Estava escurecendo, o véu da deusa da noite já havia tomado o céu naquele momento, apesar do cansaço, finalmente chegara a parte diária favorita da loira, os olhos se encontravam presos em meio a profunda escuridão celeste, as trevas de certa forma sempre foram um bálsamo para Áquila, eram como um esconderijo para si, aos poucos no limpo céu os pequenos e cintilantes pontinhos foram surgindo, um pequeno suspiro fora ouvido naquele instante, a luz, onde quer que haja trevas sempre haverá a luz para deter-las, era decepcionante o fato de que aquilo não só era presente em meio aos livros e filmes. Silenciosamente a jovem acabara aproximando-se do outro, quase todas as noites estava por ali, a pensar… Sozinha, mas, até ali aquilo fora o diferencial das costumeiras noites que a assolavam, os passos eram lentos minuciosamente programados para que ele não notasse sua presença, o silêncio que havia no local fora interrompido pelas palavras do rapaz, pôde-se ouvir um novo suspiro de decepção da mesma, aparentemente não era boa em ser discreta, os olhos foram depositados sobre o mesmo, antes de responder sua indagação. — Noite por noite elas me impressionam ainda mais… São um símbolo de que a luz sempre vencerá as trevas. — Pausou. — Isso soou como uma frase clichê. — Deu um riso fraco, antes de silenciar-se novamente, infelizmente, havia um grave problema que rondava a loira… Ela não conseguia ficar calada por muito tempo. — Isso é meio romântico se formos observar por um outro ângulo. — Mordeu o lábio inferior. — Se estivéssemos em um filme brega de comédia romântica, esse seria o momento onde o casal estaria dentro do carro observando as estrelas antes de se pegarem. — Riu recordando-se do último filme que havia assistido, para ela, era incrível a forma que o romance era descrito como algo tão banal e clichê em meio a livros e filmes.