“O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.”
— Friedrich Nietzsche.
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“O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.”
— Friedrich Nietzsche.
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Porquerolles by Amélie Roy
Ser mulher não é fácil. E quando dizemos isso, a maioria dos homens acha que é puro exagero da nossa parte. A verdade é, que a mulher é tão complexa, que aposto que a maioria não entende nem a si própria. E não por falta de tempo, mas por excesso de complicadeza. A mulher nasce sendo uma, cresce tendo que escolher entre milhões de opções, e quando erra, haja ouvido pra tanto desespero. Vivemos esperando por detalhes, que nunca acontecerão. Esperando por palavras que nunca serão ditas. Sentimos dores que pouquíssimos tem a capacidade de imaginar. Queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos que nossos planos dêem certo, sem paciência para esperar. E me diga: que mulher que tem paciência pra esperar os homens as entenderem? Nenhuma, minhas caras… Nenhuma. Por mais que, vezenquando, podem aparecer aquelas raríssimas exceções. Aquelas que esperam quanto tempo for necessário numa fila de liquidação, para simplesmente, ganhar o sonhado pedido. Existem aquelas mulheres que sonham, aquelas que lutam, aquelas que sorriam mesmo com centenas de problemas a assolando. Existem aquelas que esperam um príncipe encantado chegar num cavalo branco e aquelas que só querem viver e que dizem palavras como “tudo tem seu tempo”. Existem aquelas mulheres que amam sem pedir nada em troca, e aquelas que pedem carinho ao mesmo tempo que recebem. Existem mulheres que vivem para ajudar, mulheres que ajudam pra viver. Mulheres que sofrem, mas que mesmo assim, fariam tudo de novo. Existem mulheres doidas por um sonho de consumo, e mulheres doidas de amor. Mulheres que choram, esperando um consolo. Mulheres que esperam a vida surpreendê-las. Existem mulheres de todos os gostos, tipos, personalidades e carisma. Mas uma coisa é certa: Quero ver alguém dizer que não somos a coisa mais perfeita criada por Deus. Mulheres são simplesmente… Mulheres.
“Eu amo e só. Não espero que as pessoas entendam. E já tive todas as provas de que não entenderão. Eu amo com um ponto final, e sempre arco com as consequências disso. Pois vivemos num mundo onde os motivos valem mais que qualquer definição findada. Não se pode fazer nada sem um motivo, e amar, não é exceção. Eu queria que fosse diferente. Eu queria que as pessoas entendessem como eu, que sempre será um mal negócio amar, enquanto for preciso haver um motivo pra isso. O que necessita de motivo para existir, tem inevitavelmente motivo para acabar. As pessoas mudam. As situações da vida mudam. Manter motivos para que algo não acabe é praticamente impossível. Não digo que temos que amar mesmo que não haja motivos. Mas acredito que amar sem motivos é essencial. Dar motivos para ser amado é o mínimo que se pode fazer em troca. Mas amar, não pode ser dependente de motivos. Amar uma pessoa não significa que essa pessoa não lhe faça mal. E nessa situação, ficar junto dessa pessoa pode ser o errado a se fazer. Mas isso não quer dizer que não se deva amar. As pessoas tem implantadas em si uma lógica de que só se deve amar quem tem os requisitos mínimos para ser amado. Eu, acredito que as pessoas nunca conseguem os requisitos mínimos pra nada pois a vida é um caminho só de ida, onde mudamos dia após dia. Amar vem sem motivo. E essa crença implantada ao longo de nossas vidas sobre o “porque amamos”, faz com que misturemos as coisas. Se amamos, amamos e pronto, tentar criar motivos de porque não amar é impossível. Podemos encontrar motivos para não estar juntos de tais pessoas, mas motivos para não amar, isso é torturante. Nenhum sentimento de amor se vai verdadeiramente. Coisas assim não somem. Esses sentimentos encontram lugares dentro de nós onde não vão atrapalhar nosso continuar. E tentar encontrar uma maneira de “desrealizar” esse sentimento é deixar de encontrar o melhor lugar para ele dentro de nós. Tentar convencer-se de que não se ama, é como tentar entender que o frio é só psicológico. Talvez seja apenas psicológico, mas se convencer disso não lhe fará deixar de sentir frio… talvez você consiga ignorá-lo, mas isso irá te adoecer com o tempo. Não há explicações de onde vem o amor. E não sabemos para onde isso vai. Mas é existente, e não pode ser negligenciado. É possível um amor nascer por haver antes os motivos… Mas só será amor mesmo, quando esses motivos deixarem de existir e o amor permanecer. E nessa hora é que precisamos estar cientes desses fatos pois, a falta de motivos para amar nos impõe duas escolhas: Mostrar que o amor existirá mesmo sem motivos, mas que isso não significa que temos que continuar na vida de quem amamos. Ou, entender o que se passa na vida do outro e tentar buscar meios para que os motivos voltem ou se crie novos motivos para ficar. Mas em nenhum desses casos se deve achar que o amor acabou. Amor não se acaba. Se acabou, não era amor. Madre Tereza disse uma vez uma coisa com a qual eu concordo: “Não ame pela beleza pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.” Repetindo o que acho sobre isso, o que necessita de motivo para existir, tem inevitavelmente motivo para acabar. Reveja seus amores. Tentar matá-los ao invés de encontrar seu verdadeiro lugar dentro de si, pode ser o real motivo de doer mais do que deveria. Ame e ponto. O resto a gente busca formas de “administrar”, porque o resto dá pra fazer isso, como amor não.”
— -Jet’ (Amor outra vez rs)
“Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la.”
— Augusto Cury
“Ele é incrível. É muito sexy. Muito inteligente. E ele faz uma coisa que me deixa louca. Quando ele lê e está realmente concentrado, ele toca os óculos e torce a ponta do nariz ao mesmo tempo, assim. Toda vez que ele faz isso eu me apaixono por ele.”
— Sense8.
“Adeus. Nunca pensei que chegaria esse dia, mas aqui estou, me despedindo de você. Quem sou eu para amar por dois? Não tem como, aguentei até onde pude. E bom, tem hora que me arrependo por ter feito isso, pois machucou demais. Só cansei dessa dor, dessa tristeza sem fim, passou da hora de dar um basta nisso. Não vou pedir para se lembrar de mim, sabendo que não tem capacidade para isso. Sinceramente, você nem merece esse texto, mas enfim, adeus.”
— Ilusões de Esther.
Paixão é foda, entretanto seguindo a lógica é melhor do que prisão de ventre. Sensação labiríntica, de fato é como se fosse um vírus que faz a gente ficar totalmente idiota e perder o bom senso e o pior de tudo é que não existe antídoto nenhum. Você fica completamente retardada, faz com que sua vida orbite aquela pessoa, é o mesmo que se drogar, mas sem a maioria dos efeitos colaterais mais graves. Dizem que se apaixonar é estimulante, aumenta sua energia e entusiasmo, porém causa dependência. Por mais que vários precisem ou gostem ou até mesmo sinta falta não há quem negue que apaixonar-se seja ruim. Eu não queria estar apaixonada, porém é inevitável, não queria sentir falta como se estivesse faltando um pedaço meu. Não queria essa necessidade viciosa de sentir o seu perfume. Eu não queria essa fome da boca e do corpo dele. Nunca desejei alguém do meu lado para conseguir dormir em paz. Nunca quis precisar da voz dele pra me ajudar a pensar mais claramente. Eu só queria poder usufruir tranquilamente de uma eventual companhia agradável. Sem a angústia impertinente da saudade. Sem a palpitação cardíaca que antecede a cada menina que se aproxima dele. Sem precisar arquitetar planos mirabolantes pra conciliar o tempo e viabilizar pelo menos um encontro em meio a todas as obrigações entediantes que a vida impõe. Eu não queria acordar ao lado dele e perder horas vendo-o dormir. Eu não queria lembrar a cada vez que ouço músicas românticas. Não queria ter de arcar com o desejo quase doloroso de sua carne contra a minha. Não queria querer escrever este texto. Eu queria paz, porém a minha paz é do seu lado.
Jhennifer Werneck (via abreviadas)
“Minha mãe sempre diz: Não há dor que dure para sempre! Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos! E apesar de saber de tudo isso. Por que algumas dores duram tanto?”
- Chico Buarque
“Gente, sério. Chega! Chega de ansiedade, comparação, ciúme, cargas altas de trabalho, inveja, baixa autoestima, depressão. Chega desse clima competitivo até entre suas amigas. Chega de coisas que acabam com nossa saúde mental. É claro que momentos delicados acontecem e vão continuar acontecendo o tempo todo. E faz parte, tá tudo bem. Mas tenho novidades: Você é uma pessoa. Você tem muito mais controle da situação do que pensa. A gente pode sim se esforçar para ser mais empático com a dor do coleguinha, pra entender quando o crush quer sair sem você, para agradecer tudo aquilo que você já tem e não despejar todas as suas expectativas em cargos, status, viagens, fotos. Você tem consciência. Você realmente pode fazer disso algo para se pensar com mais frequência. Eu não quero que você seja perfeito, ninguém nunca vai ser. Mas você tem a comunicação literalmente nas suas mãos, cara! E se todo mundo fizer sua parte, aos poucos vamos perdendo essa herança cultural gananciosa, invejosa, tóxica. A gente pode mudar! Vamos cuidar da gente, pra depois cuidar do mundo!”
— Ellora Haonne.
A Impontualidade do Amor
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Martha Medeiros