Aegon Velaryon || P.t 2 - Aegon Velaryon
Pouco mais de meio século antes da guerra, o pequeno Aegon Velaryon ecoava o seu choro de nascimento pela casa matriarca, descendente direto dos primeiros Velaryon da península, quando a grande ilha tinha apenas uma faixa de areia e grama que os ligavam ao continente. Quando ainda era pequeno, uma criancinha da cabeça ruiva e olhos tão azuis quanto o céu, aprendeu a manusear arco e flecha, montar em cavalos e se aventurar pelas florestas mostrando sua intimidade, ainda maior que a dos seus irmãos Jaehaerys e Rhaenyra, com a natureza a sua volta e um exímio nadador como um bom Velaryon deveria ser.
Aegon se tornou um jovem esguio, forte, esbelto e habilidoso e ainda que tivesse um laço afetuoso com o lugar o qual cresceu, em seu âmago sentia que não pertencia apenas àquele lugar, sentia-se parte de uma coisa maior.
Foi contestado por seu pai, Maekar, quando começou a demonstrar desejos de partir e seguir a vida cheia de aventuras que almejava, dada a sua curiosidade. Sem obstáculos obteve a benção do homem, já com os ruivos grisalhos, que cedeu um de seus melhores barcos para ele, mas Aegon o recusou de bom grado e se despediu da sua família partindo sua aventura por terra.
Passou os próximos anos viajando por todo o continente encontrando orcs, halflings, mais elfos, anões e os humanos. Dada sua natureza curiosa, Aegon permanecia meses em meio àqueles que eram diferentes aprendendo suas culturas e formas de vida e, até mesmo, algumas técnicas com os amigos que fazia em suas viagens. Com isso, o então rapaz Velaryon herdou a força e as formas de luta dos orcs, a coragem e o treinamento dos halflings, a sabedoria e habilidade com armas dos anões e a diplomacia dos humanos, para além das suas habilidades elficas natas.
Quando a guerra começou Aegon voltou para sua casa, a fim de proteger sua família e estar com seus semelhantes, embora fosse contra a tudo o que estava acontecendo, pois defende que as cinco nações – como passou a chamar cada grupo de raça – deveriam continuar como estavam, cinco. Entretanto, não pôde fazer muita coisa e viu vários dos seus amigos perecerem no campo de batalha e sentiu a dor de cada um deles.
Hoje, com mais de um século de vida, Aegon continua sua vida aventureira e visita sua terra natal de tempos em tempos adotando o emblema de sua família fundado no pós guerra: o cavalo marinho prata, com cauda e braços de peixe, no fundo azul esverdeado sobre o emblema “os antigos, os verdadeiros, os bravos”. Seu irmão Jaehaerys se tornou o novo mestre dos mares do castelo de Aurelia e sua irmã Rhaenyra assumiu os negócios do pai após o falecimento deste na batalha e sua mãe, Daena, que outrora fora uma grande guerreira, agora segue uma vida pacífica em comunhão com a natureza passando seus ensinamentos para as crianças da península.
Aegon se perdeu em seus anos e já não mais sabe a idade que tem, e não se importa com isso, então procura viver a sua vida como se no dia seguinte fosse cumprir seu segundo século e vier como um ancião e, atualmente, cultiva suas atuais amizades com o rei Tevan, com quem mantém uma amizade militar oferecendo sua ajuda com informações úteis que possam protege-los, uma vez que Fydoria não possui uma força militar significante e com o guerreiro Thorshan, por quem nutre uma genuína amizade de companheiros para a vida.