundo, logo ele vai estar bom de novo para socar principezinhos mimados.
O cenário não era dos melhores e Laurent precisava assumir isso. Ele podia ser um covarde, mas não deixaria de ajudar seus colegas, se não fosse pela mão machucada, ele já estaria fazendo tal coisa, mas o pulso o impedia de dar atenção para os demais. Encarou a garota enquanto ela se desvencilhou do cinto e notou o machucado em seu braço, o sangue excessivo demonstrava que não era um machucado superficial e se havia uma coisa que Laurent entendia era de machucados. ‘ Obrigado. ’ ele disse enquanto apanhava a peça de vestuário da garota e improvisava a tipoia, balançando a cabeça de modo negativo, demonstrando seu desconhecimento diante do que havia ocorrido. ‘ eu não sei, eu estava saindo da água com Ian quando a onda simplesmente levou a gente, não sei se ele está bem ou vivo. ’ havia mais essa preocupação em Laurent, mas ele tentava pensar de maneira positiva. ‘ não, a enfermaria vai estar lotada, não adianta ir para lá por uns ossos quebrados, vamos dar uma olhada nesse seu machucado, ok? ’
⟴ Adithi realmente não estava muito interessada em cuidar do próprio ferimento, preferir focar em outra coisa para não ser refém daquela dor — que aos poucos parecia estar se tornando maior e provavelmente, daqui a alguns minutos, seria insuportável — Não precisa agradecer, acho que o que é preciso agora é cooperação de todos… ou da maioria — comentou acabando por dar um pequeno sorriso para o maior, observando com atenção ele fazer a tipóia para apoiar o braço que claramente estava inutilizável e ficaria daquela forma por um bom tempo. O comentário sobre Ian, lhe pegou de surpresa, porque também não se lembrava de tê-lo visto por entre os alunos caídos no chão e os que tentavam ajudar… talvez estivesse na enfermaria, bom, deveria estar bem. Ou pelo menos a cigana torcia para que ele estivesse bem. — Bom, eu tenho certeza que ele está bem. Logo vamos saber, ele pode estar na enfermaria já, não se preocupe. — tentou ser o mais positiva possível, embora sua intuição lhe dissesse o contrário — O meu? Ah, relaxa, está tudo bem. É só um corte superficial, nada tão grave assim — acenou com a mão boa, indicando para ele deixar aquilo de lado embora os olhos verdes mostrassem que estava claramente mentindo sobre não ser nada preocupante, apenas não queria preocupar ninguém.
"--- E me julgavam quando eu falava que queria matar o narrador. Olha o que somos obrigados a passar. Enfrentamos um quase apocalipse, e a maioria de nós nem tem vinte e cinco anos." Se lembrava do último pensamento, e lá vamos nós, assim que o caos se instaurou, e agora possuía duas muletas porque tinha quebrado a perna, além da maldita voz em seu ouvido. "--- E sim, não consigo andar sem essas....coisas. Mas ainda posso bater em você com elas." Uma brincadeira, sem tanta brincadeira, pois estava prá lá de cansada.
⟴ Acredito que matar seja radical demais, Nymphadora. — a voz de Adithi soou carregada de repreensão por tal comentário, ainda que no fundo concordasse com aquelas palavras, mas acreditava que ainda haveria justiça quanto a qualquer coisa que o narrador fazia de ruim. — Não vou nem duvidar disso, porque sei que é bem capaz de me provar. Eu vim aqui ver como você está. — abriu um pequeno sorriso, mesmo que jamais tivesse trocado mais de duas palavras com a loira, achava-a bem agradável quando a mesma queria — torcendo para que aquele fosse um dos momentos — e não fazia mal perguntar como alguém poderia estar, já que estava com o braço todo enfaixado também.
Cercada pelos cristais que caíram de seu colar rompido assim que chegou nos jardins de Aether, várias estruturas pontiagudas protegiam a princesa, que repousava sem entender muito bem o que tinha acontecido. Aquela era uma situação completamente fora de seu controle, logo, não sabia como reagir ao mais puro caos de ser arrastada por correntes e passar por um teletransporte súbito. Parecia estar em seu estado normal — meio molhado, mas bem —, entretanto, percebeu o que estava errado ao olhar para os seus pés: sem um dos pares de seu sapato, Calliope deu uma risada sem humor. —— Eu perdi meu sapato! —— Ela disse, encarando o pé descalço. Precisava realmente de apoio agora. —— Você viu meu sapatinho? Eu não posso sair daqui sem ele.
⟴ Adithi ainda não entendia como havia aparecido em Aether, mas sinceramente, agradecia por aquilo e agora precisava correr para a enfermaria cuidar do seu braço que parecia arder mais a cada segundo que passava. Mas é claro que acabou virando o rosto quando ouviu a voz de Calliope — praticamente brotar — do seu lado, os olhos verdes fixando-se na face da descendente e pela primeira vez, por alguns segundos, a cigana sentiu vontade de dar risada com a situação que não poderia ser mais irônica — Podemos procurar ele depois, se quiser, eu até ajudo, mas agora precisamos ir para enfermaria ver se está tudo bem com você mesmo. — falou preocupada, correndo os olhos pelo rosto feminino em busca de qualquer ferimento visível.
A partir do momento que havia puxado uma briga no mercado de Atlântida, tinha conseguido escapar na companhia de Ian, mas então foi puxado pelas águas que se transformaram em um grande tsunami e o arrastaram pelo chão de Oz e em seguida pelos terrenos do castelo. Seu corpo se chocou contra a terra dura do castelo e ele podia contabilizar os ossos que tinham quebrado enquanto se movia para levantar-se, por sorte, ele conseguia sentir suas pernas e seus braços, também tinha consciência de onde estava, logo, não tinha ocorrido nada com sua cabeça, mas ao apoiar-se com as mãos contra o chão para então levantar-se, sentiu o pulso direito vacilar. ‘ droga. ’ xingou baixinho, enquanto usava o outro braço para finalmente ficar em pé, sentindo uma fisgada em suas costelas. Para um covarde, ele estava bem machucado. Buscou algo para poder imobilizar o pulso, mas não encontrou, caminhando sem jeito até a pessoa mais próxima. ‘ hei, poderia me emprestar seu cinto? ’ pediu na maior cara de pau, precisava improvisar uma tipoia o quanto antes.
⟴ Toda aquela… tragédia, não havia palavra melhor para descrevê-la, mas naquele momento ela estava focada no corte que conseguiu no braço e no pedaço da próprio blusa que arrancara para poder estancar um pouco do sangue — mesmo que fosse algo bem superficial, parecia que não iria mais parar de sangrar —, garantindo que estava apertado o bastante antes que os olhos verdes corressem pelo desastre, observando uma Aether totalmente diferente do que se lembrava de modo que a cigana perdeu um pouco do ar e só voltou a si quando ouviu a voz conhecida de Laurent, fazendo-a voltar-se para ele e correr — como conseguia — para perto do rapaz — Claro que posso! Não é como se minha calça fosse cair por isso — comentou rapidamente, tirando o próprio cinto — ignorando totalmente qualquer dor que sentia no braço machucado para entregar o acessório ao maior. — O que diabos aconteceu aqui? Simplesmente do nada. — a indagação saiu mais para si mesma do que para Laurente, ela realmente não tinha a menor ideia já que apenas vira o vento destruir Oz e ouvira alguns dizendo sobre um tsunami, era algo que jamais pensou, principalmente por estar de volta em Aether sem nem mesmo lembrar de ter chegado a escola. Sinceramente, não estava entendendo mais nada. — Precisamos cuidar disso, vamos para enfermaria? Eu te acompanho.