Eufemismo. Você, hipérbole.

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@abismodoamor-blog
Eufemismo. Você, hipérbole.
Essa tal solitude. A alma em busca da plenitude.
Abismo do amor
Na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu.
Chico Buarque
Convida para a solidão. Esvai e desalenta a alma. Em meio à neblina, sugere a escuridão. Avante vê-se calmaria. Ao lado, confusão. É no olhar de quem vê que talvez surja a opção. Desvencilhando-se do breu da imensidão.
Abismo do amor, Breu.
confusão desespero agonia desilusão as lembranças um aperto o perfume solidão o toque desalento insensatez o sorriso escuridão dor delírio ventania um abismo devaneio alma. [transbordou]
Abismo do amor, Os estágios da saudade.
Vem sem falha. Escorre e talha. Vem aflita. Me reflita! Em desalinho, derrama-se e alinha. Não hesita. Vem cruciante. Faz doer. Desespero! Alivia. Vem e sufoca. Exaspera. Vem e leva. Transparece. Me exiba! Vem cristalina. Marmoriza. Vem e faz querer cessar. Vem e quer partir. Vem querendo nem vir. Vem e lava a alma. Destroça o coração! Leva a alma embora! Vem mansa ou como um rio. Faz-me mar tempestuoso. Vem no ritmo do vento. Vem em meio às canções. Vem na claridade da lua. Vem quando quiser. Não me avisa! Vem e vai chegando. E continua assim, se derramando. Vem escorrendo, vai pingando e maltratando. Vai fazendo sorrir e suspirar. Vem assim, fazendo sofrer... Ou fazendo a dor parar.
Abismo do amor, Lágrima.
Do amor amuleto que eu fiz, deixei por aí. Descuidei dele, quase larguei, quis deixar cair... Mas não deixei, peguei no ar! E hoje eu sei... Sem você sou pá furada.
Rodrigo Amarante
O que de esplendor outrora tão brilhante agora seja tomado de minha vista para sempre. Apesar que nada pode trazer de volta a hora de esplendor na relva, de glória numa flor, não nos afligiremos. Encontraremos forças no que ficou para trás.
Wordsworth
O que a vida me tira, Meus versos acrescentam.
Borbulhar (via borbulhar)
Créditos: http://arte-ideias-ideais.blogspot.com.br/2012/05/bons-costumes.html.
Vem assim, calado. Ziguezagueando, desviando, distraído. Distraindo. Vem sem rumo, sem pressa, sem motivo. Vem chegando, vai saindo. Vai ficando. Um sorriso, um olhar, nenhuma palavra. Vem tão quieto falando tanto. Vem distante se aproximando da alma minha. Vem se camuflando numa conversa à toa. Vem dizendo que vai sair, vem querendo nem vir. Mas vem pra ver se tá tudo bem dentro de mim. Vem e me confronta com o silêncio da nossa solidão. Vem e me sorri o coração. Vem tão manso amansar-me a vida. Vem cheio de rodeios, com tantos anseios. Vem tentando desviar, vem sem saber onde quer chegar. Vem com os toques teus, acaricia-me os cabelos, o corpo, a alma... Vem com tantas palavras, tantas loucuras. Doces devaneios! Vem disfarçando essa disparidade, discrepância. Vem embalando-nos no ritmo da última canção da lua. Vem e deita-se no meu peito, encosta-se em mim, beija-me a nuca e quando vejo isso já não tem mais fim. Pois uma hora tu vens, outra hora nem te vejo mais. Pois tu vens e sempre queres partir... E depois sempre queres voltar... Pois tu vens, meu bem. Vem só para o meu amor despertar. Pois tu vens e quando partes... Deixa minha alma a sozinha cantar.
Abismo do amor, Vem pra ficar.
Não me soltas não, benzinho. Vem e segura minhas mãos. Segura o meu corpo contra o teu daquela maneira que nós gostamos. Segura o meu rosto com as tuas mãos grandes e dá um beijo na minha testa. Vem. Me segura. Segura-me no teu colo, me mantém ao lado teu. Vem aqui e seja o meu chão; não me deixe cair. E me puxe quando eu quiser correr! O abismo é perto, eu posso escorregar... Mas não quero; tu sabes... É só em ti que eu gosto de afundar. Vem. Afunda-me. Afaga-me. Beija-me e deseja-me. Acaricia-me a alma e o coração. O corpo também. Vem. Me ama! Pode vir errado que eu te ajudo a acertar. E pode vir com pressa que meu corpo junto ao teu aproxima a calma. Pode vir com a alma, que eu a mantenho bem presa à minha. Pode vir transtornado, que o silêncio dos beijos meus pacificam-te o corpo. Pode vir, enfim, de corpo, alma e coração. E aproveita também e traga um pouquinho de amor... Que é pra adocicar o coração e levar o amargo da solidão.
Abismo do amor
Dei minha palavra, minha honra, meu respeito Todas as verdades e olhares que podia É com qual coragem que você me repudia Pra você dediquei a minha vida Levo desse amor, o seu rancor e uma ferida Apesar de tudo, não te odeio Mas sem tua boca inclino a morte sem receio
Los Hermanos
Como é fácil dizer "eu te amo"... Como é difícil amar! Como é difícil o amor... Como é difícil o sentir!
Abismo do amor