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“Uhum” murmurou, retribuindo-o com um sorriso malicioso. “Podíamos refrescar a memória qualquer dia desses” propôs, depositando um beijo no maxilar do garoto. Adorava o fato de Chuck não a tratar com pena ou cuidado apenas por estar grávida; desde que chegara o moreno sempre a cativara, pelo fato dos dois terem uma relação de amizade boa desde o começo e era ele quem sempre estava ao seu lado quando precisava. Era ótimo ter alguém lhe fazendo rir e sentir que essa pessoa realmente deseja o seu bem, e essa pessoa, para Andy, era Charlie. “Você que começou, ok?” miou, formando um bico ao final da frase, que foi acompanhado logo de uma risada que a garota não conseguiu segurar. Retribuiu o sorriso do garoto mesmo não sabendo o motivo, de qualquer maneira ficava feliz por vê-lo feliz com sua companhia. Colocou as balinhas na boca do outro, erguendo as sobrancelhas ao fazer. “E aí, melhor?” perguntou, não desfazendo seu sorriso. “Tá, ok, minha vez” disse, pegando duas balinhas e se afastando um pouco do garoto para poder jogá-las no ar. Assim que o fez, uma das balinhas voou longe e a outra bateu em seu nariz, indo para o chão. “Nossa, isso foi.. horrível!” comentou entre risos.
Charlie fechou levemente os olhos com o beijo da garota em seu maxilar e sorriu falhadamente, abrindo-os novamente para encará-la de canto“Sem dúvidas, podíamos” murmurou. O jeito da garota o cativava de uma forma inexplicável, desde que a viu pela primeira vez e ainda mais agora que eram realmente amigos. Ficava feliz em tê-la por perto. “Tudo bem, eu realmente estava te usando, não faça essa carinha, droga...” ele deixou um sorriso bobo tomar-lhe os lábios, enquanto apertava levemente o bico da garota, rindo logo em seguida. Observou-a colocar as balinhas em sua boca e então apertou os olhos, saboreando o mélio sabor que aquelas pequenas guloseimas lhe traziam, além das lembranças com a mãe. Charlie levou ambas as mãos ao peito e com um sorriso forçou ainda mais as pálpebras, abrindo-as em seguida para conseguir fitá-la “Você é demais!” disse meio a um sorriso largo, interpretando uma felicidade única que a garota conseguia transmitir-lhe, então abaixou os braços, observando-a. Não pôde evitar uma risada alta ao vê-la inteiramente em apuros com apenas duas pequenas balinhas. Aproximou-se dela, pegando o pacote e despejando um pouco do doce em uma das mãos “Que tal...” murmurou afastando-se com um sorriso e apanhando duas ou três cores de sabores diferentes para arremessá-las na boca da amiga “Abra essa bocona, Weston!”
‘’Meu gato não gosta de você. Quer dizer, ele não gosta de ninguém. Scofield, acha mesmo que eu confia nas suas palavras?! Até parece. E se começar a me irritar, vou cortar toda a nossa relação.’’ brincou, enquanto abaixava e se sentava ao lado do mais novo. Deixou a cabeça tombar pro lado, apoiando-se no ombro de Charlie. ‘’Tá vendo? Fica vendo televisão em vez de dormir. Daí quando falo, eu sou chata e blábláblá.’’
“Mas espera aí, eu não sou qualquer um sabe, sou o cara da sua vida, ele com certeza gosta de mim. Talvez até mais do que de você, sinto muito, Heav.” brincou, dramatizando um suspiro e abriu um pequeno sorriso de canto. Ponderou a cabeça para o lado, apoiando-a por cima da dela e levou uma das mãos sobre a coxa da amiga, com o maior respeito, apenas acariciando levemente o local “Na verdade, eu fico pensando em você, daí acabo não conseguindo dormir...” murmurou, torcendo os lábios.
Coloca injusto nisso. Bem, eu não reclamo muito de dinheiro até porque não preciso.
Preparado para horas incríveis de um trabalho evidentemente super legal e divertido.
Ah, claro que não. Mas eu ligo, porque preciso e muito.
Assim que eu gosto! Cada um fica com uma metade da caixa, tudo bem? Vai abrindo, enquanto busco algo para bebermos, pode ser?
A loira gargalhou quando caiu no chão e se sentou de pernas cruzadas - Relaxa amor, eu to ótima - diz ainda rindo no chão olhando pra ele e em seguida se levanta - Então, vem vamos dar uma volta. Juntinhos - pegou a mão dele, o puxando consigo começou a caminhar pela rua.
“Oh...” Chuck murmurou, num sorriso aliviado, ao vê-la levantar-se bem e em seguida, deixou ser levado pela loira “Costuma andar muito por aqui? Podíamos ir para algum lugar, talvez.”
“Não. Na verdade, você nem mesmo percebe o quão certo você está. Eu sou muito pior que baixa.” Comentou de forma displicente. Estaria mentindo se dissesse que não estava completamente entretida pela situação, mas o desespero do rapaz sobre algo que ela tinha poder era até assustador, fato que ela não poderia admitir até para si mesma, principalmente por ser um ato tão banal e irrelevante. Ela apoiou o aparelho na mesa, entre os dois. “Mas eu não quero você correndo pela minha sala por causa de um…” Ela tentou descobrir sobre o que ele estava falando, mas nem um pensando veio à sua mente. “Eu não tenho a mínima ideia, mas eu não gosto de ser empurrada. É incrivelmente desagradável.”
“Tudo bem, então você é baixa, muito pior do que baixa ou... Tanto faz. Só não abaixa mais o meu celular, tá legal?” pediu, quase que implorando. A mulher não chegava o intimidar, mas o modo como ela falava, o fazia realmente pensar que seria capaz de destruir o aparelho, que para ela, provavelmente, era uma merreca. Chegava a ser hipócrita, mas aquilo não vinha ao ponto. Ao observá-la colocar o celular sobre a mesa sentiu um alivio percorrer pelo corpo, rindo logo em seguida ao notar o quão ‘fora do mundo’ ela estava. “Pokemon...” completou-a, esforçando-se para a risada não escapar. “Isso não irá se repetir, madame.” inclinou o corpo, recuperando o aparelho.
Primeiro, esquece aquela camisa porque café mancha, segundo, eu vou te dar a infalível camisa preta. Não sei porque eu não pensei nela antes.
Talvez porque você esteja usando ela? Bom, a menos que tiver outra aí.
Charlie mio amore, acho que nenhum de nós quer mais trabalhar por hoje. Eu vou ficar com você, a Muse está me devendo algumas horas por eu ter feito extras e tenho certeza que seu trabalho já acabou. Não quer ir dar uma volta? Arejar um pouco os pensamentos.
“Pie!” murmurou ao sentir a garota pendurando-se em seu pescoço e então colocou ambas as mãos por cima das dela, acariciando-as “Você não poderia ter tido uma ideia melhor...” sorriu discretamente e tentou levantar-se, levando-a junto consigo, mas não tinha forças o suficiente, por estar sentado de um jeito complicado, e acabou caindo de costas por cima da garota “Por Deus, você está bem? Me desculpe...” aprontou-se a levantar rapidamente, para que pudesse ajudá-la.
Deve ser isso mesmo. Claro, porque nós somos as cobaias deles…. acho isso tão injusto.
Injusto é pouco! Nós trabalhamos muito mais e recebemos muito menos.
De qualquer jeito, falaram para abrirmos essa caixa e separarmos as fotos de cada edição que tem aí dentro. Preparado para horas de trabalho, amigão?
- Para ganhar bebida terá que me dar um sorriso, porque eu não aguento essa carinha triste. - O olhou de forma doce depois que ele a soltou, mas logo foi ela quem o envolveu com um dos braços. - Sei que a vida é difícil meu gatinho, mas vou acabar ficando triste também. Já pensou que horror os dois chorando bêbados? Isso não pode acontecer.
“Isso não vai acontecer!” encostou a cabeça no ombro da garota, ao ser envolvido por um de seus braços “Que tal você fazer algo para que eu possa sorrir?” levantou o olhar, para que conseguisse encará-la.
Andy abriu um sorriso malicioso ao escutar a fala do outro, passando levemente suas unhas na nuca do mesmo. “Bom..” iniciou, tombando sua cabeça um pouco para o lado, como se estivesse pensando. “Eu não sei, na verdade, não estou muito lembrada. Precisava refrescar minha memória” o provocou. “Ah, sei lá” deu de ombros, mordendo o próprio lábio inferior. Revirou os olhos para a brincadeira de Charlie, deixando escapar uma risada em seguida. “Como assim não é seu, Chuck? É claro que é!” brincou. “Não, não é seu, bobo” continuou, sorrindo para o garoto. Ficava feliz pelo clima divertido que se instalara entre os dois; pensava que a gravidez inesperada o assustaria e o mandaria para longe, mas não era o que estava acontecendo. Fez uma expressão surpresa, como se estivesse ofendida, assim que escutou a brincadeira do moreno. “Charlie Scofield, você está me usando por balinhas? Estou profundamente ofendida!” brincou, logo aceitando o carinho alheio, fechando os olhos ao sentir as mãos dele em seu rosto. Não fora uma surpresa ter seus lábios colados com os de Chuck outra vez, mas era algo bom que ela nunca recusaria. Abriu os olhos assim que sentiu o selinho ser quebrado, seus lábios formando-se em um sorriso pequeno. “Vamos dividir, então” anunciou, selando seus lábios rapidamente antes que pudesse sair de sus braços para avançar até a bolsa e pegar o pacote de doce, colocando um punhado em uma de suas mãos. “Abre a boca” pediu, pegando três das balinhas e direcionando-as para o garoto.
Chuck sentiu um leve arrepio, ao sentir as unhas da garota em sua nuca e então, sorriu perverso “Precisava, é?” murmurou, acariciando a cintura da morena, enquanto roçava seus narizes e desviava o olhar para os lábios rosados dela. Encenou uma expressão assustada, e então não conseguiu mais segurar a risada “Não teria nem como...” ele falou, entre o riso. Era bom vê-la sorrindo e se divertindo, gostava daquilo, até porque depois de toda a exposição que teve por conta da gravidez, Chuck a queria bem e longe de todos que lhe causavam problema. “Eu? Te usando? Como ousa pensar assim, eu nunca faria isso com você, ainda mais por balinhas...” dramatizou, com uma risada evidentemente escondida por trás dos lábios. Amava o laço de amizade que tinha com Andy, não era como qualquer outra, ela realmente era muito importante para ele. Ao sentir os lábios novamente grudados com o da garota, ele apenas sorriu e observou-a em seguida, pegando as balinhas. Charlie comia diversos pacotinhos daqueles por dia, era o seu maior vício, pois o fazia lembrar-se da mãe, que todos os dias ao chegar do serviço, lhe trazia um pacotinho daquele, o qual dividiam sempre juntos numa espécie de brincadeira, como Andy estava prestes a fazer. Ele não conseguiu abrir a boca imediatamente, pois naquele instante, estava imaginando sua própria mãe. Um sorriso bobo foi tomado pelos lábios de Chuck, até que finalmente ele fizera o que a garota lhe pediu.
- Charlie, coisa mais fofa da minha vida. Vem cá, vamos conversar um pouquinho. - Sorriu se aproximando e se sentando ao lado dele. - Não precisa me falar o que houve se não quiser, mas podemos dividir a bebida e fico aqui te fazendo companhia, o que acha?
“Jen, loirinha mais gostosa da minha vida, eu vou adorar que fique aqui, ainda mais com bebida. Sabe, é o que eu realmente estava precisando!” envolveu um dos braços por trás do pescoço da garota e puxou-a para perto, dando-lhe um beijo na bochecha apertado e depois soltando-a com um pequeno sorriso nos lábios.
Chuck, amigão, uma coisa é a blusa fora do corpo. A coisa muda toda quando você a veste e em você não ficou bom. Tira.
To começando a aceitar a ideia de continuar com a blusa molhada de café... Brincadeira, qual a próxima?
Sei… Oh, não, não se preocupe, não precisam mais de mim – explicou, a medida que se abaixava para se sentar ao lado de Charlie. – Por outro lado, você parece estar precisando de um amigo, ficar matando tempo sozinho não é muito bom. Nós podemos sair daqui e ir em algum lugar se você quiser, eu ainda não vi Procurando Dory e acho que ainda está no cinema.
Observou o amigo sentar-se ao seu lado e então encostou a cabeça sobre a parede, olhando para o céu “Só se prometer que vamos comprar o combo da pipoca da Dory e tiramos foto com o cartaz do filme também!”
Entendo. Família, para mim, é o tipo de assunto proibido. Mas isso não é justificativa para você sair mais cedo, recomendo que volte para o trabalho.
Meu trabalho já está bem adiantado senhor, não estou a fim de voltar e não vou, quero relaxar um pouco, a menos que esteja precisando de mim para algo.
Relaxa, Scofield -é este seu sobrenome, certo? Não precisa se odiar, nem pedir desculpas, eu só estava brincando mesmo. Só me deixe ficar aqui fora um pouco também, porque eu estou tendo um dia merda que nem você. Chega aí pro lado e me deixa sentar.
“Certíssimo, senhorita Klein!” Scofield abriu um sorriso de canto discreto e então, quando ia afastar-se um pouco para o lado, olhou-a estreitando levemente os olhos “Sabe, já que estamos na merda juntos, podíamos ir dar uma volta, comprar alguma coisa para bebermos... Não sei, acho que possa ser melhor. Além do que, eles podem nos ver aqui, quando na verdade, devíamos estar lá” olhou para cima, a fim de encarar o prédio da revista e voltou a fitá-la, sorrindo.
De todas as reações que ela pudesse ter, Monique simplesmente ficou parada ao observá-lo pela a sua sala por não ter entendido absolutamente nem uma palavra dele. Não obstante, ser empurrada pelo outro fora, então, o suficiente. Ela tirou o celular das mãos do rapaz distraído rapidamente, estendendo o braço que segurava o aparelho sobre o copo de água em a sua mesa, fora do alcanço do outro, tentando-o. “Não pense que não é o que eu quero fazer.”
Charlie entrou, literalmente, em choque quando a mulher tomou o aparelho de suas mãos. Não havia nem conseguido pegar o bichinho do jogo e agora estava prestes a perder todos os outros, ou melhor dizendo, o celular inteiro “ Na verdade eu não pensei, mas eu sei que não vai fazer, não é mesmo?” ele revezava as trocas de olhares entre ela e o aparelho sobre o copo, com as mãos estendidas em negação “Era só um pokemon, você seria muito baixa se fizesse isso, sei que não é do seu feitio ser assim, uh?”