໒ gods, do you hear me ? do you exist ? in case you're paying attention: — go fuck yourself.
Por favor, aplausos para BEXLEY “BEX” HOROWITZ , nossa representante do DISTRITO 7! Se não me falha a memória, essa graciosidade tem apenas VINTE E SEIS ANOS e vem se destacando desde que foi SORTEADA na Colheita, especialmente por sua habilidade com A CARPINTARIA e por ser DESTEMIDA e ORGULHOSA. A verdade é que toda Capital não vê a hora de descobrir o que esse rostinho angelical é capaz de fazer!
HABILIDADE: Carpintaria. Bex tem a capacidade de beneficiar a madeira em qualquer objeto útil, especialmente, armas e ferramentas. Arco e flecha, objetos perfurantes. Para além desse uso, também consegue utilizar da madeira para móveis. A habilidade a permite em especial para o massacre, criar abrigos, armadilhas, tendo a matéria-prima.
VITORIOSO: Elowen Horowitz, avó de Bexley, vencedora da 59º edição dos jogos.
EXTRA: Bex é uma mulher bissexual.
WANTED CONNECTIONS.
A ilusão em dor. A pouca idade permitia que Bexley crescesse em torno de um certo distanciamento para com a realidade em que vivia. Embora, as dificuldades existissem, havia um certo brilho em torno delas; em como sua mãe fingia que os pacificadores eram pequenos soldados, como os machucados presentes nos adultos eram fruto da lida com árvores mágicas, fazendo com que a criança sorrisse, achasse até graça e desejasse por uma vida como aquela. Ter uma ganhadora dos jogos na família era uma honra, imaginava Elowen – a avó – sempre em uma aura dourada em torno, um troféu em grandiosidade, aplausos. A ilusão. Quando questionava a avó como havia sido, ela sempre evitava os detalhes mais difíceis, as mortes, a fome, o caos. Lembrava-se de sempre pedir para que a avó a contasse sua trajetória como uma história de ninar. A verdade em honra. Quando precisou enfrentar as árvores magicas, elas não mais tinham um brilho. Um ano mais tarde do que lhe era comum, enfrentou o trabalho do distrito sete, as unhas sempre com lascas de madeira, os olhos ardendo. Junto com o trabalho, reconheceu a verdade por detrás dos jogos, talvez um pouco antes até, mas havia aquela inocência na consciência, ou medo de que a vida fosse somente aquilo. Por um tempo, a honra de Elowen, e tudo o que ela conquistara após vencer o jogo, não era mais o bastante para manter a família, para que Bex tivesse ânimo, ainda que o orgulho existisse, mas não mais a vontade de ser ela uma vencedora daqueles massacres. A raiva em sacrifício. Estava ao lado da família quando a centésima edição fora anunciada, de mãos dadas com a avó, percebeu o semblante dela transformar-se. Alguém dissera ‘nós vamos dar um jeito’ e ela não conseguia recordar-se de quem aquela voz pertencia. Depois, ouviu um ‘ela não pode ser uma opção’ sendo sussurrado pela casa e de novo, além da compreensão, deixou passar a informação mais importante. Um dia depois, o corpo da avó estendido em uma cadeira de madeira, a boca cheia de espuma, os olhos em sangue, a pele roxa – veneno. Soubera ali o sacrifício que ela havia feito, na tentativa de salvar Bexley, mas de nada adiantou e quando seu nome saiu no sorteio dos tributos, soubera que estava sendo punida.
É nítido a raiva de Bex para a capital, ela sabe que seu nome fora colocado no sorteio em punição, uma forma de invalidar o simbolismo do que sua avó fizera.
Uma parte dela, gostaria de não ter disposição para os jogos, se deixar derrotar e que seu destino fosse o menos cruel possível. Porém, pela ousadia da capital e pensando no que sua avó fez, ela quer ter oportunidade de ao menos, fazer com que se lembrem dela – nem que seja no centro da arena, ateando fogo seja em si ou qualquer um que a alcance.















