wantyoutocomeback:
Era mais um dia normal passeando por vários cantos da Ilha, a procura de um dos piores monstros, mas para a infelicidade de Agnes a procura havia sido um fracasso. Irritada com sua inutilidade, voltou para casa à procura de seu “remédio da felicidade”, na tentativa de melhorar sua autoestima, que não era alta por sua falta de credibilidade em si. Porém, ela não contava com o fato de não haver um único frasco pela casa toda. Agnes estranhou a ausência do produto; nunca tivera esse problema. Correu até o quarto para se arrumar e ir ao mercado comprar o tal “remédio”; porém, como esse produto era proibido e no mercado havia a presença de guardas dos reinos de Ugrides e Larkmarg, era obrigada a se vestir de modo que escondesse seu rosto para que se fosse necessário fugir, conseguisse se esconder entre a multidão. Chegando ao local desejado, Agnes percebe o quão lotado lá estava, sorriu, estava com sorte, pois, despistar os guardas não seria um problema. Foi até Jonas, o vendedor, pedir-lhe o produto. -Mas já está sem? – perguntou ele sarcasticamente. Incomodada com a brincadeira, ela o encarou ferozmente, sem lhe dar uma resposta. – OK, OK! Não precisa se irritar, aqui está! – continuou ele entregando o objeto discretamente à cliente. Ela o agradeceu, pagando-o, e saiu a caminho de casa, no entanto, no meio do caminho alguém, que andava aparentemente perdido pelo mercado trombou com ela, fazendo-a derrubar o frasco. -Qual é o seu problema?! – gritou ela furiosa com o ser a sua frente.
❛ Ahn… Quê? ❜
– aquele era um dia normal para lynder. acordando tarde por causa do show da última noite, saindo do novo restaurante com o qual acabara de fechar um contrato de um show no próximo final de semana, que, se desse tudo certo, seria bem pago o suficiente para ficar tranquilo com o aluguel daquela semana. tudo corria bem, finalmente, e lynder andava com a coluna arqueada, os pés arrastando pelo chão, os braços relaxados e os olhos cansados demais para ser considerado um artista tão passional como era. seus pensamentos estavam a mil, raciocinando sobre os ensaios que teria de ter, pensando em quantas garrafas de álcool teria de se abster para poder fazer um bom espetáculo…
até que, passando pela multidão do mercado municipal, sentiu uma mão rápida no bolso de sua calça. assustado, deu uma cotovelada em quem quer que fosse, virando-se rapidamente para quem quer que fosse. o sujeito era um rapaz esguio, pouco mais alto que ele, que parecia tão assustado quanto o próprio elfo; e, antes que lynder pudesse sequer gritar por ajuda ou indicar que havia um ladrão por ali (não que ele tivesse conseguido roubar alguma coisa, mas a clara tentativa havia o preocupado), o rapaz desconhecido empurrou-o para trás, desequilibrando-o e correndo por entre as pessoas logo em seguida, fazendo com que lynder o perdesse de vista… mas não antes que trombasse contra uma outra pessoa, a qual havia o impedido de se espatifar no chão por conta do empurrão. o que se espatifou, porém, fora um pequeno frasco, o qual o elfo encarou com sobrancelhas erguidas e a boca semiaberta. os olhos, porém, não se arregalaram, mantendo uma expressão pouco surpresa, até o grito da provável dona do frasco. lynder ergueu os olhos para a morena, com a mesma expressão impassível e tranquila, mesmo que ela estivesse berrando furiosa. –
❛ O meu “problema”… ❜
– começou, fazendo aspas com os dedos. –
❛ … É que alguém acabou de tentar me assaltar. Tipo, agora mesmo. Então pode deixar que, da próxima vez, eu tomo um pouco mais cuidado antes de eu parecer alguém assaltável, ok? ❜ – e terminou sua frase com um sorriso cínico. –
Agnes surpresa com a resposta arregalou os olhos e virou rapidamente o rosto para o do jovem. Voltando a realidade, envergonhada com a atitude premeditada por um simples frasco, que ainda iria leva-la sua tragédia, abaixou a cabeça e sussurrou - Desculpa... Porém, o seu subconsciente não a ia deixar em paz se não se desculpasse corretamente, pois ela tinha errado ao agir daquela maneira com alguém que não havia feito aquilo de propósito e que além de tudo havia feito o que fez para se safar de um roubo. - Desculpa - disse mais alto dessa vez - Era algo importante pra mim, mas não havia passado pela minha cabeça que você poderia não te feito de propósito - voltou a olhar para o menino com um sorriso envergonhado e esperando que ele a desculpasse.
Enquanto a única coisa que passava pela sua cabeça era: ‘FODEU! Não tenho dinheiro para comprar outro’















