O tipo de pessoa que eu sou, é melhor quando está perto do tipo de pessoa que você é
macklin celebrini has autism

No title available
TVSTRANGERTHINGS
occasionally subtle
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

blake kathryn

Origami Around
Keni

No title available
Monterey Bay Aquarium

❣ Chile in a Photography ❣

Discoholic 🪩
NASA

roma★

titsay

@theartofmadeline
almost home
hello vonnie

if i look back, i am lost

Kaledo Art

seen from United States
seen from Argentina

seen from Argentina

seen from United States
seen from France

seen from Germany
seen from United States
seen from United States
seen from Türkiye
seen from Moldova
seen from United States

seen from Italy
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Ireland

seen from Türkiye
seen from United Kingdom
@aboutad
O tipo de pessoa que eu sou, é melhor quando está perto do tipo de pessoa que você é
Você não seria quem é, se não fosse quem foi.
Sobre a Saudade
É curioso como algumas palavras traduzem sentimentos tão únicos, por exemplo, “Tarab”, uma palavra árabe que traduz o estado de êxtase induzido por alguma música. Isso se repete em diversas línguas, palavras intraduzíveis que expressão sentimentos únicos, na nossa, temos a palavra saudade.
Saudade é, quiçá, um dos sentimentos mais melancólicos, pois é a expressão da falta pela perca, pela distância, é o vazio que fica de algo que se foi. E o interessante, é o que deixa saudade, pode ser o som de uma risada, a lembrança de alguns porres homéricos ou algumas conversas despretensiosas na praia. É um sentimento que sempre nasce no fim de algo, que definitivamente foi memorável. Até por que é ninguém sente saudade do ruim, do mal.
Deve ser o sentimento mais difícil de lidar, que intrinsecamente traz consigo a tristeza e a apatia, o sentimento de impotência perante a perca, a ideia de que talvez pudesse ter sido diferente. Talvez tivesse a chance de um adeus. Talvez tivesse um ultimo encontro. Talvez tivesse uma última conversa. E desse sentimento nascem lagrimas, mas também nasce crescimento, ou uma força, ou o que quer que seja que te faça amenizar ela. Se der.
Carta de Suicidio
Você sempre veio na minha porta.
Você sempre quis ficar perto.
Você sempre sentiu tudo, coisas boas e ruins, e nunca escondeu de ninguém.
Você quem fez o “eu e você” existir.
Eu deixei você entrar, e nunca tinha feito isso.
Eu sempre fui calmo e reservado.
Eu nunca escondi o fato de eu estar completamente apaixonado por você.
Eu nunca tinha gostado de ninguém assim.
E você conseguiu o que queria, eu, e ai as coisas mudaram. O vir na minha porta, que parecia surtos de amor, se mostrou ser só um tipo de perseguição. O querer ficar perto, que parecia uma espécie de prazer em ficar junto de mim, se mostrou ser na verdade uma espécie de necessidade parasitaria. O sentir tudo, que parecia fofo e apaixonante, se mostrou um desequilíbrio emocional inimaginável, que te fazia falar tudo que pensava e sentia, e como você pensava, pensava e criava suas próprias historias e paranoias, e depois despejava todo rancor e magoa dessas histórias, que só eram frutos da sua cabeça, em mim.
E eu deixei você entrar, e você me bagunçou tanto. Eu que era calmo, passei a ter crises de ansiedade monstruosas, eu quer era frio, passei a desabar após todas as discussões, inclusive aquelas que só existiam por coisas da sua cabeça, e eu, que sem fui reservado, me senti exposto por contar tudo a você, e depois te ver usando isso contra mim. O fato de eu estar completamente apaixonado por você, me fez aguentar suas historias, seu passado, suas crises, seus xingamentos e suas humilhações.
Mas, você foi se mostrando, a dona da razão, nunca erra, sempre esta certa. Se mostrando a dona “eu sou assim”, que não pede desculpas nunca, no máximo usa essa frase. Mas, eu cansei, afinal, quem não cansaria de estar sempre errado, de sempre pedir desculpas por tudo, de sempre aguentar suas humilhações e mesmo nessas horas, sentar e te explicar que aquilo existia só na sua cabeça, e depois esquecer, ou fingir esquecer, por que coisas como “você é um lixo”, “ nem sua família gosta de você”, “eu tenho pena de você”, “você é um covarde”, bem, essas coisas te marcam sabe, principalmente quando a pessoa que lhe disse isso, foi a pessoa que você mais gostou e confiou na vida.
E por fim, eu que nunca tinha gostado tanto de alguém me vi refém de um relacionamento que estava me sufocando, deixando ansioso e mal. E você que sempre me amou de boca, esqueceu de me amar em atitudes, e foram essas atitudes que assinaram a carta de suicídio do “eu e você” que você criou.
Amar é Conviver
É importante saber o que é o amor, Renato Russo canta que amor é o fogo que arde sem se ver, Shopenhouer diz que amor nada mais é que o desejo sexual, o desejo pela reprodução da espécie, discordo, amor mais se iguala a ideia de Sócrates, a de que amor é desejo, e por tanto, como explica professor Clovis de Barros Filho amor é sempre um desencontro.
Desencontro, pois desejamos aquilo que não temos, e deixamos de desejar no momento em que obtemos essa determinada coisa, portanto amamos apenas aquilo que não temos, e deixaremos de ama-la no momento em que a obtivermos, e logo passaremos a amar outra coisa que até então não temos. Mas Sócrates peca em uma coisa, isso se aplica a objetos, não a outros seres vivos. Pois qual seria a logica de casais que após anos ainda se amam? Sendo que casados, ambos se possuem, logo, não se desejam.
Eu digo, eles amam conviver, pois no começo se desejam depois se possuem e acaba a vontade de ter a pessoa, e então nasce o desejo de se viver com essa pessoa, tendo ele nascido do prazer que se tem ao conviver com ela. Portanto amor é conviver, e tendo essa afirmação adquirimos o poder de conhecer quem amamos sem saber. Amamos todos que gostamos de conviver, o que diferencia é a intensidade desse desejo, sendo assim a varias intensidades de amores.
SOBRE UM CAOS ORGANIZADO
Sempre quis escrever algo sobre a gente, sob a nossa relação conturbada e meio doida, de como a gente meio que cresceu junto e de como foi da hora pra caralho isso, só que nunca soube definir o tom da nossa relação. Até me tocar que esse é tom, a inexistência de um, o que faz sentido, já que a gente nunca teve rumo, e nossa relação nunca teve um tom.
Então pensei em escrever sob como foi essa inexistência de tom, isto é, esse caos em que a gente cresceu, citar a nossa família doida, os amigos estranhos e até as festas meio malucas que rolaram por aí. Então, decidi pesquisar sobre o caos, e vi que a frase, “estado de completa desordem”, definia bem como foi esse período, mas não definia a nossa relação em si.
Nessa época, tudo foi meio doido, desde o flerte com os ópios da vida, até as amizades vampíricas que ambos tivemos. Mas também me toquei que não definia a nossa relação por que, por mais conturbada e maluca que fosse, independente de tudo, a gente sempre confiou um no outro, a gente sempre escondeu os BO’s um do outro, a gente sempre foi meio que confidente, e a gente, também, nunca se julgou, em relação a nada, bem, quase nunca.
Acho que julguei um pouco, e hoje eu vejo, e me arrependo. Por que eu me importava com você, as vezes até demais (mesmo sem parecer). E por me importar, tentava te dizer que estava passando por muita coisa, que a adolescência e as amizades traziam, e, que por isso, estava confusa, e que também por isso, estava se apoiando em umas coisas no mínimo estranhas.Mas, hoje eu vejo, que se você não tivesse sido quem foi, não seria quem é. E digo que me arrependo, por que você se tornou uma puta mulher, e, de alguma forma, eu quase atrapalhei isso.
Enfim, não sei bem sob o que é esse texto, mas também nunca soube o que era a gente, ou o que a gente estava passando, ou qualquer outra coisa. A real é que nunca soube de muitas coisas. Mas agora eu sei de algumas, que você é foda, que eu gosto demais de você, e que agora eu sei definir o nosso tom, é uma espécie de caos, mas organizado.
Vícios
Nenhuma vida é perfeita, afinal se fosse, seria sem graça. Essas vidas imperfeitas impedem pessoas de serem completamente felizes, e estas buscam maneiras de completar essa felicidades, quando não conseguem, procuram uma válvulas de escape. E é ai que entram os vícios. Vicio, se define como uma ação recorrente que traz prazer imediato seguida de dor, sendo ela mais duradoura e/ou permanente, o oposto disso seria a virtude, dor seguida de prazer. A palavra vicio, sempre denota algo ruim, moralmente reprovável, ou pouco aceito.Os vícios surgem para cobrir lacunas, falhas que a vida não suprime. Eles surgem, para te deixar confortável com a vida que leva, ou para te tirar da sua vida miserável, surgem quando se tem tudo, e quando não se tem nada, mas sempre surgem para dar sentido, ou aliviar a pressão de viver. Pessoas usam opioides para fugir dos abusos que sofrem, trader’s se drogam para ter melhor desempenho na bolsa, artistas caem em uma vida de festas e futilidades para suprir o vazio de uma companhia verdadeira.O extraordinário é que cada pessoa pode possuir um vicio diferente, mas sempre buscam alterar a realidade em que vivem, buscando ser completa e perfeita. No fim, todo mundo tem um vicio, todo mundo tem um opio, a questão aqui é;
Qual o seu ópio?
O que te faz humano?
O que te alivia?