"Não há chance de voltar ao que era antes. Atravessei tempestades, sobrevivi a poços profundos e colecionei ilusões. Esta versão atual é tudo o que me restou."
#Leviev

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@13beachesblog
"Não há chance de voltar ao que era antes. Atravessei tempestades, sobrevivi a poços profundos e colecionei ilusões. Esta versão atual é tudo o que me restou."
#Leviev
Não perdi tempo alimentando o futuro de um passado que não teve chance de acontecer mas usei o tempo que me coube para construir uma nova versão.
Maxwell Santos
Pensar em você me queima da cabeça aos pés.
Nunca fui sepultada,mas já morri tantas vezes que até perdi as contas.
Diga-me
Diga-me,como me sentir viva outra vez?
eu sempre estive sozinho. hoje eu parei e concluí: a solidão foi a única coisa que sempre esteve comigo durante esses anos todos.
Carta ao meu eu do futuro:
Ei, amor…
Eu sou você, só que depois da tempestade.
Eu sou a que não entendeu nada no começo, mas um dia acordou e viu que não precisava mais que ele voltasse pra se sentir inteira.
Eu sou a que chorou todas as noites e achou que ia desabar…
mas percebeu que tava só mudando de pele.
Eu sou você quando se lembra que é feita de mar,
não pra se afogar, mas pra abraçar a imensidão da vida.
Ele não te ama.
Mas você ama.
E isso já faz de você maior do que ele jamais conseguiu ser.
Um dia você vai se olhar no espelho e não vai mais ver o rosto de quem sofreu.
Vai ver uma mulher que sobreviveu e renasceu.
E quando esse dia chegar, você vai sorrir com o coração e dizer:
“Obrigada por não desistir de mim.”
Te espero aqui, firme, brilhando.
Com amor,
a mulher que venceu.
Ela era mar.
Mas passava a vida lançando boias pra homens que nem sabiam nadar,
e pior nem queriam aprender.
Ela achava bonito salvar.
Bonito amar até doer.
Bonito resistir à correnteza enquanto segurava o barco dos outros com as próprias mãos.
Ela achava que amor bom era aquele que desafiava a paz,
que tirava o fôlego,
que machucava um pouco
mas que, no fim, valia a pena.
Só que no fim…
não valia.
Era ela, sozinha, afogada nos próprios silêncios,
escondendo o choro atrás de sorrisos que ninguém perguntava se eram verdadeiros.
Ela se moldava, se dobrava, se encolhia pra caber em amores pequenos demais pra conter um coração do tamanho do céu.
E quando ousava crescer,
era chamada de “difícil”, “intensa”, “demais”.
Demais pra quem só sabia amar pela metade.
Metade presença.
Metade promessa.
Metade homem.
Ela foi ficando cansada.
De remar sozinha.
De ser salva-vidas de quem nunca quis ser salvo.
Até que um dia,
ela entendeu:
quem vive salvando, se esquece de viver.
E naquele dia não houve grito, nem drama, nem cena.
Ela só parou.
Parou de implorar, de justificar, de aguentar.
E pela primeira vez, não se sentiu culpada.
Se sentiu livre.
Porque amar não é se perder.
É se encontrar no abraço de alguém que não te solta quando a maré sobe.
E até lá…
Ela aprendeu a nadar sozinha.
Com elegância.
Com força.
Com fé.
Com ela.