CHAY SUEDE? não! é apenas VICTORIO BERNARDES, ele é filho de NIKE do chalé DEZESSETE e tem 26 ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL 3 por estar no acampamento há ONZE ANOS, sabia? e se lá estiver certo, VICTOR é bastante GENTIL mas também dizem que ele é ORGULHOSO, ARROGANTE, PRESUNÇOSO. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
BIOGRAFIA . CONEXÕES DESEJADAS
SOBRE . . .
Filho de um corredor de F1, fruto de uma competição entre o pai dele e o pai do @santoroleo, presentes de NIKE.
Cresceu como estrela prodígio das corridas, ascendendo com facilidade (além de ser nepobaby) e virando bff do Leo.
Vem no acampamento nas férias mas odeia, prefere ficar em Mônaco bebendo e festando.
Teve um acidente há uns 3 anos que acabou com a carreira dele, além de deixar ele sem perna também.
Ele lida com isso bebendo e festando.
PODERES . . .
MANIPULAÇÃO DE ENERGIA CINÉTICA -> Ele controla energia cinética, ou seja, energia de movimentação, bem como a energia potencial de um objeto. Era muito útil nas corridas, quando podia entrar em túneis de vento criados pelos demais carros e amplificar a velocidade do veículo, mesmo que ligeiramente, mas também funciona igualmente bem com outras habilidades atléticas, conferindo agilidade em seus movimentos, seja em corridas ou lutas corporais.
Nas lutas corporais, ele é adepto de um estilo mais aéreo que lembra capoeira e o aikido, reforçado pelos seus poderes, colocando distância e agilidade nos golpes, o que tende a fazer um estilo marcial muito visualmente bonito.
ARMA -> facas de arremesso de bronze celestial com pequenas asas no cabo, símbolo de Niké. Victor as controla, principalmente, por meio de seu poder cinético, ampliando ou alterando seu curso de movimento. Ele tem um conjunto completo com 26, que ficam presas ao torso dele.
BÊNÇÃO -> Após seu acidente, Victor se viu despido de propósito de vida— crescera certo de que seria um vencedor, tão acostumado com o pódio, com as vitórias, com a vida que fora tudo que conhecera enquanto filho de Tomás. Ele se viu afundado na mais profunda depressão. Seu pai, então, em desespero, retornou às pistas depois da aposentadoria. Correu uma última corrida em homenagem à deusa Nike, e venceu contra os maiores corredores da atualidade, muito mais jovens e preparados. A deusa, conquistada como fora anos atrás pelo seu querido corredor, concedeu uma bênção ao filho em nome do pai, embora não fosse o que o homem tinha em mente. Victor foi agraciado pela mãe com a capacidade de dar discursos motivadores, capazes de inspirar e dar um boost (muito mais psicológico que físico) num exército com imagens de vitória.
PERSONALIDADE . . .
Victor tem uma personalidade envolvente e avassaladora, que atrai as pessoas da melhor (e pior) maneira possível. Comunicativo, engraçado e extrovertido, embora muitas vezes isso seja uma máscara para tudo que pensa e sente de verdade---algo que pouquíssimas pessoas têm acesso. Orgulhoso e arrogante, embora consigo mesmo mais que com outras pessoas. A vida toda, lidou com um ego gigantesco e uma autoconfiança excessiva, e pagou o preço por isso (aparentemente, uma perna). Agora, Victor lida com uma insegurança que nunca sentiu na vida causada pela perda de propósito, e mascara tudo com a personalidade magnética, fazendo as piores escolhas possíveis e aprendendo absolutamente nada, porque ele é persistente até (e principalmente) nos próprios erros.
Fosse destino ou não, Afrodite quis que os dois ficassem lado a lado na tal roda gigante. Alina olhava para baixo para não precisar encara-lo, ate se lembrar que olhar para baixo não era a melhor técnica para alguém que tinha medo de altura. sequer aquela ideia havia sido a melhor. “então, é… bem bonito daqui de cima, não vai ser nada bonito se a gente cair lá embaixo, mas é bem bonito daqui de cima.” suspirou. além de fingir normalidade com o dito brinquedo também precisava fingir normalidade com ele. sem saber como agir depois do acontecido, sem saber como ele agiria. se fingiria que nada aconteceu, se esqueceria, resolveu dar o primeiro passo fingindo -uma indiferença claramente mascarada que mal cabia nela e se tremulava em sua voz- mas fingia. “faltam muitos minutos? droga, eu devia ter passado no bar e me embebedado de vinho antes de subir nessa coisa."
Afrodite tinha seus meios. Sempre. Porque por obra do destino, e não existe nada ao acaso no mundo grego, estavam os dois presos um ao outro nas alturas. Victor gostava das alturas---corria com pégasos, ora essas. O que o deixava nervoso era ela. Logo ali. Ombro a ombro. Depois do beijo. Depois da briga. Ele não sabia qual dos dois era pior. Bom, não que o beijo tivesse sido pior. Mas agora tornava o fato do lado esquerdo de seu rosto estar todo roxo, inchado e dolorido bem, bem difícil. Ele virou ligeiramente o rosto para ela, mantendo o lado machucado deliberadamente virado para o lado oposto. "Hã? É..." Victor tentou prestar atenção no que ela dizia. Sua perna mecânica encostava na dela, e ele meio que queria sentir a coxa dela na dele. "Bom, para sua felicidade..." ele alcançou o bolso da calça com um pouco de dificuldade, puxando um frasco de líquido claro. "Eu sou bem preparado. Toma." Talvez assim ela não visse o rosto dele.
"E se eu colocar uma tatuagem na cara, e não uma pintura?" Victor perguntou para o autômato, apontando para o lado da face machucado. "Não dá pra fazer isso? Tá vendo, Kitty? É propaganda enganosa. A gente tem algum deus do direito dos consumidores?"
obs: escolha um dos cenários para responder o starter do dylan.
001 ⸻ local: túnel do amor (parque waterland)
Tinha tantas opções do que fazer no Parque Waterland que Dylan não sabia ao certo por onde começar, afinal de contas fazia bons meses desde que não saia do acampamento ou que não mudava sua rotina de treinos. Sendo assim, não pode deixar de ficar surpreso com a sugestão de outro semideus que fossem no túnel do amor. “É sério essa sua ideia? Nada contra, mas estava esperando algo mais emocionante”.
002 ⸻ local: bar de dionísio (baile)
O filho de Perséfone definitivamente não podia ser considerado como alguém tímido, afinal de contas conseguia conversar e fazer amizade com facilidade. E com bebida incluída, era mais fácil ainda. O semideus estava no Bar de Dionísio, virando um shot atrás do outro, quando um conhecido passou por perto: “Ei, você precisa experimentar um desses. Juro que está divino!”, comentou, já um pouco exaltado.
Victor massageava o lado do rosto que alguma filha de Afrodite aplicara a melhor maquiagem disponível de seu arsenal para esconder os roxões de sua briga. Estava apresentável em seu traje, e seria uma pena se tudo fosse arruinado com os machucados. "Divino? Eu não quero me sentir divino," fez uma careta, se sentando ao lado de Dylan. "Quero me sentir como o mais vivo dos mortais. Tão bêbado que vão ter que me carregar de volta pra cama."
Victor sorriu maliciosamente para as bigas de bate-bate, enquanto seu olhar foi de encontro diretamente com o de Leo, através da multidão. Era como se compartilhassem um único neurônio num cérebro bem lisinho. Correu em direção ao brinquedo. "Vamos derrotar esses pirralhos," falou, num tom que não escondia a intenção. "Finalmente os deuses nos ouviram. Vou dedicar um bifão pra Afrodite por uma semana. Valeu!"
Sawyer deu risada com a brincadeira de Victor. Apesar da piada ser sobre o fato de ela não ter um olho, ela não parecia maldosa, mais como se ele estivesse rindo com ela ao invés de rindo dela. "Pois é, quase não dá pra perceber, não é? Um mero detalhe", comentou com humor. Ela sabia bem que seu tapa-olho era um sinal alarmante em seu rosto, mas já que teria que conviver com isso, era melhor começar a ver humor na situação. Sorriu de lado com o comentário dele. "Perigosa? Gostei disso." Assentiu para o convite e foi andando ao lado dele. "Já vou avisando que não vou deixar isso fácil pra você."
"Eu imaginei que você fosse mesmo gostar de parecer perigosa. Bem femme fatale da sua parte." Victor sorriu para ela, dando uma piscadela de lado. Victor tinha uma deficiência a tempo suficiente para estar confortável com piadocas de gosto bastante duvidoso. Esperava fazer com que Sawyer ficasse confortável também, visto que era recente para ela. "Pensando bem, nós somos tipo dois piratas aqui. Olho, perna, estamos entrando numa embarcação... Falta só o papagaio." Ele riu. Então ofereceu a mão para ajudá-la a entrar no pedalinho como um bom cavalheiro. "Eu vou tentar não ser tão competitivo assim, mas saiba que eu vou estar te esperando do outro lado do lago com o nosso prêmio em mãos." Brincou.
"e aparentemente essa pedra veio direto pra minha cabeça." ela chiou. se dissesse que ainda tinha fé nele, ela seria contrariada, e pior, teria todos os argumentos do porque não deveria mais fazer isso jogados contra a sua cara. e ela sabia. então por que ainda sentia? seu semblante era confuso, dotada de uma personalidade caótica de quem não costumava deixar de dizer o que sentia, apenas distorcia até se tornar aceitável, adequado, manter todo aquele afeto dentro dela sem ter para onde escoar. "você tem razão, e eu deduzi muito bem." aquilo não chegaria a lugar nenhum, uma dor interna a golpeou em cheio e seus ombros caíram, abaixara a guarda, não por vontade própria, mas por não aguentar mais aquele jogo. tinha vivido ele por tempo demais, nos três últimos anos, sempre que o via distante era obrigada a mudar seu rumo e se distanciar ainda mais para não ter que lidar com tudo aquilo. ou ele mesmo o fazia, quando a mulher dava um passo em sua direção, decidida, e ele dava mais dez para longe, evitando-a. quando precisava ignorar o sorriso crescente toda vez que ouvia seu nome, não querendo que os outros soubessem que ainda sentia. alina virara sinônimo de festas, diversão, e até confusão, mas não de dor, de sentimentos emaranhados e sufocados, as pessoas não podiam vê-la daquela forma, ela não permitiria. naquele ponto, perceber que o tirara do serio provocara um novo sentimento na mulher, quente, quase acolhedor, a ciência de que ainda provocava algum sentimento no outro, uma reação, não era indiferente como pensava ser. "você me poupou?" ela riu, um riso doloroso, de raiva, angustia. "me poupou do que exatamente? de viver a vida que tínhamos sonhado? de tudo que queríamos? oh, você me poupou de amar alguém, eu te agradeço tanto Victor, tanto... serei eternamente grata por ter me dado essa maldição que você chama de..." ela parou, paralisou, no instante em que o outro a tocou e puxou de volta o seu braço, as palavras paralisaram, a ira paralisou, seus sentidos ainda mais emaranhados e ela só permaneceu ali. parada. encarando todas as palavras que ele tinha para dizer como se fossem vazio. dizer que havia sido melhor assim jamais faria sentido para ela.
"Como você pode ser tão..." Victor sentia como se estivesse prestes a perder a cabeça ali mesmo, na água, de pura frustração. Seria sepultado pelas ninfas. Ele não aguentaria estar tão perto dela, e tão perto de dizer tudo que ficara entalado "...enlouquecedora?" Ele perguntou, quase como se de fato esperasse uma resposta. "Sempre foi muito óbvio, Alina, que o problema aqui sou eu. E que eu não podia te prender a nada disso." A ele. Ao ele que ela definitivamente não se inscrevera para estar junto. Ele apenas facilitara tudo, para que seguisse tranquila de que ele era o vilão da história. Ele se esquivara dela, se escondera, evitara. Construíra uma maldita barreira, uma verdadeira represa, de sentimentos por ela e engolira o próprio ego, as próprias vontades... A vontade de abraçá-la depois de um dia difícil, de tê-la ao seu lado para consolá-lo depois de todas as vezes em que ele perdera nos últimos anos. E ela simplesmente não entendia que tudo aquilo fora por ela. "Se você parasse pra pensar por dois segundos..." E ao mesmo tempo, ele fora egoísta. Porque ele não saberia lidar com a rejeição. Me poupou de amar alguém, ela disse, e o coração dele saltou no peito. Ele agora segurava o pulso dela. Tocava sua pele pela primeira vez em anos. "Me escuta, droga." Mas ele não tinha o que falar. Não mais. Victor, então, fechou a distância entre eles com um beijo.
Love havia voltado tão pilhada de sua missão que o envelope em sua cama passou despercebido. Claro, ela viu e até mesmo pensou em se inscrever para o amor divino, mas o pensamento focado apenas no fracasso da missão a fez perder qualquer coisa. Isso não significava que deixaria de participar. Claro que não roubaria o par de ninguém ou algo do tipo, na verdade, não tinha muito o interesse amoroso. Provavelmente iria apenas desejar uma nova amizade. Ainda assim, seu foco agora era apenas em ajudar os participantes com preparações. Usando de toda sua arte teatral e seu talento com artesanatos para fazer pequenas lembrancinhas que poderiam entregar ao seu par dentre outras curiosidades que apenas um filho de Tique poderia proporcionar. Por isso na manhã de inicio do que seria os encontros, Love montou uma banquinha em frente ao seu chalé. O chalé da sorte, claro. ❝ ― Precisa de sorte para seu encontro? Quem sabe eu consiga te ajudar com isso! ❞ — Disse para alguns campistas que passava na frente naquele instante, apontando para o local e convidando não somente MUSE como qualquer um que estivesse olhando com curiosidade naquele momento.
Victor caminhava em direção a seu encontro com Sawyer quando passou perto do chalé de Tique. Viu Love ali, "Que ótima oportunidade de empreendimento. Quantos desesperados já caíram nessa?" Perguntou, brincalhão, inclinando-se sobre a banquinha. "O que você tem aí? Sorte engarrafada? Acho que eu preciso. Sua mãe se cansou de mim." Como a minha própria. Sorte e Vitória muitas vezes andavam juntas. Uma pitada do poder de Tique nunca fizera mal a nenhum vencedor nato. E mais do que nunca, Victor precisava de sorte, já que a vitória não lhe sorria a um bom tempo.
Não conseguiu evitar abrir um sorriso malicioso ao avistar Victor a esperando. Ela conhecia bem a reputação do filho de Niké e, talvez por ser tão parecida com a própria, aquilo não era de forma alguma um problema. Talvez fosse um ponto a mais para ele, na verdade. "Parece que sim", respondeu e mordeu o canto do lábio enquanto o observava. Ela já imaginava como aquele encontro terminaria e estava muito bem com isso. Acabou por dar risada da reclamação de Victor. "Se te consola, eu tenho um olho a menos, então é só ir pelo meu lado esquerdo que eu não vou fazer ideia de onde você está. Acho uma vantagem justa", ponderou. Apesar de ter decidido participar da dinâmica de Afrodite e Eros como uma forma de levantar sua autoestima depois da missão, ela tinha ficado ansiosa perante a possibilidade de ser rejeitada pelo olho a menos. Não parecia ser o caso, porém, e ela aos poucos começava a se sentir em seu ambiente.
Victor divertiu-se com o olhar que Sawyer mandava em sua direção. Era quase tão malicioso quanto o dele próprio---pronta para alguma aventura desconhecida. Por um momento, se perguntou se Leo se importaria, mas logo rejeitou a ideia. "Ah, você está sem um olho? Eu nem notei." Perguntou, inspecionando o rosto dela como se não estivesse percebendo. "Eu tenho TDAH, você sabe... Tantas coisas passam despercebidas." Victor riu. Todos eles ali tinham TDAH. "Os filhos de Hefesto são bem engenhosos, caso você esteja a procura de um olho extra. Mas o tapa olho é... bem sexy. Você parece bem... perigosa." Victor se encaminhou para o cais. "Vamos lá?"
Isabella devia ter ignorado o que viu. Estava voltando de um treino, a aljava pendurada no ombro, o arco em mãos, em direção ao chalé oito, até seus olhos capturarem a imagem de um Victor cambaleante indo na direção oposta ao chalé dele. O toque de recolher estava prestes a tocar, onde ele estaria indo? Ela não deveria se preocupar ou se interessar, muito menos ter ido atrás para verificar, mas lá estava ela, observando-o falar com um dos pégasos. De cenho franzido, ela se aproximou com cautela, mas o outro conseguiu ouvir seus passos. — Pelo horário, você não deveria estar aqui. — Apoiou o arco numa das paredes, se aproximando um pouco mais. — E pela sua voz arrastada e aparência embriagada, não deveria mesmo estar aqui. Vamos para o seu chalé. Não vou te deixar montar nela. — Aproximou-se mais, esticando a mão e tocando seu ombro para guiá-lo para fora dali.
Victor franziu o cenho. Estava vendo duas Isabellas? Nossa, ela era mesmo muito bonita duplicada. Quase como se tivesse uma gêmea siamesa. Ele riu com o próprio pensamento. "Você veio mesmo dar uma de patrulha, né? Já considerou virar polícia?" Ele acariciou a crina do pégaso, que olhava para ele com aqueles grandes olhos inteligentes. Mas ele sabia ser "Vamos lá, Izzy. Live a little. Vamos nos divertir no céu. Correr de umas harpias... Sabe, você é caçadora há quanto tempo mesmo? Já esqueceu de como é se divertir?"
"sou mesmo muito tola por isso. mas você não... não era..." sua voz entrecortou e a mulher desistiu de terminar a frase, sequer sabia onde para iria quando começara. durante todos aqueles anos ela havia tentado esquece-lo das mais diversas formas. afogou suas magoas nas festas, se envenenara das mais diversas formas, doses altas de bebidas, ervas magicas e chás que prometiam detonar a memoria recente, procurara calor em outros corpos, e então estava ali, bem a sua frente, reavivando todas as memorias e sensações como se fosse ontem. "eu não entendo, você nunca quis explicar." deu de ombros, ignorando a visão dos olhos era mais fácil fingir que não se importava. deveria fingir melhor. e esperava que a respiração descompassada não a entregasse de vez. parecia irritante como mesmo depois de tudo seu corpo ainda queria se aproximar, queria toca-lo, queria saber se estava bem e retomar a sensação. queria, mas não podia. era, escutou e a palavra rodou em sua mente e afundou em seu peito. doía, só os deuses sabiam como doía, mas ela juntou as migalhas que tinha para falar. era um habito antigo falar mais do que devia, ou não conseguir ficar quieta quando talvez devesse ficar. "não me venha com mais mentiras... você me impediu de ficar perto de você, me manteve todo esse tempo longe. merda, isso é injusto!" em um movimento rápido ela se virou para encara-lo e se arrependeu instantaneamente. tão perto, e tão longe. respirou fundo. "eu entendi, já entendi. você não precisa..." encarou seus olhos e mais da metade do corpo retornou as aguas. o coração sôfrego sabendo que ele provavelmente sumiria outra vez, ou que teria que fingir não sentir nada sempre que se encontrassem.
"Você tinha fé demais em mim, Alina. Às vezes... Uma pedra é só uma pedra." Ele não era especial. Sabia disso agora. Tudo que tinha, tudo que se gabara em ter, tudo que apreciava ter, não existia mais. Num momento, ele acreditara poder oferecer todas aquelas coisas a ela--- um Victor Bernardes vencedor, feliz, completo. Um corredor de fórmula um, um semideus com habilidades extraordinárias. Ele não era nem um, nem outro agora. Era uma sombra, e ela não merecia uma sombra, não merecia menos do que ele fora. Não ela. Nunca ela. "O que há para explicar? Tudo podia ser facilmente deduzido..." Era mais fácil ele levar a culpa. Muito mais fácil. Fácil viver com aquilo dentro dele, sem ser confrontado, sem confrontar. Ignorando todas as perdas. Afinal, fora melhor perder ela naquele momento, no acidente, junto com todas as outras coisas, que depois, não é? Ele não teria aguentado. Então fora um golpe único e devastador. Mas quando ela o acusou de mentir, o sangue de Victor ferveu. "Eu não sou mentiroso. Eu não mentiria. Sobre isso. Sobre nada. Sobre você." Falou, num tom quase exasperado. Olhar para ela era como tortura a céu aberto, para todos verem. Ele queria abraçá-la. "Eu acho que eu só adiantei uma coisa que seria... inevitável. Eu te poupei." De tudo que ele fora naqueles meses subsequentes ao acidente. Naquele ano. Victor não aguentava vê-la se afastar, então fez algo que ele sequer raciocinou; ele puxou o braço dela de volta. "Espere. Eu preciso que você entenda. Que foi melhor assim. Que foi melhor pra você. Que eu só pensei em você."
"A mais miserável de todas, gatinho." A falta de respeito era tão grande quanto sua falta de seriedade, visto que ele sequer estava considerando a ira do outro. Muito pelo contrário, Achlys alimentava o fogo com gasolina. Ele usava suas palavras espertas como palitos de fósforo, tentando ver qual deles começaria o incêndio. Era tão autodestrutivo que ele gostava da destruição que causava, amenizava em partes a ira dentro de si mesmo, e o filho de Thanatos tinha bastante daquele sentimento dentro de si. Desde que se recordava de estar vivo, parecia que era acompanhado por uma cólera imensa direcionada a tudo, inclusive à própria existência. O riso foi ouvido após a sentença do outro, o que vai ser? Bem, aquilo dependia de muitas coisas, mas enquanto pudesse opinar, o único objetivo do Whitlock era quebrar a cara do outro. "Você tirou seu vocabulário da onde, ein? E puts, falhou miseravelmente, porque tu é um puta pé no saco."
O sorriso presunçoso escapou de seus lábios após o golpe deferido por Victor. Não necessariamente pegou Achlys de surpresa, mas ele precisou buscar por um pouco de ar, principalmente por conta de onde o golpe foi deferido. O filho de Thanatos negou levemente com a cabeça antes de dizer: "Now you really pissed the fuck out of me, bro." Murmurou antes de dar uma cabeçada contra o outro e deferir outro soco contra o rosto alheio, visto que podia sentir os golpes de Victor. Sentia o golpe do outro obviamente e também a dor, mas para alguém que era tão sadomasoquista quanto o Whitlock, aquilo só aumentava sua ira e vontade de usar o Ferrari como uma forma de canalizar tudo que sentia, descontando toda sua frustração nele. Achlys não lutava por sua sobrevivência ou honra, talvez por isso tornasse aquela briga o que era, uma maneira doentia de se anestesiar e escapar de sua mente.
A cabeça de Victor zumbia. Como a estática de um poste de luz na calada da noite; ele conhecia bem os vetores de movimento. Desde criança, quando fazia com que seu carrinho fosse mais rápido que o dos colegas, aquela sensação que vibrava todo seu corpo. Ele se sentia energizado. Como se a raiva houvesse alimentado algo que ele não sabia como usar há muito tempo. "Vai continuar flertando comigo ou vai me tirar pra dançar, seu merda?" Perguntou, esperando, quase ansiando, pelo próximo golpe do filho de Thanatos. "Só isso? Eu acho que você consegue bater mais forte. Pra provar o quão machão você é. Vem, darling." Victor provocou, o que era loucura. Mas ele estava mesmo meio enlouquecido. Parte dele dizia que ele merecia apanhar. Victor utilizou o peso do próprio corpo para correr em direção a Achlys e o derrubar no chão da arena com o ombro. "It's really overdue." Então Victor desferiu um soco propriamente dito contra o queixo do outro homem. "Sadomasoquista do caralho!"
Solta uma risada com a brincadeira do irmão, negando levemente com a cabeça "Pronto, agora é meu personal trainer?" empurra o ombro alheio antes de se deitar novamente, cruzando os braços no peito um tanto mau humorado "Não, você tem ideias?" abre um sorriso cínico, era engraçado falar sobre isso quando havia acabado de acordar de uma experiência muito íntima com a morte "O que eu perdi nos últimos dias de keeping up with the demigods?" se estica para pegar água, encarando o irmão a procura das últimas notícias do acampamento.
"Não, mas eu poderia ser," falou. "Eu te ajudaria a sair desse modo frango em duas semanas. Sem aquelas ervas especiais dos filhos de Hécate." Victor riu, assentindo. Então olhou ao redor, pensando que a enfermaria era mesmo meio entediante. "Acho que eu tenho um jogo de UNO lá no chalé. Vou trazer pra você. A prole de Apolo que fica por aqui também não é nada mal..." Ele brincou, cutucando o irmão. "Você acha que eu assisto esses realities bobos? Bom, pra começar... Afrodite anunciou que vai dar uma movimentada na vida romântica da gente por aqui."
"Ora, ora, ora... Sawyer. Acho que... demos um match divino." O filho de Niké riu ao vê-la na na doca do lago, dando uma piscadela. Conhecia-a principalmente por meio do Leo, embora houvessem trocado poucas palavras no passado. A dinâmica de Afrodite não deixava de ficar ainda mais animadora... Ele colocou as mãos nos flancos e suspirou. "Alguns são conquistados pelo estômago, mas eu sou conquistado pela competição, Eros e Afrodite acertaram nessa," ele falou com sinceridade. "Mas acho esse jogo injusto. Eu literalmente tenho uma perna a menos." Apontou para a prótese. "Numa competição de pedalinho."
Victor acariciou o pégaso que montaria em breve para uma voltinha. Voar---era incrível. Sentia-se ligeiramente tonto ao olhar a crina do animal, de pelagem branca e cascos dourados (se foram pintados por alguma filha de Afrodite ou naturalmente dourados, ele não sabia) e olhou fundo nos olhos da montaria. "Calma, garota," falou, colocando a mão sobre seu focinho macio. "É só uma voltinha. Eu nem bebi tanto assim, tenho certeza que não existem blitz no céu- opa!" A égua balançou a cabeça. Ele sentiu a presença de alguém se aproximando pelos fundos e olhou para trás, dando um revirar de olhos. "Uh-oh. Chegou a patrulha."
Acordar de uma experiência surpresa de quase morte com seu irmão rindo de sua cara por causa disso já dizia muito bem como o resto de seu dia iria, poderia quase culpar Victor pelo enjoo que sentiu naquele momento mas sabia exatamente que vinha do veneno que ainda tinha no corpo apesar do antídoto que foi obrigado o engolir antes de desmaiar "O que importa é estar vivo e gostoso Victor, o resto a gente resolve." resmunga com um leve humor, empurrando o ombro do brasileiro ao tentar se levantar sem cair de volta na cama com a tontura apenas para ser advertido por um dos curandeiros que precisaria ficar de repouso por alguns dias "Puta merda, preferia ter morrido..." vira o olhar para o outro, fazendo seu típico drama de irmão mais novo.
Ver o irmão acordando depois de voltar da missão levou uma onda de alívio tão grande ao peito do filho de Niké mais velho que ele riu. Os curandeiros disseram que ficaria tudo bem, mas ele ainda se preocupava. Se perguntou se foi isso que Leo sentiu quando ele próprio estivera em coma depois do acidente. "Vivo, sim. Gostoso, eu já não sei..." Brincou. "Você perdeu o shape nessa enfermaria. Vai ter que repor." Depois de ver o irmão ficar tonto ao tentar se levantar, colocou a mão no ombro dele e afofou as almofadas. "...Mas não agora. Vai ter que encontrar alguma coisa pra se entreter aqui. Já pensou o quê?"