É ela. Sempre foi e sempre será.
A flor mais linda que meus olhos tiveram o privilégio de enxergar, ela sempre virá.
Virá com graça, delicadeza, sabedoria de 1000 anos e uma beleza estonteante.
Estonteante tal qual um carrossel descontrolado, que te faz girar e girar, até que ele pare e você não vê tudo como antes.
Antes eu pensava que só podia existir ser mais belo em meus sonhos mais profundos.
Profundos como os oceanos mais carrancudos! Que deixam as embarcações afundarem em meio à tempestades e inundam as terras firmes do mundo.
Mundo completamente transformado em poesia, melancolia pura e pó de fada quando me... beija com aqueles lábios.
Lábios que só podem ter algum encanto, logo no primeiro toque me deixam viciado, condenado à sentir-me interditado.
Interditado. Preciso de um minuto. Antes que tudo vá por água abaixo.
Abaixo dela, é meu lugar. Acima é posição de divindade, é lugar de autoridade.
Autoridade do meu coração... que não aguenta mais ser comandado.
Comandado por quem não vê minha essência e meu interior. Por quem não sente mais sabor.
Sabor de verdade, bem temperado. Sem artificialidade.
Artificialidade é sempre bem-vinda hoje em dia. Não interessa mais a profundidade.
Profundidade faz você se afogar em expectativas e idealizações, desejos, fantasias e borrões de tinta.
Tinta branca, cinza... sem graça e nem textura. Rasa. Pintura abstrata. Rabiscos sem pé nem cabeça. Não é uma obra bonita.
Bonita é a flor. Que mesmo me machucando com seus espinhos, eu continuo pensando em como é bela.
É ela. Sempre foi e sempre será.