you're too young, you're never gonna know why it 𝗵𝗶𝘁 me, when I felt on in 𝒔𝒊𝒍𝒆𝒏𝒄𝒆. it's what you get when you try to educate a 𝐛𝐥𝐚𝐜𝐤 𝐬𝐡𝐞𝐞𝐩 you can't, you won't, you 𝖓𝖊𝖛𝖊𝖗 will.
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𝐑𝐀𝐘 :
A atitude alheia somente fez sua vontade de rir aumentar ainda mais. Porém, notando o nível de estresse da mulher somado a ameaça de matá-la quantas vezes fossem necessária, Imelda conseguiu se controlar: comprimiu os lábios bem fortes, impedindo de escapar uma gargalhada. Esperou até que Vanya explicasse as razões em estar daquele jeito e então assentiu com a cabeça. “Eu entendo, um sol desses acaba com qualquer um… Você tem tipo… Hm… Fotossensibilidade?”
— o que ? não ! digo, não exatamente — primeiramente rugiu, mas ouviu a voz de emil ou fah, falando das necessidades dos bons modos, principalmente quando estressada. não sabia exatamente como lidar com ray, era alguem extremamente fechada, o fato de ligar, porém, ja demonstrava sua tendencia — eu nem sei se isso é possível com o nosso tipo de condição — continuou, mais tranquila — eu não estou acostumada, só isso, minha pele é sensível pra certas coisas, e sol é uma delas, mas acho que pode ser genética, parte da minha família também tinha disso, sem contar que sempre vivi nos países mais frios do norte. — revelou, cada vez mais casual, tentando tirar a atenção de sua pele queimando
Emma Woodhouse, EMMA (2020)
Fleabag 1x01 // Succession 1x09
❛ —— o que ? — demandou de maneira hostil no mesmo segundo qual percebeu olhar alheio sobre si. apesar do mal humor nato, no momento aquele se inflamava pela especificidade delicada do momento. tão, ou melhor, mais vermelha que um camarão, vanya era coberta por seu óculos escuros, chapéu breton e uma grossa camada branca de protetor solar em seu nariz e as bochechas — se você pensar em rir eu te mato quantas vezes for necessário, literalmente — disse séria, pelo seu nível de irritação o faria, sentimento apenas cada vez mais agravada pelo tanto que sua pele queimava. ainda que fosse mais de morder do que latir, se encontrava tão consternada com a irritação que preferia a quem é que risse, o fizesse para dentro. — eu tenho um problema com sol, ok ? principalmente um de trinta e sete graus na minha pele. —
“Podia ter escolhido a Islândia” Iniciou sua sequência de reclamações que seguiriam por mais algumas horas, James estava sentado sobre o sofá surrado com enquanto mexia em um aparelho portátil que sempre carregava consigo, um joguinho com animais e fazendinhas, o melhor que poderia conseguir naquele lugar. “E eu nem sei se posso voltar a jogar online. São os meus bitcoins que compram os programas que vocês usam, sabiam disso?” Falava para si mesmo enquanto apertava botões com uma certa força, ainda que estivesse com a sua elegância intacta, as pernas cruzadas, os olhos caídos sobre o aparelho enquanto com a coluna estreita apoiada ao encosto, sentia dores nos ombros, pela posição, mas preferia aquilo que qualquer outra coisa. O calor, era a pior parte, James já estava trajando uma bermuda de algodão solta e uma blusa de botões aberta, com toda a pele alva e com suas tatuagens, totalmente exposta. “No momento, eu estou odiando esse cavalheiro por ele achar que está nos ajudando…” Ergueu o olhar por um segundo e percebeu que não estava sozinho, pressionando os lábios um no outro para evitar que mais reclamações escapasse dali, voltando o foco ao joguinho.
❛ —— terminou ? — questionou cínica assim que entrou no recinto, se desfazendo a pequena mochila de couro que usava quando fora de casa, rapidamente indo em direção a geladeira, procurando algo para se refrescar após os minutos fora — se bem que não seria ruim um lugar um pouco mais gelado — disse alto ainda de frente a geladeira, tentando prolongar seu tempo ali. veja bem, vanya era russa, passava a maioria de seu tempo nos países gelados em volta da nação, acostumada com máximas de – 6°C e um sol que acordava as nove horas da manha e já era posto as quatro horas da tarde, era deveras difícil se acostumar com o clima da cidade, era naturalmente soturna porém irritante e obstinada o bastante para desafiar o próprio astro — vai passar o tempo inteiro aqui dentro jogando isso ai ? a noite o clima é melhor — disse com certeza, ja elaborando um plano para si. aquilo estava longe de ser uma reclamação, sabia que o menino gostava de se distrair com a tela, assim como ela tinha os seus interesses e distrações, odiando profundamente aquele se intrometia, era apenas uma sugestão, sabia que marrakesh poderia oferecer algo para james se o mesmo se interessasse.
@wampirv
“ —- Estava pensando em comprar algumas mudas de roupas e ir ao mercado de flores, mas o quê você planeja fazer? —- ” inquiriu Vanya, acobertando os vestígios de curiosidade por detrás das feições apáticas, a imortal buscava se localizar dentre as ruas de Marraquexe. Não recordava-se plenamente da cidade, por isso recorreu à uma breve pesquisa no notebook antes de deixarem o esconderijo. Convidar a russa para a pequena empreitada lhe soou natural, muito mais do que a possibilidade de optar por qualquer outro membro do grupo. Visto que possuía dificuldades para se habituar a eles. “ —- Consigo me localizar decentemente por aqui, pensei em procurar por um bar mais tarde. Um pouco de álcool deve compensar pelos dias enclausurada —- ” a armação do óculo de sol foi erguida brevemente, e o sorriso pairou nos lábios da imortal. “ —- Se tiver um lugar em mente posso lhe acompanhar, contanto que não pretenda fazer algo estúpido, é claro. —- ”
❛ —— apenas esperando a noite chegar para encontrar algo interessante — disse sóbria, porém com o interior cativo com a presença alheia e o rumo do tópico. naqueles tais momentos de relativo sossego, possuía o costume de trocar a noite pelo dia, avida apreciadora da vida noturna ao redor do mundo, preferia normalmente passar seus dias em sossegos, dormindo em reclusão, visitando bibliotecas ou explorando o lado mais ameno da cidade, principalmente em quais o sol brilhava tão inflexivelmente, por enyo se encontrava mais disposta a abrir exceções, quiçá poderia do mesmo modo converter-se em regra — mas estou precisando de algumas roupas de calor também, não seria ruim comprar algumas outras coisas — ponderou com seu jeito estranho de aceitar o que achava ser um tipo de convite construído estranhamente. sorriu a mais velha assim que percebeu que seu dia, tarde, e talvez noite estariam ocupadas com ela — existe alguns lugares interessantes no centro, acho que pode gostar — não fazia uma década que visitara a cidade, e a cima de tudo gostava de sempre ficar por dentro das novidades, possuindo contatos aonde fosse. deslizou o próprio óculos escuros até a ponta do nariz, com o sorriso pequeno nos lábios — nada estúpido? hm o quão divertido isso pode ser ? nem uma diversão estúpida e inofensiva ? — provocou, em buscas de suas botas pretas, as únicas constantes e fiéis peças quais combinavam com o vestido curto e fresco que usava, logo parcialmente coberto por xale tão alien em seu estilo soturno como poderia ser.
𝐄𝐌𝐈𝐋 :
Assim que pisou na casa segura, Emil teve que correr para ir no banheiro. Estava morrendo de vontade de fazer xixi e não podia esperar mais um segundo sequer. Após alguns breves instantes, saiu do cômodo com as mãos balançando para secar mais rápido a água. “Eu achei que não ia aguentar e teria que pedir pra parar no meio do caminho. Índia? 1976? Pedi pra me lembrarem de sempre ir ao banheiro antes de entrar em carros, por que ninguém me chamou isso?” reclamou. “Não espere que eu cozinhe o jantar hoje. Como punição, vão comer a comida que conseguirem fazer!”
espreguiçou-se, retirando as lentes escuras e o lenço qual segurava os fios ruivos pouco após chegar ao local, rindo dos trejeitos de emil ❛ —— eu não lembrei, a segunda metade dos anos setenta foi um borrão pra mim ! não é culpa minha se você tem uma bexiga menor do que a sua memória — protestou de volta, ainda entre breves risos. era tudo muito engraçado, até ouvir aquelas outras palavras, então, arrancou o sorriso do rosto tão rápido como poderia, o vislumbrando com veemência — o que ? não ! emil isso não é justo você sabe eu sou alérgica aos temperos ! — aquilo não era a exata verdade, apenas não lidava tão bem com aqueles, sua verdadeira e única alergia era alho, apesar de já ter jurado que também possuía uma reações alérgicas ao sol, madeira e igrejas ( algo sobre o pó ) — os temperos daqui são tão fortes parecem que eles estão pelo ar, minha garganta parece fechar ! e você é o único que consegue fazer algo gostoso que eu consigo comer, emil por favooor, se não vou ser obrigada a comer apenas doces processados ! — articulou, sem nenhuma intenção, do jeito pueril que por vezes mostrava natureza piegas e casual.
@wampirv
𝐄𝐍𝐘𝐎 :
Sopesou o silêncio da menor, os olhos atinando os mínimos detalhes da figura russa, atinava que ela não discordava de suas opiniões, e embora pudesse crer que isso assemelhava-se a cumplicidade, Vanya poderia simplesmente optar por evitar conflito. Qual fosse o pretexto, ele aditava à curiosidade de Enyo. Presa ao grupo há um dia, aquele colóquio sobressaia aos restantes, fosse pela leveza ou teor dos assuntos que discutiam, a imortal poderia quase dizer que via um pouco de si na ruiva, mas isso poderia ser um mero equívoco da mente exaurida. “ —- Ah claro, mal posso esperar para ter essa conversa com ele —- ” rolou os olhos num cinismo inconfundível, duvidava que sua interação com Wolfgang fosse tão civilizada ou proveitosa como a que dividia com Vanya. Por isso empenhava-se em deslindar uma parcela dos mistérios que cercavam o grupo na presença da menor, consciente de que ela não lhe cederia muito, Enyo desfrutava da evasão. “ —- Agora se me permite perguntar, qual seria sua idade? Pelo que notei você aparenta ser uma alma torturada, mas não deve passar dos quinhentos… —- ” discorreu com um sorriso dançando em seus lábios, atinava a súbita pausa da menor e inevitavelmente um riso escapou-lhe. Dificilmente dividia o número que datava sua existência com alguém, mas poderia deduzir que caso fosse o caso, muito reagiriam na medida de Vanya. Tempo demais, e ainda assim não o suficiente para suprir todos os séculos perdidos. A sensação de que perdera muito lhe acometia frequentemente, e embora intentasse sufocá-la com seu estilo de vida luxuoso e por vezes boêmio, nada destilava a raiva em seu âmago. “ —- Deve ser o estresse que passei nas últimas horas, porque até ontem eu estava impecável —- ” o escárnio delimitou as palavras, vaidosa demais para deixar-se afetar com qualquer comentário da estirpe. Enyo cultivava uma aparência impecável, fosse do cabelo às peças de grife acumuladas em seu closet, recusava-se a ceder para o tempo que lhe consumia. “ —- Pelo que deixa a entender a vida de vocês é enfadonha, uma lástima para um grupo de imortais… Não creio que exista outra pessoa no mundo como eu, mas talvez esse seja meu ego falando alto demais. As palavras mais amargas de qualquer existência, não há nada pior do que ouvi-las de alguém —- ” ergueu a xícara para um gole derradeiro do chá, frio diante dos minutos consumidos pelo falatório. Policiava-se para não conceder demasiado à russa, mas isso não lhe impedia de aproveitar a companhia desta, muito menos iria forçar uma negativa ao convite dela. “ —- Jura? Porque você me parece bem espertinha, o suficiente para render uma bela dor de cabeça —- ” o sorriso delicado não prenunciava acidez por parte de Enyo, muito pelo contrário, admirava pessoas capazes de infligir caos num ambiente, contanto que não atrapalhassem seus planos, é claro. “ —- Sim, afinal, possuo alguns anos à mais do que você em conhecimento —- ” concluiu simplista, se estaria presa ao grupo por mais algum tempo, ao menos poderia adquirir algo em troca e dinheiro nunca era demais. História e antiguidades conservavam-se como alguns de seus passatempos, e quiçá pudesse se deparar com algo que lhe surpreendesse. “ —- Não me deixa opção senão aceitar. Vou adorar dar uma olhada nas relíquias possui. —- ”
𝐩𝐨𝐝𝐢𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐞𝐛𝐞𝐫, obviamente, seu vacilo e cautela acerca de certos pontos, vanya defrontava primeiro contato com alerta e diligência, usando de tempo para averiguar a recém-chegada enquanto aquietava, aos poucos, sua curiosidade, todavia, a maneira qual o diálogo transcorria com enyo se apresentava deveras natural a si, talvez fosse a influência excêntrica dos sonhos já compartilhados, ou o intermúndio do local, mas apreciava fala alheia, não como apreciava a troca de conhecimento em palestras ou papos em botecos asiáticos, não ainda, não exatamente. dentro de si havia certo prelúdio que não buscava por enquanto, entender. a danesti não havia ainda desfrutado de uma risada tão ampla quanto a desata em via a expressão de enyo ❛ —— ora vamos, ele é tão aberto e comunicativo ! — ironizou entre os risos, tendo de usar as costas de sua mão para encobrir os lábios. não era como se não tivesse defeitos piores que aqueles, mas sabia exatamente o que enyo queria dizer, bom, não exatamente, mas setenta por cento de suas conversas com o homem terminava em discórdia, então detinha certa noção da intenção da mulher. o que fazia tudo mais engraçado. por um breve momento imaginou qual tipo de dinâmica os dois construíram ao longo dos anos passados, e como aquela iria se metamorfosear. wolfgang sempre foi cabeça dura? — é aí que você se engana, essa alma torturada tem quinhentos e oitenta e quatro — disse meninil — e alguns meses — acrescentou, não tão contente por aquela ter, quase acertado sua idade, sem muita precisão ou estudo. — tecnicamente sou romena, apenas me mudei para rússia muito cedo — revelou se espreguiçando. identificar-se como romena era tão alienígena para sua língua como seu nome de nascença. não via nenhum pudor em revelar informação em altura da conversa, sentia raiva do país, porém nada que lhe impedisse de articular sobre momentaneamente, se enyo quisesse mais alguma pergunta teria de estar preparada para ouvir a noite inteira, ou dirigir aquela a alheio, vanya ainda não havia se decidido — o preço a se pagar por certa estabilidade — deu os ombros, não sabendo se realmente era uma troca boa, afinal era apenas observar onde estavam. de qualquer maneira, era uma daquelas impessoalidades que poderia superar para o melhor desempenho e funcionamento do grupo, já que, privadamente, possuia sua parcela de afervoramento — sem dúvidas. — olhar mordaz foi direcionado a mais velha, sem mais alguma explicação de suas palavras ou complemento para lhe esclarecer sobre qual dos parecer a menina se referia. em considerações a próxima fala da ruiva, vanya quase se envergonhou, quase. a menina, porém, conseguiu facilmente se encontrar lisonjeada. em qualquer conjuntura sua mente interpretaria fala como elogio, aquela lhe deixou um pouco mais afetada, pode apenas controlar feição em razão das palavras alheias — grande parte desses pertences estão na transilvânia, depois que tudo ser resolvido pode passar lá para avalia-los — estendeu o convite, visando tempo reservado. olhou ao seu redor percebendo a falta de luminescência, período umbroso onde mais lhe sentia agasalhada, apesar de não ter percebido a chegada dessa. vagarosamente levantou-se, recolhendo as xícaras e a garrafa de alcool, apenas deixando o bule ali. não procurava interromper o momento, na verdade, estava mais interessada do que nunca, o que lhe dizia ser um otimo momento para eutimia — vou caminhar pela propriedade, gostaria de ir? — seria mais uma ronda, o que era uma desculpa para poder sentir ar noturno contra sua pele, sendo que teria de pedir a permissão de algum dos mais velhos.
𝐄𝐍𝐘𝐎 :
O sorriso dançava nos lábios da imortal, contente com o colóquio e a brecha para inteirar-se da personalidade que Vanya cultivava. Deduzia que dividiam mais do quê apena suma opinião em comum, mas isto não lhe isentava da cautela perante a menor. “ —- A humanidade está fadada a cometer os mesmos erros, é melhor passar a eternidade aproveitando o quê tem de bom á oferecer do que tentar consertá-los —- ” ergueu a xícara para um breve gole, cruzando as pernas para acomodar o corpo à cadeira, Enyo era discreta nos olhares que dirigia à ruiva. Não poderia demonstrar interesse demais, afinal, a conversa de ambas não passava de uma troca. “ —- Estavam tentando salvar a vida de um pobre moribundo quando foram descobertos, ou foi mero acaso? —- ” a acidez transparecia á entonação da mulher, quase que jocosa perante a possibilidade do grupo ter arriscado a própria pele em prol de um caso perdido. É claro que para alguém consciente de seu passado, a opinião evocaria revolta, Enyo fora uma espécime caridosa, mas pagara caro por isso. Fosse a idade, ou apenas o trauma, mas não possuía disposição para lidar com as lamentações de indivíduos fadados ao malogro. “ —- Sabe que é falta de educação perguntar a uma dama sua idade, não? —- ” provocou Vanya, o antebraço repousado na mesa indicava alguma descontração, o número atrelado a sua existência estava longe de ser um tópico delicado para mulher. “ —- Por volta de cinco mil e seiscentos, para ser honesta parei de contar algum tempo atrás —- ” o risinho iluminou as feições da imortal, apontar o local aonde nascera poderia ser um pouco doloroso, por isso esquivou-se dos detalhes com uma desculpa esfarrapada. “ —- Sou a coisa mais interessante que aconteceu? Deuses, vocês não devem aproveitar muito a vida. Obrigado pelo aviso, se for fugir, deixo um bilhete com considerações especiais à você —- ” embora houvesse graça nas palavras, Enyo genuinamente cogitava a possibilidade de escapar dali na calada da noite e sumir no mundo. Se o grupo fosse pego, o problema não seria seu, certo? Questionava-se no que parecia um surto de responsabilidade inesperado. “ —- A solidão é muito mais simples, mas creio que as pessoas busquem companhia para não precisarem lidar com si próprias… É muito mais difícil enfrentar o quê se passa na própria cabeça do que um companheiro insuportável —- ” soergueu os ombros num devaneio antigo, nos anos de solitude, Enyo emprenhava-se em suster as dores que lhe assombravam e poderia dizer que em alguns dias não suportava quem havia se tornado. “ —- Citando Shakespeare, isso nunca é um bom indicativo, vou começar à crer que é propensa a cometer homicídio dada a oportunidade —- ” a destra puxou a xícara para um último gole do chá, utilizada para amorar os vestígios de interesse nas implicações do que Vanya dizia. Não pressupunha que a ruiva era ingênua ou boba pela tenra idade, muito pelo contrário, algo lhe dizia que deveria tomar cuidado com ela. “ —- Minha querida, acho difícil acreditar que você não saiba o valor de suas posses… Mas se faz tanta questão de manter minha companhia por algumas horas, adoraria lhe ajudar com isso. —- ”
𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞𝐮 𝐚 𝐜𝐚𝐛𝐞𝐜̧𝐚, pois não poderia ser oposição em tal assunto. enyo parecia fazer papel de uma de suas muitas vozes interiores, aquela qual a menor mais preferia a ser propensa. a qual parecia mais certa a si. quase de maneira sublime, a mulher era especialista em concernir ladislava exprimindo sua consciência internalizada. era uma menina de opiniões, sem dúvidas, por vezes possuía opiniões de mais, por outras a proferia de maneira deveras intensa, porém até si possuía verdades íntimas que não havia discutido consigo antes de gritá-las para o mundo. não detinha nenhuma descrédito delas, contudo odiava estar errada, nesses casos preferia fazer um maior e profundo estudo de si para verbalizá-las com uma certeza comparável a uma calamidade. ❛ —— sobre os detalhes do que fazíamos vai ter que perguntar a wolfgang. — disse sem muito peso. não se sentia totalmente confortável revelando miudezas de seu coletivo, mas especialmente, estava com preguiça de colocar a recém chegada a par daqueles pormenores, era para isso que um líder servia ! riu, logo depois, voltando a estar a par com o que lhe interessava — sinto muito, senhorita yves irei me policiar — a respondeu, repetindo o tom da mais velha com um sorriso aos lábios. sorriso qual congelou em seu rosto após resposta de enyo, sendo apenas suas sobrancelhas capazes de se moverem. tinha ciência que a mulher devia se aproximar em idade a wolfgang, e também conhecia imortais que já haviam passado de seu primeiro milênio, apesar disso, ainda sim, era de mais, era sempre de mais. vlada suspirou, achando certa graça. a ideia que seria passível vagar a terra por mais milhares de anos. . . que seria obrigada a mais tudo aquilo. não tinha ao menos um décimo da idade de enyo, e já achava que possuía anos de mais em sua conta. ainda que não achasse que seria forte o bastante para se erguer viva, teria de ser. — e não parece ter um dia a mais que cinco mil e quinhentos ! — provocou a mais velha, naturalmente, percebendo sua tendencia casual — não pode superestimar a rotina de um grupo imortal, nós já vimos tudo pelo menos uma vez. . . menos você. e obrigada pelas considerações, prefiro uma nota breve do que proferir um te avisei. — não exatamente, já que era bem versada nas duas palavrinhas. ainda não entendia os motivos de enyo, principalmente pois não os conhecia profundamente, achava que a mulher tinha mais a perder com aquela visita. aparecera em um momento ruim para o grupo, mas talvez pior ainda para si. todavia, apreciava um pouco a maneira qual a ruiva movera o ambiente. — as desgraças são muito melhores quando compartilhadas — concordou, bebericando seu chá pela última vez. a verdade era qual se via ansiosa para resolver tudo aquilo e retornar a nação mãe. não sabia quando poderia voltar a russia, e duvidava que seria tão cedo como esperava. ergueu uma sobrancelha — acho que você não precisaria se preocupar com isso — comentou irônica e brincalhona, como se suas propensões fossem tão contrárias como poderiam ser, o que não era bem verdade. — não conheço muito bem o mercado das antiguidades, de qualquer maneira, é sempre bom ter alguém especializada nesse tipo de coisa, imagino que avaliação de uma profissional seja melhor do que uma leiga, não é? —
“That’s a beautiful necklace. Reminds me of one that belonged to my mother. It can’t be the same one, because her pearls are in this safe the manufacturer clearly explained is uncrackable.“
The Dark Knight Rises (2012) dir. Christopher Nolan
𝐄𝐋𝐈𝐉𝐀𝐇 :
Elijah passava pela sala, a caminho da cozinha, quando ouviu a voz da garota chamando sua atenção. Com um sorriso voltou atrás para ver o que ela tinha ali. “Uma caixa cheia de…” Tralha, mas não completou, talvez tivesse realmente algo de valioso ali para o meio, mas por enquanto era uma caixa de coisas aleatórias. No entanto, não demorou muito para que os olhos arregalassem ao ver o que a garota tirava dali. A início era difícil de ler o que dizia, mas logo percebeu. “Como que isso veio parar numa caixa dessas?” A pergunta retórica não se ficou apenas pela sua mente. E Vanya tinha razão, tinham muito em que pensar, mas fazia falta alguma distração, e aquilo era ótimo, uma relíquia se lhe pudesse chamar assim. Olhando o selo parecia realmente algo legítimo, o que tornava tudo bastante mais interessante. “Dos originais também duvido que seja, mas é bem antigo!” Murmurou folheando algumas páginas para tentar ler o que lá diziam. Tinha algum conhecimento em línguas, especialmente se se lembrasse das épocas em que foram usadas. Mas o manuscrito era realmente dificil de entender. “Pode ser leonês. Se não me engano foi muito utilizado em Espanha ao mesmo tempo que o castelhano!”
𝐨 𝐨𝐛𝐬𝐞𝐫𝐯𝐨𝐮, 𝐢𝐧𝐜𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚 para consumir qualquer matéria qual elijah estava pronto para oferecer. ❛ —— essa caixa também não é de todo o mal — comentou jocosa ao puxar um dos disco atrofiados no miolo do caixote, onde a capa ostentava um inferno mal feito e duas figuras masculinas extremamente cômicas posando a frente da terra escarlate, no topo, em letras garrafais estava escrito “satan is real by the louvin brother” vislumbrou a capa do disco mais uma vez sentindo a graça, apesar de não rir, um sorriso pequeno dançou em seus lábios. enquanto o ouvia, vasculhava o container mais uma vez apenas por curiosidade, após silenciosamente separar sua bailarina, vislumbrava mais alguns disco de claras tendências latinas e hispânica, reconhecendo apenas nancy sinatra como a estranha no ninho — talvez seja alguma cópia barata de um daqueles amigos do byron ou o próprio ser pedante fazendo alguma versão da obra, que acabou nas mãos da pobre anne — havia o visto uma vez, e era o suficiente para despreza-lo. porém aquilo não reduzia seu interesse, na verdade pensamento exercia força oposta. — ah, as línguas do romance — levou as pequenas mãos a cabeça, um pouco perturbada. aquilo seria mais complicado do que o antecipado. possuía um desempenho duvidoso em latim e seus derivados, apenas dominando o francês moderno como nativa. e agora, realmente, não sabia se sua dificuldade advinha da linguagem mal conhecida, ou da falha do interlocutor ao transpô-la. — muito obrigada, de qualquer maneira. pode ficar com ele por enquanto, não acho que vou descobrir o que está escrito tão cedo. — e seria bom se pudesse relaxar um pouco, pensou, não ousando evidenciar nenhum dos sentimentos, o rosto se mantinha impassível — depois que sair desse lugar vou ter mais tempo para entende-lo. acha que vamos ficar aqui por muito tempo ? —
𝐅𝐀𝐇𝐑𝐈𝐘𝐄 :
Encolheu os ombros diante da perspectiva de haver um ninho de roedores no local. Apesar de Fahriye prezar pelo bem e pelo otimismo, não era fã de roedores, além de não ser exatamente uma ativista de meio-ambiente. “ — Não me fala em ratos, pelo amor de Alá! Se um aparecer na minha frente eu coloco você pra capturar e tirar ele da minha frente aargh. — ” Disse de forma afetada, com uma mão em cima do peito para dramatizar o efeito de sua sentença. Fahriye sempre foi adepta do luxo e do conforto, então não era uma situação muito aprazível estar onde estava, ela detestava não ter uma bela arquitetura com uma decoração impecável a cerceando. Isso diminuía seu astral, mas não o suficiente para tirar dela a vontade de sair dessa. Voltou a sorrir, entretanto, como forma de convencer com seu carisma. “ — Diz isso, mas toda vez que eu e Emil organizamos algo, a gente se diverte como se fôssemos morrer amanhã. — ” Deu uma piscadela frente à ironia contida em suas palavras e um riso baixo.
“ — Depende, minha ideia de diversão pode conter álcool e música alta, não precisa necessariamente ter requinte. Até porque não tem nem como ter requinte nessa espelunca, espera só a gente se livrar dessa situação e eu vou chamar a própria Beyoncé para nossa festinha particular. — ” Teoricamente, Fay não estava mentindo, mas não conseguiria fazer nada do que queria sob ameaça de ser pega para experimentos e torturas novamente. Apesar da reclamação de Vanya ao contato de Fay, a mesma não se afastou: na verdade se aninhou ainda mais no ombro da outra mulher e rapidamente depositou um beijo na bochecha de Vanya vagarosamente, de forma afetuosa. “ — Eu pensei em organizar uma festinha particular pra comemorar o ressurgimento da Ives, mesmo que ela aparentemente não tenha demonstrado muita vontade. Só algo com comidinhas, bebidas e música pra gente dançar e esquecer de tudo… Eu tenho tantas energias, de tantos tipos diferentes, acumuladas que poderia começar a dançar agora, na verdade. — ” Suspirou em desalento pela situação.
❛ —— e eu sou o que? sua guarda-costas por acaso? — ela era — ou pior, sua dedetizadora ? — se fosse preciso, também era, óbvio, não sem antes mexer com a paz de fahriye — aquele seu bichano laranja serve pra esses tipos de coisa não é ? ou só pra você ficar o engordando com patês caros? — lembrou de uma memória antiga qual mal notava que ainda persistia em existir nos cantos de sua mente, de quando ainda era nova, em valáquia, confinada com seu primo devido aos castigos ( justos, percebeu após um tempo ) de sua ama, persistiam em caçar as pequenas ratazanas mal aventuradas que se achavam entre as paredes frias do castelo, por fim, brincando de empalar as criaturinhas. resolveu não dividir acontecimento com a mais nova pois, bem, nunca mais o faria novamente, não era uma criança, e sabia que a causaria um desconforto maior qual ousaria a causar na menina em uma conjuntura tão casual. apenas riu um pouco mais dos trejeitos alheios, fechando o rosto, impassível, ao perceber o sorriso astucioso da morena — é claro, uma garotinha fica me ameaçando com diversão, prontíssima para acabar com a minha vida se eu ousar não aproveitar o coquetel — voltou a rir, tirando proveito da posição alheia depositou alguns beliscões afáveis na mesma, em um de seus raros momentos de graças inocentes, muitas vezes, voltadas apenas a fahriye.
— eu realmente não sei o que você falando, esse lugar ta mais pra cima do que as melhores boates da polônia. ah por favor, não, se você fizer uma festa com aqueles champagne que brilham de novo, não vai me ver por um mês. eu não quero nem saber em que lugar de épernay você achou aquilo. — sabia das vontades de fay, do estilo de vida que preferia levar, certamente diferente do seu. não que renegasse a pompa da vida, mas não se incomodava nem um pouco em meios insalubres, na verdade, por vezes se sentia acolhida por esses. se voltava para a escuridão e frio. lada também possuía seus luxos, esses eram apenas distintos. e seria errado falar que as próprias diferenças nunca renderam brigas entre as duas garotas, somado com o temperamento explosivo e irregular de vanya, por vezes isso havia de acontecer, era fadado, porém suas reconciliações e momentos deleitáveis eram tão intensos quanto as raras discussões. — fahriye !!! — a repreendeu após o estalo sentido na bochecha. vanya aparentaria menos surpresa se a morena tivesse lhe esbofeteado e sabia que já devia ter se acostumado com esses tipos de ações vindo da mais nova, porém antes de ter maior reação ( ou qualquer uma, realmente ) foi calada por uma surpresa real — você quer dar uma festa para enyo. . . ? — após aquelas palavras, retornou a uma postura relaxada, aninhando a garota contra si e pensando — isso parece meio arriscado — pensou alto, visando o horizonte — estou dentro ! — concluiu devido ao fator, parecia caótico em um primeiro momento, e divertido. imaginava a feição dos dois mais velhos a tudo isso e novamente sentia o riso crescer dentro de si. — tem a plena certeza? acho que enyo não está muito nesse clima, e wolf não celebra algo a. . . décadas? muito menos o retorno do fantasma dos natais passados — disse afetada pelos grandes gestos que fez, a avisando pela única e última vez, pois não queria engana-la. riu da afirmação desditosa da menina — acho que não podemos usar música tão alta, but i do miss dance parties — disse ao vislumbrar rosto alheio, ferina.
𝐄𝐍𝐘𝐎 :
“ —- Não há oportunidade melhor para cumplicidade do quê homicídio —- ” brincou, levantando a xícara, assoprava o líquido com calma só para dar um delicado gole deste, aproveitando o calor que descia queimando sua garganta. Os vestígios de fé que algum dia nutriu pela sociedade foram destruídos no passar de anos, e nada no mundo poderia convencer Enyo de que valia à pena sacrificar sua segurança ou sanidade por pessoas fadadas ao fracasso. Não se importava com o título de egoísta, utilizava ele com o orgulho e a certeza de que levar uma vida assim lhe privava de mais uma mágoa, como a infligida séculos atrás. “ —- Talvez eu seja um pouco pessimista, mas acho difícil as coisas melhorarem —- ” com a chegada da tecnologia se esconder ficava cada vez mais difícil, sozinha Enyo conseguia controlar o quê faria, mas imaginava que em um grupo as variáveis eram muitas. As coisas poderiam dar errado de uma hora para outra, como ocorrera nos últimos dias. “ —- Sim, mas é um erro honesto que a maioria comete, com os anos você aprende que eles simplesmente não valem à pena —- ” tomou mais um gole do chá, observando a russa com cautela para não transparecer interesse demais nesta e seus devaneios. Quanto mais conversavam maiores eram as chances de conseguir arrancar alguma informação dela, e isso deveria ser prioridade para Enyo. “ —- Espero que consigam se recuperar logo, assim podem tomar uma decisão —- ” almejava rapidez na solução de problemas não só para evitar o pior, mas para que pudesse despedir-se do grupo e retornar a vida que possuía. Embora a recepção não mostrasse sinais de hostilidade, a imortal preferia não arriscar a sorte e prolongar a jornada. “ —- Uma das vantagens de ser imortal é que você tem bastante tempo para tentar descobrir o que quer —- ” um sorriso delineou os lábios da mulher, duvidava que Vanya fosse se afastar dos colegas ou optar por uma vida de reclusão como a sua, mas a perspectiva lhe intrigava. A ideia de que todos os outros imortais no mundo viviam juntos, por vezes perturbava Enyo, ainda que não possuísse discernimento do motivo. Seria inveja, ou apenas a certeza de que aquilo não terminaria bem? “ —- Esse é seu jeito delicado de me enxotar daqui? Estou consciente dos riscos, e caso eu pense que não vale à pena me arriscar, pode ter certeza de que vou sair daqui o mais rápido possível e fingir que não conheço vocês —- ” a sinceridade se mesclava com um quê de cinismo, não tinha certeza se poderia apenas fugir dali e deixar o grupo à mercê de quem os caçava, mas gostaria de fingir que sim. Por mais que cultivasse um sangue frio, e escolhas cirúrgicas, entre as décadas, Enyo rendia-se a poucas decisões emocionais, das quais costumava se arrepender. Essa poderia ser uma destas. “ —- Acredita mesmo nisso? —- ” desviou o olhar para o líquido na xícara, a menção de Wolfgang deixava o colóquio pesado, despertando a mágoa e melancolia que tanto se esforçava para conter. “ —- Creio que seja tarde demais —- ” preferia não se aprofundar no assunto e esperava que a russa não insistisse no tópico. “ —- Afinal temos algo em comum? Falta de bom senso, pensei que todos aqui fossem santos, estava começando a me sentir sozinha —- ” um riso esgueirou-se dos lábios, intrigada pelas implicações no comportamento da ruiva, torcia para que seus colegas não lhe culpassem pelo que expunham. “ —- Sim, tenho uma na minha casa principal, é afastada da cidade, um lugar calmo para cuidar delas. Deveria pensar em vender algumas delas. Pode-se dizer que sim, faço alguns trabalhos pouco ortodoxos. —- ”
assentiu rapidamente com um aceno, divertida pelo humor da mais velha. o achava curioso e deveras revigorizante, o tom qual exercia nas palavras, fazendo aquelas se tornarem meras serviçais de sua personalidade dúbia deixa tudo mais burlesco para a ruiva. — acho que nesse ponto podemos nos consideradas realistas, não há razão para lutar ou tentar antagonizar a inclinação humana — completou simples, voltando inclinada a mesa. era extenuante significar a terceiros, por diversas vezes, alma sem coração, ser sem qualquer tipo de empatia ou afetuosidade apenas pela observação e opinião que instituiu ao longo dos anos. nem ao menos colocava o que passara em jogo por poder ser movida por um motivo exclusivo de mente ( o que realmente seria razão o suficiente ), apenas encontrava-se mais e mais acuada, sem luz a que se apegar além de seu grupo, vanya se deparava segura por um fio, esperando que esse fosse forte o bastante para aguentar o peso da obscuridade. por muitos anos até odiou os chamamentos, chorava sempre que a humanidade lhe apontava de monstro. até, um dia, não chorar mais. e então não sabia se fora produto ou resultado — nós iremos — disse a enyo enquanto ainda sem muita atenção bebericando o chá de camellia, mergulhada nos próprios sentimentos de mágoa, retornando ao momento apenas pela percepção da chegada do crepúsculo, fortificada pela noite, a drácula reanimou-se — eu preciso perguntar, quantos anos você tem? — indagou após a ouvir. curiosidade apenas remediada por um resposta, se refreava para não mostrar um fascínio, devido apenas seu orgulho, se permitia expor somente interesse. sabia que certos seres sentiam-se acalentados por esse — claro que não, se procurasse expulsa-la tentaria ser o mais clara sobre isso. você é a coisa mais interessante que acontece aqui a algum tempo, pode levar como um conselho, ou aviso, para fazer sua decisão rapidamente. — concluiu séria, pois não pretendia assumir tom hostil, porém muito menos companheiro — é uma constante irritante sobre a humanidade. claro, alguns indivíduos sobrevivem a solidão, outros até a dominam, mas é impossível negar que a natureza humana é a coletividade, como alcateias ou colmeias, o que é engraçado já que ao mesmo tempo, o inferno é os outros — ponderou em perguntar qual era a medida para o tarde demais de dois seres iguais aqueles, porém apenas apagou seu cigarro, deixando a bituca negra ao lado das cinzas — cubro minha infâmia manifesta com estranhos farrapos das sagradas escrituras e pareço um santo, quando banco mais o diabo. — com a fala afetada esticou a mão em um trejeito dramaturgo ao citar drama shakespeariano, como se si própria fosse ricardo iii e houvesse acabado de matar o bispo. não lhe dava uma resposta tão clara sobre sua índole devido as constantes falas sarcásticas, porém muito menos se distanciava de enyo — talvez deveria. . . por um certo preço poderia avalia-las para mim — sugeriu, somente gesticulando os dígitos. vanya tinha a plena consciência de quanto cada uma de suas posses valia, a retenção não se fazia por mais do que ser uma apreciadora e saber que em um futuro seus tesouros valeria muito acima do que hoje, havia procurado pelos mesmos, queria poder aproveita-los ao menos um tanto a mais, porém não poderia deixar a chance de fazer tal convite passar. naturalmente desconfiada para todos além do seu grupo, estava curiosa com a ideia de uma outra imortal, que lhe podia muito bem ser útil em bons termos.
Anya Taylor-Joy as Gina Gray in Episode 5.02 “Black Cats”