me sentindo do gueto
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@wizardofair
me sentindo do gueto
Water and Blood || @CarterxJohn
Para Carter, tudo estava resolvido e o pedido de ajuda era realmente uma oferta: se o outro não quisesse ajudar, por ele, tudo bem. Desviou o olhar do chão para procurar o macaco e em outra situação, iria simplesmente usar magia, mas vendo a defensiva tão grande do outro, não estava nem um pouco disposto a isso, não por o ver como perigo – realmente não estava preocupado com isso – mas, simplesmente porque não queria ver o outro desconfortável.
Quando ouviu a voz do homem, já estava próximo, falando para ele não falar para ninguém. – Isso eu não posso te prometer, mas prometo que não vou te arrumar problemas, ok? Não tenho menor interesse nisso. – Deu de ombros, porque sim, aquela promessa era a verdade. Não iria sair por ai usando uma placa falando que John era um bruxo até mesmo porque ele próprio era um, mas não iria se privar de contar aquilo para os outros de seu coven – coisa que ele fez questão de não mencionar, porque se o homem parecia tão defensivo quanto a falar de magia, imagina sobre um coven. Sorriu quando o outro falou que iria saber quem chamar, mas ele duvidava muito disso. John parecia ser o tipo de pessoa que simplesmente não queria se envolver nas coisas – pelo menos não nas suas coisas, então tudo que fez foi deixar o assunto no ar. Não iria se forçar para o outro, deixando tudo muito em aberto para que pudesse conversar mais ou não também, tudo de acordo com o que o outro queria.
Ouviu a segunda pergunta sobre o estepe e consentiu. – Claro! – Foi andando para o fundo do carro para poder acelerar tudo ali, porque se John iria ajuda-lo, claro que não iria querer ficar horas e horas embaixo da chuva só para ser gentil. Abriu o fundo do carro e logo puxou o estepe, fechando para não cair água nos livros que sua mãe tanto queria e voltou para próximo de John, colocando o pneu sobressalente no asfalto, esperando para ver o que iriam fazer.
Logo após Carter trazer o estepe, John deu um sorriso como se aprovasse a rapidez do menino. Pegou o macaco com uma das mãos e posicionou abaixo do carro, — Desculpe por estar agindo assim. É que tenho meus motivos. — A consciência do moreno começara a pesar por como estava tratando o rapaz, que até parecia legal, ao menos aparentemente. Com o macaco abaixo do carro, começou a levantar o veículo, mas não lhe tirando do chão, somente suportando o peso do carro. Virou a cabeça para os lados, olhando para o chão a procura de caixa de ferramentes, até que não a encontrou. — Você tem uma chave cruz aí? — Olhou no rosto de Carter, observando o garoto todo encharcado.
Esperou a resposta do garoto. Se levantando enquanto esperava o mesmo fazer alguma coisa. — Para quem pretende contar sobre mim? — Disse calmamente, passando uma mão contra a outra, esperando que Carter lhe trouxesse a cara de ferramentas ou que dissesse que não tinha, pois aí poderia ir buscar no seu próprio carro. Bradshaw encarou o garoto por um mínimo tempo e então sorriu de canto. — Você parece legal.
Water and Blood || @CarterxJohn
Carter ouviu tudo que John dizia, entendendo que, de alguma forma, para o outro ser um bruxo era motivo para se ficar defensivo, coisa que nem ao menos entendia. Como podia existir pessoas tipo ele, tipo Emily, que ficavam defensivas com serem mais, estarem sempre um passo á frente das pessoas comuns, com suas vidas ordinárias e problemas cotidianos. Girou a mão rapidamente, fazendo a pomada ri para ela e então se virou na direção do homem, que perguntava a ultima coisa. Jogou no ar a pomada para o outro, devolvendo para o dono. – Agora duelamos até a morte. – Assim que terminou de falar, riu, dando de ombros, mostrando que claro que era uma brincadeira.
– E agora? Não sei. Só constando algo: você é um bruxo, eu sou um bruxo, apensas isso. Parece que você é meio defensivo com esse assunto e eu não vou me meter em sua vida e te perguntar por que, cada um tem seus motivos, só achei legal você parar e me ajudar podendo, então, por isso, muito obrigado. – O agradecimento foi feito sincero, movendo a cabeça lentamente, mesmo que embaixo da chuva e seu cabelo já estivesse grudado em sua testa e nuca.
Ficou observando o outro e então fechou os olhos um momento, dobrando os joelhos rapidamente levantando a mão que antes segurava a pomada. – Mas claro! – Abriu os olhos novamente, observando o homem. – Você é dono do restaurante, no centro. – Sorriu um pouco novamente. – Eu já me apresentei e já te agradeci sinceramente. Se você quiser conversar sobre qualquer coisa, não é difícil me encontrar pela cidade, ou o escritório do meu pai, que é o maior advogado da cidade. – Ofereceu, querendo deixar a vontade do outro, nem ao menos perguntado o que ele controlava porque sinceramente sabia que o outro não queria falar sobre magia, então o caminho aberto já estava ali, deixando a vontade do outro caso quisesse conversar sobre algo – ou não.
Mas, lembrou-se, ainda precisava de ajuda. – Ah, eu ainda preciso trocar meu pneu que furou, que foi o que me fez parar. Você se importa de me ajudar ou já quer ir de todo jeito? – Também deixou em aberto, porque se o outro quisesse ir, já estava agradecido pela ajuda com a mão, não o forçaria a ficar ou a falar o que quer que fosse que não fosse de sua total vontade.
John quase engasgou ao ouvir a brincadeira do menino, por um momento pôde sentir um leve gosto metálico em sua língua, até que observou Carter começar a rir. Deu de ombros, somente olhando em direção ao menino, mas acabou por sorrir de canto, não conseguindo ficar sério diante aquilo. — Não estou disposto a duelar. — Ergueu as sobrancelhas, pegando a pomada ainda no ar e seguindo com a brincadeira. — Okay. Somos bruxos, legal. Você manipular o ar, legal. — Suspirou, ainda olhando para o menino, um pouco receoso sobre o que deveria fazer. Não eram muitas as vezes que conhecera pessoas "assim".
— Tudo bem, não foi nada ajudar. — Disse calmamente, guardando a pomada dentro do bolso de sua calça e sorrindo de canto. O coração de John voltou a acelerar quando fora reconhecido. Bullshit, pensou. — Carter. — Foi indo em direção ao garoto, caminhando normalmente e com a voz mansa, sem oferecer demonstrar que oferecia perigo algum. — Não diga sobre eu ser um bruxo para ninguém. Tudo bem? — Continuou a fitar o menino à sua frente, esperando sua resposta. John sorriu ao ouvir o menino falar sobre o seu pai ser o maior advogado da cidade, sentiu como se o mesmo estivesse se engrandecendo e achava aquilo engraçado nas pessoas, pois por um certo lado, não sentia necessidade daquilo. — Tudo bem, se eu precisar de ajuda, já sei a quem chamar. — Deu um sorriso simpático, voltando o olhar em direção à roda do carro do menino.
— Eu posso te ajudar, não é um problema. — Observou o pneu murcho, que deixava o carro um pouco inclinado. Avaliou a situação, ainda somente observando, viu o macaco jogado ali no canto, ainda próximo ao carro. — Você tem um estepe, certo? — Franziu o cenho, esperando a resposta do menino e finalmente retirando as mãos do bolso, ainda sentindo a chuva cair sobre si.
Ops, sorry | John with Luna
A vontade da garota era de socar aquele maldito pássaro, não tendo consciência dos seus próprios atos. Talvez tudo não passasse de uma alucinação confundindo-se com a realidade, entretanto, aquela não seria a primeira vez. Jazia envolta de uma nuvem alucinógena cuja se mostrava instável para com seus efeitos. Ora estava tranquila, calma, para que tão logo estivesse se mostrando agitada, revoltosa para a mente da garota. O mundo nunca estava em seu encaixe perfeito, mas isso já não era um problema. Estava acostumada e estranho seria, se reclamasse do estado em que sempre permanecia. Aquela era a vida que escolhera, não poderia haver descontentamento com essa. Se houvesse, acabaria sendo hipócrita consigo mesma. E a hipocrisia jazia afastada do mundinho que Luna criara para habitar. — ISSO! Saia daí seu bicho malvado! — Vociferou, tentando conter a hipérbole. Tinha a face enrugada em uma careta de descontentamento, enquanto fitava a ave. Todos os seus problemas estavam sobre a cabeça alheia.
Em uma fração de segundos, perdeu-se mais uma vez na imensidão que era sua mente, desprendendo-se da superfície terrestre. O outro pareceu distante, enquanto a necessidade tomava-lhe no colo. A garganta seca, assim como os lábios, imploravam por um carinho. Luna precisava contentar-se com algo, talvez um Steve. Só um… As mãos ansiosas pararam na metade do caminho, enquanto procuravam por um baseado perdido nos bolsos. — Oi? — Piscou levemente, mostrando-se perdida na conversa. Logo em seguida, Luna sorrira, fazendo um gesto negativo com a cabeça. — Naaaaaaaaam, bro. Esse bicho nojento não é meu. Blergh. — As íris claras rolaram em direção ao pássaro mais uma vez, notando que diante de sua confusão, as penas da ave oscilando entre as cores primárias. Outra alucinação sem fundamento algum.
A agitação começara a mostrar-se latente no âmago de Luna, corroendo-o de dentro para fora. E com tal incômodo tomando-lhe a atenção, voltou a buscar por um cigarro no bolso do moletom, sentindo-se a felicidade em pessoa quando achara um baseado pronto para o uso. Como deveria o isqueiro jazia ali também, completando-a. Ignorando a presença do moreno e o possível incômodo que poderia causá-lo, acendeu o seu filho único, levando-o em direção aos lábios rapidamente. Com os olhos fechados, deleitava-se com o prazer que queimava em sua garganta, tomando cada parte do seu corpo logo em seguida. Todavia, o pássaro continuava impertinente em sua frente, chamando-a. Luna definitivamente, odiava aquela ave. Quando abrira os olhos novamente, surpreendeu-se com o senhorio de rua questionando-se de onde ele havia surgido. —No no, tlhanks. — Ela gargalhou, dando um passo para trás, recusando a oferta do outro. —Pode ficar com ele e assá-lo. VAI FICAR UMA DELICIA, HMMMMM!!!!!!! — Dissera soltando a fumaça do cigarro em círculos, preenchendo o ar do ambiente com a nuvem cinzenta. —Ei blonitão, eu não sei seu nome e panssss, hein.
John riu baixo, mantendo seu jeito ainda tímido e observando a forma que a menina usou para negar que o pássaro não a pertencia. O rapaz observava que mesmo nesse pouco tempo em que olhava para ela, ela se movia muito, deixando com que suas mãos passassem pelo corpo à procura de alguma coisa e até mesmo deixando ele no vácuo. Decidiu não se importar com isso, cogitando a ideia de que talvez ela tivesse algum problema mental ou só se drogasse. Em seus pensamentos votava na segunda opção, mesmo que não se importasse com isso.
Bradshaw observou a menina ainda em sua frente e então deixou que o pássaro voasse. Logo depois, observou que a menina de cabelos coloridos acendera um cigarro e então começou a tragar. Novamente, John decidiu não se importar, somente desviando da fumaça que vinha em sua direção. — Acho melhor não assar o pássaro. — Riu novamente, observando a ave pousar em uma árvore que estava em uma distância boa. — Acho que depois dessa ele não vai voltar a incomodar ninguém. — Disse ainda sorrindo, refletindo sobre o que a garota havia acabado de dizer.
— Ah, mil perdões. — Estendeu a mão direita em direção à garota, sorrindo de canto. — Prazer, eu sou John Bradshaw. — Esperou que a menina lhe cumprimentasse para aí sim poder abaixar as mãos e guardá-las em seu bolso. — E você é?
Ops, sorry | John with Luna
Luna corria dentre as ruas desertas, sem se importar muito com os trajes que vestia. Completamente largada para com suas vestes, calçava coturnos, acompanhada de um moletom preto e uma calça do mesmo tecido só que na coloração cinza. Quem a visse de longe, poderia dizer que uma louca praticava cooper naquele horário. Outros diriam que era mais uma garota procurando o que fazer. Ninguém acertaria em seus palpites. Luna estava sim fazendo alguma coisa e não, não estava praticando cooper. A sua verdadeira razão não tinha nome, mas demonstrava forma para com sua visão alienada. Um pássaro verde, cujo implicava com ela. Por várias vezes naquela noite, tentara tirá-lo da sua casa, jogando os moveis de pequeno porte sobre ele, mas de nada adiantava. Claro que tudo não passava do efeito das drogas que consumira, somando-se ao cansaço excessivo. Não conseguia dormir havia dias, sendo que acabava perdendo-se nos sonhos alheios, consumindo toda a sua energia sem podê-la repor. Resumindo, estava caminhando em direção a loucura. E observando-a de longe, podia-se dizer que ambas formariam um belo casal.
Todavia, o pássaro continuava a irritá-la, fazendo com que deixasse o âmbito de sua casa para persegui-lo. Sempre que parecia está perto deste, o mesmo sumia deixando-a confusa, para que tão logo voltasse a aparecer, insultando-a mais uma vez. Luna sentia suas pernas protestando, assim como os seus pulmões. Respirar estava ficando cada vez mais difícil, já que manter o ritmo da corrida exigia um pouco mais dela. E então, acabou perdendo-se nos próprios pensamentos. A corrida tornou-se agradável para seu corpo, e os pensamentos aproveitando a calmaria, invadiram-na sem permissão alguma, tomando-lhe todos os sentidos. Luna corria aleatoriamente, esquecendo-se do que poderia encontrar mais à frente. Em seu mundinho, ela corria livremente, pulando todo e qualquer obstáculo que pudesse prejudicá-la. Contudo, longe da utopia temporária, um muro estendia-se em seu caminho, e fora nele que ela chocou-se, indo ao chão. A dor instalou-se em cada músculo do seu corpo, principalmente em suas nádegas que agora, estavam beijando o solo.
Tratou de levantar-se ainda que com dificuldade, ajeitando seus trajes que pareciam ter sofrido danos sérios. Então percebera que sua muralha era bastante aperfeiçoada; tinha uma cor de pele bastante atraente e um sorriso charmoso. Um homem bonito de todas as suas formas e tal pensamento a fizera gargalhar. Na verdade, o motivo para tanta graça estava no fato do pássaro ter pousado sobre a cabeça do desconhecido. Luna pensou em pular sobre a ave e agarrá-la, mas hesitou. — DANADINHO!!!!!!!!!! — Ergueu o dedo indicador, apontando-o em direção a ave. Só naquele momento percebera a indagação alheia, o que a fizera pensar duas vezes antes em uma resposta coerente. — Bem??? Bem, sim, yeeeeeeap. Bem. — Assentiu, movimentando as mãos em círculos. — E você… cara??? Bem? Tudo beleza e pans por ai? — Indagou sorrindo, mostrando toda uma fileira de dentes.
John se assustou quando percebeu os pequenos pés da ave pousando sobre sua cabeça. Levou a mão esquerda em direção à ave, mas acabou sendo bicado pela mesma. Por sorte, fora de relance e não acabara ferindo de forma alguma o rapaz, somente deixando uma mínima dor em sua indicador. — Saia da minha cabeça, pássaro! — As palavras não saíram pela boca de John de um jeito brutal, muito menos assustador, saíram calmas e carregadas de um pouco de diversão. Voltou seu olhar em direção à garota de madeixas coloridas, pousando seu olhar no queixo da menina, mesmo que não tivesse muito o que chamasse atenção lá, a não ser o sorriso da mesma que ficava um pouco acima, ainda em seu campo de visão.
— Estou bem, completamente bem. — Disse ainda olhando para a garota que parecia um pouco "maluquinha". O que não deixava John sem jeito, até gostava mais desse tipo de gente, achava-os mais alegres, divertidos e felizes. — Ele é seu? — Apontou para o pássaro ainda em sua cabeça, tentando tirá-lo novamente, e logo acrescentando mais uma falha. — 2 a 0. — Pensou alto, contando seu placar contra o do pássaro que acabara saindo vitorioso.
Bradshaw continuou com o pássaro sobre a cabeça, já que o mesmo não lhe machucava, entretanto ainda sentia incomodo por parte das pequenas garras da ave. Um sem teto se aproximava, vindo em direção a John que sorriu, demonstrando sua simpatia. O mendigo era um senhor que aparentava já ser de idade, com seus cabelos razoavelmente grandes e brancos. — Aqui estão suas sacolas — tratou de pegar as sacolas mencionadas que estavam no chão, levantou-as levando já em direção ao senhorzinho que agora já estava bem perto. Novamente, John tentara fazer a ave voar, agora o rapaz levara sua mão esquerda, conseguindo pegar o pássaro de surpresa e ainda segurando em sua mão. Olhou novamente para a moça. — Pode ficar com ele, eu te dou. — Riu baixo, fazendo uma piada e logo abrindo a mão, esperando a reação do pássaro.
Water and Blood || @CarterxJohn
Haviam algumas coisas na vida que Carter era absolutamente seguro, e uma delas era seu potencial como bruxo e seu poder. Não desviou o olhar do rosto do homem, tendo certeza absoluta que sim, o outro era um bruxo, assim como ele. Pode sentir o poder fluir do outro, a pomada em sua mão. Estava calmo porque sabia que iria se curar, tudo que precisava fazer era chegar até a cidade, mas, por sorte, havia encontrado outro bruxo que havia feito basicamente o mesmo.
Viu o outro começar a se levantar, juntando a caixa de primeiros socorros, e o que Carter fez foi pegar a pomada, apoiando a mão antes ferida no carro e se levantando. Encostou as costas na lateral do carro, ali na chuva, sem a menor pressa e girou o bastão da pomada entre seus dedos, deixando que o outro se afastasse. Quando, enfim, o outro parou e perguntou se ele era um bruxo – coisa que ele tinha certeza que faria – desviou seu olhar, observando as costas do outro indo em direção ao carro.
Era o segundo bruxo sem coven que encontrava em menos de duas semanas e isso deixava Carter quase que curioso para saber por que aquelas pessoas pareciam não querer saber de magia. Nem imaginava sua vida sem ela – não se imaginava sem controlar o vento. Era quem ele era, o vento fazendo parte dele também, de sua personalidade. Por um segundo, sentiu-se triste pelo outro, que não vivia de acordo com seus elementos. – Sou. E você pode me dar as costas, entrar em seu carro e ir embora, mas isso não muda o fato de que eu sei que você é um bruxo e seus poderes vão acompanhar você, então acho meio bobagem e perda de tempo você sair correndo. – Falou ainda com a mesma calma, levantando a mão e então olhando o tubo de pomada.
Somente olhando para ele, fez o vento envolver o bastão, soltando e indo tirar as bandagens de sua mão outrora ferida. Não precisou nem ao menos fazer mágica nenhuma, já como o vento ficou rodando ao redor do remédio e o deixando suspenso no dar, fazendo as gotas de chuva baterem em todos lugares, mas Carter não se importava nem um pouco com isso.
O coração de John disparava enquanto o outro continuava com as provocações de que o moreno era um bruxo. Ele de fato era e odiava negar tal coisa, entretanto achasse que em algumas horas aquilo fosse realmente preciso, precisa se proteger e acima de tudo proteger sua mulher. O caminhar do garoto era ligeiramente lento. John de longe pôde ouvir um alto trovão e logo em seguida o clarão que o seguia. Aquilo não assustou o rapaz, mas havia lhe pegado de surpresa, fazendo-o parar e olhar para trás. Assim que projetou o olhar em direção a Carter, ouviu o começo da fala dele. — Já estou ciente que meus poderes me seguirão. — Colocou ambas as mãos no bolso, começando a se sentir incomodado com a chuva. — E não estou correndo.
O Bradshaw observou o que Carter começou a fazer, atento à manipulação do ar que dava impulso para cada vez que a pomada flutuava de uma mão para a outra. — Você controla o ar. — Disse quase que de uma vez, sem deixar tempo para respirar na minuscula frase. Somente depois que fechou a boca e ouviu o que dissera foi que ele percebeu ter dito algo extremamente óbvio. Olhou ligeiramente para o céu, esperando que a chuva passasse. Abaixou a cabeça, olhando em direção ao outro rapaz.
Finalmente, John retirou suas mãos de seus bolsos com dificuldade já que a calça estava toda molhada e acabava até mesmo pesando um pouco. — Okay, legal. Você é um bruxo, eu sou um bruxo. — John falava ainda calmo, sem demonstrar se importar muito com aquilo tudo, mas precisava deixar claro o que quer que fosse acontecer dali para a frente. — E agora? — Pensou alto, deixando com que o pensamento saísse pelos lábios. Fitou bem o rosto de Carter, tentando reconhecê-lo, até que lembrou de já tê-lo visto em seu restaurante alguma outra vez.
Water and Blood || @CarterxJohn
Sentado no asfalto, embaixo daquela chuva torrencial, Carter observou o rapaz se afastar, indo até seu carro. Por alguns segundos deixou a surpresa o dominar, realmente espantado pelo outro querer ajudá-lo, sem o conhecer e naquela chuva. Não fazia mais pessoas assim hoje em dia com facilidade, tinha de assumir. Ele mesmo ajudaria, mas de outra forma, usando magia, porque bem, a tinha e poderia se proteger.
Viu o homem voltar. Não sabia nem ao menos o nome dele. Observou pegar uma pomada falando com ela e somente assim despertou, movendo a cabeça, falando que sim, estendendo a mão. Sentiu a pomada em sua pele e soltou o ar, respondendo a pergunta sobre o elefante. – Se você chamar meu carro de elefante de novo, vou ficar ofendido. – Respondeu na brincadeira. Nem mesmo ali Carter parecia perder o bom humor peculiar à ele.
Então algo mudou. A pomada que parecia tão tensa em sua pele foi passada com mais aspereza, fazendo com que trincasse os dentes. Pronto para começar a reclamar, pode ouvir as palavras em latim ecoando em sua mente e sua visão se turvar durante um segundo, sua própria energia exalando. O homem estava fazendo magia e estava, sem querer, deixando que Carter soubesse disso.
Não precisava olhar a mão para saber que esta havia se virado. Não precisava levantar o olhar para entender que sim, o homem que não sabia o nome também era um mago e isso o chocou. A chuva não importava mais, nem o carro, nem mesmo sua mão, que, obviamente, começou a parar de doer. Deixou a mão estendida com a bandagem feita, e assim, quando o outro levantar o olhar, seus olhos verdes estavam fixados nele. – Já fez efeito e você sabe muito bem que já fez efeito. – Respondeu em um tom de voz calmo, sem acreditar que o outro iria lhe atacar, porque se o quisesse, já teria feito antes, quando estava com a mão ferida. Não iria lhe curar para atacar, o que era obvio para Carter.
Mas, ainda não o conhecia. Não podia simplesmente puxar uma conversa banal depois do que havia acabado de acontecer ali, não mais. – Sou Carter Jacobson. – Novamente o mesmo tom com calma, observando o rosto desconhecido. – E eu sou um bruxo como você.
John sorriu para o rapaz quando ouviu a brincadeira sobre não poder chamar o carro de elefante. — Tudo bem, ele não é elefante, até porque não se anda em elefantes por essa banda. — Riu baixo, terminando de ajeitar a mão do rapaz. O moreno havia se impressionado pelo fato de que mesmo naquela situação, o menino machucado ainda conseguira soltar uma piedade. Já que na maioria dos casos, John via que as pessoas naquelas ocasiões ficavam completamente iradas e estranhava levemente o quão calmo a voz de Carter soava.
Estendeu a pomada para Carter, sorrindo de canto. — Lógico que sei que fez efeito. Essa pomada cura tudo! — Retrucou rapidamente, rindo de canto. — Uma vez, eu tava com dor de cabeça, passei essa pomada na testa e... — John sorriu largamente, olhando para o menino. — Curou. Acredite se quiser. — O sorriso no rosto de John fora desaparecendo aos poucos. mas não de forma desanimadora, somente para não parecer um palhaço, enquanto ele abaixava a pomada, colocando-a no chão.
— Prazer, sou John Bradshaw. — John até pensou em estender a mão para Carter, mas julgando pelo ocorrido de agora, preferiu não arriscar. Achava que tudo estava correndo bem, como tivera premeditado em seus planos, até ouvir a próxima fase que saiu da boca do garoto. — Bruxo? Quem é bruxo? — Por ter sido uma resposta rápida, parecia verdadeira. Embora, a face de Bradshaw havia se empalidecido e ele havia ficado meio desnorteado,s em rumo. Levantou-se apoiando no carro. — Foi um prazer ajudá-lo, mas acho que tenho que ir.
Pegou sua maleta de primeiro socorros e caminhou lentamente em direção ao seu próprio carro, deixando a pomada que usara para trás, junto com o resto de gaze que sobrara. Mesmo com a chuva caindo sobre si, começou a suar frio e sentiu como se fosse cair ali no meio do trajeto, mas permaneceu firme em seus passos, até que virou-se de uma vez para Carter. — Espere. Você é um bruxo? — Arqueou as sobrancelhas, olhando em direção ao garoto, em uma distância que considerava segura. — Esquece. — Voltou a andar em direção ao seu carro.
Don't do that again, please! - John & Emily
Emily só sentiu os braços ao seu redor quando parou de soluçar por causa da dor. Ela sentiu uma onda de proteção e poder perto de si que enfim conseguiu se controlar e encolheu-se nos braços de John. O quase marido tinha recitado um feitiço para que ela se curasse rápido, mais tarde agradeceria a ele por aquilo. Mas aquele momento era o momento de desespero de uma visão horrenda. Nina se agarrou em John, gostava de sentir o cheiro de sua pele, da proteção que emanava dele. — D-desculpa…
Os braços de Emily rodearam John e ela enfiou o rosto na curvatura de seu pescoço, ouvir as coisas que ele disse a faziam relaxar, a faziam acreditar. Ela estava segura. Estava com John. John iria protegê-la. Isso era quase um mantra que ela repetia mil vezes na cabeça até que parasse de pensar em mil coisas ao mesmo tempo. Nina começou a murmurar o mantra, se acalmando, ela deu um beijo na bochecha do amado e assentiu para o que ele disse. — Eu amo você também, John. Eu sei, eu não vou sair, eu não quero. — ela falou baixinho, se apertando mais contra ele.
Já estava melhor, tinha parado de chorar, estava se sentindo mais segura e mais uma vez ela começou a chorar. Emily não queria ter aqueles poderes que a cansavam todos os dias, odiava ter conhecido Calleb e ter passado pelo ritual. Se não tivesse conhecido ele, nunca teria passado por aquilo, nunca seria uma bruxa. Nina mordeu o lábio inferior e se agarrou cada vez mais a John, se odiando por aquilo, mas não conseguia evitar. — D-desculpa, desculpa… — ela repetia várias vezes, para todos. Para Calleb, Julia, Peter, Mikaella e até a sua avó, Delilah. Por mais que odiasse o seu Coven, não os queria mortos.
O abraço de John não sufocava Emily, mas também não a deixava escapulir de seus braços. Era um abraço confortável e que John tentava deixá-lo cada vez melhor. Suspirou e inspirou, podendo sentir o cheiro do perfume de sua noiva entrando por suas narinas. Como eu amo isso, falou isso mentalmente, totalmente embriagado pela melancolia do momento. Guiou os próprios braços pela cintura da garota, deixando-a por perto, sentindo seu corpo contra o dela, ainda sentindo o cheiro da garota. Olhou para os braços da mesma e pôde observar a sujeira de sangue que ali havia. Decidiu não se importar, depois, ela limparia e ele preferiria fingir não ter notado que sua camisa também houvesse se sujado. Na verdade, ele não ligava para isso.
Mesmo depois daquele susto, John sorria, agora levando uma de suas mãos até a cabeça de sua esposa, onde começaria um lento cafune, tentando confortá-la. — Um dia farei com que tu isso seja somente passado. — Afirmou em voz alta, tentando fazer com que aquela promessa soasse séria, mesmo que fosse algo que nunca ouvira sobre. Nunca tivera visto ou ouvido sobre algo do tipo. — Eu te prometo. — Continuou com um sorriso no rosto, suspirando novamente.
Os olhos do rapaz marejaram, ficando rapidamente brilhantes. Ele piscou duas vezes, na tentativa de fazer com que lágrimas não rolassem pelo rosto. Conseguiu. As lágrimas que queriam sair eram uma mistura de felicidade por ter conseguido salvar sua amada, mas também eram lágrimas de tristeza pelo estado em que se encontrava. Não gostava da ideia de ainda não saber como afastar os "demônios" que afrontavam sua mulher. Que faziam ela ficar assim, tão triste e desprotegida contra si mesma. — Eu te amo, Nina. — Disse calmamente, ainda com a voz segura.
Marry that girl, marry her anyway ♡ John and Emily ♡ Flasback
O sorriso no rosto de Emily quando o despertador tocou era radiante, iluminava o seu rosto fazendo-a parecer uma garotinha de cinco anos com a sua boneca mais nova. Ao levantar, seu sorriso foi alargando. A fita em sua mente era apenas John a chamando para um pinique não rotineiro, isso significava que ele tinha alguma surpresa para o dia todo. Emily sentia que era algo bom, o rosto do namorado era algo tão fofo e bonito que ela nunca conseguiria dizer um não. Estava tão radiante que quando levantou, ela rodopiava e cantarolava a música dos dois.
Nina sentia o estômago revirar dentro de si, estava empolgada com a surpresa que iria ter pelo dia, até havia se esquecido de escolher uma roupa perfeita para aquele momento. Após o banho que demorou tempo suficiente para uma mulher tomar banho, ela enrolou a toalha pelo corpo e não tardou a andar pelo seu closet procurando combinações e mais combinações de roupas. A mulher dos olhos azuis sorriu ao ver a cama cheia de roupas, demoraria um pouco para que a perfeita fosse escolhida mas ela tinha tempo e sabia que por mais que demorasse, sempre chegaria na hora marcada. Emily era tão pontual quanto o namorado.
Por mais que ela tenha colocado música alta, demorou mais ou menos meia hora para que ela escolhesse um vestido simples de cor azul e sapatilhas de tirias vermelhas. Ela decorou os cabelos ondulados com um laço e sorriu para si mesma no espelho, rodopiando mais uma vez antes de sentir que estava pronta.
Delilah com certeza iria dizer que a neta era uma princesa, só lhe faltava uma coroa e um império para ser herdeira. No entando, a bruxa não gostava de quando a avó falava isso, parecia que Emily não tinha identidade, coisa que prezava. A Köhler pegou a bolsa já preparada para o piquinique e se olhou mais uma vez no espelho, pensando se John a acharia tão bonita quanto sempre.
O caminhar quase lento da menina mulher se devia ao fato de ser primavera, a sua estação favorita. Christina inspirava ar puro e quando a mesma entrou no parque, a ansiedade e o seu sorriso pareciam crescer exponencialmente. Foi rápido achar John no meio das árvores, Emily sorriu e deu uma leve corrida até seu amado, o abraçou por trás, dando uma porção de beijos pelo seu rosto. — Bom dia, John. — Ela terminou de dizer ao que os beijos terminaram e ela pode ter a visão perfeita de seus olhos. Chris adorava ficar horas e horas olhando para John e seus olhos castanhos penetrantes. Eram tão fascinantes quanto as ruguinhas que nasciam no seu rosto quando ele sorria. Tudo nele era tão fascinante. Emily sabia o quão apaixonada estava só de reparar em tantos pequenos detalhes que fariam diferença se ela não o tivesse. A mulher encostou seus lábios nos dele de leve, sorrindo logo depois, ela não gostava de ser indelicada com as pessoas ao redor mas também não conseguia evitar de beijá-lo. Emily repetiu o processo mais algumas vezes até o abraçar forte e deitar a cabeça em seu ombro.
Quando finalmente John viu Emily se aproximar, o que não demorou muito, seu coração quase pulou para fora. Fora tão rápido que ele nem pode notar a garota já lhe dando alguns beijos em seu rosto e aproveitou para roubar um rápido selinho dentre os beijinhos, sorriu de canto disfarçando, embora fizesse por pura vontade. — Bom dia, Nina. — Sabia que a garota não gostava muito de tal apelido, mas não ligava. Para ele, Emily ficava ainda mais bonita quando irritada. Principalmente hoje, que estava essencialmente bela para seus olhos. Somente a visão da garota já deixava com que o medo e a ansiedade duplicassem dentro do moreno, entretanto, ele ainda continuava tentando manter o controle de si mesmo. Quando recebeu o beijo de sua namorada, correspondeu. Assim como ela, não se sentia muito a vontade se beijando em publico, embora não escondesse suas demonstrações de afeto para ela de ninguém.
Por algum tempo John continuou abraçado à garota, um abraço forte, firme e aconchegante, o que descrevia o menino. Acariciou os cabelos da menina com uma de suas mãos livres, enquanto sentia a mesma apoiada em seu ombro. — Comecei o dia bem — Disse sorrindo, soltando-a bem lentamente, como se quisesse continuar segurar, embora não pudesse. Em seus planos, ambos tomariam o café da manhã que ele havia preparado. Tomariam aquele café de qualquer jeito, afinal, precisava deixar sua amada ver a caixa das alianças, nem que fosse por um milésimo, queria deixá-la curiosa, para descobrir o que ela faria.
— O que quer comer, Amor? — Não era comum que John a chamasse pelo apelido, embora também não fosse raro. Era algo mais reservado e que havia um certo curto tempo que ele teria começado a usar o mesmo. Sorriu de canto, observando a garota à sua frente e abrindo a cesta por uma das "portinhas". Continuou a sorrir, mostrando uma variedade de coisas que poderiam comer, desde bolos e biscoitos até alguns salgados. John deixou que sua mão deslizasse até em cima da de Emily, sem dizer nada, não a tirou de lá também, ao menos não tão rápido, tendo que deixar por alguns minutos. A mão do menino estava fria e suava um pouco, demonstrando seu estado atual.
— Se quiser algo que não tenho aqui, posso ir comprar. — John não disse aquilo como um fardo, e sim como se fosse um enorme prazer. O que na verdade, para ele, era. Gostava de ver Emily satisfeita, gostava de vê-la feliz e alegre com as coisas em seu redor. Começou a retirar as coisas de dentro da cesta, uma por uma, com calma. Foi organizando bonitamente sobre a toalha quadriculada em que estava sentado, até que deixou a pequena caixa vermelha das alianças veio junto em uma das comidas. Olhou para Nina, corando em um nível mundial, sentindo como se fosse pegar fogo. Suspirou fundo, ainda sem quebrar o contato visual com sua amada. — Pode pegar para mim por favor? — Sorriu de canto, olhando para Em, tentando capitar sua reação.
Ops, sorry | John with Luna
John olhou rapidamente em direção ao relógio da parede central do restaurante, que marcava aproximadamente meia noite, agora conseguia entender o porque de tão poucas pessoas estarem presentes ali no recinto. Por toda a noite, não havia notado o quão rápido o tempo passara, achando que ainda fosse muito cedo. Comumente, John odiava quando isso acontecia, não gostava de perder a noção do tempo e isso o fazia sentir-se inseguro, distraído, o que julgava ser altamente perigoso para alguém com segredos como ele. Após todos clientes saírem do restaurante, o rapaz dispensou os funcionários enquanto terminava de ajeitar poucas coisas e também fechava as portas e janelas do restaurante, certificando de que tudo estava bem por ali. Ao concluir sua mini-ronda, assentiu para si mesmo e disse em pensamento "okay", voltando seu caminhar em direção à porta de saída do restaurante.
O rapaz terminara de sair e examinara como estava lá fora. Deu de cara com a rua praticamente deserta, o que não lhe assustou muito, afinal, estava acostumado a fechar tarde, embora geralmente houvessem alguns grupos de jovens por ali. Antes de fechar o restaurante de vez, pegou sacolas com algumas "sobras" de comida, que tecnicamente não contavam como sobras, já que ninguém havia tocado nas mesmas. Novamente voltou para fora, deixando as duas sacolas ao lado da porta, no chão. Levantou os braços puxando a forte de ferro que trancava o restaurante e então foi a abaixando, quando sentira que alguém havia esbarrado nele. Por estar segurando na porta, não caiu, mas cambaleou levemente para o lado, desviando das sacolas.
Antes mesmo de enxergar quem quer que fosse que havia esbarrado no mesmo, disse com uma voz simpática. — Não foi nada. — Sorriu de canto, agora sim conseguindo destingir quem era. Uma garota com o cabelo aleatoriamente colorido e com um jeito que não o assustava. O moreno ficou aliviado por não ser assaltante e então terminou de fechar a porta, trancando com a chave e colocando a mesma no bolso. — Tudo bem? — Virou-se novamente em direção à menina que ainda estava por perto, afinal, seus movimentos para trancar a porta haviam sido razoavelmente rápidos, já que ela estava praticamente no chão quando se esbarraram. Continuou olhando para a garota de cabelos coloridos, com um sorriso no rosto.
Water and Blood || @CarterxJohn
Respirava pela boca, sentindo ainda a chuva caindo sobre seu corpo, deixando com que tivesse a impressão de que, caso concentrasse forte o suficiente, iria conseguir juntar energia suficiente para fazer o ferimento parar de sangrar e talvez consertar alguns ossos, mas, tinha certeza absoluta de que não iria conseguir se curar sozinho completamente, iria ter de chamar pelo menos William para ajudar com aquela magia.
Perdido em criar um plano, foi desperto pelo som de um carro freando. Levantou a cabeça, sabendo que agora não mais poderia usar magia na frente do homem que descia do carro e se aproximava e se xingou mentalmente. Teria de aguentar a dor mais algum tempo porque jamais iria por em risco sua real identidade. A mão em seu ombro mostrou que o homem estava mesmo ali disposto a lhe ajudar.
Não havia outra decisão a se tomar. Com esforço, se levantou, virando e encostando as costas no carro, ainda sentado no chão, pensando que o quanto antes falasse que sim, mais rapidamente o homem iria enrolar sua mão e mais rapidamente ele poderia falar que seu tio era medico – o pai de Liam, claro – e que iria cuidar dele assim que chegassem casa. – Sim, por favor. – Falou bastante rouco, o que mostrava o tamanho de sua dor, estendendo a mão que estava inchada e praticamente roxa, com um grande rasgo no meio dela, o sangue se misturando ao sangue e escorrendo pelos dedos, caindo no chão.
John deixou que um sorriso simpático escapulisse pelos seus lábios quando ouviu a resposta de Carter, ficava feliz em poder ajudar e então decidiu logo pensar no que faria. — Um momento. — Disse já correndo em direção ao seu carro, onde abriu o porta luvas e pegou um kit de primeiros socorros. Enquanto se apoiava no banco para conseguir o feito, acabou molhando todo o banco, mas não se importou e ao sair do carro, pode ver seus novos livros sobre o banco traseiro, lembrando-lhe que se as coisas piorassem para o rapaz ali, poderia usar magia para socorre-lo.
O moreno voltou correndo até o garoto. John segurava a maleta pequena em sua mão direita, mas logo a colou no chão, a abrindo e retirando de lá uma pomada. Olhou para o menino como se pedisse um voto de confiasse, afinal, aquilo parecia um tanto quanto estranho. Observando a mão de Carter, John acabava tendo um peso da consciência, com uma pitada de duvida. Se questionava como o garoto havia conseguido fazer aquilo, já que não tinha notado o carro com o pneu estragado. De qualquer forma, decidiu que teria de ajudá-lo, ainda olhando a mão do menino, destampou a pomada e começou a passar. — Um elefante pisou em sua mão? — Ao invés de sorrir, disse completamente preocupado, não gostava de ver pessoas naquelas condições.
A pomada possuía um frescor descomunal, que gelava a mão, até mesmo dando a aparência que conseguia chegar aos ossos da mão. No machucado, não fez que ardesse, entretanto, conseguia ajudar a limpar o sangue. O cérebro do rapaz calculava o que poderia fazer; em uma de suas ideias, acabou calculando o quão longe o mais próximo hospital estava e julgou que demoraria demais, podendo agravar ainda mais o estado da mão do garoto. Decidiu que teria que usar de sua magia, ao menos não quebraria sua politica de uso indevido, era por uma boa causa.
Massageou levemente a mão do menino, espalhando a pomada e fazendo com que doesse um pouco. Não era bem a ideia que ele tinha para ajudar, mas retirou um pequeno rolo de gaze de sua pequena maleta. Olhou em direção aos olhos do menino, observando para onde o mesmo olhava. — Essa pomada vai impedi-lo de sentir dor. — Tampou a visão do menino com os braços, enrolando a gaze em sua mão, lentamente, enquanto recitava de maneira absurdamente baixa um pequeno feitiço de cura. As palavras "Sana, sana, sana", se repetiam por exatas 3 vezes, até que o feitiço fizera efeito, assim que John terminara de enfaixar a gaze, curando totalmente o machucado do menino, mas que por aparência faria com que a pomada fosse a causadora do pequeno milagre. Mesmo que não soubesse como, de qualquer forma, a tal pomada seria a dona do milagre. — Já fez efeito? — Disse calmamente, voltando a olhar para Carter, esperando que não tivesse notado nada incomum ali.
Don't do that again, please! - John & Emily
O momento era propício para um sorriso, Emily olhava a fachada do restaurante que tinham construído em New Salem. O local era um ótimo point, bonito com um espaço para crianças, muitos lugares diferentes, a cozinha tão limpa quanto o resto do salão. Emily olhava o espaço com um sorriso de leve nos lábios, John escolheu o nome do lugar, e a ajudou a decidir qual o horário iriam abrir, porém, provavelmente a noite. O local não era chique mas tinha um charme diferente, um charme britânico misturado com novaiorquino, tal como os donos. Os devaneios da mulher se perderam em vários pensamentos aleatórios, as vozes em sua cabeça começaram a cochichar algo que envolvesse um perigo grandioso. Emily sentiu a voz de Calleb invadir a sua mente, ela então entrou no restaurante, começando a suar frio. As mãos escorregadias não conseguiam pegar em nada, logo os pés também estavam escorregadios, Emily caiu no chão e o cenário mudou.
Christina estava em um quarto claro, com cortinas floridas, uma cama, uma cômoda no canto, mesinha para o computador e um tapede bem colorido. Aquele era seu quarto em Railegh, o seu peito se encheu de angústia e medo. Seu corpo entrou em estado de alerta, a porta se abriu e ela mesma entrou nele, sorrindo. Calleb estava logo atrás dela, exibindo aquele rosto indescritível, o sorriso conquistador e severo em seus lábios, olhos de cobra que o fuzilavam perfeitamente quando cruzavam o seu caminho, Calleb era o perfeito cara que não prestava e que as mulheres sempre estavam em cima. Mikaella e Julia eram dessas, casinhos que Calleb mantinha para que o Coven fosse forte, Emily sabia disso. Porém, a mulher era um tanto diferente, não era um caso, era mais como um braço direito. Logo depois, Calleb fechou a porta e agarrou Emily, a beijando à força. A Emily espectral ficou nervosa e soltoum grito, que fez a imagem se desfazer.
O grito foi alto e agudo, Nina tinha uma faca na mão, um corte profundo em sua mão, os olhos arregalados, a adrenalina correndo pelo seu corpo. Tinha feito aquilo para aquela imagem sair da sua cabeça, sorte que não havia ninguém além dela e John no local. Em se xingou, John deveria ter se assustado com tudo aquilo, tentou se encolher ou esconder o braço ensanguentado mas ja tinha manchado o seu vestido favorito. A mulher ficou meio encolhida no local onde estava, começou a chorar, desejando que se pudesse mudar o passado, a primeira coisa que mudaria, seria aquele primeiro encontro com Calleb.
John estava desconcentrando pensando em sua vida enquanto fazia suas tarefas automaticamente, quase como um robô. Em tudo o que fazia, prestava atenção nos mínimos detalhes, o que levava ele a pensar em como foi bom ter conseguido se ajeitar e arrumar tudo o que acontecera para que conseguisse tudo aquilo. Um sentimento de felicidade fizera com que um largo sorriso se espalhasse por seu rosto, demonstrando os sentimentos bons que preenchiam seu corpo. Por alguns minutos, o rapaz continuou daquele jeito e por isso nem notara que sua esposa havia invadido o plano espiritual. Se tivesse notado, teria impedido. Odiava quando ela fazia isso, por todo seu passado e pelos riscos que sentia que viriam pelo futuro. Tentava impedi-la de usar seus poderes neste quesito, mas tinha total conhecimento de que não mandava nela.
Quando o moreno saiu de seu transe já era tarde demais e ao olhar em direção a Emily pode notar seu braço escorrendo sangue. Franziu o cenho e fechou os olhos brutalmente, mas logo os abrindo. Pressiva encarar aquilo. Correu em direção à garota, abraçando-a forte, sem se importar se iria se sujar de sangue. Escorreu com as mãos em direção ao braço machucado, colocando-as exatamente em cima do machucado. Em sua mente começou a se lembrar do feitiço de cura e então o recitou. — Sana. Sana. Sana. — O braço da menina se curou, sem deixar marca alguma do que houvera acontecido, somente a sujeira de sangue que já havia se espalhado.
O abraço de John para Emily apertou ainda mais, confortando-a e deixando ela extremamente colada contra seu corpo. Não se importava se ela fosse achar ruim a tamanha proximidade. Ele precisava fazê-la ver que ele estava ali e que nada de ruim aconteceria enquanto o mesmo pudesse defendê-la. John acariciou os cabelos da esposa e aproximou os lábios de sua orelha esquerda, falando de forma mansa, embora firme. — Eu estou aqui. E nada de ruim ira te acontecer, Emily — Ele não havia a chamado de Emily por estar nervoso, muito pelo contrário, só queria demonstrar o quanto era séria sua preocupação. — Eu te amo e compreendo isso. Não saia de meus braços. — Apertou-a gentilmente novamente contra seu corpo, dando um sorriso de canto.
Water and Blood || @CarterxJohn
Quando saiu da cidade, naquela tarde, Carter pensou que seria rápido. Foi até a casa de campo de seus pais, a pedido de sua mãe, para pegar as coisas que a mulher havia lhe pedido – sem saber por que, mas, desde que sua progenitora havia convencido seu pai a lhe dar um carro novo, ele não podia necessariamente negar o que quer que fosse contra a mulher. Saiu de New Salem depois das aulas, um pouco depois do almoço e seguiu pela estrada, mesmo com o tempo fechando. Sabia que podia usar seu poder e afastar as nuvens, mas não tinha problema algum com dirigir na chuva e achava que a cidade poderia aproveitar um pouco de umidade e ter uma queda de temperatura.
Pegou as caixas que a mulher queria – e ele olhou dentro de todas, vendo que eram livros de todos os tipos, anotando mentalmente de depois ir até a casa dos pais procurar entre e tentar achar algo com magia, carregou o fundo do carro e parou pra comer alguma coisa. O lugar sempre trazia boas lembranças ao rapaz, que terminou ficando bem mais tempo lá do que necessário, até mesmo porque ficou pensando nos últimos acontecimentos que o envolvia e os amigos.
Quando enfim saiu do lugar, já estava anoitecendo e a chuva já estava começando a cair. Depois de cinco minutos dentro dirigindo na direção da cidade, a chuva já estava tão forte que tornava quase que impossível se dirigir pela estrada. Sem preocupação, Carter continuou seu caminho, dirigindo lentamente, até que, surpreso, ouviu o barulho e precisou encostou o carro na faixa para isso. Desligou o carro e ficou ali dentro, observando a chuva por um momento, mas, por fim, abriu a porta e desceu, se molhando completamente porque foi caminhando com calma até o pneu do lado do motorista traseiro. Não estava preocupado com a água, até porque já estava acostumado com os elementos. Caminhou nessa mesma velocidade até o fundo da grande pick-up que estava coberta com a lona e somente enfiou a mão, pegando o macaco e indo se inclinar para levantar arrumar e levantar o carro.
Talvez foi o ego, talvez tenha sido somente um momento de desatenção. Claro que poderia ter usado magia ali, mas sabia que estava no meio da estrada e qualquer um poderia passar e ver, então por tudo isso junto, decidiu fazer todo o serviço manualmente, sem interferência de qualquer outra força além da sua. Ajoelhou-se no asfalto e apoiou o macaco ali também, bem quando ouviu uma freada. Virou o rosto, querendo ver o que havia acontecido e com isso deixou de prestar atenção no que fazia – e o que sentiu em seguida foi a maior dor que já havia sentido em sua vida.
Gritou alto ao sentir sua mão presa entre o apoio do macaco e o asfalto, o peso gigantesco em sua mão. O rush de dor foi tamanho que ele nem ao menos pensou em nada, levantando a outra mão e socando a lataria do carro. A chuva caia sobre ele, deixando-o cada vez mais e mais molhado. Sem alternativa, fechou os olhos, afetado por toda a dor que sentia e encostou a mão no carro, empurrando com toda a magia que conseguiu acessar dentro de si mesmo no meio da turbulenta ocasião. O carro deu um pequeno tranco para o lado, o macaco caindo embaixo do carro e liberando a mão de Carter, que gritou outra vez, recolhendo a mão e juntando em seu tórax. O sangue caia por ela e tinha certeza absoluta que iria precisar fazer algo para recuperar sua mão, e já. Sentiu o carro que havia freado passar por trás dele, respingando água e ficou quieto, ali sentado, de costas para a estrada, bem próximo do carro, somente esperando um momento antes que tentasse fazer algo para ele mesmo melhorar e poder chegar em casa.
John havia acordado cedo para buscar ingredientes e algumas outras coisas que necessitava para o restaurante em outra cidade. A distância era longa pela recente falta de estoque em vários supermercados da região, o que intrigava o mesmo, mas que não o dava vontade de ficar questionando exatamente o porque daquilo estar acontecendo tantas vezes nesse curto tempo. De qualquer forma, foi sem pestanejar por toda a estrada, dirigindo seu carro até o outro condado, onde finalmente pode comprar os ingredientes e algumas outras bebidas. Ao chegar na cidade, John havia ficado completamente perdido, afinal, era um lugar desconhecido para ele, mesmo que já houvesse estado naquela cidade por volta de umas quatro a cinco vezes.
Durante as voltas que deu pelas ruas, explorando o local, achou de cara já algumas coisas que precisava. Como algumas ervas e ingredientes mais raros, que dificilmente conseguia achar em outro lugar. O melhor de tudo, era que aquelas coisas não eram tão caras e faziam a viagem valer a pena. Depois de guardar as poucas coisas que havia conseguir achar em um pequeno tempo, John acabou dando de cara com uma antiga livraria wiccana próxima ao porto da cidade. A curiosidade foi maior e guiou o rapaz em direção à livraria, para que ele pudesse caçar e ler mais algumas coisa novas sobre o que ele podia fazer. Talvez encontrasse uma "cura" para afastar os espíritos que afligiam sua mulher.
O rapaz não percebeu, mas ficou por muito tempo dentro da livraria, embora dos vários livros que tivera olhado só tivesse levado para si seis. Livros que julgava necessários e realísticos, que podiam ajudá-lo a fazer ainda mais coisas com sua magia. Afinal, sabia muito bem que ela era infinita e em sua mente tinha ela como ligação do cosmos. Depois de guardar os livros junto às primeiras compras, percebeu que já não era tão cedo quanto e voltou a andar pela cidade procurando os restos de mercadorias que precisava. Por sorte, não demorou tanto e então conseguiu juntar tudo o que precisava para voltar para casa.
Entrou dentro de seu carro e seguiu de volta à cidade, já quando próximo à chegada, fora pego de surpresa por uma chuva forte, entretanto que agradava e os sentidos do moreno. Pouco tempo passara e ele acabara se distraindo percebendo a chuva que batia no para-brisa do carro. Riu de si mesmo, achando estar parecendo um tanto quanto maluco. De repente, John ligara o limpador de vidro e pudera ter uma visão mais limpa, observando um garoto que aparentemente gritava de dor. Rapidamente o espirito altruísta do garoto despertou e o fez estacionar o carro próximo ao do garoto.
O moreno desceu rapidamente do seu veículo, indo em direção ao rapaz que agora estava sentado de costas para a estrada. — Hey! Está tudo bem aí? — John disse levando a mão até o ombro do garoto e tocando o mesmo. Pôde ver por cima o estado em que estava a mão do menino e o modo em que o sangue fugia pelo machucado e sujava a roupa do rapaz. — Posso te ajudar? — Embora fosse uma questão óbvia, o moreno preferia perguntar se poderia, afinal, já havia recebido "não" em situações bem piores do que essa.
Marry that girl, marry her anyway ♡ John and Emily ♡ Flasback
No dia anterior, John havia marcado com Emily de tomarem café da manhã em um parque, o que seria incomum já que estavam tão acostumados a saírem em lugares mais fechados. A garota havia dito que estaria disponível e então foi aí que começara os vários planos do rapaz para o próximo dia. Era sábado de manhã, dia 22 de setembro, inicio de primavera, e nos planos de John este seria o primeiro melhor sábado de sua vida inteira, se tudo ocorresse como planejado. O garoto levantou cedo, quando o sol atravessou o vidro da janela de seu quarto e fez com que a luminosidade fosse contra seu rosto, incomodando a visão e lhe tirando da cama um pouco antes do planejado.
Cerca de 40 minutos depois o despertador tocou, mas o moreno já estava completamente arrumado, já havia tomado seu banho matinal, escovado seus dentes, ajeitado o cabelo e também se vestido com suas "roupas da sorte". Uma jaqueta em tom amarronzado, uma camisa clara por baixo, que acabava criando contraste com sua calça jeans preta e seus sapatos. Depois de desligar o despertador, o rapaz chacoalhou as mãos, como se liberasse energia do seu corpo, no caso, uma energia que mesclava nervosismo e ansiedade. E então saiu em busca da chave de seu carro pela casa, subiu e desceu escadas atrás da mesma por um bom tempo. O nervosismo na mente do garoto só o deixou perceber que a chave estava em cima da mesa de centro da sala por volta de 10 minutos depois, o que ele contava como atraso.
Depois de pegar sua chaves, pegou a cesta de piquenique em cima da mesa. Por sorte, a cesta já estava pronta desde alguns muitos minutos atrás e tudo o que ele precisaria para o café da manhã estava ali. O rapaz correu em direção ao carro com a cesta, colocando-a no banco de trás e então saindo da garagem, quando de repente lembrou-se que esquecia a coisa mais importante do dia; a aliança. John estacionou seu carro próximo à calçada e então voltou para dentro de casa e foi até seu quarto, onde havia deixado a caixa com as alianças sob o criado-mudo. As mãos do rapaz tremiam e por isso ele quase acabou deixando que a caixa caísse escada abaixo. Segurou firme e puxou ar para dentro dos pulmões, tentando focar em quão bom seria o resto de seu dia caso recebesse um singelo sim de sua amada.
Quando John entrou no quarto, se ajeitou novamente, deixando a caixa das alianças em cima do banco do passageiro ao lado, para que não as perdesse de vista. A respiração do rapaz era ofegante e suas mãos suavam, mas isso não o impediu de dirigir até onde havia marcado com sua amada. Ao chegar no local certo, foi para debaixo de uma das grandes árvores do parque, ajeitou o forro no chão e pois a cesta de piquenique no chão. Entretanto, a cesta agora não portava somente comes e bebes, mas também um simbolismo do amor de John para Emily; ele havia colocado a caixa com as alianças lá dentro, abaixo de uma das comdas. O moreno ficou sentado ali, olhando para os lados, esperando a garota.
Welcome to my restaurant | John with David
Dave deu um sorrisinho, se desculpando pelo susto que teve. — Okay, não foi nada. — O Evans pegou cardápio e começou a folhear, ouvindo-o. Ergueu a cabeça, sorrindo mais uma vez, gostando da repsosta que o homem lhe deu, assim ficaria bem mais fácil de usar o restaurante de alguma forma. Falaria com Dominic mais tarde e ambos jantariam ali e Dave ficaria um pouco mais tranquilo em relação ao lugar, ou não. — Eu gostaria de waffles e um café expresso. Hmm isso é interessante, tenho certeza de que voltarei mais tarde com o meu primo. — O Evans continuou a sorrir e também olhou atentamente para o senhor, vasculhando detalhes que poderiam lhe ser úteis, reparou na aliança em sua mão direita e riu baixinho — O senhor é casado? — ele nem reparou na pergunta do homem, só depois que fez a sua — Ah, sim, eu sou novo na cidade, me mudei por causa de um probleminha… Nada demais. Waffles e café, ok?
John ouviu atentamente ao pedido do rapaz, anotando em uma pequena caderneta que havia retirado do bolso de trás de sua calça, junto a uma caneta esferográfica prateada. Assim que terminou de anotar, deslizou a caneta até o bolso de sua blusa, deixando-a lá mesmo. Olhou em direção ao rapaz e quando se preparou para fazer uma nova pergunta foi surpreendido pela questão que fora lançado por Dave. — Não, só noivo ainda. — Constatou se aliança estava na mão certa, percebendo que não, riu levemente e baixo, colocando a caderneta contra o queixo e peito, segurando-a para que não caísse. Ajeitou a aliança na mão certa e pegou o pequeno caderno normalmente, sorriu para David. — Ah, pois seja bem vindo a New Salem! — Disse estendendo a mão para o rapaz, oferecendo um aperto. — Só isso mesmo? Waffles e Café? — Sorriu novamente, olhando o novo morador da cidade. De primeira impressão o moreno já tinha gostado do jeito de David, embora com a vida já houvesse aprendido a não julgar um livro pela capa. — Volto já. — Marchou em direção à cozinha, indo buscar o pedido do garoto.