sinto saudades de versões de mim que talvez não tenham verdadeiramente existido
sinto que o que é genuinamente meu eu deixei escapar: as cores, as curvas, os cantos, os risos, os sonhos, os sentidos
às vezes parece que não há resgate possível, ou então que revivê-los não teriam o mesmo sabor
sou um paladar deteriorado que já não sabe saborear a vida. uma dicotomia entre haver e não haver fome: prevalece o vazio que transborda.













