Pra Nalu, não tinha nenhum problema atender a porta só de toalha. Claro, tipo, ela tava no banho, então, sem incômodo. Certo? Certo. Só que quando uma das pessoas na conversa demonstrava só um pouco de vergonha, a loira ali imediatamente também a sentia. O motivo era um tanto desconhecido, mas talvez fosse por causa do sentimento de desconforto que acabava preenchendo o corpo da italiana.
Segurando a toalha com uma das mãos, tirou o pequeno pano que segurava seus cabelos com a outra, o que fez com que os cabelos louros caísem pelas suas costas, e que a franja dourada escondessem seus machucados faciais, o que a deixvaa com uma aparência um pouco mais fofinha, e menos preocupante, ou, até mesmo, assustadora.
— Ah, é que eu tava no banho. — ela disse, dando de ombros, tentando disfarçar a pequena vergonha que ela estava tendo - que, além do mais, já estava sumindo. — Mas, hm, o que você queria, mesmo? — perguntou, levantando uma das sobrancelhas, em sinal de curiosidade.
O próprio Kouga não podia falar muito sobre ela estar apenas enrolada em uma tolha, uma vez que ele havia tocado a campainha de um desconhecido, com o peitoral de fora. Mas ele não ligava para isso, tinha a mania de tirar sua camisa — isso quando usava, pois a maior parte do tempo, não usa — e sair andando por aí. E era estranho ter que falar com uma garota que só estava com uma toalha. Abriu um sorriso como uma tentativa — frustada — de esconder a vergonha que sentia.
— Ah, entendo. Mas não acha meio chamativo você abrir a porta de toalha com esses dois... A-Amigos que você tem? — perguntou da forma mais gentil que pode. Bem, ele era do tipo que sempre reparava os seios, então, aquilo saiu meio que automático. E também porque ficou impressionado, mas isso ele jamais admitira. Na mente dele, tinham vários Kougas batendo palmas de pé. Vá entender.
Quando percebeu o que tinha dito, já era tarde demais. Não havia como voltar atrás, por isso, preferiu o bom e velho silêncio. "Silêncio", já que ele começou a assobiar uma música qualquer, sem nem se lembrar o propósito de estar ali, até que escutou a pergunta de Nalu.
— Eu estava me perguntando isso... — balbuciou enquanto tocava seus lábios com o indicador, tentando recordar o motivo de ter tocado a campainha, mas nada veio para sua mente — ... Eu me chamo Kouga, prazer.


















