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literally a battle against yourself.
˖ ᡣ𐭩 ⊹ ࣪ ౨ৎ˚₊ what I'd drop if I died
excuse my language, been too hard lately
Zahia Dehar Paris, Palais Chaillot 25 January 2012
people who are mean to others for no reason pmo
A beleza da mulher e sua fragilidade
A mulher, em sua sutileza, carrega uma beleza que não precisa se explicar.
Ela é presença que ecoa — mesmo em silêncio.
Cada marca é uma história calada,
cada cicatriz, um traço de pincel no corpo do tempo.
Ela é pintura em carne viva.
Mulher, com sua fragilidade, transforma a dor em arte.
É artista do invisível —
escreve com lágrimas, canta com medo, dança mesmo ferida.
Essa é sua força:
converter o trauma em beleza,
o cansaço em poesia.
Do toque dela nascem canções que embalam o mundo,
versos que salvam,
quadros que gritam,
leis que tentam conter o horror que ela conhece desde o berço.
Porque ser mulher é ser esquecida e lembrada ao mesmo tempo:
no poema e no processo.
Na arte e no artigo de lei.
Ela inspira sonatas, romances, manifestos e esculturas.
Mas também precisa do Código Penal pra não morrer.
Porque o mundo a venera em tela —
mas a fere na rua.
Ser mulher é dor:
a gente nasce dela, e muitas vezes morre com ela por dentro.
Cada mulher carrega uma ferida ancestral,
e se for mãe, carrega outras que não são suas —
dores herdadas, dores futuras.
Em dias como hoje, quando a solidão me aperta o peito
e o mundo parece grande demais para o que sou,
ser mulher pesa.
Pesa como tinta úmida numa tela imensa,
como palavra engasgada num poema inacabado.
E ser mulher jovem dói ainda mais,
porque é viver sob o peso do não saber:
o medo de falhar,
de não bastar,
de não se bastar sozinha.
Hoje sinto medo.
E saudade.
E uma vontade funda de me esconder dentro de uma canção,
ou de um quadro antigo onde tudo ainda era inteiro.
Mas sigo.
Como verso que não rima,
como lei que ainda não protege,
como arte que não precisa ser compreendida pra ser sentida.
Textos e poesias autorais da @giiiane.