Finalmente, eu e você!
Eu já estava na França há algum tempo. O suficiente para aprender o caminho do metrô, pedir café sem tropeçar no francês e fingir que pertencia àquela cidade. Mas ainda existia em mim uma sensação constante de desencontro, como se uma parte minha tivesse ficado presa em outro lugar. Em outro tempo.
Então você mandou a mensagem dizendo que vinha me ver.
E o mundo inteiro perdeu o eixo.
Passei o dia inteiro inquieta. Arrumei a casa duas vezes, troquei de roupa pelo menos quatro, tentei agir normalmente enquanto meu coração parecia decidido a atravessar meu peito. Quando o interfone tocou, minhas pernas quase falharam.
Você chegou.
E eu fiquei andando de um lado para o outro como uma maluca, respirando fundo, apertando as próprias mãos, tentando entender por que aquilo parecia mais assustador do que qualquer mudança que eu já tivesse feito na vida.
Então a campainha tocou.
Eu abri a porta com as mãos tremendo.
E lá estava você.
Me olhando daquele jeito.
Aqueles olhos.
Verdes, profundos, indomáveis. Como o mar depois de uma tempestade — bonito justamente porque parecia perigoso. O tipo de olhar que sempre me puxava para o fundo sem que eu sequer tentasse resistir. E eu odiei perceber que ainda acontecia. Que depois de tudo, ainda era você.
As borboletas voltaram no mesmo instante. Violentas. Vivas. E apesar de toda explicação científica possível sobre química, adrenalina ou nostalgia, nada daquilo parecia racional. Parecia sonho. Delírio. Como se eu tivesse dormido em um país e acordado dentro de uma memória.
Você sorriu.
E eu sorri de volta, tímida, completamente sem jeito.
— Oi — você disse.
— Oi — eu respondi, quase num sussurro.
Você deu um passo à frente para me abraçar, mas no segundo em que sua mão encostou em mim, um arrepio percorreu meu corpo inteiro. Eu me afastei rápido demais, passei as mãos no cabelo com força e virei de costas, tentando respirar. Uma vez. Duas.
Quando me virei de novo, você estava rindo.
Não debochando. Só… confuso. Com aquela expressão de quem claramente não entendia o que estava acontecendo comigo.
E nem eu entendia.
Cheguei perto devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse fazer você desaparecer.
— Você é real mesmo? — perguntei baixinho. — Tipo… é você mesmo?
Toquei seu peito com a ponta dos dedos, cautelosa, como quem toca algo raro demais para existir de verdade.
E você segurou minha mão.
— Sou eu mesmo — disse, com um sorriso torto. — Pode não parecer… muita coisa mudou. Mas sou eu.
Mas não tinha mudado.
Porque no instante em que senti seu coração batendo sob meus dedos, tudo voltou. Absolutamente tudo.
Fui deslizando a mão pelo seu peito até alcançar seu pescoço, e então te abracei forte. Forte como quem tenta recuperar anos perdidos em poucos segundos. Enterrei o rosto no seu pescoço, sentindo seu cheiro, reconhecendo cada detalhe seu como se meu corpo tivesse guardado a memória de você esse tempo inteiro.
Passei as mãos pelas suas costas, pelos seus braços, como se precisasse confirmar que era real. Que você estava mesmo ali.
Depois me afastei só o suficiente para te olhar da cabeça aos pés.
E então te abracei de novo.
Porque naquele instante, enquanto meu coração batia rápido demais e minha mente rodava em lembranças, eu entendi uma coisa terrível e bonita ao mesmo tempo:
Algumas pessoas nunca vão embora de verdade.
Elas ficam.
Mesmo quando vão para o outro lado do oceano.
E então, com os olhos molhados, eu me afastei do seu peito meio rindo, meio chorando.
— Entra… fica à vontade.
Você riu baixo e agradeceu. Tirou a mochila das costas e se sentou no sofá enquanto olhava ao redor como quem procurava alguma coisa, mas nem sabia exatamente o quê. Gosto de imaginar que você estava tentando me entender um pouco através daquele lugar. Afinal, eu tinha feito questão de cuidar de cada detalhe para que aquele apartamento finalmente parecesse um lar.
Tinha muito de mim naquele loft minúsculo. Nos livros espalhados, nas velas esquecidas sobre a bancada, na luz amarela e aconchegante que eu insistia em deixar acesa mesmo quando não precisava. E, ainda assim, ele parecia grande o suficiente para caber nós dois perfeitamente.
Você comentou que o lugar era bonito.
Mas olhou para mim como se eu fosse a verdadeira paisagem.
E, enquanto você me encarava daquele jeito, minha mente percorria todos os lugares do seu corpo que eu queria explorar outra vez.
Fiz meu velho tique de levantar os ombros e morder os lábios antes de perguntar, ansiosa:
— Quer beber alguma coisa?
Ofereci vinho branco. Você aceitou.
Perguntei se estava com fome.
Você riu.
E meus olhos ficaram presos nas suas covinhas por segundos longos demais. Espero que não o suficiente para você perceber.
— Agora não — você respondeu.
E eu sabia exatamente do que você estava com fome.
Sentei ao seu lado e entreguei a taça. Nossos dedos se tocaram de leve, fazendo aquele silêncio tímido voltar por alguns segundos. No começo ainda existia certo cuidado entre nós, como se estivéssemos reaprendendo a ficar perto um do outro.
Mas o álcool sempre ajuda nesses momentos.
Duas taças depois, já estávamos levemente bêbados, rindo alto e relembrando o passado como se os últimos dez anos nunca tivessem existido.
E Deus… como eu amo conversar com você.
Eu poderia passar horas falando qualquer besteira, pulando de um assunto para outro sem sentido nenhum, porque você sempre me olha como se cada palavra minha fosse importante. Como se estivesse assistindo ao seu filme favorito.
Em determinado momento, o silêncio caiu entre nós outra vez.
Dessa vez confortável.
Quente.
Eu olhei para você e perguntei baixinho:
— Posso deitar no seu colo?
Você assentiu sem hesitar.
Deitei devagar, encaixando a cabeça nas suas pernas enquanto você passava a mão no meu cabelo distraidamente, como se já tivesse feito aquilo mil vezes antes.
— Eu não lembro mais se fui eu ou você que fez isso naquela praça perto da minha casa… lembra? — falei, olhando para o teto. — No dia do nosso primeiro beijo.
Sorri sozinha.
— Doze anos… que loucura.
Você ficou me olhando em silêncio, os dedos deslizando lentamente pelos meus fios como se estivesse hipnotizado.
Então sorriu.
— Eu lembro, Lais.
E ouvir você dizendo meu nome daquele jeito quase acabou comigo.
Eu sorri também, mas já não conseguia mais me conter.
Levantei rápido demais e fui até a caixa de som. Coloquei nossa playlist — aquela que eu tinha montado inteira pensando em você.
A essa altura, o sol já tinha ido embora e o apartamento estava mergulhado naquela meia-luz dourada que fazia tudo parecer cena de filme antigo.
E eu sempre adorei transformar minha vida em cinema.
Naquele momento, eu podia jurar que era a roteirista.
Você me observava do sofá, meio confuso, meio divertido, rindo enquanto dizia que minhas love songs eram bregas demais.
— Mas acho que eu conseguiria me acostumar — você completou, com aquele sorriso torto.
Voltei devagar até você.
Você estava completamente à vontade no meu sofá terracota, as pernas abertas, a taça esquecida em uma das mãos.
Parei entre elas.
E te encarei.
A loba dentro de mim já tinha despertado. E era tarde demais para voltar atrás.
Então eu me sentei no seu colo, uma perna de cada lado, exatamente como costumávamos fazer anos atrás naquela rotatória perto da minha casa.
Mas aquilo…
Aquilo era mil vezes mais intenso do que qualquer lembrança.
Passei as mãos pelos seus braços devagar, perguntando sobre algumas tatuagens novas, algumas cicatrizes que eu não conhecia. Meus dedos percorriam sua pele como se tentassem recuperar o tempo perdido.
Seu corpo reagiu imediatamente ao meu.
E o jeito como você me olhava enquanto eu me movia sobre você fez meu corpo inteiro arder.
Então sua mão subiu devagar pelo meu pescoço.
Você segurou minha nuca, me obrigando a olhar nos seus olhos antes de dizer, rouco:
— Você é boa demais.
E então me beijou.
Profundamente.
Devagar no começo, como quem quer sentir cada segundo. Como quem passou anos imaginando aquele momento.
Sua boca na minha parecia familiar e nova ao mesmo tempo.
Você explorava meu corpo com as mãos enquanto me beijava, e eu sentia que estava perdendo completamente a capacidade de pensar.
Até que você se levantou comigo no colo.
E, sem interromper o beijo nem por um segundo, me levou até o quarto.
Sinto suas mãos apertando minhas coxas no caminho até o quarto, e meu corpo inteiro reage ao simples fato de finalmente estar sendo tocada por você outra vez.
Você me joga na cama com urgência suficiente para arrancar uma risada minha antes de voltar a me beijar. Seus lábios percorrem cada pedaço de pele que a minha blusa deixa exposto enquanto seus dedos sobem lentamente pela minha cintura.
— Você me deixa louco — você confessa, a voz rouca.
— Não mais do que você me deixa louca — devolvo, arqueando o corpo.
Eu me ajoelho no colchão.
A saia jeans ainda presa ao meu corpo, o sutiã azul-claro de renda escorregando pelos meus ombros, deixando meus seios rígidos e evidentes.
Ficamos exatamente da mesma altura.
Olho bem no fundo dos seus olhos, como uma leoa encarando a presa.
Toco seu braço devagar e sinto seu corpo reagir ao meu como se ainda existisse alguma memória invisível conectando nós dois. Como uma dança que nossos corpos decoraram há muito tempo.
Vou até sua nuca, sentindo seu cheiro outra vez, enquanto levanto sua blusa lentamente. Meus dedos percorrem sua barriga, depois seu peito, explorando cada detalhe novo como quem tenta reconhecer alguém depois de anos.
Quando tiro sua camisa e a jogo para o lado, ela quase derruba o abajur da mesa.
Você ri baixo.
— Boa mira.
Eu te encaro e, por um segundo, a ficha ainda não caiu.
É você.
Estamos aqui.
Somos nós, sabe? Eu e você.
Por um instante me perco completamente nesse pensamento, mas você nem percebe, porque logo me puxa de volta para você outra vez.
Volto ao plano real empurrando seu corpo ligeiramente para trás para tirar a sua calça, do meu jeito meio desajeitado de sempre na hora de puxar o zíper.
Quando você fica apenas de cueca boxer branca, minha mente viaja no tempo: por um suspiro, tenho quinze novamente. Mas o flash do passado evapora quando, de repente, você me puxa pelas pernas, acomodando o seu corpo entre as minhas coxas.
Antes mesmo de tirar a minha saia, você me cala com um beijo devastador enquanto desce a mão pela minha bunda.
Por baixo do jeans.
Seus dedos caminham lentamente.
Mapeando o meu corpo até sentirem, de leve, a textura da minha calcinha. Começo a te morder os lábios de leve, sedenta por devorar e ser devorada.
Eu amo como você me beija.
Você sabe me saborear, sabe sentir cada parte de mim.
Você arranca a minha saia num movimento rápido demais. Quase deitado sobre mim, prende nossas mãos entrelaçadas na cama, acima da minha cabeça.
Seu beijo me causa arrepios por todo o corpo.
Você começa a beijar todo o meu corpo: meu rosto, meu pescoço, minha orelha… Solto um gritinho abafado, uma risada nervosa, bem ali onde sinto cócegas.
Você sorri contra a minha pele e desce até a clavícula, beijando o meu busto. Quando sua língua envolve e lambe o bico do meu seio, um choque de prazer me atravessa.
— Eu adoro os seus seios
você diz com a voz abafada de desejo.
— Agora, finalmente, eles são meus.
Não consigo articular nenhuma resposta;
já estou completamente entregue.
Quando você chega na minha virilha, o riso me escapa de novo. Algumas partes que me dão prazer também me dão cócegas.
É estranho, eu sei, mas quem se importa?
Você ignora a minha risada, beija a parte interna da minha coxa e puxa a minha calcinha lentamente, observando cada milímetro do movimento, como se quisesse gravar aquele segundo para sempre na memória.
Depois de jogar a lingerie longe, você me carrega um pouco mais para cima na cama.
Me dá um beijo rápido, quente, como quem toma uma dose única de licor, e desce o foco novamente. Seus lábios encontram a pele logo abaixo do meu umbigo.
Você vai descendo de forma suave, mas absurdamente intensa. Beija toda a minha virilha enquanto encosta os dedos, da maneira perfeita, nos meus grandes lábios. Em seguida, deposita beijos ali.
Cada toque faz meu coração parar.
No momento em que sinto a sua língua contra o meu calor, meu controle se esvai e eu grito o seu nome, gemendo de puro prazer:
— DANIEL!
Você me satisfaz por completo ali, usando os dedos e a boca com uma maestria que me incendeia, mas ainda me deixa querendo mais.
Quando recupero o fôlego, me ajoelho na cama e puxo você comigo. Te beijo enquanto deslizo a sua cueca para baixo, passando meus dedos pelo seu membro maduro e pulsante.
Te posiciono deitado e me preparo para fazer o que esperei por tanto tempo.
— Espero que goste do que preparei para você — sussurro, provocante.
Pego um elástico no pulso e prendo o meu cabelo em um rabo alto, meio bagunçado.
Vou até os seus pés e começo a subir pelo seu corpo, engatinhando devagar, como um gato que passa por um ambiente caótico sem tocar em nenhum objeto. Passo direto pelo seu pênis, fingindo indiferença apenas para te torturar.
Me esfrego com intimidade bem em cima dele e te puxo para um beijo tão cheio de fogo que poderia queimar o quarto inteiro.
Sinto você ficando ainda mais duro por baixo de mim.
Agora é a minha vez.
Beijo cada centímetro do seu corpo.
Vou descendo devagar, observando cada pinta, cada detalhe seu, jurando mentalmente que nunca mais vou esquecer.
Sento-me de lado, roçando a minha vulva na sua coxa, e espalho as mãos pela sua virilha. Beijo cada pedacinho da sua pele antes de chegar aonde você tanto quer.
Gosto de atiçar, de te deixar implorando por mais. Sem encostar de fato, brinco cuidadosamente com a ponta da língua ao longo do comprimento.
Experimentando você.
Logo em seguida, envolvo você com as mãos e te exploro com a boca. Sinto cada reação sua, entendendo o ritmo exato do seu prazer. Começo devagar, mas logo acelero o compasso, subindo, descendo, girando a língua e controlando a sucção.
Você solta um palavrão arrastado.
Tenta falar algo, mas um movimento meu te faz perder a voz, transformando o argumento em um gemido grave.
Sinto suas pernas tremerem.
— Vai com calma…
Você pede com a respiração totalmente ofegante
— Desse jeito eu não vou aguentar…você é muito gostosa!
Alterno entre o rápido e o devagar, conduzindo o ritmo para que cheguemos juntos ao ápice.
Paro por alguns segundos, apenas o tempo suficiente para dar um descanso à minha mandíbula e massagear o músculo cansado, o que me faz fazer um leve bico com os lábios.
Você fixa os olhos na minha boca.
Com uma das mãos firmes, segura o meu rosto, puxando-me para perto.
— Mas que boquinha gostosa…
Num impulso de pura adrenalina, você reverte as posições. Me deita e me puxa com força até a beirada da cama.
Sua língua me reencontra num estalo úmido e, logo em seguida, você se posiciona e entra.
Entra devagar.
Depois, muda o ritmo: puxa rápido e empurra fundo, com força. O impacto me faz arfar, mas logo você retoma um movimento calmo, profundo e cuidadoso.
Não consigo me segurar. Instintivamente, levo a mão à boca para abafar os gemidos altos, mas você segura o meu pulso e a tira dali, querendo ouvir tudo. Enquanto me penetra, sua mão aperta a minha cintura, me colando ainda mais ao seu corpo, enquanto a outra sobe e envolve o meu pescoço.
Você dita as regras.
Entra e sai com força, me fazendo arranhar os seus braços com as unhas enquanto enterro os dedos nos seus músculos, tentando encontrar algum ponto de apoio no meio daquele furacão, que é quando estamos juntos.
Estou completamente cega de prazer, entregue ao ritmo frenético que você impõe. Sinto o meu ápice chegando como uma onda gigante. Meu corpo inteiro começa a travar, os músculos da minha pelve se contraem ao redor de você em espasmos involuntários e apertados.
Você percebe.
Seus olhos se arregalam, fixos nos meus, e você acelera ainda mais, estocando fundo, buscando o fundo da minha alma. Dou um grito agudo, liberando tudo, e sinto você desabar logo em seguida. Você solta um gemido longo, rouco, enquanto sinto o jato do seu líquido quente inundar o meu interior, pulsando dentro de mim.
Você cai exausto por cima do meu corpo, descarregando todo o seu peso com um suspiro pesado de satisfação.
Ficamos ali, imóveis, com as testas coladas e os corações batendo tão forte contra o peito que parecem um só. Suas mãos, ainda trêmulas, sobem devagar e começam a acariciar o meu rosto com uma ternura que contrasta com a violência de instantes atrás.
Você afasta os fios de cabelo suados da minha testa e me dá um selinho demorado, suave, gostoso.
Sorrimos um para o outro por um momento longo demais, sem precisar dizer uma única palavra. O silêncio do quarto agora é confortável, preenchido apenas pelo som das nossas respirações que, aos poucos, vão voltando ao normal.
Você levanta o rosto devagar para me olhar.
E é ridículo o jeito como ainda me olha.
Como se eu fosse a sua pessoa preferida no mundo ou como se estivesse com medo de acordar.
Seu polegar desliza pela minha boca.
Então você sorri.
— Eu esperei tanto por isso
Você confessa baixinho.
E aquilo me destrói mais do que qualquer toque daquela noite. Porque, de repente, não consigo mais fingir que aquilo era só desejo.
Não era.
Nunca foi.
Você me abraça de novo, me puxando para perto, e eu encaixo a cabeça no espaço entre seu ombro e seu peito como se aquele lugar ainda fosse meu.
Talvez sempre tenha sido.
Ficamos em silêncio por um tempo.
A meia-luz dourada ainda acesa.
As roupas espalhadas pelo quarto.
Nossa playlist tocando baixo na sala.
E então você beija minha testa.
E eu sei como isso é perigoso.
E foi nesse instante — e não durante o sexo — que eu entendi que estava completamente ferrada.
Porque depois de dez anos, milhares de quilômetros e uma vida inteira acontecendo entre nós…
Meu corpo ainda reconhecia você e sabia exatamente o que fazer quando encontrava o seu.
Porque, no fim, nem o tempo e nem a distancia foram capazes de arrancar você de mim.
















