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Trabalho em grupo
Neste semestre estou cursando uma disciplina de Instrumentação para o Ensino de Física chamada Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Física e uma das atividades propostas pelo curso foi a leitura de um artigo do Tony Betes intitulado "Nove passos para uma aprendizagem on-line de qualidade: Passo 3: Trabalhe em grupo" disponível neste site.
Confesso que assim que abri o link fiquei um pouco confuso, com medo de ter perdido muitas informações úteis por não ter lido dos textos anteriores, no entanto, a primeira frase do texto logo me surpreendeu positivamente por me trazer a memória uma fala bastante específica do seu Madruga (personagem da série Chaves) após ter substituído o professor Girafales (outro personagem do seriado citado). [Tenho de dar uma busca no Youtube para ver se encontro a cena, caso positivo a compartilho em um post próximo, ou atualizo o presente!.]
Tony Betes apresenta uma realidade bastante triste da profissão docente presencial: a equipe de um, ou seja, na maioria das vezes e das disciplinas o professor desempenha a profissão solitária. A profissão na qual "dentro da minha sala sou eu quem mando e não me interessa a sua opinião".
O texto me chama a atenção porque apresenta a possibilidade (em cursos on-line) da docência ser desenvolvida como uma atividade em equipe, na qual todos contribuem com as suas especificidades trabalhando por um objeto comum. O "professores" (na verdade pesquisadores) especialistas em uma determinada área põem-se em contato com pedagogos e desenvolvedores gráficos de forma a formar seu curso.
Refletindo
Ele costumava sempre dizer que só havia uma Estrada, que se assemelhava a um grande rio: suas nascentes estavam em todas as portas, e todos os caminhos eram seus afluentes. "É perigoso sair porta afora, Frodo", ele costumava dizer. "Você pisa na Estrada, e, se não controlar seus pés, não há como saber até onde você pode ser levado. ..."
Frodo, citando Bilbo em O Senhor dos Anéis - a Sociedade do Anel
Como é interessante para para olhar para trás e lembrar dos primeiros passos que dei nesta longa estrada do pensar no Ensino de Física. É impressionante como a optativa "Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Física" na sua primeira atividade me fez, indiretamente recordar desses primeiros passos.
Parece que foi ontem que iniciei a minha graduação e com ela um intuito, conseguir dar minha contribuição em prol a melhoria do Ensino de Física. Acho engraçado o fato de a priori não refletir sobre o "o quê ensinar?", ou até mesmo o "para quê ensinar física?". Me dedicava apenas a forma: a tentativa montar um site ou blog extremamente "bom" para auxiliar alunos do Ensino Médio ou então uma apostila bastante indutiva para facilitar a aprendizagem (seja lá o que seria isso).
Quantas concepções mudaram, como os meus pés me levaram para caminhos estranhos, ou melhor, inesperados tenho pego ao longo desses meus 8 semestres de graduação.
Não sei ao certo para onde serei levado, mas creio que o processo está sendo importantíssimo para o meu amadurecimento acadêmico e, principalmente, pessoal.
Como é difícil tirar uma foto