Chuck sentiu um leve arrepio, ao sentir as unhas da garota em sua nuca e então, sorriu perverso “Precisava, é?” murmurou, acariciando a cintura da morena, enquanto roçava seus narizes e desviava o olhar para os lábios rosados dela. Encenou uma expressão assustada, e então não conseguiu mais segurar a risada “Não teria nem como…” ele falou, entre o riso. Era bom vê-la sorrindo e se divertindo, gostava daquilo, até porque depois de toda a exposição que teve por conta da gravidez, Chuck a queria bem e longe de todos que lhe causavam problema. “Eu? Te usando? Como ousa pensar assim, eu nunca faria isso com você, ainda mais por balinhas…” dramatizou, com uma risada evidentemente escondida por trás dos lábios. Amava o laço de amizade que tinha com Andy, não era como qualquer outra, ela realmente era muito importante para ele. Ao sentir os lábios novamente grudados com o da garota, ele apenas sorriu e observou-a em seguida, pegando as balinhas. Charlie comia diversos pacotinhos daqueles por dia, era o seu maior vício, pois o fazia lembrar-se da mãe, que todos os dias ao chegar do serviço, lhe trazia um pacotinho daquele, o qual dividiam sempre juntos numa espécie de brincadeira, como Andy estava prestes a fazer. Ele não conseguiu abrir a boca imediatamente, pois naquele instante, estava imaginando sua própria mãe. Um sorriso bobo foi tomado pelos lábios de Chuck, até que finalmente ele fizera o que a garota lhe pediu.
“Uhum” murmurou, retribuindo-o com um sorriso malicioso. “Podíamos refrescar a memória qualquer dia desses” propôs, depositando um beijo no maxilar do garoto. Adorava o fato de Chuck não a tratar com pena ou cuidado apenas por estar grávida; desde que chegara o moreno sempre a cativara, pelo fato dos dois terem uma relação de amizade boa desde o começo e era ele quem sempre estava ao seu lado quando precisava. Era ótimo ter alguém lhe fazendo rir e sentir que essa pessoa realmente deseja o seu bem, e essa pessoa, para Andy, era Charlie. “Você que começou, ok?” miou, formando um bico ao final da frase, que foi acompanhado logo de uma risada que a garota não conseguiu segurar. Retribuiu o sorriso do garoto mesmo não sabendo o motivo, de qualquer maneira ficava feliz por vê-lo feliz com sua companhia. Colocou as balinhas na boca do outro, erguendo as sobrancelhas ao fazer. “E aí, melhor?” perguntou, não desfazendo seu sorriso. “Tá, ok, minha vez” disse, pegando duas balinhas e se afastando um pouco do garoto para poder jogá-las no ar. Assim que o fez, uma das balinhas voou longe e a outra bateu em seu nariz, indo para o chão. “Nossa, isso foi.. horrível!” comentou entre risos.










