Eu estava muito mal humorado nesta noite. A fome (acumulada depois de horas caminhando por templos e coisas do tipo) também não tava ajudando.
Eu tinha saído sozinho para caminhar e tirar fotos no entorno da Estação de Kyoto e decidi comer pra dar aquela alegrada nas lombrigas. Desci pro subsolo e entrei neste restaurante por causa da foto que fica no corredor do lado de fora. Me chamou muito atenção e, quando vi, já estava sentado no balcão. Era um lugar especializado em okonomiyaki.
Logo em frente ao balcão onde me sentei, tem uma chapa quente. Do meu lado direito, um menino que tinha pedido um okonomiyaki de frutos do mar. Como o pedido dele chegou antes, consegui ficar observando pra aprender como que se comia aquilo.
Espátula, potinho, ohashi e o negócio sendo servido bem em frente na chapa quente. Eu tava muito impressionado e adorando a cara que aquilo tinha, mas o moço do meu lado tava descontrolado e não parava de tirar foto. Mandava mensagem pra alguém. Tirava mais foto. Não começava a comer por nada. E eu ali tentando disfarçar enquanto observava o sujeito. Em vão, porque não dava pra aprender nada com ele enquanto não começasse a comer.
...
Quando finalmente começou a comer, fiquei um tanto surpreso com as reações do moço: o cara não parava de gemer! Entre um gole de chopp e outro, ele colocava a comida na boca, gemia, falava sozinho, gemia mais um pouquinho e assim sucessivamente. Dali um tempo, deu pra notar que ele já tava satisfeito e que ele terminaria o okonomiyaki no sacrifício (quem nunca).
Sim. Aprendi como que come, mas também como pede a conta e como se paga. Muito instrutivo o moço dos gemidos. Aliás, ele tinha razão. Os orgasmos com o okonomiyaki faziam todo sentido: oh troço bom!!!













