O cara mais lindo de NY chegou
Hoje é o dia de jogar pedras em mim?
Desde quando preocupa tanto comigo?
Pedras? Não, na verdade só é divertido te deixar sem jeito.
Foi sarcasmo, Baresi.
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O cara mais lindo de NY chegou
Hoje é o dia de jogar pedras em mim?
Desde quando preocupa tanto comigo?
Pedras? Não, na verdade só é divertido te deixar sem jeito.
Foi sarcasmo, Baresi.
O cara mais lindo de NY chegou
Eu to começando um resfriado é por isso
Oh! Claro, claro... Que descuido o meu! Resfriados que se curam tomando cerveja gelada. Sabe, nunca peguei um desses, mas deve ser barra pesada.
O cara mais lindo de NY chegou
Olá, Baresi, bela noite, não? Devo dizer que gaguejar não combina muito com a sua suposta "imagem".
O cara mais lindo de NY chegou
Sei que vocês sentiram a minha falta
Então me deixe continuar a usar meu carinhoso apelido, loira. Tanta defensiva por uma coisinha boba.
Acho que você precisa de uma bebida, garota. Relaxa e curte o momento. Se for esperar o pior ele acaba por aparecer. uma hora ou outra…
É simplesmente impossível vencer de você em argumentos.
Ainda é quinta-feira, Hellgosh, é meio difícil esquecer os problemas e encher a cara quando ainda se tem diversas obrigações para se cumprir no próximo dia.
E qual é a boa da noite?
E você se inclui nessas pessoas?
Talvez sim... Talvez não. Esse é um dos muitos segredos que não conto para ninguém, Riders.
E qual é a boa da noite?
E porque seria uma ironia, Corinne?
Para muitas pessoas, só de ver você andando por aí já pode ser considerada "a boa do dia", se é que você me entende.
Sei que vocês sentiram a minha falta
Chamo de loira porque, bem, seu loiro não é tão verdadeiro assim.
Com certeza maravilhosamente bem. Por que a dúvida?
Não é necessário ser um especialista em cores de cabelo para saber que o meu loiro não é tão natural, Hellgosh.
A dúvida é só uma forma de não concretizar que está tudo perfeito quando as coisas podem desandar, mas não há nada errado, até agora.. O quê chega a ser estranho.
E qual é a boa da noite?
Ironia mesmo é você perguntar qual é a boa da noite, Daniel.
Sei que vocês sentiram a minha falta
Quer uma estrelinha pelo comentário?
Cindy. Como anda loira?
Completamente desnecessário isso de me chamar de loira... Sabemos que eu sou loira, não precisa me chamar assim, Alec.
Enfim, ando maravilhosamente bem... eu acho. E você?
Olá.
Sei que vocês sentiram a minha falta
É meio difícil saber a diferença entre você e o seu ego, então sentir falta de algum dos dois é meio complicado.
Olá, Hellgosh.
Olá?
Posso agora não ser tão famosa quanto desejo, mas não se preocupe, em breve meu nome será bastante conhecido e antes de começar a me apresentar eu faço uma dedicatória a você, ok?
Por que começamos com essa discussão idiota mesmo, Pardal?
Bom, estarei torcendo por você, porquê talentos não devem ser desperdiçados agora, se me permite... Por quê não procura por uma companhia de dança ao invés de ficar se apresentando em casas de show? Acho que te ajudaria a subir mais rápido.
É uma ótima pergun... Pardal?
Alguém ai tem café?
Você não gosta de café? Eu adoro café, e não acho ele tão ruim assim.
Eu acho meio... Amargo. Sei lá, é estranho! Mas de qualquer forma, não deixo ele faltar em casa; sempre é útil depois de uma noite de sexta-feira. Se quiser vir tomar café na minha casa qualquer dia...
Olá?
Se não ouviu falar é porque não é tão boa quanto pensa ser. Ou quanto seus amigos lhe iludiram dizendo que você é. E diferentemente de você, não preciso da ajuda de um cano para excitar um homem. Nunca disse que era, mas pelo pouco que já conheci de você, sei que tem cérebro de passarinho. Não é necessário nenhum tipo de exame para se comprovar tal afirmação cientificamente, apenas alguns minutos em sua presença é suficiente.
Ou você não é tão famosa quanto imagina? De qualquer forma, você sequer sabe o quê eu faço no ramo da música, então não tem direito, tão pouco moral, para falar sobre eu ser boa ou não até porquê... Em momento algum eu disse que sou boa no quê faço, diferente de você que não demonstra um pingo de humildade às pessoas. Você se diz dançarina profissional? Em quantas casas de dança famosas você já se apresentou? Cite-me quantas apresentações você já fez na Rússia.
Você pode achar o quê quiser de mim, Megan, mas pelo menos eu sei a diferença entre me apresentar em uma balada de NY e realmente ser uma dançarina profissional.
Alguém ai tem café?
Café? Wendy, café é tão... café. Digo, ruim.
Can you hear my song to you? | Cindy&Andrew
Dentro da universidade, a temperatura ficava extremamente agradável, mas por algum motivo a sala onde ficavam os instrumentos do departamento de música da NYU sempre era mais frio e se tinha algo que a loira sentada à frente do piano de calda preto detestava era o frio. Não é como se ela realmente odiasse o frio, é apenas uma questão de se ficar 80% mais preguiçoso do quê já é quando está frio, logo o frio não é nada conveniente quando precisa-se terminar a composição de uma ballad.
Cindy prestava atenção em tudo, menos na partitura à sua frente, tão pouco às teclas do próprio piano por onde os dedos delicados da garota passeavam de forma tão desconexa quanto seu olhar que fitava um ponto qualquer no chão. Qualquer professor que a visse daquele jeito a reprovaria na hora: Sentada com a coluna completamente curvada para a frente, sustentando o peso de sua cabeça nos braços que, por sua vez, estavam apoiados no piano. Seus pensamentos vagavam entre cenas antigas, cenas atuais e cenas que a loira queria desesperadamente que se tornassem reais... Vez ou outra ela pronunciava melodicamente algumas frases de músicas conhecidas - ou nem tão conhecidas, algumas até mesmo esquecidas uma vez que os cantores já estavam até mortos -, musicas que ela particularmente adorava e sempre buscava nelas inspiração. Mas tudo o quê vinha à sua mente eram imagens, vislumbres de uma pessoa em especial, a última pessoa no mundo que Cindy gostaria de pensar em um momento como aquele.
— Mas que droga você está fazendo, Corinne?! — A loira murmurou para si mesma, balançando a cabeça diversas vezes para afastar de si aqueles pensamentos idiotas. Depois de alguns segundos alongando os braços e estalando os dedos, Corinne endireitou a coluna em frente ao piano e suspirou, encarando as teclas com incerteza, mas não demorou muito até que a garota começasse a dedilhá-las delicadamente e com maestria, deixando-se simplesmente acompanhar a música. Não se tratava de nenhuma composição da garota, mas sim de uma música que gostava muito, que costumava ouvir seu pai tocar no violino branco que ela ainda mantém intocado em seu apartamento — Somewhere over the rainbow... — Àquela altura a loira tinha certeza que era possível ouvi-la em grande parte do prédio, já que ele estava tão silencioso, mas não se preocupou com nada e apenas continuou sua musica.