No title available
official daine visual archive
No title available
YOU ARE THE REASON
Lint Roller? I Barely Know Her
cherry valley forever
todays bird

oozey mess
EXPECTATIONS
Mike Driver
Game of Thrones Daily

roma★
Color Me Curious

ellievsbear
RMH

Game Changer & Make Some Noise
macklin celebrini has autism
ojovivo
The Stonewall Inn
NASA
seen from Türkiye

seen from France

seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from Malaysia
seen from Brazil

seen from Brazil
seen from Argentina
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Vietnam
seen from Canada
seen from United States
seen from Netherlands
seen from Colombia

seen from United States
seen from United States
@y-josh-blog
A (not so) lonely Valentine's Day | @Parkwood
Levantou o olhar, a tempo de vê-lo sorrindo e soltando uma risada nervosa similar a dela. Quando conheceu Josh, tinha feito um lembrete de contar quantas vezes ele sorria. Porque sinceramente, o instrutor-chato (e gato!)-pessimista raramente deixava um sorrisinho, por menor que fosse, escapar. E Kaya prometeu a si mesma que não deixaria nenhuma daquelas importantes ocasiões em que ele sorria serem esquecidas. Lembrou disso na primeira vez que o viu sorrir mesmo, na festa, antes de ela estragar tudo e ficar quase tão bêbada quanto Allegra - porque ninguém ficava tão bêbada quanto sua amiga Allegra. Depois, quando eles se beijaram, antes de Josh estragar tudo e dispensá-la (Certo, agora depois de saber exatamente o que aconteceu, não tinha sido bem uma dispensa, mas enfim, essa é outra história). E então ali algumas vezes, e depois de se beijarem de novo, junto com uma risada levemente nervosa dos dois. Apesar de ela achar ótimo vê-lo sorrindo (bem, significava que ele estava feliz, certo?), se continuasse tão perto e ele sorrindo daquele jeito tão… tão Josh, ela provavelmente o beijaria de novo e não pararia tão cedo. Oh, deuses, Kaya, pare com esses pensamentos inapropriados, repreendeu-se, corando quase que automaticamente - Como assim, eu não posso me gabar? Assim não dá, Josh, meu ego precisa de carinho! - Exclamou, fingindo estar inconformada.
Se distraiu novamente quando ele beijou seu maxilar. Definitivamente poderia se acostumar com aquilo também, com certeza. Um sorriso involuntário tomou conta de seu rosto. Ao ficarem de lado e dividirem a vista da pista de dança cheia de bêbados, Kaya pode ver melhor o garoto bêbado que agora espatifado no chão, tentava com todas as suas forças levantar do chão - Srta. Parker? Bem, até que não fica tão ruim quando você diz, mas ainda prefiro só “Kaya” mesmo, Yronwood - Comentou distraidamente, observando o garoto continuar sua luta para levantar, como se estivesse batalhando pela sua vida. Ah, bêbados eram engraçados. Bem, eram engraçados, até ela lembrar que há algum tempo estava num estado bem parecido. Quando o garoto finalmente conseguiu levantar, Kaya quase ficou feliz por ele, porque ele se esforçara de uma forma descomunal - O que? Eu não sou ruim! - Protestou, voltando-se para Josh com as sobrancelhas arqueadas - Você quase se sufocou de rir aquela vez que eu caí na arena. E aquela outra vez que eu tropecei na festa. Você que é ruim, mané - Kaya sorriu vitoriosa, tendo a discussão como ganha - Mas Josh, você tinha que ter visto, foi muito engraçado - Admitiu, tentando segurar a risada para não parecer tão cruel. Claro, se o garoto tivesse se machucado, ela seria a primeira a correr que nem uma louca até ali pra saber se ele estava bem. Mas como tinha sido mais uma queda de bêbado do que uma queda preocupante, o mais sensato a se fazer era rir.
Por impulso, ele revirou os olhos rapidamente, mas não estava realmente irritado, apenas de deboche em relação ao assunto do ego. — Ta certo, tente mais vezes, talvez a sua chantagem emocional funcione. — Deu de ombros, arqueando as sobrancelhas e reprimindo um riso, e fingindo uma expressão desdenhosa para ela. Alguns segundos depois, soltou o ar em tom de alívio, e riu de leve. — A quem eu estou querendo enganar ? Você vai acabar fazendo com que aconteça, antes mesmo que eu mesmo perceba. — E seria isso mesmo, por mais que ele fosse se esforçar de verdade agora, é natural de Josh ser pulso firme com a maioria das coisas e pessoas habituais, ele não era com toda certeza, aquele tipo de pessoa que saía dizendo sobre o que sentia e outras coisas, se nem que Kaya não se encaixava nesse grupo, mesmo que ele não fosse ser totalmente diferente, — logicamente — mas Josh tentaria — na verdade, já estava instintivamente sendo — mais afetivo de que o habitual com ela, mas de um modo equilibrado. Ver que Kaya estava evidentemente corada, o fazia se sentir parte aliviado, parte animado com um único fato: ele também ter algum — agora mais visível — efeito sobre ela. A coleta de fatos de Kaya era irrevogavelmente, uma verdade. — Está bem Kaya, você me derrotou, fui traído pelo meu próprio calcanhar de aquiles. — Fingiu um tom de derrota completamente teatral, e depois soltou uma risada. — Se bem que eu fui logo arranjar um calcanhar de aquiles, que não é bem um calcanhar, já que fala, e tem provas de acusação, mas eu não me arrependo nem um pouco. — Deu de ombros novamente, com um sorriso de lado no rosto. Não que ele houvesse bem escolhido Kaya para ser, “seu calcanhar de Aquiles”, mas não mudava em nada o que ele havia dito anteriormente.
— Ok ” só Kaya”, não que seja muito correto esse só ai no meio mas enfim, não se preocupe, isso só foi força do hábito, Kaya. — Respondeu, enfatizando o nome dela no final, para que tornasse tudo aquilo mais esclarecedor. — Satisfeita ? — Perguntou, antes de ter o outro ato impulsivo de dar um beijo na têmpora dela, e o que antes era algum tipo de urgência, estava se tornando um hábito um pouco incontrolável, — já que talvez fosse pela ainda presente euforia que não parecia nunca passar — de beija-la, simplesmente porque ele vinha nutrindo esse desejo ainda mais latente em cada minuto que ainda permaneciam perto um do outro, — mas também duvidava que essa vontade de beija-la, encaixava-se no grupo de coisas relacionadas a simplesmente estar com Kaya,logo um fato que não iria passar muito facilmente mesmo com algum tipo de distância —.
— Ainda sim, não se pode rir dos seus colegas do desastre. — Tentou argumentar, enquanto ajeitava delicadamente, — para que não a incomodasse — os braços em volta dela. Kaya não parava de olhar para lá, e talvez fosse porque ela — estranhamente — quisesse voltar para lá. — O que foi ? — Perguntou desviando o olhar da festa novamente. — Quer voltar para lá ? — Franziu o cenho.
A (not so) lonely Valentine's Day | @Parkwood
É, se havia algo certo a se fazer, definitivamente, eles estavam fazendo. Porque Kaya sentia que nada no universo parecia tão certo quanto estar ali, tão perto de Josh, sorrindo como uma boba, sentindo um frio na barriga e uma vontade de rir imensa. Finalmente havia tido seus 20 segundos de coragem insana para beijá-lo, e não se importaria mesmo de ter mais alguns desses momentos. E logo, o que para ela andava bastante calmo, ficou um pouco mais… Intenso. Bem, não era a intenção, mas quando Josh a puxou pela cintura, o foco dela foi para um milhão de coisas como a respiração dele, os cabelos dele, os corpos dos dois praticamente colados e como os lábios dele eram macios e… De repente, suas mãos já estavam entre os cabelos de Josh - não sabia bem porque, mas o cabelo dele era algo que ela gostava bastante - e ela retribuía o beijo de forma urgente e esquecendo toda aquela coisa de calma. Seu coração batia com rapidez e descompassadamente, e tinha certeza de que qualquer um à quilômetros conseguia ouvir. Devagar, executou a difícil tarefa de cortar o beijo, para tomar fôlego novamente. Separou-se de Josh o menos possível, sem tirar as mãos da nuca dele e sem intenções de se mover muito, o suficiente apenas para encher seus pulmões de oxigênio novamente. Soltou uma risada tímida com um leve tom de nervosismo, antes de esconder o rosto no ombro dele. Tinha que trabalhar com aquela coisa de nervosismo o mais rápido o possível.
- Eu acho… - Começou, antes de arfar, e levantar o rosto para olhá-lo - Acho que posso me acostumar com você dizendo isso - Disse, tentando não sorrir como uma boba, referindo-se a Josh dizer com todas as letras que estava apaixonado por ela. Tinha a impressão de que não importaria quanto tempo passasse, sentiria aquele mesmo frio na barriga e aquela mesma vontade de sorrir até suas bochechas doerem, toda vez que ele dissesse aquilo. E não se importaria de ouví-lo dizendo mais um milhão de vezes - E é claro que é adorável, você fica tão bonitinho com ciúmes. E irritado. Eu já disse isso? Não que você deva ficar irritado com frequência, mas saiba que você fica bonitinho - Comentou, com um sorriso no canto do rosto, antes de dar um selinho rápido nele. Se voltasse a beijá-lo, tinha certeza de que não terminaria tão cedo. Deixou suas mãos ali, brincando com o cabelo cacheado de Josh, enquanto se distraía olhando para ele.
Desviou o olhar rapidamente, observando o que acontecia por cima do ombro de Josh. Se esquecera completamente da festa. Um pouco longe, atrás deles, havia pouca gente na pista de dança, e essa pouca gente se resumia aos casais que se agarravam (será que eles mesmos se encaixavam naquela categoria? Balançou a cabeça, afastando o pensamento) e a algumas pessoas bêbadas jogadas por aí. Ao ver um garoto pouco mais novo que ela, sair correndo e gritando antes de tropeçar e cair de cara no chão, teve que segurar uma risada.
Saber exatamente definir como ele estava para si mesmo, era meio difícil. Quer dizer, não era bem a primeira vez que passava por alguma situação semelhante a essa, mesmo assim, os fatos não deixavam de ser inéditos. Fatos, era tão maravilhosamente bom pensar que algumas das principais coisas que ele queria, eram fatos, tanto que ele podia passar o resto daquela noite, e o dia seguinte, e o outro, e assim em diante, sorrindo e rindo muito mais do que faria habitualmente. Parou de vagar um pouco quando o beijo tornou-se mais intenso, focando-se apenas em Kaya, segurando-a de um modo que seus corpos permanecessem o mais perto possível, e sentindo arrepios involuntários enquanto ela entrelaçava os dedos pelos fios de cabelo de sua nuca. Chegou ao ponto de sentir que todo o som exterior havia sido substuido pelo barulho de seu coração batendo, e antes que Josh afastasse seu rosto, ao menos por um curto momento para tomar ar, Kaya afastou-se. Em seguida, ele soltou um riso abafado involuntário,estranhamente no mesmo momento que ela. Quando Kaya escondeu o rosto, colocando-o sobre o ombro dele, Josh envolveu ainda mais seus braços em torno do corpo dela abraçando-a por completo. — Contanto que a senhorita não fique se gabando, eu posso dizer isso sempre que você achar preciso. — Respondeu, brincando com ela, deixando outra risada baixa escapar. Afrouxou um pouco o abraço quando ela voltou o olhar para ele, para que Kaya pudesse se movimentar melhor. — E não, isso está longe de ser adorável. E na verdade eu não estava realmente irritado…ok, talvez um misto disso com chateado, mas definitivamente não é nem um pouco bont-… — Mas antes que ele completasse a falação apressada, Kaya lhe deu um rápido selinho, e ele desistiu de prosseguir com a fala.
Depois disso, ela voltou novamente a olhar por cima do ombro dele, e parecia entretida. Josh inclinou-se um pouco mais para frente, deu-lhe um beijo rápido na parte debaixo do lado direito do maxilar dela, por puro impulso e então começou a erguer rapidamente Kaya do chão, para que ambos ficassem de lado para a vista que antes era só dela. — Vejamos, o que entrete tanto a srta. Parker. — Falou, desviando o olhar que antes estava nela, para a festa, fingindo uma expressão compenetrada. Viu apenas alguns gatos pingados aqui e ali, — esses, eram os casais comparados a aquele que ele e Kaya haviam ficado próximo anteriormente, e alguns outros convidados aleatórios — nada de tão interessante, mas finalmente achou a tal atração que era um rapaz, que estava se levantando do chão meio estabanado, logo era fácil de deduzir que ele havia acabado de levar uma queda. Josh riu, não pela desgraça do garoto, mas apenas riu, virando-se para ela e vendo estampado no rosto de Kaya que ela estava segurando o riso. — Pobre garoto Kaya, como você é ruim ! — Exclamou, com um tom na voz que deixava claro que, ele estava fazendo aquele comentário apenas para implicar com ela.
A (not so) lonely Valentine's Day | @Parkwood
Sua mãe lhe dizia para parar de respirar por um momento quando estivesse muito nervosa ou ansiosa, isso evitava ataques de pânico. Mas Kaya simplesmente não conseguia parar de falar, para assim poder cessar a respiração. Estava se sentindo uma completa idiota por ter acabado de dizer a Josh com todas as letras que estava apaixonada por ele, e a coisa mais esperta que lhe surgiu a mente foi falar sem parar para tentar distraí-lo do que ela havia acabado de dizer - Josh, pelo amor de tudo que há de mais sagrado, você me beijou, não me bateu, por que é que eu ia te odiar?! Eu acho que eu que vou te bater agora, mané! - Kaya respondeu, sentindo suas mãos tremerem, em parte pelo nervosismo que não ia embora de jeito nenhum, e em parte pelo fato de que Josh andava mais devagar do que ela pra entender as coisas. O que até seria bonitinho se ela não estivesse tão surtada - Não faça uma proposta tão tentadora - Disse soltando uma risada sarcástica, quando Josh avisou que ela poderia bater nele quantas vezes quisesse. Não é que ela quisesse socá-lo, ela só queria socar qualquer coisa para ficar calma. Mesmo sendo Kaya, que parecia mais ser do chalé das pessoas felizes e pacíficas, ela ainda era uma filha de Ares e a melhor forma de acalmá-la era deixando-a socar qualquer coisa, várias vezes.
- Você deve estar muito, muito bêbado, porque estava praticamente na cara - Balançou a cabeça, desistindo da proposta inicial de distraí-lo. Bem, agora já tinha sido dito e o pior que aconteceria seria ter que evitá-lo pra sempre. Iria continuar dizendo que Josh havia pegado sua dificuldade para processar as coisas com rapidez, mas ele continuou a falar e ela voltou sua atenção a seu discurso - Sim, isso mesmo, você foi um babaca - Parou a frase por um momento, quando ouviu-o falar algo sobre o efeito que ela tinha sobre ele. Franziu a testa, confusa. O que é que aquilo deveria dizer? Continuou ouvindo, com mais atenção - Eu não sou mais tão desastrada assim e… - Interrompeu o protesto no meio, quando compreendeu o que Josh disse. Ele estava mesmo dizendo o que ela achava que ele estava dizendo? E só pra constar, ela achava que Josh tinha acabado de dizer que ela não era só uma amiga pra ele. Que ela era importante por ser ela mesma. Piscou algumas vezes, tentando se recuperar da surpresa. Aquilo sim era uma coisa que ela nunca iria imaginar. Ainda um pouco tonta, avançou alguns passos, ficando mais próxima de Josh. Abriu um sorriso discreto, que era uma mistura de alívio e felicidade e outras coisas que ela não sabia muito bem o que eram - Isso não é uma brincadeira, Josh, você sabe disso, né? - Disse, finalmente a posição defensiva se esvaindo por completo. Pela primeira vez na vida, não sentia-se tão mal de ficar tão frágil e exposta na frente de alguém - Eu estou mesmo, 100% e perdidamente apaixonada por você, o cara mais irritante da face da terra.
Quando ouviu-o falar algo sobre Joe, a coisa mais sensata que surgiu em sua mente foi rir - Seu irmão? - Perguntou incrédula, ainda rindo. Não fazia a menor ideia de porque Josh sequer considerara a ideia - Ele é bacana, mas é só um ótimo amigo - Disse, aproximando-se um pouco mais, o suficiente para ter que levantar o rosto para enxergá-lo melhor. Foi quando finalmente entendeu algumas outras coisas que Josh disse em outras conversas - Oh, meus Deuses, você estava com ciúmes? - Perguntou, voltando a rir intensamente - Awwww! - Disse entre uma risada e outra, tentando parar. Quando finalmente parou de rir (porque a ideia de Josh com ciúmes dela era realmente hilária, francamente, não era como se ela despertasse muita atração por aí), encarou-o com um pequeno sorrisinho do canto do rosto e colocou os braços em torno do pescoço dele, trazendo-o mais pra perto, o suficiente para que ela sentisse a respiração de Josh - Não se preocupe. Tenho uma coisa pelos caras chatos e irritantes, sabe? - Brincou, olhando-o nos olhos, sem tirar o sorriso do rosto. Não fazia a menor ideia do que fazer agora, e nem qual era a coisa certa. Mas sinceramente, não se importava muito. Finalmente, devagar, cortou a distância entre os lábios um do outro. E concluiu que se tinha alguma coisa certa a se fazer, tinha que ser aquela.
Na verdade, ele sabia o que fazer afinal, somente não sabia se podia fazê-lo. — Eu sei mas, eu entendo agora mais do que nunca que você tinha seus motivos pra isso. — Respondeu sobre o comentário — já uma vez dito por ela — sobre o beijo. Josh havia sido um completo idiota, mas não havia se dado conta de que havia sido mais idiota do que havia imaginado. Riu até talvez mais alto do que deveria depois do que disse, e Deuses como ele estava nervoso, mesmo não devendo estar nervoso, mas a medida que o nível tensão ia baixando, ele quase se conformava que isso não fazia parte da lista de coisas que ele podia controlar em certas circunstâncias. — E eu não estou bêbado, porque eu não fico bêbado com seis taças de vinho. E eu teria de ficar bêbado vinte e quatro horas por dia, para que a sua teoria funcionasse. — Rebateu voltando a agir como naturalmente Josh agiria, fazendo análises das coisas que ela dizia, mas ainda assim não controlando muito bem a falação meio descontrolada. Quando Kaya repetiu que ele havia sido mesmo um babaca, e tudo que ele pode fazer a respeito era assentir, porque não era uma mentira. O próximo comentário dela só reforçou a vontade de simplesmente abraça-la e beijá-la, porque nessas circunstâncias era muito mais fácil demonstrar do que falar. — Eu realmente espero de todo coração que não seja uma brincadeira. — Riu novamente, limpando o suor das mãos na calça jeans. — E o que você acha que eu estou por você ?! Quer ouvir com todas as letras ? Bem, eu estou apaixonado por você Kaya, porque eu adoro você desde o primeiro momento em que eu te vi, e por outros milhares de motivos que eu poderia passar a noite inteira listando o resto, mas eu ainda não esqueci que você tem um ego enorme. — Deu um sorriso de lado para ela, ao terminar de falar.
Quando a ouviu começar a rir, e dizer que ele estava com ciumes, Josh voltou um pequeno passo atrás em relação a ficar na defensiva. —Ah por favor, convenhamos, você começou a trata-lo com apelidos íntimos, e isso sempre significa alguma coisa quando se trata de Joe. — Arqueou as sobrancelhas. — E isso não é adorável, é frustrante ! — Exclamou em protesto. E antes mesmo de Kaya colocar os braços em volta do pescoço de Josh para que ele se inclinasse para frente, ele já havia percebido que ela vinha se aproximando, e ele sinceramente só queria que ela chegasse perto o bastante. E quando ela o fez, Josh lentamente envolveu os braços em volta da cintura dela, enquanto dizia: — Eu poderia dizer que eu tenho uma coisa pelas desastradas, mas pra ser sincero, eu tenho uma coisa por você. — Parou de inclinar a cabeça para trás como se tivesse pensativo sobre o que dizia, no fim da frase inclinando o rosto para frente novamente, e olhou nos olhos de Kaya, sorrindo de volta para ela. Josh fechou os olhos gradativamente, enquanto ainda sorria, aproximando-se tão devagar quanto Kaya do rosto dela. E quando seus lábios se encontram, Josh juntou ainda mais seus corpos, puxando-a pela cintura, e desta vez não tinha nem a mínima intenção de solta-la, ao menos não tão cedo.
A lonely Valentine's Day | @Parkwood
- Você é irritante e chato, mas não quer dizer que não está certo. Ainda vou descobrir como você faz pra estar certo sempre - Comentou rindo naturalmente. Ok, estava ficando mais calma, e quanto mais calma ficasse, menor ficaria a sua propensão a falar demais. Notou que ele estava falando mais rápido do que o normal, muito parecido com o jeito que ela falava quando estava começando a ficar nervosa. Efeito de ele ter bebido um pouquinho a mais que o normal, óbvio. Tentou esconder o quanto achava aquilo divertido, mas estava mais do que estampado em seu rosto sua diversão em vê-lo mais solto.
- Oh, jura? Deve ter sido uma experiência péssima - Comentou, quando Josh disse que havia feito uma patrulha com um de seus irmãos. Kaya adorava cada um deles, mas sabia como podiam ser inconstantes, paranoicos, irritáveis, intimidadores… Ela só cumpria a parte de ser inconstante. Quem dera se ela fosse intimidadora, mas passava bem longe e… Saiu de seus devaneios quando ouviu Josh rir, ou melhor, gargalhar - Tá rindo do que, mané? - Perguntou bufando, antes de dar um tapa fraco no braço dele - É óbvio que eu não desmaiaria, eu ainda sou uma filha de Ares no final das contas! Só porque eu prefiro que monstros não apareçam aqui e que as coisas fiquem pacíficas não quer dizer que eu seja medrosa. Pfft, até parece - Protestou, ficando na defensiva. Seria cômico se não fosse trágico o fato de que demorara semanas até finalmente parar de ficar na defensiva com Josh, para em poucos dias, voltar a ficar.
- Sem querer me gabar, o chão da arena tem uma atração por mim maior do que por qualquer outro campista, mas não conte a ninguém - Brincou, rindo de suas próprias falhas. Mas brincadeiras a parte, havia melhorado consideravelmente depois dos treinos com Josh. Treinos, que na verdade, Kaya andava faltando por motivos de não querer se constranger mais e ter que olhar para ele. Mas se Josh ainda não tinha tocado no assunto, não seria ela que o faria. E no final das contas, não podiam puní-la por não estar treinando nada, porque agora tinha as adagas como segunda opção - Deveríamos apostar que eu consigo te acertar! Ok, desculpe, esse foi meu lado de viciada em apostas falando, melhor deixar essa história de acertar você pra lá. Embora eu consiga. Quer saber, eu definitivamente consigo e eu vou te acertar - Ok, que mal fazia? Ela até que estava indo bem em esconder certos sentimentos, e talvez se aos poucos fosse começando a agir exatamente como se nada tivesse acontecido, as coisas fossem voltar ao normal. E aí ela teria que conviver com Josh saindo com outras garotas, e falando de outras garotas, e lendo com outras garotas mais inteligentes que ela… A cada pensamento, Kaya sentia como se todo o ar do universo tivesse esvaindo, deixando seus pulmões vazios, lhe causando um profundo incômodo e desespero. E foi pro espaço toda aquela coisa de ficar calma. Calma, calma, o que era calma mesmo? O nervosismo a tomou com tanta rapidez que a fez parar, antes que acabasse tropeçando e caindo e se envergonhando - Um segundo - Pediu, fechando os olhos com força e tentando se acalmar. Ok, aquilo não era um ataque de pânico, ela não tinha um ataque de pânico há bastante tempo - Ok, tá tudo bem, tudo ótimo. Desculpe, eu só estou um pouco… Sabe como é, nervosa - Tentou explicar, balançando as mãos no ar exasperadamente. Sua mãe dizia que Kaya alcançava o mais alto nível de nervosismo quando começava a balançar as mãos. Nada bom - É que é tão difícil ficar calma perto de você! - Exclamou antes que pudesse se refrear. Droga, droga. Estava nervosa demais pra sequer pensar antes de falar - Quero dizer, pelo amor dos deuses, você faz isso de propósito? Isso é tudo sua culpa, sua culpa! Argh, você é um mané, Josh, um grande mané! Por que me fez ficar apaixonada por você?! - Pelo menos gritar a acalmou por um segundo. Um segundo. Até perceber o que havia acabado de dizer, em alto e bom tom. Droga - E eu acabei de dizer isso em voz alta - Completou, derrotada. Agora seria o momento perfeito para cavar um buraco até o centro da Terra e ficar lá até o fim dos tempos. Isso sim era constrangedor. Sentia que podia começar a chorar de desespero e entrar em colapso a qualquer momento. Aidam teria que aguentá-la como um zumbi no chalé pelo resto da eternidade.
— Ok, talvez você consiga. — Fingiu aquele típico ar de superioridade, e cruzou os braços. Ouvi-la falar daquela maneira, era de certo modo reconfortante, já que podia significar que ela talvez não queria simplesmente se afastar dele, o que já era um começo. — E sobre os seus irmãos, não foi tão ruim assim, mas, você tem que ouvir todo aquele discurso de “onde está a real emoção”, em fazer algo toda hora, todos os dias a cada cinco minutos ? — Franziu o cenho, rindo. Josh treinava sim, vez ou outra alguns irmão e irmãs de Kaya — agora até mais, considerando o estado do acampamento, sem contar os campistas não reclamados que podiam sim, fazer parte do lado da família dela —, mas sinceramente apesar de serem claramente em sua maioria muito inquietos, nunca os viu em estado pior de exaltação por ou para algo, como se fosse necessário algum monstro aparecer para que pudessem saciar algum tipo de abstinência por luta. O que era engraçado, não quando eles mudavam o assunto que pouco conseguiam manter com Josh, para falar sobre isso.
— Hey eu sei disso, fique calma. É só engraçado ver que eu não sou o único que implica com você, e eles são até piores pelo visto, não sei como você me dá uma atenção especial sobre isso. — Riu pelo nariz, franzindo-o. — Quer dizer, não que eu não goste de ter sua atenção, quer dizer, bem…— Ótimo ! Ele já estava voltando a deixar as palavras escaparem pela boca, e isso não daria um bom resultado para ele depois. — E ah, eu duvido um pouco disso. — Comentou sobre o que ela havia dito em relação ao chão, e apesar do comentário ter sido até do mesmo nível de constrangimento, era melhor do que não ter dito nada. — Eu acho que você não quer fazer isso, eu não teria coragem de fazer você dormir no telhado mas convenhamos que isso de me acertar não vai acontecer, ainda mais com você faltando aos treinos. — Era um alívio talvez poder encobrir o que havia dito anteriormente com esse assunto, já que Kaya felizmente — ou até infelizmente — só notava o fato com mais cautela, quando era uma provocação. Josh parou de andar de imediato quando Kaya pediu uma pausa, — que ele sinceramente não sabia porque ou para que — quando ele justamente iria o perguntar se ela estava bem, Kaya respondeu-o em voz alta. Então em seguida, ela simplesmente surtou como havia feito no dia em que ele a provocou demais, a ponto dela sair golpeando como uma louca, mas dessa vez não se tratava de armas. Primeiro começou a explicar que estava nervosa, e então disse que era difícil não ficar nervosa com ele, e Josh acreditava que isso significava que talvez ele houvesse passado dos limites dela. — Olhe… — Começou a explicar-se — Eu realmente não queria irritar você e se… — Mas antes dele completar a frase, Kaya exclamou outra por cima que o pegou sinceramente desprovido.
Primeiramente, nada fazia mais sentido novamente, agora num estranho bom sentido de não haver sentido algum em nada. — Mas eu achei que você me abominasse desde o dia que eu beijei você e, quer dizer, e também você e o Joe e… — Então tudo começou a fazer um certo sentido, estranhamente um bom sentido, que ele adoraria que fosse verdade, mas não tinha levado a sério por achar que não era o que deveria ser de fato. — E você acha que eu tinha… Não, não, quer dizer, eu nunca faria isso com a real intenção de fazer isso ! — Continuava a tentar explicar, mas tudo saia de um modo tão embaralhado quanto estava a sua mente. — Você pode me socar quantas vezes for preciso mas eu realmente tenho que pedir que me desculpe, quer dizer, eu não queria fazer com que você achasse que eu não queria ter beijado você, se é que foi isso que você achou, eu só sinceramente não sabia o que fazer quantas as circunstâncias que eu havia criado. — Fez uma pausa, para puxar o ar que entrava desregulado em seus pulmões — O que eu estou tentando dizer é que o que você acabou de dizer foi totalmente inesperado mas num bom sentido, num ótimo sentido na verdade, e se aquela coisa do dispensar foi pra mim, eu realmente fui um babaca e não pensei desse jeito quando pedi pra que você entrasse no seu chalé, quer dizer, você tem um efeito sobre mim que você não faz ideia, e eu acho que nem eu mesmo entendo direito… e, e eu estou me atrapalhando novamente em tentar te explicar isso. — Suspirou de frustração, quase desistindo de tentar explicar tudo para ela. — Ao final das contas, eu só estou tentando dizer que todas essas burradas que eu fiz ultimamente foram as minhas tentativas totalmente falhas de tentar demonstrar o quão importante você é, não como uma aluna desastrada, não como minha amiga, como Kaya. — Soltou um riso abafado de nervosismo no final, e aquele era o modo Josh meio bêbado, meio nervoso de se dizer que ele era também apaixonado por ela. — E eu achei que bem, você tivesse esquecido todo aquele assunto e que estava com o meu irmão. — Admitiu afinal, deixando os ombros caírem e os braços descruzarem. — Mas você está… bem…— Depois disso só conseguiu dar um sorriso bobo, e ficou ali paralisado sem saber bem o que fazer exatamente.
A lonely Valentine's Day | @Parkwood
- Eu nunca, nunca, nunca mais vou ficar daquele jeito. Prometo - Afirmou, séria. Promessas eram promessas. Mesmo que ela tivesse descumprido aquela mesma, na festa anterior - Prometo também que não vou mais descumprir promessas - Embalou rapidamente, sorrindo apologeticamente, e concentrando-se em manter seus passos ritmados e equilibrados. Fez um lembrete de não deixar-se levar pelo que as pessoas diziam sobre sapatos e roupas, vestidos e saltos realmente eram um empecilho para ela. Quando ouviu-o voltar a falar, mudou sua atenção para as palavras de Josh - Por mim tudo bem, quero dizer, é meio engraçado ouvir as histórias de Joe, depois que você se acostuma com o jeito dele - Respondeu, rindo pelo nariz - Sem contar que hoje é dia dos namorados e temos essa festa bacana. Ele não merece perder a festa dele porquefui dispensada - Continuou, seu tom saindo mais irônico do que pretendia. Bem, a história não era exatamente assim, não era como se Josh tivesse dito com todas as letras que a dispensava, mas com certeza agir como se beijá-la tivesse sido o maior erro da vida dele não queria dizer muitas coisas boas. Deuses, ela estava simplesmente deixando que as informações escapassem de sua boca, e dessa vez, nem poderia colocar a culpa na bebida.
- Imaginei que estivesse ocupado - Comentou. De todas as pessoas que conhecia, Josh com certeza seria a última que ficaria parada numa situação perigosa - É, meus irmãos andam fazendo patrulhas também. Eu até me ofereci pra ir, mas eles disseram que não precisavam de alguém pra desmaiar de medo lá. Pffft, francamente, é óbvio que eu consigo lidar com isso - Bufou, deixando um pouco da chateação evidente. Mas enfim, logo seria ela que enfiaria uma espada no estômago de um monstro e jogaria na cara de todos eles que conseguiu. E pensar que há algum tempo ela nem acreditava na possibilidade de monstros ali.
O braço de Josh passou por cima de seus ombros, e bem, aquilo foi o mais próximo que eles haviam chegado desde… Bem, do incidente na frente do chalé. Piscou algumas vezes, antes de sorrir disfarçadamente e continuar a falar - Sentiu minha falta, sério? - Perguntou, surpresa, antes de deixar escapar uma risada de incredulidade - Que foi, agora não tem mais ninguém pra cair por aí na arena? - Levantou as sobrancelhas, brincalhona, falhando em disfarçar o nervosismo com a ideia de que Josh poderia sentir falta dela. Mas não exatamente do jeito que ela gostaria que ele sentisse falta dela - Ocupada, ocupada… Defina ocupada. Nada de muito produtivo. Eu tenho praticado muito com adagas, e modéstia a parte, minha mira anda sensacional. Mas não é a mesma coisa do que espadas e do que treinar com você e… - Droga, droga, droga. Kaya fechou os olhos e parou para respirar um momento, tentando clarear a mente e evitar se envergonhar mais - Enfim, acho que não, não ando tão ocupada quanto você.
-- Está tudo bem Kaya. Quer dizer, eu espero que não faça mais isso, mas está tudo bem. E bem, você não é mesmo o tipo de pessoa da qual tem mais facilidade com isso mas... ainda sim confio em você. – Deu um sorriso de lado para ela, talvez para amenizar o tanto que ele havia sido sincero demais em concordar com ela. – E não se sinta tão exaltada por isso, talvez eu seja mesmo chato e irritante ou todas essas coisas que você diz, mas no final é só pelo seu bem, eu juro. – Completou, continuando com aquele ritmo de falar demais de uma forma direta demais que logo o acabaria queimando e algum modo, mesmo assim, não era bem como se conseguisse impedir a si mesmo. – Ah, e é, é sim. – Assentiu arqueando as sobrancelhas,“Contanto que as histórias dele nesse quesito não envolvam você, são ótimas !” completou mentalmente. Ficou meio confuso com a última frase dela antes de retornar a comentar sobre outras coisas, justamente por não ver as coisas pelo modo como Kaya estava, e apenas preferiu não fazer comentários,sobre aquela coisa dela ter sido “dispensada” por alguém de alguma maneira, apesar de ter ficado meio intrigado com isso.
-- E ah sim, eu fiz uma patrulha junto com um dos seus irmãos se não me engano. – Comentou aleatoriamente, sobre ela ter dito que os irmãos dela também estavam contribuindo com isso, mesmo que Josh já soubesse. – Tirando o fato de acharem que qualquer barulho vindo do bosque é um monstro, eles são bons patrulheiros. – Soltou uma risada leve, que se tornou gargalhada por ela ter falado sobre um comentário dos irmãos que diziam que ela desmaiaria. – Não apareceu nada de demais até agora, não que eu saiba, nem nas minhas patrulhas nem nas dos outros, na verdade, infelizmente e felizmente o único monstro visto nas redondezas foi aquele ciclope que atacou Stella. Mas... eu não diria que você desmaiaria se visse um monstro, não exatamente isso.—Apesar de implicar muito com Kaya, não acreditava que ela fosse reagir dessa maneira, Kaya é desastrada, não medrosa.
-- E am, é claro que eu senti. – “Todos os dias que eu pensava em você e não te encontrava em lugar nenhum.” Pensou consigo mesmo, sentindo um constrangimento interno latente. Riu de leve, começando a se sentir meio nervoso pela insistência naquele assunto. Bem, talvez não bastasse se sentir totalmente estranho para si mesmo por algumas ações e falas ao lado de Kaya. – E tecnicamente, não com a mesma freqüência que você o faz. – Deu outra risada curta abafada pelo próprio comentário. – E bem isso é ótimo ! Mas ainda duvido que você consiga me acertar um dia desses. – Desafiou-a, ou melhor, ele simplesmente não queria de certo modo, perdê-la para as Adagas. Se bem que esse não fora um dos seus melhores comentários, já que ele andava distraído o bastante – justamente por causa de Kaya – para se deixar ser acertado quase como que facilmente para alguns, – como Stella, e isso o fazia lembrar em nunca mais deixar de ser atento as coisas que dizia em especial com a loira -- e até que não seria tão difícil para Kaya se ele não tivesse começado a se esforçar mais para não deixar-se mais entrar em devaneio o bastante para isso.
A lonely Valentine's Day | @Parkwood
Era engraçado como ele ficava quando estava se divertindo. Josh não era como as outras pessoas, então para ela era algo completamente diferente vê-lo sorrindo tanto e respondendo as perguntas dela sem tantas ressalvas assim. Poderia até fazer um comentário ácido sobre isso, mas novamente, não estavam em ótimos termos para que ela fizesse um de seus comentários. Quando ele falou algo sobre Stella - que provavelmente era sua acompanhante, o que causou um alívio profundo nas suposições de Kaya sobre com quem Josh havia vindo, afinal, a própria Stella havia lhe dito algumas horas antes suas opiniões sobre amor e o desespero para se arrumar um par - lembrou-se vagamente da conversa que haviam tido e de que ela mesma havia perguntado sobre Josh para Stella. O desespero praticamente tomou conta de Kaya com a ideia de que a filha de Apolo pudesse ter dito algo a ele sobre o interesse de Kaya. Oh. Deuses. Ela tinha mesmo que aprender a falar um pouco menos - Ah, Stella! Ela é super bacana, ótima garota - Kaya disse rapidamente, piscando algumas vezes e tentando não tropeçar nas próprias palavras - Que bom que está se divertindo. É bom deixar de ser o Josh chato às vezes. Sem ofensas - Respondeu com um tom divertido, antes de soltar uma risada. Era tão natural para ela fazer os comentários de sempre, que acabava se esquecendo de que não deveria mais fazê-los tanto assim. Mas agora já tinha feito e seria pior se ela tentasse consertar.
- Oh. Certo. O que eu estou fazendo aqui sozinha? - Repetiu a pergunta dele, tentando achar algum tempo para pensar numa resposta - É, eu estava com Joe, mas me perdi dele há um tempo. De qualquer forma, ele deve estar se divertindo por aí, e não o culpo - Explicou, dando de ombros. Sinceramente, achava até bom que Joe estivesse se divertindo um pouco, estava se sentindo péssima por não ser a melhor companhia do universo pra uma festa de dia dos namorados. Pelo menos no dia seguinte ele teria uma história engraçada sobre sua noite para contar a Kaya. Perdeu a linha de raciocínio por um momento quando o casal perto deles estava praticamente caindo no chão de tão selvagem que estava a movimentação dos dois. Kaya desviou o olhar constrangida, encarando os próprios pés. Quando ouviu Josh sugerir que saíssem dali, assentiu rapidamente assim que ele terminou de falar - Ótima ideia - Respondeu, fazendo uma careta e começando a andar em torno da beirada do lago, sem esquecer-se de prestar atenção em seus passos.
- Então - Começou, enquanto caminhava ao lado de Josh - Como vai? - Perguntou, verdadeiramente interessada. Tudo que ela queria é que voltassem ao normal de novo. Certo, não, não era tudo que ela queria. Tudo que ela queria era algo bem diferente daquilo, mas esse é um mérito a ser discutido mais tarde - Quero dizer, eu não te vejo há um tempão e… Sabe, eu… Sinto sua falta - Espontaneidade, a gente se vê por aqui. Kaya pensou em dizer alguma coisa pra disfarçar sua última frase, mas provavelmente acabaria por piorar a situação. Então por um minuto, apenas parou de pensar um pouco e curvou de leve o canto dos lábios, uma tentativa de sorrir - Sinto muito sua falta.
“Quando ela não está te chantageando, é uma ótima pessoa mesmo” – É, ela é uma ótima pessoa sim.—Assentiu. Riu novamente com o seguinte comentário dela. – Obrigado, é bom saber que a Kaya também não fica fora de si em todas as festas em que eu não estou pegando no pé. – Retrucou antes de poder se impedir, já que além de hábito, havia se tornado praticamente um reflexo. – E não se preocupe, eu também peço desculpas.-- Aproveitou o embale do comentário dela para tentar consertar o que havia dito. O próximo comentário dela era até esperado, mesmo assim, não deixou de atingi-lo. Se bem, que depois no fim das contas ela havia ido com Joe, mas eles haviam se separado em algum momento antes dele encontrá-la, Josh queria fazer algum comentário sobre como aquilo era previsível, e também como era estranho já que imaginou que... bem, impediu-se de continuar pensando sobre aquele assunto por começar a sentir aquele desconforto crescente como quando sempre que o fazia, e limitou-se a dizer: -- É típico do Joe, ele nunca para quieto, acostume-se. – Avisou, dando de ombros. -- Quer dizer, ele realmente nunca, para quieto. – Enfatizou, repetindo para tentar demonstrar o que ele realmente queria dizer com “parar quieto”. Mas quando enfim Kaya disse que seria uma ótima idéia sair dali, sentiu um alívio súbito, – por isso tê-lo impedido de fazer mais comentários sobre o assunto anterior e de continuar ao lado do casal sem limites – começando a caminhar ao lado dela quando Kaya começou a se movimentar enquanto eles caminhavam para o lado contrário da festa.
Em seguida, houve um curto momento de silêncio até que Kaya o quebrasse, perguntando-o sobre como ele estava. – Basicamente ocupado, ninguém anda muito parado ultimamente com o enfraquecimento da barreira, o trabalho dobrou e estou fazendo algumas patrulhas durante a semana, mas acho que nada de demais, como ver ou matar algum monstro depois de muito tempo. – Deu de ombros, e soltou um outro riso leve, se bem que ele esperava que as coisas permanecessem assim, monstros eram sempre mal sinal, ainda mais aos arredores do acampamento num momento tão propício para eles. Antes que ele pudesse abrir a boca para perguntar de volta como ela estava, como habitualmente qualquer pessoa faria, Kaya fez outro comentário.
Em primeiro momento, Josh franziu o cenho, analisando a frase repetindo-a em sua mente porque, em primeiro momento não fazia muito sentido, – na verdade, nem depois de pensar o bastante para ser atingido por ela – quer dizer, Kaya havia acabado de dizer que sentia falta dele mesmo, e mesmo que Josh soubesse sim que não era bem como se ele talvez não tivesse tanta importância, ainda sim, ele parecia agora ser até mais um pouco importante do que haveria imaginado poder ser. E sua mente já estava se enrolando toda novamente, e seria muito bom mesmo se fosse só por culpa da bebida, mas ele sabia a muito tempo que, neste caso a bebida só reforçava o fato dele se sentir confuso. Não sabendo muito bem como reagir aquilo, sem ser de uma forma errada, se deixou levar por um impulso e envolveu o braço direito nos ombros de Kaya, dando algum tipo de abraço nela por alguns segundos. – Também senti sua falta. – Admitiu começando a ficar mais relutante em falar, e em seguida mesmo que na verdade ele preferisse continuar aquela caminhada abraçado com ela, soltou os ombros de Kaya vagarosamente. Depois de alguns segundos se dando conta de que ele havia tornado toda a situação mais constrangedora para ele mesmo, arranjou um jeito de mudar de assunto. – Mas huh, você também deve estar ocupada.
A lonely Valentine's Day | @Parkwood
Ok, ele desviou o olhar. Claro que ele desviou, lógico que ele desviou. Ela mesma é quem deveria ter desviado o infeliz olhar dele, mas era uma tarefa difícil demais para Kaya. Josh havia se tornado uma pessoa importante demais e que fazia parte demais da vida dela, e agora ela praticamente não o via mais. Normalmente quando Kaya não via alguém por muito tempo, ela eventualmente esquecia do rosto dessa pessoa, e depois do nome e finalmente ela era completamente apagada de sua memória. Mas não era o caso com Josh, não mesmo. A ideia de não vê-lo com a mesma frequência lhe causava um incômodo profundo e quando seus olhos o encontraram ela teve que ficar olhando, como uma grande idiota. De qualquer forma, ainda sim, ele tinha desviado o olhar e era a coisa certa a se fazer.
Kaya sempre se esforçava pra fazer a coisa certa do jeito certo. Foi ensinada a fazer a coisa certa do jeito certo. Mas qual era a coisa certa a se fazer nesse caso? Talvez não tivesse uma coisa certa, talvez ela tivesse liberdade de agir como sentia que devia agir. Ou talvez tivesse uma coisa certa e ela não estivesse a fazendo, típico. Esfregou as têmporas por um momento, tentando se concentrar, já estava se distraindo muito pra uma noite só. Deveria ter ido pro chalé logo, mas passar tanto tempo lá estava começando a deixá-la maluca.
Foi como um susto - não como um susto, exatamente um susto - quando viu Josh começar a andar para perto dela, com um sorriso no rosto e uma taça na mão. Congelou no lugar por um momento até conseguir respirar fundo e sorrir de volta como uma idiota, uma grande idiota que não parava de sorrir como se tivesse acabado de ganhar na loteria. Não deveria estar sorrindo, eles não estavam numa situação muito confortável levando em conta a última conversa que haviam tido e toda aquela coisa de Josh ficando irritado - Um brinde aleatório - Respondeu depois que ele já estava mais perto, antes de levantar a taça e tomar o que havia sobrado de uma vez, pra ver se tinha 20 segundos de coragem insana pra ou sair dali correndo, ou falar alguma coisa de utilidade - Você bebe? Não sabia - Observou, ao notar que Josh parecia um pouco mais solto do que o normal. Era engraçado. E fofo. Ele era fofo, completamente fofo e… ‘Qual é o seu problema, Kaya?’ sua consciência se manifestou - Ah, certo. Olá pra você também - Cumprimentou, levantando o olhar na direção dele e sorrindo de canto. Colocou sua taça de volta na mesa ao seu lado, a tempo de ver um casal perto deles se agarrando. Arqueou as sobrancelhas um pouco assustada com a pouca preocupação por privacidade do casal ali, mas voltou-se para Josh rapidamente - Se divertindo? - Perguntou, tentando evitar ao máximo um silêncio constrangedor.
Primeiramente, continuou sorrindo para ela por suas respostas, afinal, apesar dele ser um burro por ter quase, quase deixado escapar as coisas que ele queria ter dito antes de formar a teoria certa em relação a ela e aquela reconciliação, — se é que se pode classificar assim — não havia sido lá essas coisas graças a ele, nesse caso, Kaya ainda tinha todo o direito de fazer uma cara feia e sair dali quando ele chegasse, felizmente isso não é coisa do feitio dela. Em seguida, franziu o nariz e deu de ombros para a pergunta dela. — As vezes. — Josh realmente não bebia com frequência, mas das algumas vezes que o fazia, maioria delas tinha alguma influência, como estar numa festa, no caso, se bem que ultimamente ele havia bebido mais por estar chateado. Lembrando disso, só pelo fato de estar falando com Kaya, por parte fazia com que ele quisesse encher de novo a taça antes que algo que ele enfrentaria melhor com mais um pouco álcool acontecesse, e por outro o deixava ainda mais elétrico, como se pudesse dizer qualquer coisa que viesse a cabeça, mas ainda sim, felizmente para ele, seu lado mais racional ainda predominava.
Quando Kaya perguntou se ele estava se divertindo, Josh deu de ombros: —Acho que sim, qualquer ocasião desce mais fácil pela garganta com um pouco de vinho e Stella. — Riu depois de terminar a frase, que era totalmente inesperada vir dele normalmente numa ocasião dessas, mas não era de se deixar passar que mesmo que fora ela que havia começado com tudo aquilo, podia fazê-lo ao menos lhe dar um sorriso de lado pelas coisas engraçadas que ela voluntária ou involuntariamente dizia ou fazia. — Sem contar que Allegra é uma dançarina excepcional. — Deu outro riso, agora abafado, ” Mesmo que ainda não seja melhor que você, porque na verdade é meio impossível pra mim achar alguém melhor que você em qualquer coisa que possa ser relacionada a você”, e acrescentou mentalmente. — Resumindo, eu não posso dizer que não estou, seria uma ofensa as companhias, e talvez por parte mentira, pra ser sincero eu não sei.
— Mas e você, o que faz sozinha aqui ? — Perguntou em reflexo primeiro, mas depois estava realmente analisando os fatos, e estava agora mais intrigado a saber. Aliás, ele esperava que Kaya estivesse por ai, de mãos dadas com Joe dizendo “como ele era seu ursinho fofinho e favorito”. Imaginar aquela cena, quase fez com que Josh quase demonstrasse o desconforto externamente com uma careta, mas conseguiu se conter antes disso. — Quer dizer, eu achei que você estivesse com...— "Com o Joe". — Com alguém.— Completou tentando soar o mais natural possível. Quando percebeu que estavam praticamente ao lado da mesa, colocou sua taça ali, e lembrou-se do comentário de Allegra — sobre se achar qualquer pessoa que quisesse ali, e tudo ironicamente conspirou para que a “linha de chegada” de Stella, fosse a sugestão de ponto de partida —, o que o fez soltar outro riso abafado. Quando Josh finalmente percebeu a presença do casal não muito longe deles, os outros já estavam naquela fase em que você tem vontade de empurrar as pessoas pra dentro de um quarto para que não precise aguentar todo aquele enche saco de gente ofegando, e o barulho de beijo apressado. Josh podia jurar a si mesmo, que se tivesse a desculpa de ter tomado mais uma taça, para chegar perto dos indivíduos e perguntar se eles podiam ter ao menos um pouco de bom senso. Infelizmente, ele não tinha, então tudo o que fez a respeito foi dizer: — Eu não sei se você concorda, mas eu gostaria muito de me livrar da companhia involuntária de certas pessoas. — Fez uma careta e jogou um olhar de lado para o casal, e sim, aquilo era algum tipo de “você quer dar uma caminhada comigo” no estilo desculpa nem tão esfarrapada para coisa.
A lonely Valentine's Day | @Parkwood
Kaya nunca entendera muito bem o conceito de dia dos namorados. Lógico que não, afinal, ela nunca tivera um namorado pra poder entender porque os casais gostavam tanto de comemorá-lo. Mas enfim, o que importa, é que para ela, uma festa pra esse dia era uma coisa um pouco exagerada. Não que ela não gostasse de festas, havia aprendido a gostar com a convivência com Brian e seus outros amigos campistas, mas é que havia algo naquela atmosfera de dia dos namorados que lhe causava um mal estar intenso, todos aqueles casais, todas aquelas garotas desesperadas, todos aqueles garotos convidando qualquer um que passasse em sua frente para ser sua acompanhante. As pessoas estavam todas felizes, mesmo com seus pares no mínimo inusitados ou sem par algum. E ela estava derrotada, em sua terceira taça de vinho, na beira do lago. Apesar de já ser o final do final da festa, ainda havia bastante casais por ali se divertindo. Talvez só lhe causasse um mal estar porque ela não estava com seu namorado. Por muitos motivos, o primeiro é que não tinha um namorado, e segundo é que quem ela nutria um tipo de paixão não havia nem passado perto de convidá-la.
Havia se perdido de seu melhor amigo Joe em algum ponto da festa. O procurou por um tempo, mas decidiu deixá-lo se divertir onde quer que estivesse, afinal, ele tinha todo direito e algum deles tinha que se divertir. Pensou em procurar Allegra e se afundar na mesa de bebidas, mas não era uma ideia muito boa e dessa vez não tinha ninguém para levá-la de volta pro chalé. Suspirou, enquanto se equilibrava em seus saltos, observando a água do lago mexer devagar conforme o vento ditava. Já era tarde, bem tarde, e apesar de ela não estar com sono algum, já era hora de voltar para o chalé. Via alguns de seus irmãos fazerem o caminho para o chalé 5, o que confirmava ainda mais que não tinha motivos para ficar ali. Afinal, estava sozinha encarando seu reflexo no lago, no dia dos namorados. Nada muito produtivo.
Colocou com cuidado a taça de vinho na mesa ao seu lado e começou a se preparar para ir embora, antes que as pessoas começassem a achá-lá uma esquisitona sozinha. Mas foi aí que seus olhos - estúpidos, estúpidos olhos - encontram alguém a poucos metros dela. Alguém não, Josh. Droga, certo, o que é que ela deveria fazer? Nem sabia que Josh estava na festa, achou que ele nem tivesse vindo. Bem, talvez tivesse vindo com uma de suas amigas. Mas afinal, ela não tinha absolutamente nada a ver com isso. De qualquer forma, uma felicidade automática surgiu ao vê-lo. Sentia falta dele, muita falta. Das conversas aleatórias e de como ele sempre a ajudava a não tropeçar por aí. E até de como era difícil se concentrar em qualquer coisa perto dele. Acenou, sem se mexer, enquanto cogitava virar o resto do vinho na taça para tomar coragem de fazer alguma coisa mais útil. Mas a única coisa que conseguiu fazer foi ficar ali, parada, olhando para Josh como uma estátua.
Depois de um tempo, Josh desistiu de ao meio dos devaneios de Stella, procurar por Kaya ao meio das pessoas naquela festa. “ Conforme-se, ela deve estar com Joe em algum lugar, você com certeza não quer ver uma cena dessas.” Pensou consigo mesmo, enquanto virara o resto da sétima taça de vinho daquela noite. Ele mal percebera que estava parecendo um poste perto de Allegra e Stella na pista de dança novamente, – já que apesar de ser até bem tolerante ao álcool, ele já havia bebido o bastante para rir demais dos comentários da filha de Apolo, e até permitir que ela o fizesse fazer alguns movimentos de dança – mas não ligava muito pra isso, já que voltou a focar os pensamentos no que habitualmente havia se tornado assunto central de tudo: Kaya. Depois disso, só riu fraco meio aleatoriamente das coisas que as outras duas garotas riam, e voltava a gradativamente agir em seu modo quase normal. Nada ajudou Stella perceber e voltar a fazer comentários, enquanto ele só suspirava e dava de ombros para ela ou balançava a cabeça negativamente. Quando Josh olhou sobre o ombro para procurar pela mesa de bebidas, encontrou ironicamente, justamente a pessoa que estava procurando esquecer. Ficou um tempo olhando para ela diretamente, mas virou-se de volta quando cruzaram os olhares, e por má –na verdade boa – sorte, Stella estava ali parada olhando para ele com um sorriso de orelha a orelha – que mais podia se comparar a um de caçador que acabou de abocanhar a presa com os olhos, do que algo meigo ou coisa do tipo – e começou a dizer para ele que sabia para onde ele estava olhando, e sabia quem era ela. Por um momento, ele acreditou que Stella estava blefando, ele não havia olhado tempo demais… havia ?
Bem, afinal, ele soube que Stella não estava blefando quando ela gesticulou: “É a Kaya não é ?”, depois disso uma rápida discussão sobre que não era, até ela se convencer que era e começar a convencê-lo de que ele tinha que ir lá. No fim das contas, Stella conseguiu levá-lo até o local perto do de Kaya na pista, e saiu para sabe se lá onde, Josh poderia disfarçar mas aquilo era tão ridiculamente obvio, que tentar disfarçar algo só o tornaria mais patético. Suspirou de frustração, mas logo rapidamente estava acenando para Kaya com um sorriso de lado e andando em direção a ela com uma estranha facilidade maior do que o normal – provavelmente pela bebida, uma viva ao álcool ! —. Viu que ela estava segurando uma taça de vinho como a dele, e ergueu o copo mexendo o fundo dele para encenar um brinde, uma ação que ele normalmente não faria… outro viva ao álcool ! – Taças de vinho de plástico são chatas, e a minha esta vazia mas… um brinde aleatório. – Explicou ao chegar perto o consideravelmente bastante de Kaya, e deu de ombros. Por um momento curto, ficou calado, como quem havia entrado em devaneio de repente, – o que era típico de se esperar de qualquer um deles, semideuses, apesar de que… Josh já havia aprendido a dar um jeitinho nisso, não é ? Bem… – mas logo retornou a falar. – Oh, eu nem cumprimentei você decentemente, me desculpe, olá. – Soltou um riso baixo que era meio sem sentido para ele em seguida.
Oh, Valentine's Day. Pft, who gives a shit ? · Josh, Stella e Allegra.
Stella não havia deixado que suas irmãs colocassem aquele vestido florido nela por nada, não mesmo. Depois de ter ido primeiramente sozinha ao local, Stella correu até o chalé de Nêmesis – porque graças aos Deuses, sapatilhas não eram calçados ruins, mas ainda não melhores do que tênis, coturnos ou chinelos — acenando no caminho para alguns conhecidos, e alguns meio-irmãos que já haviam arranjado seus pares. Não que Josh fosse ir exatamente como um par, não era isso que ela tinha em mente, não era assim que ela consideraria, e ela sabia que ele também não. Porque ela estava indo lá na verdade, era pra resolver algo relacionado ao tal tema do dia, mas não relacionado a ela. Finalmente quando chegou a local, ofegante, bateu na porta do chalé exaltada, usando força e rapidez. Quando finalmente Josh abriu a porta, as coisas se desenrolaram um pouco mais rápido do que ela esperara, do que era ótimo ! Depois de cinco minutos praticamente tentando obrigá-lo a ir trocar de roupa, ele havia sido convencido, e mais um curto tempo depois, Josh estava pronto para que ela o arrastasse até a sua querida garota causadora de distrações. Stella não fez muita cerimônia, como avaliar o modo como ele estava, só o arrastou par fora do chalé, e em seguida em direção ao lago, e depois de uma curta caminhada onde ela não se controlou nos comentários sobre a festa, e sobre o assunto central que eles iriam tratar naquela noite, eles logo já estavam no lado combinado, e ela estava de volta para a festa, carregando quem ela precisava consigo. Depois de terem finalmente conseguido, realmente entrar no “campo” da festa, depois de mais um comentário de Stella, Josh tornou a resmungar. – Pare de ser chato, pelo amor dos Deuses, até parece que eu te trouxe pra algum tipo de matadouro, pra você ficar tão frustrado e difícil de empurrar. É só uma festa. – Revirou os olhos, fazendo uma careta para ele.
— E você vai me contar, porque sim. Ou eu descubro, enfim, eu vou terminar sabendo. – Cruzou os braços, com uma expressa desafiadora. Ainda não tinha um porque fixo e ao certo, mas ela queria ajudá-lo, e iria. – Bem, se isso foi uma passagem de graça, pra bater em gente folgada na sua aula, valeu ! – Exclamou, arqueando as sobrancelhas e rindo, mesmo sabendo que não fora exatamente isso que ele quis dizer, e sim em relação a um dos argumentos que ela mais usava. – Ok, o que agora nós precisamos fazer é, arranjar alguma atividade que nos movimente no meio desse povo, sem parecer que nós estamos mesmo procurando uma pessoa. – Soltou os braços, e levou uma mão ao queixo, fazendo aquela típica mania de como demonstrar claramente, que se está pensativo. – Eu diria pra gente dançar, mas eu sei que você não sabe dançar então seria muita maldade, já que eu estou implicando com algo em relação a você, mas vale lembrar que da última vez faz muito tempo. – E fazia mesmo, uns 5 anos, mas a história era tão engraçada vindo de Josh, um sátiro com idéias malucas, um livro para semideuses, um pé torcido e uma das semanas em que ela fazia estágio como pequena aprendiz dos irmãos na enfermaria, bem,ao menos Josh fora um bom exemplo de como ajudar pessoas com pés torcidos. – Mas huum, vejamos… – Voltou a tentar focar-se na idéia inicial, olhando em volta a procura de algo que lhe desse alguma inspiração que realmente ajudasse, e acabou encontrando uma pessoa. A pequena garota de cabelos claros estava lá, uma hippie engraçada, e uma boa pessoa, Allegra era quem ela precisava encontrar para ajudá-la a ajudar Josh.
— Vamos falar com Allegra ! Isso, ela tem jeito de sabe o que fazer ! – Exclamou, virando seu rosto para dar uma rápida checada na reação de Josh sobre a idéia. – Hey ! Allegra ! – Acenou para a garota, falando num tom alto, com um sorriso no rosto. Em seguida, começou a puxar Josh consigo, para que eles pudessem chegar mais perto do local aonde estava a outra garota.
Allegra se sentia meio desconfortável com aquela roupa, na verdade ela não tinha nada de mais, mas era Allegra, ela não se sentia confortável com nada desde fosse uma saia longa, um vestido grande ou alguma coisa larga. Aquela roupa era totalmente não Allegra, um vestido branco que era totalmente apertado até a cintura mas depois era largo, a menina não entendeu a lógica desse vestido até agora, a manga cavada e era mais ou menos um pouco acima do joelho, o que era curtíssimo para a loira, e para completar uma bota preta até o calcanhar. Ela só estava vestida assim por que foi sequestrada pelas minis Afrodites que mesmo com Allegra se debatendo conseguiram fazer sua maquiagem, e cabelo. Allegra não queria admitir mas aquilo era uma habilidade e tanto. Mas tirando isso Allegra estava bem feliz, a festa não era tão grande quanto a ultima mas estava linda, simples mas perfeita, a conversa sobressaia sobre a música baixa. Allegra estava até um pouco afastada apenas observando a festa, algumas pessoas conversavam, outros casais dançavam, por um breve segundo a ideia de ter um par passou pela cabeça de Allegra, mas o afastou rápido. Ela não era esse tipo que estava desesperada, nunca foi, a menina era o tipo que desde que fosse feliz estava ótimo, não precisava de alguém, não por enquanto. A coisa é que no dia dos namorados parecia que todos ficavam desesperados a procura de alguém, parecia que ativava uma certa carencia, como se alguém fosse encontrar o amor verdadeiro. Mas para Allegra o dia dos namorados não passava de mais uma data comemorativa que só servia para gastar e dar mais dinheiro para empresas de chocolate e cartões bregas, só. Não que Allegra abominasse o dia dos Namorados, ela só achava que era uma estratégia de marketing com pijamas, shoppings e remédios, e estratégias de marketing nunca eram boas. O rosto de Allegra começava a adquirir uma feição tediosa, não, impossível, Allegra não poderia ficar entediada em uma festa, ela não estava entediada, apenas… sem fazer nada, pensando no que fazer Allegra arrumou o laço que os protótipos de Barbie colocaram no cabelo e chegou mais perto da festa, conversou com algumas pessoas, uma conversa baseada em “oi tudo bem? Festa legal! cade seu par” o que Allegra fazer era revirar os olhos, mas como tinha educação apenas falava que não precisava de um, ela tinha certeza que as pessoas queriam se gabar por ter um par. Tudo bem, já havia passado cinco minutos da festa…Allegra tinha que começar a beber, e como não era uma festa de arromba ela se controlou uma pequena taça de vinho, nada de beber da garrafa, não por enquanto. Primeiro Allegra começou balançando a cabeça no ritmo da música, depois os pés ja estavam na pista e se mexia de um jeito desajeitado, Spotlighs não era a musica mais fácil para se dançar, Allegra ainda nem estava e achava que o vestido poderia levantar e mostrar sua calcinha, mas assim, nada contra mostrar a calcinha ela só não queria que aparecesse. Ouviu uma voz que finalmente acabou com o desastre que ela chama de dançar, era Stella, a filha de Apolo, ela era bem engraçada e mesmo que Allegra não estivesse em posição de juga-lá sobre isso, ela era bem louca
- E ai Stella! - disse em uma certa distância mas avistou a menina que finalmente chegou a festa, e ela estava com Josh, aquele super responsável - Como vão?- perguntou a fim de ter uma conversa sem “Onde esta o seu par?”
-- Só uma festa. – Bufou e revirou os olhos para ela em seguida. Quanto mais Stella falava, menos ele queria que ela houvesse voltado as aulas naquele dia, ou menos ele queria que se conhecessem tempo o bastante, para que ela tivesse intimidade para fazer um ato daquele. – E está bem Stella, certo.—Respondeu-a com um desdém claro na voz, claro que ele não iria contar, claro que – mesmo que seu instinto fosse procurar por Kaya , e logo ele estaria tentando fazer isso – ele não daria pistas ou dicas pra que ela soubesse, mas não duvidava que a ousadia de Stella fosse tamanha para que ela o abordasse dias e dias, com a esperança de que no fim, ele abrisse a boca tão fácil quanto fizera mais cedo. – E não, isso não foi “uma passagem de graça” pra bater em alguém. Só estou dizendo, que não quero dever para você, nunca mais quero que esse argumento saia da sua boca, só isso. – Josh sabia que ela só estava fingindo entender de outro modo para provocá-lo, mesmo assim queria deixar claro. – Nós não precisamos procurar ninguém, mas talvez procurar a mesa de bebidas seria uma boa. Ao menos pra mim.—Não falaria normalmente isso em voz alta, mas talvez as coisas ficassem mais suportáveis com um pouco de vinho. Depois de dizer mais alguma outra coisa, Stella já estava em foco de novo naquele plano maluco dela, e quando ela comentou sobre o antigo fato dele não saber dançar, ele lembrou-se que poderia protestar se quisesse, porém não queria se lembrar com quem ele havia dançando ultimamente. A segunda coisa que Stella disse também ligava-se a Kaya, já que também ligava-se ao fato do seu pé torcido os 14 anos, e ter de ficar ouvindo ela ficar no pé de sua maca perguntando constante mente o que havia acontecido, ter contando sobre isso justamente para Kaya e toda aquela história ridícula.
A melhor parte fora quando ela parou de fazer comparações, ou expor aquela idéia de dançar, e decidiu se focar em outra coisa, que agora ele esperava que também não o fizesse se lembrar de Kaya, porque ultimamente tudo fazia, e já era ruim o bastante fazer isso sem reforços, mesmo que esses reforços sejam inconscientemente dados por Stella. Depois de exclamar algo sobre Allegra e acenar para a outra garota, Stella começou a puxá-lo em direção a filha de Dioniso. E bem, talvez não fosse tão mal assim Stella se interessar a perguntar algo para a outra loira, ao menos Allegra sempre sabia onde estavam as bebidas – não que ele fosse ficar fora de si, só que era uma boa distração para se considerar – Olá Allegra, e bem, estou bem eu acho. – Mentira, e uma mentira mal contada porque “eu acho”é um claro sinônimo de “não saber”, logo, não estar.
Oh, Valentine's Day. Pft, who gives a shit ? · Josh, Stella e Allegra.
A conversa fluiu rapidamente do “Boa noite”, para o “Não Stella, você é maluca, eu não vou nessa festa”. De qualquer modo, ao fim, Stella havia finalmente convencido ele a colocar uma calça jeans e uma outra camiseta, e quando Josh saiu do banheiro, ela estava parada de pé no chalé com aquela típica expressão de quem tomou dez latas de energético e dando pulinhos com um sorriso enorme de satisfação no rosto, e antes que ele pudesse abrir a boca e puxar o ar para outro protesto, a garota de Apolo estava o arrastando para fora de seu chalé, e então em seguida, empurrando suas costas para que ele andasse mais rápido, enquanto ainda dava pulinhos, e dizia um monte de coisas animada. Josh só se perguntava porque diabos, ele estava deixando que isso acontecesse novamente, – lembrando que da última vez, fora Ellie que o fizera ir sem camisa pra tal comemoração, bem, ao menos ele estava devidamente vestido agora – não queria ver garotas e garotos desesperados, nem casais, nem nada do tipo, porque era o último tipo de coisa que ele queria ver ultimamente, ainda mais sabendo quem provavelmente estaria lá, porque convenhamos, ele sabia que ela estaria lá, e bem, o pior de tudo é que ela era o motivo de Stella ter insistido em ir, e em levá-lo junto consigo. Ainda não entendia porque ela estava insistindo nisso, quer dizer, ela deveria entendê-lo, já que Stella era a pessoa com um temperamento mais próximo do dele para esses assuntos, e mesmo assim, ela estava lá exclamando diversos argumentos que ela tinha para que ele contasse quem era ela naquela festa, e que “ele devia essa para ela ainda” e empurrando-o para o local daquela maldita confraternização. E a única desculpa que ele se preocupava em criar para si mesmo, era de que esperava que os vinhos fossem tão bons quanto os da festa anterior.
Já estava para cair em devaneio, e pensar nas conseqüências do que ele estava fazendo, preferiu prestar atenção melhor nos comentários de Stella. Primeiro ela dissera que já havia ido ao local, e que tudo estava muito engraçado e divertido, mas tudo era assim para Stella na maioria do tempo, ao menos no tempo curto que ele passara com ela ao longo dos anos, depois disse que era para lá no lado leste do lago e depois mais algumas baboseiras sobre o assunto que originou toda aquela história de, “ querer saber quem é a garota que faz o Josh ficar babão” falando com as mesmas palavras que as dela. Bem, para a má sorte de Josh, o chalé de Nêmesis e o lago não eram assim tão longes um do outro, e logo depois de um curto tempo já podia se ouvir o som das conversas em vozes altas, a música, e outras pessoas que se aproximavam junto com eles do local. Stella disse algo sobre tomar cuidado para não ser pisoteado pela manada de “gente que acha que namoro é vacina contra todas as doenças para estarem num desespero daquele”. – Eu não teria nenhum problema com isso, se não tivesse vindo. -- Finalmente parou num local no começo daquela festa e virou-se para Stella. – Pelos Deuses Stella, você não vai arrancar mais nada de mim. E estou considerando seriamente, em da próxima vez deixar você arcar com as conseqüências de bater em alguém na arena sozinha.
voce é luz, raio estrela e luaaaaaaaaaaaaaaaar
você deveria sair mais por ai sem camisa... só acho....
Acho que isso já foi constrangedor o bastante por algumas horas.
vc se esforça pra ser assim tão lindo?
Não. Quer dizer, huh, obrigado ?