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faz apenas um ano que gisele castañeda foi contratada como residente na emergência no st. cosmas, mas parece uma vida inteira! aos vinte e oito anos, gigi tenta negar, mas a verdade é que nem todas as horas no plantão do dia a tornam menos evasiva, embora também não apaguem sua perseverança. é comum que a confundam com uma versão mais cansada de gabriela andrada ao cruzar com ela no corredor, mas quem a conhece profundamente sabe que lembra mesmo café expresso duplo sem açúcar, marca de mordida na caneta & cabelo bagunçado.
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nome: giselle castañeda apelido: gigi, ellie idade: 28 ( vinte e oito ) anos nascimento: 15 de abril de 1998 local de nascimento: east los angeles gênero: feminino pronomes: ela / dela sexualidade: bissexual ocupações: residente na emergência do st. cosmas teaching hospital & trauma center idiomas: inglês & espanhol fluentes hábitos específicos: morder a tampa da caneta; colocar caneta no cabelo; deixar os óculos na ponta do nariz; esfregar as têmporas; dançar na sala de casa para desestressar; animais de estimação: uma calopsita fêmea chamada henrietta em homenagem a mãe da medicina moderna vícios: café espresso sem açúcar, álcool e cigarro traços positivos: perseverante, generosa, independente traços negativos: evasiva, rígida, impaciente segredos: foi amante da melhor amiga, que tinha um relacionamento com seu melhor amigo inspirações: luisa madrigal, emily charlton, theo crain, matilda, elphaba, angelica schuyler…
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de família imigrante, e humilde, sendo a primeira a nascer no país — embora não fosse a filha única, giselle cresceu com o peso de precisar se tornar alguém que levasse a família para o sucesso financeiro. enquanto os irmãos mais velhos se divertiam em festas, ela observava de longe com pilhas de livros dividindo-os e a mantendo afastada de uma vida minimamente social e satisfatória. o insight de que seria médica veio em um dia, aos onze anos, onde precisou acompanhar os pais até a emergência por um episódio irresponsável do irmão que quase o levou a morte;
apesar de todos os defeitos do sistema de saúde e da dívida que seus pais passaram anos enfrentando e ainda enfrentam, giselle ficou maravilhada com aquele ambiente onde tudo era adrenalina, onde profissionais eram sérios e capazes como heróis, mas também conseguiam ser gentis e atenciosos. os pais, é claro, incentivaram, visando o dinheiro que a filha poderia receber em uma área tão renomada;
a partir da decisão de que seria médica sua vida se voltou totalmente para os estudos da área, dedicando-se a atividades extracurriculares na escola para facilitar no processo de candidatura de bolsas para faculdades pelo país. descobriu também certo amor na arte e foi através dela que conseguiu a tão sonhada bolsa — a família jamais seria capaz de pagar pela faculdade de giselle. entrou para a university of califórnia e quase seguiu o mesmo padrão de vida, totalmente focada em estudos e carreira. quase… até que conheceu valerie e paul;
pelo campus da faculdade era possível ver o trio o tempo todo juntos, grudados, mesmo que fosse para fazer nada. quase inseparáveis. os primeiros amigos reais que giselle teve em toda a sua vida, não apenas conhecidos com quem trocava atividades escolares e fofocas eventuais sobre a família martinez do apartamento de cima. poderia dizer que aqueles dois eram sua família;
então eles começaram a namorar. e giselle achou que acabaria sendo jogada de lado, uma vela que eles iriam excluir em algum momento para viverem o relacionamento. mas o que aconteceu não foi exatamente isso. os olhares passaram a ser frases diferentes soltas ao vento, flertes discretos e proibidos e quando se viu estava na mesma cama que valerie sem que o melhor amigo soubesse que estava sendo traído por elas;
era amor que sentia? não necessariamente. giselle não tinha tempo para amores, relacionamentos. ela queria ser uma médica de sucesso, de dar orgulho para os pais. mas valerie queria algo e giselle não estava necessariamente nesse algo. apesar do pequeno caso ter se mantido por meses e meses, ela foi a madrinha de casamento de valerie e paul. vestida com a vergonha e arrependimento, na noite em que terminou o caso com a amiga, veio também a notícia da gravidez de valerie. parecia cruel demais para ser verdade, mas tentou se confortar ao pensar que havia acabado. focaria em sua vida, sua carreira — a faculdade estava acabando afinal!;
a prova para residência não tinha sido fácil, mas ter seu nome no topo da lista limpou a alma de giselle. estava tudo se encaminhando para o que ela sempre quis, o primeiro ano de residência tendo sido puxado, humilhante e com dias infernais, mas a alma work-aholic só sentia gratidão. parte dos ganho financeiro ia para seus pais a pedido (ou exigência) deles. vivia num apartamento minúsculo e bagunçado, mas todo final de dia tinha o sentimento de dever cumprido ao salvar uma vida, ao receber um simples “obrigado, doutora”. as mortes a assombram, mas ela se forçava a seguir em frente e ser forte. mas a morte de valerie e paul sempre será o fantasma atrás da cabeça de giselle;
o trágico acidente de carro a pegou de surpresa. o casal chegando no hospital onde trabalhava, paul desacordado e valerie desesperada pedindo para que giselle cuidasse do filho do casal antes de ficar inconsciente. longas horas e não puderam salvar o casal. dias depois mais um grande baque: valerie e paul realmente queriam que ela fosse guardiã legal do pequeno hughie caso algo acontecesse com eles. contra todo o seu bom senso, acabou aceitando. sentia-se em débito — pela traição, por não ter conseguido salvá-los.
em seu segundo ano de residência giselle se vê sem controle sobre sua vida. todo o planejamento de nada valeu… mas pelo menos ela trabalha onde sempre sonhou!
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misc.











