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@xeuli
A vida é repleta de breves para sempre, memórias infinitas guardadas em corações finitos.
Eu nunca seria capaz de te substituir, seu lugar no meu peito continua vazio e eu sinto que sempre estará, não sou capaz de abrir a porta para mais ninguém do que você. Se por medo, eu não sei. Mas sei que as nossas memórias sempre estarão na minha mente, sentindo falta com lamento pelo que se foi e nunca mais retornará. Porque, por mais doloroso que seja, alguns ciclos precisam terminar.
A cada comédia romântica boba que assisto ou as páginas repletas de um amor extraordinário que leio. Todas as histórias de amor devoradas fervorosamente pela minha alma faminta. A cada manhã chuvosa, perdida em mundos que não existem ou em melodias conhecidas. Todas as engrenagens de um universo próprio com um sonho pelo amor. Não quero amar de maneira fria, sem alma, através de uma tela. Não quero amar sentindo o toque casual de mãos ainda não conhecidas. Não quero beijos momentâneos e sem significados. Eu quero arder de paixão. Quero conhecer a alma antes de me perder no gosto da sua boca. Eu quero prestar atenção em cada detalhe, não um estranho qualquer, não uma foto em um perfil na internet, mas um momento com uma pessoa real. Não quero o raso do mundo, mas o profundo do espirito. Aprofundar-me em cada rachadura do teu peito e te encontrar, no dia comum, mas que se torna incomensurável ao ver teu sorriso. Não quero curtidas em uma rede social. Não quero reações falsas e nem cantadas baratas visando apenas o carnal. Eu quero um encontro de almas. Declarações de amor que vem do coração. O amor genuíno expresso em um olhar fixo, nos cantos repuxados de um sorriso, na curva do abraço e no cheio de casa que exala dele. Eu quero te conhecer em sua imensidão. O verdadeiro eu. Quero ser especial aos seus olhos. Valorosa como uma arte. Quero que a paixão nos cubra com sua intensidade, mas que o amor sereno seja o alicerce. Pois, a minha alma não anseia pelo ensaiado, o raso que embebedou o mundo, mas que não me satisfaz. Afinal, como pode o poeta não desejar viver, nem um pedaço, do universo que transborda em rimas?
Talvez a minha maldição seja eternizar meus sentimentos em poesias. Transbordar o que sufoca o peito, alivia a alma. Mas e o depois? Quando, inevitavelmente, eu reler todas essas palavras? Quando eu me perder em todas essas frases e relembrar de todo esses amores? O que farei com essa nostalgia tola de recordar todas essas memórias, mesmo que o amor tenha se perdido com o passar dos anos? Mas, será que Não é esse o castigo do poeta? Amar exageramente e transformar cada emoção efêmera, em infinita? Ser tocado pela própria arte tão profundamente que se perde em suas próprias emoções?
- Mikaely
Te fiz eterno em minha arte. Esculpi o nosso amor nessas letras. Todas as palavras que despiram a minha alma. Somente para transbordar esse sentimento do peito. Fazendo do efêmero, infinito. Daquilo que se pode esquecer, inesquecível. Notável musa, afinal, não ama o poeta em exagero?
O que é a vida, se não uma caminhada, para alguns curta, para outros longa. Caminhada indeterminável com destino final determinado. Cheia de curvas, nuances, pontos de estagnação. Para alguns, uma escadaria muito longa para uma oportunidade que, para outros, é fácil como usar elevador.
O que é a vida, se não uma corrida, mas por que estamos todos tão apressados, se o ponto de chegada é a morte? Será que quem morrer primeiro leva o premio dessa competição idiota que todos os dias, os tolos, disputam tão pateticamente, ao ponto de trapacear?
O que é a vida, se não a chegada da morte iminente que todos vivemos como se fosse vir muito, muito, mais tarde. Vivemos todos os dias, como se o proximo nos fosse garantido. Quando aprendemos a prever o futuro tão bem? Ou será que a ganancia é tão grande para acreditar mesmo que o amanhã é uma promessa?
O que é a vida, se não uma corrida contra o vento, um esforço em vão para conquistar montanhas de bens que não caberão no caixão. Será que vale mesmo a pena, perder a própria vida, apenas para ganhar o mundo? Tudo que é ganho a custa das lagrimas de terceiros, não é almadiçoado por natureza?
Afiinal, o que é a vida, se não uma caminhada indeterminável de coleção de memórias determinadas a pendurar até depois do fim? O que são as verdadeiras riquezas, do que não aquelas intangíveis, que não se podem comensurar, mas que cabem dentro do coração? A pressa é a inimiga da felicidade, porque a felicidade não deve ser aproveitada quanto ainda existe? Por que cada declaração de amor, seja abraços, beijos ou singelas palavras, não devem ser vividas com calma? A vida não é um esporte olímpico, não é uma competição, mas unicamente, uma experiencia singular, para ser desfrutada no plural.
O que é a vida, se não bela?
Meus olhos já não sorriem mais quando te veem e nem meus lábios dançam em alegria. É apenas mais um momento do meu dia, como um detalhe que passa despercebido. Mas, como pode o que um dia foi o centro da minha atenção, se tornar isso? Um “bom dia” apressado pelo corredor, um sorriso educado na volta. Minha mente sussurra um “malvada” por toda a indiferença, mas meu coração bobo não foi feito para meios amores, nem meias amizades. Se não posso ser tudo, então que eu seja nada. Afinal, qual a graça em viver apenas molhando os pés, quando se pode mergulhar no profundo? Por que eu permaneceria no morno, se fui feita para arder de paixão? Não me importo com as queimaduras, pois pelo amor se vale a pena viver o risco. Mas do que vale arriscar, se hoje eu percebo, que não estávamos na mesma temperatura. Agora sigo em frente, escrevendo essa poesia idiota para vomitar no toda a minha melancolia. Não mais pelo amor, mas pela infeliz compreensão de que agora somos apenas estranhos de novo. E que as memórias não são mais uma razão para voltar.
Eu te escrevo na minha poesia. Desenho com essas palavras, o quanto tua alma me encanta. E todas essas letras juntas me fazem refletir sobre o tanto que eu te amo. Sobre o tanto que eu ainda me perco nos seus olhos. Eles são meu abismo e eu nem tento mais escapar, apenas mergulho na imensidão do teu olhar. Como eu queria que eles estivessem apenas em mim. Como eu queria que tua alma também só desejasse a minha. Como eu queria… mas o nosso “amor” acabou e eu não sabia que te amava até te perder, até te lembrar ser minha nova rotina. Repleta de tarefas que nunca consigo concluir, como a de te esquecer. Eu me sinto incapaz de puxar teus vestígios do meu coração, ele segura forte todo esse amor idiota que sinto por você. É exageradamente exagerado gostar tanto assim de você. É ainda mais tolo, porque você mesmo DECIDIU partir. Meu amor não correspondido. A minha saudade nao correspondida, até porque “eu também” nunca será “sinto sua falta”. Se você foi covarde de desistir, porque eu não sou corajosa para fazer o mesmo? Se você de tão bom grado foi embora, por que eu não vou também? Mas continuo aqui, a te lembrar todas as noites, a te pensar todas as horas, a desejar com tanta aflição que volte. Que volte e me ame também, desse tantao exagerado que eu aprendi a te amar. Será que esse foi mesmo o fim? Se foi, eu rezo que meu coração finalmente te solte. Para que eu possa seguir em frente, sem olhar para trás, onde você escolheu, por livre e espontânea vontade, estar.
Aceitar sua partida é uma das coisas mais difíceis que tive que lidar, porque meu coração tolo ainda guarda um pouco de esperança sobre um futuro juntos e essa esperança acaba comigo. É entender que você escolheu não ficar comigo, mas é pensar “e se ele mudar de ideia?” com uma frequência pertubadoramente cruel. É compreender que acabou, mas é também pedir baixinho a Deus que traga você de volta pra mim. É saber de tudo isso e ainda sim amar. Por que é tão difícil retirar seus vestígios do meu coração? Pegar os pedaços desses sentimentos e abandoná-los em outro lugar? Por que eu não consigo seguir em frente tão facilmente como você seguiu? Eu gostei primeiro e infelizmente gostei mais, demais. Porque meu coração é exagerado, assim como essa dor é exageradamente intensa e me faz sentir vontade de largar tudo, porque te ver de novo vai ser difícil demais. Se eu largasse tudo e fosse trilhar outros caminhos, longe dos teus, será que assim eu poderia seguir em frente? Será que dessa maneira eu poderia te esquecer? Ou você ainda me visitaria todas as noites, para assombrar meus sonhos com um felizes para sempre que nunca chegará? Meu coração não quer mais amar, porque o amor é dor e de dor, eu já não senti demais? Só me restar juntar todos os meus pedaços e te puxar para fora dos meus pensamentos e dos meus sentimentos, para finalmente escolher, assim como você fez, não te amar.
Fadada ao apego por ciclos viciosos para nunca se despedir por completo, mas sempre manter uma parte de si seguramente firmemente o “e se?”, a idealização patética do que poderia ter sido. Como é árdua a tarefa de finalmente deixar ir, as pessoas, os sentimentos, as lembranças. Todas as hipérboles que agora podem ser reais, pois, após o fechamento da estação, podem realinhar a alma para segurar aquilo que lhe é verdadeiramente sua. As pessoas, os sentimentos, as lembranças, que deverão permanecer, não pela birra em não dizê-lhes “adeus”, mas pelo desejo de serem eternos.
Na confusão distinta que a minha mente se afogou, eu encontro consolo nessas palavras. Nessas letras que saltam de meus dedos transformando todas as dúvidas em solenes preces. Desejos que se perdem através dessas letras, tentando, talvez falhamente, encontrar seu próprio caminho. Ter a mente limpa para escolher com sabedoria os passos seguintes, mas é se perder no meio das dúvidas, por temor de se entregar por completo novamente. Como pode o coração destroçado ser corajoso para doar de novo? Como pode a alma flagelada pelo amor se arriscar outra vez? Como é árdua à escolha de confiar o seu bem mais precioso, seu próprio coração. Mas como se pode temer entregar algo que, por livre e espontânea vontade, ja foi entregue? Meu coração se voltou contra a razão e deu um salto de fé. A esperança de que o para sempre finalmente bateu a minha porta. A perseverança de que desta vez, só desta vez, o amor veio para fazer morada e não apenas estadia. E é por isso, por essa chama que aquece o meu peito, que eu retiro a armadura. Removo os tijolos. Destranco as fechaduras. Pois pelo amor se vale a pena ser corajoso. Afinal, se existe chance de amar intensamente por toda a vida, como se pode fugir disso?
Me vejo diante de muitas escolhas, torcendo solenemente para fazer as certas. Mas meu coração, teimoso, teme errar. Será que se eu arriscá-lo, o final é o que eu imagino ou o final é o que o meu medo me convence? É pertubadoramente assustador entregá-se sem armadura a alguém. É um voto de confiança que eu me pergunto diariamente se estou disposta a dar. Afinal, quando se é um jogo de egos, é fácil quebrar juras. Mas quando se é um encontro de almas, as promessas se tornam cheias de amor. Como meu espirito pode ter certeza de qual decisão fazer? Como minha carne pode confirmar que é realmente assim?
A única maneira é a que todos temem e por isso ficam estagnados, simplesmente se arriscar.
Dar o voto de confiança. Tirar a armadura. Entregá-se por completo, apenas com o anseio do felizes para sempre.
Esperando por você com o coração apertado, olhando por todos os lados, tentando te identificar na multidão e cada pessoa que vêm e brevemente faz morada, eu percebo um traço de ti, um pedaço do homem por quem eu espero. Com meu primeiro amor, eu entendi que você veio para me fazer transbordar, ser uma acréscimo e não o todo. Com minhas outras paixões, eu percebi que você é estabilidade, maturidade, reciprocidade, companhia, atenção, fé, alinhamento de valores e princípios. Tudo o que faltou nos outros, eu percebo que foi uma maneira de Deus me dizer que isso é tudo que existe em você. Em abundância. E você está em algum lugar do mundo, apenas esperando para me dar tudo isso, com o coração leve e de bom grado. Mas eu percebi que, talvez, quem não esteja pronta seja eu, afinal, será que eu posso te dar tudo isso também? Ou apenas medos e inseguranças? Será que o meu coração não precisa de alguns pontos primeiro, para não sangrar em você? Talvez, quem esteja atrasando a sua chegada seja eu mesma. Eu e essa fome por amar e ser amada. Eu e esse desespero em querer logo viver o sonho. Eu e essa falta de amor pela própria solitude. Eu e essa necessidade de provar para todos os que foram “não” que eu posso ser o “sim.”. Até que eu junte todos esses pedacos, você pode esperar mais um pouco? Porque talvez não seja você quem precise juntá-los, mas cuidar para que não sejam quebrados de novo.
A você, quem eu espero com toda ansiedade,
por favor,
aguarde mais um pouco.
Enquanto as flores crescem das minhas feridas.
As flores cresceram das minhas feridas e elas arranjaram uma nova forma de te amar. Um arranjo impecável que escapa nos meus olhos sorridentes, será que você consegue vê-los? Todas as razões para eu me apaixonar por você, enumeradas em uma lista grande demais para recitar. Porque cada pedaço seu que eu conheço, cada pedaço seu eu me encanto. Todos eles, até os despedaçados, fazem meu coração brilhar por você. Esperando solenemente pelos teus lábios nos meus. Pois, eu vejo em você tudo o que Deus tentava me mostrar, com todos aqueles “não”, está escrito em letras garrafais nesses teus olhos que brilham como a lua, hipnotizando-me ao fascínio pela tua alma. E, atravessando todas as minhas defesas, todas as barreiras levantadas pelo medo, você ganhou seu espaço de direito dentro do meu coração. O lugar de posse nos meus pensamentos, nos meus sentimentos e em cada eco da minha alma. Você fez morada nos meus sonhos e se tornou realidade, chegando de mansinho e de maneira constante, tornou-se meu lar. Um homem que brilha o Espirito Santo. Um homem que me olha com amor e devoção. Um homem que desconcerta meus sentidos com apenas um olhar. Um homem que me escolhe todos os dias. Um homem que decidiu ficar. E só me resta observar, até quando irá durar, torcendo e orando com fé, que seja para sempre.
Existem pessoas que brilham e trazem um calor reconfortante ao peito, como uma brisa num dia de verão ou uma coberta quentinha em uma noite de inverno. Eu costumo acreditar que o amor vem dessa maneira, disfarçado nos pequenos detalhes intrínsecos de alguém e nas suas simples ações, todas as razões juntas e não apenas uma. Todos os motivos para se acreditar que existe amor genuíno, sendo construído com todos os apelidos carinhosos e “bom dia””boa noite”, um amor sendo aperfeiçoado em todo fato que se decora sobre alguém, seja no jeito com os olhos brilham ao sorrir ou na maneira como a voz se prende nas pronúncias. Em como a saudade traz uma confirmação de que existe algo ali. Em como a felicidade diz que já existe algo aqui. Algo calmo, sereno, mas afiado como uma decisão que foi esculpida pela admiração, pelo respeito e pelo carinho de dois corações feridos demais para acreditar que o amor chegou. Mas que inevitavelmente, como uma esperança desesperada, se arriscam apaixonando-se a cada dia mais, um pelo outro.
E desenhando nas estrelas, a maneira linda como esse sentimento surgiu. Embora ainda esteja sendo enraizado dentro de si.
Queria ter o poder de te ensinar que o amor não é dor, mas será que eu mesma sei o que é o amor?
Queria poder te ter em meus braços e te mostrar que posso sarar suas feridas, mas será que eu não vou te sujar com as minhas?
Quero ter você ao meu lado, te dar todo meu amor e cuidado, te fazer somente meu, porque
Teu jeito combina com o meu
Tua alma é irmã gêmea da minha
Tua voz se contrasta a minha
Teu corpo se encaixa no meu
Tudo em você me sussurra “sim”
mas será que tudo em mim diz o mesmo?
De vontade o meu coração está cheio,
mas será que eu consigo amar assim de novo?
Me permitir ser frágil apenas para te ter ao lado?
Será que eu vou conseguir destruir todas essas barreiras e permitir que você entre?
Se amar é ter coragem,
quando eu me tornei tão covarde?
Me sinto confusa lendo seus sinais, quero entender que sim ou que não, mas sempre que eu olho nos seus olhos, eu só enxergo o talvez.
Me sinto navegando um mar profundo e nublado, no qual eu tento desvendar seus mistérios, identificar as rotas de fuga ou te encontrar, mas eu apenas me perco na intensidade das ondas que só me dizem talvez.
Me sinto perdida contemplando essa tela vazia e essas letras tolas que soltam dos meus dedos, tentando verbalizar minhas emoções e desvender seus sentimentos, mas eu apenas me distraio com o talvez.
Talvez seja eterno
Talvez seja efemero
Mas, se é talvez, entao já não é uma resposta? Porque tudo que é para sempre é claro. Porque tudo que é eterno é evidente. E eu só posso entender que o talvez é o jeito covarde que você encontrou de dizer “não”
A certeza tão incerta flui no ar entre nós dois, rodeada por um campo de magnetismo e cada vez que eu chego mais perto, cada vez mais impossível se afastar. Eu tento fugir disso, mas a tua energia me puxa e eu me perco nos detalhes bobos que descubro sobre você. É linda a forma como a tua alma é gêmea da minha. É tola a maneira como eu me encanto por você. E a certeza cresce no meu peito, mas eu ainda sinto pelo tempo lento, se podemos descobrir se é mesmo pra ser. Mas até a descoberta, eu vou aproveitando o que temos juntos, feliz a cada novo contato. Porque você atrai meu corpo e mente. Seu jeito derruba todas as minhas barreiras. Seus olhos me turvam a visão. E desvendando seus mistérios, eu torço para que seja o certo, não mais incertezas.