seu corpo é seu boletim de ocorrência
AnasAbdin

if i look back, i am lost
todays bird

Origami Around
Acquired Stardust

❣ Chile in a Photography ❣
dirt enthusiast

Discoholic 🪩
art blog(derogatory)

shark vs the universe

★
tumblr dot com
I'd rather be in outer space 🛸
d e v o n
Show & Tell
No title available
DEAR READER

pixel skylines
he wasn't even looking at me and he found me
No title available

seen from Malaysia

seen from United Kingdom

seen from United States

seen from Liechtenstein

seen from T1

seen from United States
seen from Malaysia

seen from Switzerland
seen from Singapore
seen from United States
seen from United States

seen from Indonesia

seen from United States

seen from Malaysia
seen from Brazil

seen from Germany

seen from United States
seen from Singapore
seen from United States

seen from Lithuania
@00132
seu corpo é seu boletim de ocorrência
subserviente: sirvo inconsciente e eu acho que nem deus sabe ao quê.
Quais são as melhores escolhas pra minha vida? Como posso beneficiar o maior número de seres que existem? Quem eu amo? Como devo me comportar? Pra onde ir e onde ficar? Terei tempo pra ser feliz, ou a vida é outra coisa?
A vida vale a pena - como diria Fernanda, pouco antes de ser brasileira - presta.
Como deixar que a vida te dê presentes vindos do passado? Com quem compartilhar os frutos das árvores, as que plantamos nos quintais das nossas avós? Por quanto tempo ficar concentrada na palavra - nada - até entender que ela era tudo? Porquê estudar tanto a língua, se ela mora na boca?
Qual o peso do tempo? Porque ele não para? A vida está indo; vindo; parindo: você. A vida está nascendo: eu, tu e eles. Todos chorando pós parto - na perspectiva de uma modernidade neutra:
abaladas pelas paradas de sucesso dos anos 2000, fieis de uma moda retrô essa que não observa o peso leve da pena, e que pena,
que pena meu bem que pena
que o tempo passa mesmo que você tenha passado, perdido o trem e corrido pro óculos de sol compensando o astigmatismo que pena que a idade significa: que o amor trupica; tropeça e cai.
três da manhã e eu ainda tô acordada
sóbria, me olhando de longe sem paciência pros vazios sem tempo pro tédio adiantando trabalho: como se fosse estúpido parar como se fosse muito morrer de rir como se a solidão fosse companhia
sóbria, pensando distante meio passado / meio futuro feito carne em restaurante chique ao ponto: de cozinhar as batatas de expulsar as baratas e contar as moedas virtuais: amanhã eu faço, amanhã eu vou você não consegue mais viver ao meu lado; e eu entendo, também fico me olhando de longe, admirando de longe selecionando o que eu quero ver de mim mesma, e quando sem porquê: então, eu te entendo. são três horas da manhã e eu ainda tô acordada, sóbria.
sandra (sua mente tá poluída pela pressa dos dedos - isso não é sobre sexo, mas deve ter algum prazer envolvido)
palavras aleatórias na memória do HD interno / superaquece tudo menos o coração: você não percebeu que o disco rígido está cheio de merda? (sentada no vaso com o celular na mão)
soterrada de informação inútil: se algo presta eu deixo pra trás - o que é importante demora demais (e eu não tenho tempo a perder / por isso não ganho nada)
se eu pudesse te colocava de frente pro espelho, ainda que você virasse as costas pra mim e eu perdesse a sua cara de susto quando se deparasse com você mesma da mesma forma que eu te vejo:
tentando não parecer boba com sua franja no meio da testa, colecionando boas noites como se o dia dependesse do beijo na testa - que a franja não deixa (acho que descobri porque você cortou)
colocando todas as expectativas nos lugares errados pra não se decepcionar com o que realmente importa.
trocando as fechaduras por segredos menos seguros para que seja mais fácil sair e entrar.
de frente consigo mesma como se fosse outra pessoa porque você nunca se enxergou de verdade: sempre viu com os olhos do relógio de pulso - rápido demais pra apreciar o tempo passar.
prefiro o silêncio.
baby, eu escrevo poesia, eu sei o que é mentira quanto se trata de sentir e falar, poetas não engolem placebos. honestamente, mal posso esperar de morrer de amor de novo mas não por você, eu nunca te amei porque você é incapaz de amar de volta - e eu não acho que o amor é uma estrada só de ida. você quer ser a pessoa que é boa sem mover uma palha pra isso, como se eu fosse me contentar com palavras - e achar que está tudo bem.
acho que você é artista mesmo
tem-que-se-colocar livre a-cabeça tudo aquilo que você quer lembrar: esqueça. precisa-se abrir espaço, para que a arte apareça: solitária feito um vento no deserto do saara. você precisa passear pelas suas memórias, como quem visita um museu: tentando também ser uma obra de arte em meio ao quadro que soma história, arquitetura e muita dor. não pode ter medo de comer tinta, não pode ter medo de derramar o vinho, você precisa de ingresso para criar: e você não o compra em lugar nenhum -além do seu coração, ele precisa estar cheio - tão cheio que se despedaça e o convite para a arte apareça. também tenha um relógio, Daqueles de pulso - para que você evite se matar; qualquer punhado de terra nos pés, um pouco de água nos cabelos; e olhos tão perdidos que ninguém possa achar. você não precisa saber o que quer, mas é bom que saiba o que não quer. com o tempo, você começa a criar como necessidade básica, consegue colocar no mesmo lugar que a sede, que a fome, que o seu xixi e seu cocô, você se suja e se limpa com arte, e se você não conseguir parar por nada, você come arte, você respira arte: e com o tempo, ela te sustenta. só o tempo pode te explicar isso, e só alguém pode te dizer: você é artista.
protagonista
atravesso a rua fora da faixa de pedestre; os carros que parem que me atropelem: o problema é deles, eu estarei ferida. e os feridos? e vida cuida - anestesia e caso seja o caso, eu morro de novo. mas: quem dirige o carro, quem te atropela vai ter que lidar com a vida - e ela só cuida das feridas. você só estava fora da faixa de pedestre porque era a protagonista; ali era melhor - cenário para os olhos verem, ângulo para os pés correrem, eu não podia esperar o carro passar: eu não podia impedir os acasos; eles que geram o clímax, te tiram do chão pra te devolver o ar te dão a chance de se curar - da síndrome de protagonista.
peço que fique comigo
não é sobre você, acredite, não é. tudo é muito mais parecido com meu desejo de viver algo que seja tão bom quanto ficar de olhos fechados - e todas as coisas que me lembram você não estão mais aqui, exceto a memória - essa, coitada, não sei onde deleto - as vezes a bicha tenta atrapalhar minha paz, confunde o presente e me leva pro passado, e nessa altura eu nem sei mais se ele existiu.
mas acredite no que você sente, o que você vê é diferente, e só muda quando você age. peço que fique comigo, até que eu esteja segura pra te deixar.
como era antes
não me lembro como fazia para centralizar os pensamentos em um texto: era mais simples quando eu não precisava respirar em intervalos e correr entre os acasos pra dar conta do coração batendo até que se prove ao contrário.
talvez seja o papel que falte, excesso de símbolos brilhos nas retinas adrenalinas talvez seja o papel o sulfite sem linhas solto como deveria ficar meu pensamento em uma página em branco, não cercada de botões em uma realidade paralela; talvez o secreto seja tão simples, como era antes.
eu não estou chateada
cansada, obcecada, desnorteada, paralisada, talvez travada, - eu não estou chateada mas a casa está vazia talvez ela seja de deus acho que a solidão é sagrada
sem bloqueios no sinal: trânsito livre como a esquerda - de verdadeiras intenções - e eu poderia te prometer eu poderia virar herói mudar por você mas eu fico melhor só; e ninguém sabe disso.
vim de outro mundo
onde os corações batem tão forte que é impossível não sentir.
todas as notificações silenciadas
no campo minado do sentir culpa pelos traumas que nem regressão, nem psicanalise, nem retiro, nem falta de juízo, nem arrancar o siso, vai conseguir responder como traduzir a tua cabeça pra um ser comum: daqueles que saem de casa no meio do caos de um governo caótico, sem direção de esquerda e direita, pilotando uma ferrari arranhada pelas influências das culturas do norte. Ninguém vai te explicar melhor do que suas paranóias onde você deveria pisar leve. preserve qualquer sensação de calma, causada pela falta de palavras sobre suas más decisões feitas na madrugada, enquanto você achava que o correio servia pra amar a vida como pombos que pegam metrô pra Amsterdam na esperança de parar num coffe shop e ser alimentado com mais que migalhas de convivência social: there's something in your language, it sounds like a bird singing, it's portuguese or spanish? my dear, não dá pra fugir da Síria esperando encontrar sua árvore genealógica espalhada pela plantação de humanos feita pelos colonizadores com sementes podres, se você tivesse mais paciência para ler sobre a escala de fitzpatrick entenderia minha agonia ao te dizer que you don't fucking care about my desires.
o peso do passado apagado pela ânsia do outro de comer mais que batatas sem sal, o cheiro o peixe frito num grude de maresia, as coisas dos trópicos, meu bem, as coisas tropicais são mais difíceis de explicar pra quem não conheceu as mazelas dos óbvios. Bundas ritmadas num espaço curto do tempo separado no fim da semana pra fazer de conta que não tem erro ser fadado as nostalgias geradas pelas separações inevitáveis do teu ego e teu espelho. Qual o mal de admitir que você é melhor do que pensou que era? if money come home, lentamente rápido quando você vê o tempo vale mais, as notas encontram paz nas mãos que as deixam ir você pode fazer o que quiser no jogo imobiliário mas a mais valia vale mais do que nos anos 90, 80, 70 you can't run away from yourself ou vai cair prove me wrong and I make a million dollars just for you to shut up.
saudade de voltar pra mim (sem o que eu sabia agora);
do tesão da dúvida sobre o que poderia - ser tão bom. aquela ideia de que tudo era menos fácil me dava gás pra fazer melhor. agora parece tudo tão simples: eu sei que me viro - não morro de fome, de frio, de libido. não vou morar na rua - se não quiser. eu sei, não enlouqueço tão fácil, morrer não é piscar olhos. eu sei que amores existem, sexo pode ser bom com qualquer um - se eu quiser.
saudade da mesa, da sala, até da gaiola: apago a memória da sua sombra na janela entre as grades e a curiosidade, empretecendo seus cabelos brancos ralos e mascarando sua pele de noventa anos em 2023. eu tô com saudade da voz, do tom de preocupação com as asas dos aviões que eu pegava toda semana. eu tô com saudade das suas dúvidas, do seu passo lento; bengala de madeira que meu ex te deu e você quase bateu na minha cabeça porque não tava velho pra isso. não tava pronto pra isso. não queria saber daquilo de se apoiar em algo que não fosse as próprias pernas - os mesmos caminhos pra feira, pra pinga da manhã, pro riso de manhã, mesmo que tudo provasse o contrário da felicidade, saudade do tédio que você assentava com calma, o tic tac do relógio não incomodava quando eu tinha pra onde voltar - e você estava lá.
do churrasco de domingo na casa rosa, que alguém puxava quando não tinha nada melhor pra fazer do que pensar em merda e comer bicho morto, bebendo milho fermentado com pessoas que se revezavam entre linguiças e nossos futuros separados. saudade da roupa de cama, do meu colchão, da máquina de lavar roupas e da quantidade de coisas acumuladas que eu não sabia onde pendurar mais - dos prêmios e suas surpresas, de tudo que deu certo enquanto você estava comigo - e tudo que poderia dar certo se a gente não tivesse se deixado dormindo acordado por tanto tempo.
mas a maior saudade é voltar pra algum lugar conhecido, qualquer um: tá tudo tão diferente depois que virei do avesso minha cabeça que eu acho que meus olhos ficaram do lado contrário.
eu gosto do que vai embora, mas porquê gostava quando ficava: trem, ônibus, carros antigos e memória mas você gosta de mim: ontem.