Oi, genteeeem! Imagine fresquinho para vocês! Espero que gostem! Beijos!
Olho ao meu redor encontrando tudo vazio ao meu redor. Deixo um suspiro escapar assim que bato a porta a trancando em seguida.
Em uma semana, tanta coisa havia acontecido que nem parecia verdade.
Eu estava voltando para a cidade em que nasci, mas com sorte, não para casa dos meus pais. Iria ficar no centro da cidade, apenas alguns bairros de distância da casa em que passei minha infância.
Deixo a última caixa no banco do carona e dirijo por mais de quatro horas.
Não consegui conter as lágrimas que passaram a correr pelos meus olhos, afinal, eu havia sido demitida, e com essa decisão dos meus superiores, toda vida tranquila que eu tinha, foi pelo ralo a baixo. Eu sairia da minha rotina de trabalhar o dia todo, fazer cursos online e alimentar meu cachorro.
Havia decidido sair da cidade em que eu morava, por causa do trabalho, instantes depois da demissão. Foi como um divisor de águas e eu estava desesperada por uma mudança.
- Está tudo bem. Eu estou fazendo a coisa certa! - Eu resmungo para o carro abarrotado de caixa e um cachorro dorminhoco no banco de trás.
Me permito chorar até não me lembrar o motivo das lágrimas. Deixo meu peito ficar vazio e preparado para o que a cidade nova estivesse disposta em me dar.
Quando me aproximo da entrada para o centro, sigo pela autoestrada até a próxima saída, indo para casa dos meus pais.
- Querida! Como é bom ver você. - Minha mãe diz me puxando para um dos seus abraços de urso. - Mesmo que você esteja com esses olhinhos inchados.
- Sinto muito. - Eu digo sorrindo, completamente envergonhada. - Não consegui segurar.
- Eu imagino, meu bem. Mas está tudo se encaminhando para você ter o futuro dos seus sonhos.
- Que é? - Eu pergunto abrindo a porta de trás do carro, fazendo com que Biscoito saísse de dentro do carro.
- Aquele que você escolher seguir com o coração.
- Ah, mãe, você sabe que essas coisas do coração não são para mim... - Eu digo. - Preciso de coisas concretas, seguras...
- Eu sei, mas um dia você vai aprender que não é bem assim... - Ela encaixa o braço nos meus e seguimos para dentro da casa. - Seu pai previu que você viria hoje. Está preparando lasanha, a sua favorita...
- Não acredito! - Digo sorrindo e sentindo o cheirinho da comida tomar conta da sala.
Caminho até a cozinha onde meu pai picava cebolas e o cumprimento com um beijo na bochecha.
Começamos a conversar sobre amenidades, meu pai pergunta como foi a viagem e me garante que todos meus móveis foram entregues e que meu novo apartamento já estava limpo apenas me esperando.
Depois de almoçarmos, eu ajudo a limpar a cozinha e tomamos um café antes de eu ir embora.
O trajeto já era conhecido por mim, mas o fiz com calma, lentamente. Queria aproveitar, afinal, faziam mais de oito meses.
- Finalmente conhecendo a vizinha nova... - Um moreno lindo fala comigo na entrada do prédio.
- Oi. - Eu digo baixinho e deixo Biscoito descer do carro.
Caminho pelo estacionamento e depois subo pelas escadarias até o quarto andar. O apartamento estava com cheiro forte de tinta e por isso, logo abri todas as janelas, assim como as cortinas.
- Sem comida... - Eu digo abrindo os armários da cozinha e a geladeira. - Sem produtos de limpeza e sem produtos de higiene... preciso ir no mercado urgente!
Desço para o estacionamento querendo tirar o excesso da mudança que veio comigo no carro, para conseguir trazer as compras do mercado.
- Quer ajuda? - O mesmo moreno pergunta sorrindo. - Acho que juntos damos conta disso mais rápido.
- Se não for incomodo, eu adoraria um pouco de ajuda. - Eu devolvo o sorriso e ele me estende a mão.
- (S/N)... - Zayn pega uma das caixas das minhas mãos e me segue lado a lado pelo estacionamento.
- Então, (S/A), o que traz você para o centro de Londres? - Ele pergunta enquanto subimos as escadas.
- Mudança de ares. Mais ou menos. - Dou de ombros, sem querer dar mais explicações.
- Certo. - Ele deixa um murmuro escapar. - Deixe-me adivinhar, você veio por causa de uma proposta de emprego?
- Hm, na verdade, fui demitida... Menos de uma semana. - Eu digo sentindo minhas bochechas corarem.
- Sinto muito. - Ele fala enquanto eu destranco a porta.
Indico o lugar para ele colocar as caixas e descemos para o estacionamento novamente.
- Obrigada pela ajuda! Foi, realmente, muito gentil. - Eu digo parando em frente a porta do motorista. - O resto eu posso descer em outro momento.
- Não foi nada. Qualquer coisa é só me chamar. Sou seu vizinho de porta. - Ele diz me mandando uma piscadinha.
Eu aceno com a cabeça e entro para dentro do carro; saindo do condomínio, vou para o primeiro mercado que encontro e compro aquilo que me vem a cabeça que eu possa precisar para esse primeiro final de semana.
Quando volto para o apartamento, Zayn não está mais na porta de entrada, o que me deixa um pouco decepcionada.
Mesmo comprando comida, acabo pedindo pizza por aplicativo do celular e abro o notebook para atualizar meu currículo, o que termino de fazer antes mesmo da pizza chegar.
- Quais são os planos para essa noite? - Zayn diz assim que abro a porta depois de ouvir a campainha.
- Zayn? Você faz tele entregas também? - Eu pergunto me escorando no batente da porta.
- Não, estava chegando do mercado e disse que faria essa gentileza ao motoboy.
- Ah, foi muita gentileza mesmo da sua parte... - Eu digo me segurando para não revirar os olhos. - Quer me acompanhar? - Eu pergunto assim que ele estende a pizza para mim.
- Eu tenho vinho! - Ele ergue a garrafa que estava dentro da sacola.
- Isso não é uma boa ideia, mas não custa nada tentar... - Eu digo e deixo que Zayn me acompanhe para dentro do apartamento.
Nos sentamos juntos no sofá e eu abro a caixa sentindo o cheirinho gostoso de queijo tomar conta do lugar.
- Você escolheu muito bem, hein?! - Ele diz pegando uma fatia de pizza.
- Eu sempre escolho as coisas muito bem. - Eu respondo e ergo o nariz enfatizando o que queria falar.
- E será que um dia eu serei escolhido?
- Uma tentativa, na verdade, sou péssimo com essas coisas... - Zayn passa a mão pelos cabelos e deixa um sorrisinho tímido aparecer.
- Bom, toda tentativa é válida, mas como eu disse, faço ótimas escolhas... Quem sabe... - Dou de ombros e ele sorri. Com muita audácia, inclina o corpo em minha direção e me beija.