Desculpe por não me despedir.
Só vim dizer,que não venho mais...

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Desculpe por não me despedir.
Só vim dizer,que não venho mais...
Grey’s Anatomy (2005 to - )
às vezes a gente insiste em ficar em lugares que nunca foram pra gente. e quando enfim sai, não é liberdade, é o fim da prisão.
toda gaiola tem cheiro de casa no começo.
Terminei uma relação. E sabe o que eu percebi?
Os sinais sempre estiveram lá.
Cada palavra cruel disfarçada de “verdade”,
cada vez que eu quis falar sobre o que me doía…
e acabei pedindo desculpas.
Como se sentir dor fosse um erro meu.
Como se ser sensível fosse pecado.
Todas as noites em que chorei em silêncio,
tentando não acordar o mundo,
tentando acordar de um pesadelo que eu mesma escolhi viver.
Eu terminei…
Mas terminei sem te amar.
Porque, no fundo, você mesmo se encarregou de matar tudo.
Os sinais de traições…
as atitudes agressivas, o controle, o medo.
E mesmo assim, eu acreditei que você mudaria.
Acreditei em promessas feitas entre lágrimas e silêncios,
em desculpas vazias e olhares que já não diziam mais nada.
Quando voltamos, sua ideia de resolver foi na cama.
Como se eu fosse só isso.
Foi ali que a ficha caiu:
eu nunca fui um lar.
Fui um corpo, um porto de conveniência.
Estava lá sempre que você precisou…
e você só gostava daquilo que eu te proporcionava.
Mas nunca realmente… de mim.
E foi assim, em um dia qualquer,
sem drama, sem olhar pra trás…
que eu fui embora.
Virtualmente, friamente, em paz.
Hoje sigo conquistando meus passos,
me reconstruindo das cinzas que você deixou pra trás.
E tudo o que você fez,
cada mentira — até sobre a idade, a manipulação.
cada ameaça, cada palavra suja e baixa —
diz muito mais sobre você do que sobre mim.
Você odiava a ideia de me ver livre.
Mas aqui estou.
Eu te odeio?
Por um bom tempo, sim.
Mas até esse ódio é um ponto de transição,
é o que me impulsiona a nunca mais me diminuir.
Porque hoje, minha alma está leve,
minha consciência tranquila.
E você…
você está condenada a ser vazia.
O universo sabe bem o que faz.
Ele me tirou do seu caminho.
E que livre de mim… você permaneça para sempre.
Arrancar meu vestido
Apertar minhas coxas
Vem revolucionar seu corpo
Na minha boca
Vem se encharcar
Nas minhas correntezas
Molhar seus dedos
Com meu gosto
E se perder
Na minha respiração descontrolada
Te convido a escorregar suas cicatrizes, nas minhas, refazer nossas linhas.
Porquê eu acreditei que seria diferente?
18 de outubro de 2024
Aquela frase me doeu de uma forma indescritível....
Jean-Paul Sartre from The Selected Essays
Vivo meus sonhos e ambições, desejando sempre mais. Adoro comprar roupas que refletem quem sou, mudar minha aparência, mergulhar em novas aventuras. A felicidade é meu objetivo. Cercado por pessoas incríveis, ainda assim, a angústia me invade de novo. Escuto música, tento escapar, mas sempre retorno à mesma dor. Sei que, se cair fundo, talvez nunca mais me encontre.
Naquela noite, saímos como tantas outras vezes, duas amigas em busca de descontração após uma semana intensa. O bar era nosso refúgio, um lugar onde podíamos ser nós mesmas, sem máscaras. As luzes baixas e a música ambiente criavam o clima perfeito para relaxar e esquecer os problemas.
Sentadas de frente uma para a outra, conversamos sobre tudo e nada, rindo e compartilhando segredos. Com cada gole, o álcool nos desinibia mais um pouco, deixando as risadas mais soltas e as palavras mais ousadas. Eu te observava, sua beleza sob a luz suave, e não pude evitar me perder em seus olhos brilhantes.
Foi então que percebi algo diferente. O jeito como você me olhava, aquele brilho intenso no olhar, algo que nunca havia visto antes. Era como se, por um momento, o mundo ao nosso redor tivesse desaparecido e só existíssemos nós duas. Meu coração disparou e uma onda de desejo me percorreu.
Você se aproximou um pouco mais, e eu senti seu perfume misturado com o aroma do álcool. Nossos olhares se encontraram e, por um segundo, tive certeza de que você sentia o mesmo. Uma tensão elétrica se formou entre nós, tornando o ar quase palpável. Meu corpo respondeu antes que eu pudesse pensar, uma onda de calor subindo por minha pele.
"Somos apenas amigas, não é?" pensei, mas minhas palavras ficaram presas na garganta. A proximidade, o jeito como você mordia levemente o lábio enquanto me olhava, tudo gritava que éramos mais que isso. Minha mente lutava contra a vontade crescente de te puxar para perto, de sentir seus lábios nos meus, de explorar cada centímetro do seu corpo ali mesmo, naquela mesa de bar.
Você sorriu, um sorriso que me deixou sem fôlego, e sussurrou algo que perdi em meio ao som da música e do meu próprio desejo. Meus pensamentos estavam um turbilhão, a razão tentando se impor enquanto meu corpo clamava por você.
A distância entre nós parecia diminuir a cada segundo. Meus dedos tocaram os seus de leve, um toque que enviou arrepios pela minha espinha. Eu sabia que bastava um gesto, uma palavra, para que aquela noite mudasse tudo. Mas ficamos ali, presas entre o que éramos e o que poderíamos ser, a tensão entre nós quase insuportável.
Afinal, éramos apenas amigas, não é? Mas naquele momento, com nossos corações acelerados e os desejos à flor da pele, eu soube que a linha entre a amizade e algo mais já havia sido cruzada há muito tempo.
Sinto como se meu coração fosse uma vela em meio a uma tempestade implacável, sempre ameaçando se extinguir sob a fúria dos ventos. É uma dor que permeia cada fibra do meu ser, uma agonia que parece não ter fim. E ainda assim, mesmo diante de toda essa tormenta, eu persisto em amar. Por quê? Porque o amor é uma força incompreensível, que transcende a lógica e mergulha no âmago mais profundo da nossa existência. É como se eu estivesse destinada a essa angústia, a esse sofrimento que me consome dia após dia. Mas também é essa mesma intensidade que me faz sentir vivo, que me faz acreditar na beleza das emoções humanas, mesmo quando elas se apresentam na sua forma mais dolorosa. Então, mesmo que doa, mesmo que pareça injusto, eu escolho amar, porque é a única coisa que me conecta verdadeiramente com o mundo ao meu redor, mesmo que seja através das lágrimas que teimam em molhar meu rosto todas as noites.