Carta ao morto amor
Saudações,
Não mais aguento, sinto muito e você tão pouco.
Nesse vai e vem de sua indecisão, meu coração está no meio - partido, cheio de feridas - buscando entender - te.
Num dia qualquer está tudo bem, noutro você me ignora. Minha razão diz que tudo que preciso é ir embora e deixar - te, mesmo meu coração dizendo que tudo vai voltar a ser como sempre foi.
Lembro do dia em que beijou minha testa, disse que me amava, partiu, me deixando desolada e sozinha, a ponto de não saber mais quem sou.
A que ponto chegou o nosso amor, enfraquecido pelo seu medo de sentir e assumir seus sentimentos? Não se pode esconder o que há muito grita para sair. Não se pode cortar pela raiz o que já deu flor.
O que me consola - talvez não - é a esperança. A esperança de dias melhores, quando você se achar nessa imensidão de insegurança. Talvez eu não o queira mais aqui, mesmo que meu peito grite por ti o contrário.
Sabendo que o futuro está escrito, sou sincera em minha despedida - que parece mais um até logo. Não anseio por sua volta, mas lembre-se sempre onde repousa o abraço-casa que disseste um dia tanto amar.
Abraço,
- você sabe quem
















