Odeio despedidas. Principalmente quando vem junto daquela sensação horrível onde você não sabe se pede para que a pessoa fique ou se vai junto com ela.
Ana Carolina. (via allaxg)
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Odeio despedidas. Principalmente quando vem junto daquela sensação horrível onde você não sabe se pede para que a pessoa fique ou se vai junto com ela.
Ana Carolina. (via allaxg)
Eu. Eu sou errada. Eu escolho errado. Eu escolho a dedo. Eu acho que as coisas são como penso que deveriam. Eu me jogo. Me envolvo. Me dou. Me estrepo. Dou a cara pra bater. Me abro. Me entrego. Me fodo. Me ferro. Me queimo. Me desgoverno. Perco as estribeiras. Perco o chão. Perco tudo. Só não perco a identidade. Porque eu sou eu. Sem medo. Sem pé atrás. Sem crueldade. Sem ficar cheia de dedos. Sem covardia. Sem hesitação. Sem pensar muito. Sem nada. Apenas vou. Apenas sinto. Apenas sei. Apenas quero. E quero mesmo.
Clarissa Corrêa. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)
nos últimos instantes do delírio poético surgem as perspectivas futuras. o ideal de que o dia seguinte virá embalado com novos versos e dores a mais, dignas de tais. o poeta se engana e dorme acalentado pela ilusão da presença da poesia ao lado dele na cama. sente as fagulhas solares pela manhã e acende em si o desejo pelas folhas. mas poesia não é sincronizada. não é marcada em horários repetidos em constraste. o poeta se engana ao mencionar em sonhos ou desabafos que ele escreve porque gosta. ninguém gosta de escrever. todos gostam de uma boa tensão alheia. todos escrevem achando que se esvaziam para dar às linhas um percentual de integridade. mas ao redor todos esperam por um desespero palavriado. a palavra em si não é um animalzinho que o poeta leva pelas ruas demonstrando o quanto é um bom dono. o poeta é a coleira que sustenta a relação direta entre suas dores supremas e nada deliberadas e palavras que as mantém alimentadas e seguras de que são dignas de linhas rimadas.
A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (…) Receio que não possa me explicar Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema: Posso explicar uma porção de coisas… Mas não posso explicar a mim mesma.
Alice No País das Maravilhas. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)
Corpo bonito é aquele que tem uma pessoa feliz dentro dele.
Autor desconhecido. (via alentador)
Parei de ir atrás, eu tenho meu orgulho. Quero dizer, não tenho, mas ela não precisa saber dessa parte.
Gabito Nunes. (via primavetizar)
Quando você se apaixona, você enlouquece. O mundo fica diferente. Você faz tudo por aquela pessoa.
American Horror Story. (via construindoversos)
Escrever é estar no extremo de si mesmo, e quem está assim se exercendo nessa nudez, a mais nua que há, tem pudor de que outros vejam o que deve haver de esgar, de tiques, de gestos falhos, de pouco espetacular na torta visão de uma alma no pleno estertor de criar.
João Cabral de Melo Neto (via volatum)
Eu definitivamente não consigo me desligar das pessoas. Todo mundo é meu pra sempre, mesmo que seja eu quem tenha ido embora.
Martha Medeiros (via materializei)
Sei que sou quieto, e que devo falar mais. Mas se soubesse as coisas que passaram pela minha cabeça, você saberia o que significou de verdade. O quanto somos parecidos, e como passamos pelas mesmas coisas.
As vantagens de ser invisível. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)
O amor jamais foi meu… O amor me conheceu, se esfregou na minha vida e me deixou assim.
Chico Buarque. (via oxigenio-dapalavra)
A gente é uma tremenda composição de partes. Toda pessoa tem consigo uma que, teoricamente, dá sentido a outras. Teoricamente. Porque na prática até a Maria do 410 sabe que nada tem sentido. E concorda que a vida é uma caixinha que não nos permite reembrulhar e devolver ao remetente caso não goste da surpresa. E quase ninguém gosta. Porque todos somos sujeitos a precisar de outra parte e isso é sempre um problema. Pra enfatizar mais um pouco: Um grande problema. E todos precisamos de outra parte. Porque somos seres racionais e necessitamos, por natureza, seguir uma linha de relacionamentos. Precisamos de outra parte que nos dê carinho, afeto e que nos transmita a sensação de segurança. Precisamos de outra parte que tenha toda a paciência que esse mundo pode oferecer, para aguentar os melodramas e as crises existenciais que estamos sujeitos a sentir. Precisamos também de uma parte que tenha sangue frio nos piores momentos, e chega com firmeza nos motivando: “ — Vai porra, eu to contigo.” E a gente tenta colocar a cabeça no lugar depois dela ter viajado por todos os mais medonhos e trêmulos lugares do mundo na procura de uma solução. E todo mundo continua precisando de outra parte. Inclusive eu, na minha grande e falha expectativa de suprir minhas carências e meus momentos melancólicos. E é isso que torna tudo mais difícil pra mim: Você é aquela parte que eu tirei na caixinha, da qual eu não queria precisar.
Pedro Pinheiro. (via versificar)
Com esse olhar doce eu me iludi, com esse sorriso encantador eu me enganei, com suas palavras de amor eu me embriaguei.
Ilusões de Esther. (via velejo)
Levei anos para ser a mulher que a minha mãe criou. Levei quatro anos, sete meses e três dias para conseguir isso, sem ela. Depois de me perder no deserto do meu luto, eu encontrei minha forma de sair da floresta. E eu não sabia onde estava indo até eu chegar lá. Obrigada, eu pensei por várias e várias vezes em tudo que a trilha tinha me ensinado e tudo que eu ainda não podia saber. Eu apenas sabia que não precisava mais tocar com as minhas próprias mãos, que vem dos peixes embaixo da superfície d'água já bastava. Que era tudo. Minha vida como todas as vidas: misteriosa, inalterável e sagrada. Tão próxima, tão presente e tão inerente a mim. E quão natural era deixar ela acontecer.
Livre. (via animicida)