gui-guimares :
xalexcastillo :
Ser mãe solteira, jovem e com um emprego instável era um grande desafio, mas apesar de todos os problemas, Alexandra sempre arrumava um jeito de tentar ver as coisas pelo lado positivo. Mesmo trabalhando durante o dia todo num bazar, tendo pouco tempo com a filha e se sentindo exausta no fim de cada dia, ela não deixava transparecer pra pequena Estella que as coisas não andavam tão bem quanto ela gostaria. Esperava a menina dormir para poder tentar organizar as contas pagas e as contas a pagar, a segunda pilha era sempre muito maior que a primeira e isso a deixava aflita sempre. Vez ou outra, acabava chorando em meio a tantos papéis, sem ter a certeza de que algum dia conseguiria uma vida mais estável e segura, e era exatamente o que fazia naquela noite.
Guilherme mal se lembrava em que local estava, sabia que era um bar pelo cheiro forte que emanava a todo momento. Mas o filho do presidente do país não conhecia sua localidade, poderia ser na mesma cidade que morava ou alguns poucos quilômetros longe de São Paulo, contudo, pouco lhe importava, sua mente estava longe dali, anos atrás, lembrando de sua mulher, seu sorriso. “Por que Você teve que levá-la?” Encarou o céu como se o Deus pudesse escutar suas lamúrias de viúvo. Bebeu mais um gole do whisky e escutou o choro em algum canto do local, seus olhos por fim pousaram em uma mulher morena chorando em uma mesa ao seu lado. “Você pode chorar um pouco mais baixo?”
Já estava bem tarde, o sono começava a atrapalhar as contas que Alex tinha que fazer pra administrar suas finanças, mas ela se recusava a ir dormir enquanto não se acalmasse e parasse de chorar. De forma alguma entraria no quarto daquela forma, com o risco de acordar Estella e deixar que a filha a visse assim, por esse motivo muitas vezes ela desistia e acabava dormindo no sofá desconfortável da sala. Levantou-se, já exausta, e antes de dar qualquer passo em direção ao sofá duro, sua visão parou no homem sentado do lado oposto de sua mesa de jantar, aparentemente embriagado, com um copo do que ela julgava ser whisky na mão. -- O que você ta fazendo aqui? Como você entrou na minha casa? -- Perguntou, ignorando completamente o pedido dele. -- Quem é você?










