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STARTER CALL — SEM LIMITES
like para um starter novo com a addy
anwstasia:
“Que jogo sujo, Adeline.” os olhos semicerraram para a amiga, que com certeza sabia ou pelo menos imaginava que ela teria todos os ingredientes. E tinha mesmo! Sem necessidade alguma, apenas por diversão, e também não se importaria em ceder um pouco para a outra. Era uma de suas melhores amigas, afinal, e dizer ‘não’ estava longe de ser parte do vocabulário para com ela. “Era só pedir que eu te dava. Sem ofensas, mas acho que não confio tanto assim no seu tato para Poções.” sorriu torto, soando um pouco arrogante. Era sem querer, obviamente, mas era mais forte que Anya e sua completa obsessão por Slughorn e Poções. Juntou o que ela havia pedido e se direcionou até a mesa oposta, deixando sobre a mesa. “Amortentia, huh? Bem a sua cara mesmo. Vai usar para enfeitiçar quem?” brincou, dando uma olhada na poção que já estava em preparo e colocando um pouco mais de outro ingrediente necessário dentro da mistura. “Agora vai dar certo.”
“Não é jogo sujo! Eu vou te oferecer ajuda de volta...” Fez uma careta, apesar de não estar levando a sério a bronca alheia. “Não que você precise, né?” Fez questão de completar. Oras, Anastasia era a melhor aluna de Poções! Adeline acreditava que ela fosse ser a grande vencedora do desafio, afinal não apenas conseguiria fazer a poção perfeita, como também era uma das favoritas do professor, o que ajudava muito na escolha. “Well, todo mundo sabe que eu sou melhor com Herbologia e Tratos, mesmo. Mas eu estou tentando, ta? Eu só não consegui reservar esse ingrediente. As pessoas são rápidas demais!” Reclamou, enquanto observava a amiga lhe trazer os ingredientes necessários para a poção. “Prometo que se eu conseguir fazer a receita perfeita, eu vou te mencionar no meu discurso.” Sorriu animada e passou a separar todos os ingredientes. Agora sim, um passo já estava dado e ela tinha tudo para poder realizar a sua Amortentia. Adicionou a pele de ararambóia na mistura e sorriu com a coloração já mudando para uma parecida com a figura do livro. “Não vou enfeitiçar ninguém, Anya. Não seja assim.” Riu, balançando a cabeça em negação. Adeline mal se lembrava da última vez que ficara com alguém, mas mesmo sem sorte no romance, jamais usaria a poção para aquele tipo de coisa. Não seria uma paixão real e apenas seria mais triste do que continuar sozinha. “Oh thank you! Você é quase uma deusa das poções.” Mandou um beijo no ar para a loira e continuou a mexer a mistura. “Eu só acho a Amortentia a mais interessante de todas. Não apenas pela parte da paixão enlouquecedora, mas o aroma com as coisas que te atrai...” Quanto aquilo, Adeline estava mesmo curiosa. Queria saber se sentiria alguma coisa interessante. “Você já sabe qual o seu?”
fck-black:
Hydrus deixou um riso breve escapar por entre os lábios e negou com a cabeça diante da confusão da garota. “ — Calma ai, eu não sou nenhum terrorista!” o moreno levou a destra ao bolso retirando um lenço branco e o balançando como uma bandeira. Em seu acordo de paz entregou o tecido a ela antes de voltar a se explicar. “ — Apenas quis dizer que não sou bom em poções e também não me interesso tanto a ponto de acertar uma receita. Acho melhor evitar o risco! “ na intenção de tranquiliza-la ofereceu sua mão para que ela o acompanhasse para pegar os ingredientes. “ — Você não vem? Fica tranquila que o máximo que pode acontecer é ter algum acônito com cheiro podre, mas nada que vá nos matar desta vez.” ele brincou deixando claro por seu sorriso que estava prometendo não causar nenhum mal, pelo menos naquele dia. Começou a andar de costas e assentiu a pergunta dela. “ — Acho que nem felix felicis me salva, so… let’s move on!
Mesmo que Hydrus estivesse rindo, Adeline ainda continuava confusa com as intenções alheias. Não parecia muito normal que ele desejasse lhe mandar para a enfermaria. Aceitou o tecido branco que ele lhe estendia, mas só passou a compreendia a situação quando o bruxo a explicou direito. “Ah! Explica direito desde o começo Hydrus!” A ruiva deu um tapa leve no ombro alheio e soltou uma risada divertida. Aparentava os sonserinos desconfiados de tudo naquele momento. “Eu achei que você estava planejando me matar ou alguma coisa assim. Não tinha gostado dessa atitude, eu sempre fui muito legal com você.” Sorriu divertida para o rapaz, agora sentindo-se segura o suficiente para entrar na brincadeira alheia. “Mas você não quer mesmo participar? Eu posso te ajudar a fazer uma.” Não teria problema nenhum naquilo. Na verdade, o processo de produzir sua Amortentia seria muito melhor acompanhada. “Vou!” Rolou os olhos e aceitou a mão que ele lhe oferecia com um sorriso, passando a acompanhá-lo pelo corredor. “É tão azarado assim?” Questionou, procurando os alheios com os seus. Gostava de olhar nos olhos quando conversava com alguém, principalmente quando sentia que havia mais nas palavras do que era dito. “Porque eu acredito que todo mundo pode ser salvo. Mesmo sem Felix Felicis.”
maeverik:
⋆ — desde que havia se comprometido a participar daquele desafio de poções, maeve sabia que precisaria pedir ajuda para algum colega mais cedo ou mais tarde. e parecia que o momento que tanto temia havia chegado. vasculhou o corredor principal tentando encontrar algum veterano que pudesse lhe ajudar com a poção do morto vivo, até se deparar com uma ruiva que aparentava estar tão perdida quanto ela. ❛ combinado? depende se eu posso confiar em você… ❜ ficou a uma distância segura da garota, de forma que não atrapalhasse a circulação dos outros alunos. era arriscado demais correr o risco de ser enganada por alguém mais novo. ❛ tentador, estou mesmo precisando de ajuda com a poção do morto vivo. mas vou precisar de um pouco mais de informação sobre você. ❜ franziu os lábios, olhando de relance para o brasão lufano no uniforme da ruiva.❛ em que ano você está? dependendo da resposta posso dizer onde você vai encontrar esse ingrediente. ❜
“Como assim? Você pode confiar em mim.” Adeline era sempre muito aberta a todos e não estava acostumada a conviver com aquele tipo de desconfiança. Na maioria das vezes, começava a conversar sem, nem mesmo, perguntar o nome da companhia. “Eu não passo a perna em ninguém.” Deixou claro, fazendo uma careta com o mal julgamento que a Maeve estava fazendo dela. Fora apenas naquele momento que percebeu as vestes alheias. Talvez aquela atitude fosse comum em todos os sonserinos, afinal — salvo por Erik Nott — todos os outros pareciam desconfiados das atitudes dela. Teriam eles apenas amigos que traiam uns aos outros? Não parecia uma vida muito feliz. “Tipo quais informações?” Cruzou os braços e esperou pelo que ela lhe perguntaria. Esperava que não fosse nada envolvendo seu status sanguíneo, uma vez que Adeline teria que mentir e não gostava de fazê-lo. Preferia apenas continuar evitando o questionamento. Quando a ouviu, Adeline franziu o cenho. “Você é estranha.” Soltou o comentário, sem entender o motivo para tanto descrédito vindo da bruxa. “Eu estou no sétimo ano. Mas eu realmente não sei o que isso vai mudar, Maeve.”
honeyliu:
“Não precisa se preocupar com a minha poção, não.” O Liu ficava parecendo um ratinho quando sorria orgulhoso desse jeito, por causa dos dentinhos da frente serem maiores que os demais. De primeira ele falou olhando para a Adeline. Depois baixou o olhar para os ingredientes e passou a analisar os fracos de forma muito curiosa - algumas vezes sentindo o cheiro ou até metendo o dedo nos frasquinhos de vidro pra sentir o gosto dos ingredientes. “Também sei que não tem pele de ararambóia no armário dos estudantes porque já tentei roubar um pouco. O professor Slughorn gosta de você? Se gostar… É só pedir um pouco pra ele.”
“Você já terminou a sua Liu?” Perguntou de maneira surpresa. Mesmo que soubesse que o colega de casa era muito inteligente, não esperava que ele fosse finalizar sua poção tão facilmente daquela forma. Esperava que um dia a escola promovesse algum desafio envolvendo matérias que a garota era experiente em, como Trato das Criaturas Mágicas e Herbologia. “O professor Slug?” Negou com a cabeça, já deixando claro que a situação estava longe daquilo. “Ele me suporta, no máximo! Uma vez eu derrubei um dos frascos dele. Já imagina, né? Ele tem receio comigo até hoje. Fica me observando de perto nas aulas.” A ruiva já sabia que nunca entraria no top favoritos do professor. “Mas não tem problema, eu vou tentar perguntar para outras pessoas.” Sorriu para o bruxo agradecida. “Só espero conseguir fazer a Amortentia no final de tudo.”
A animação da lufana poderia contagiar qualquer um que estivesse por perto. Estava clara na maneira como seus olhos brilhavam, no sorriso largo e na forma saltitante de andar pelos corredores da escola. Ela havia — finalmente — conseguido fazer uma Amortentia perfeita. Ao menos parecia estar perfeita. A coloração era a correta, a espessura também. Mesmo que não ganhasse, já era o suficiente para que Adeline se sentisse feliz e fosse correndo contar ao amigo a novidade. Encontrou com @sdebeers pouco tempo depois e antes mesmo de cumprimentá-lo já estendia o frasco para ele. “Uma Amortentia perfeita, Bash!” Rodopiou em seu próprio lugar, fazendo uma dancinha. "Eu nem consigo acreditar que fiz isso sozinha! Digo, com a ajuda de muita gente que me cedeu os ingredientes, claro, mas ainda fiz sozinha! Está orgulhoso de mim?” Perguntou ao bruxo, encolhendo seus ombros por um segundo. “Você quer testar para ver qual aroma vai sentir?”
jzhnson:
Olhava para sua poção já devidamente armazenada em um pequeno frasco com um orgulho desmedido; sorria como se tivesse feito o gol que dera a vitória em uma partida de quadribol. “ — Isn’t it beautiful?” a pergunta era mais para si mesma, que girava o frasco pequeno entre os dedos. Seu Tônico de Acônito estava exatamente como deveria estar, a aparência refletia a mesma exibida no livro de poções, e por tal razão Elizabeth se portava pomposa à mesa em que havia feito tal preparo. “ — Está perfeita.” só agora o olhar se dirigiu a pessoa da sua frente. “ — Estou satisfeita comigo mesma e com a chance de ter participado…” os olhos se reviraram diante da própria sentença, claramente ela não acreditava na baboseira de que o importante era participar. “ — Mas não vou ganhar. Slughorn vai presentear um de seus pupilos, e todo mundo sabe disso.”
“Uau. It is beautiful.” Concordou com a cabeça, aproximando-se de Elizabeth para poder ver a poção de mais perto. “Está exatamente como no livro.” Elogiou, impressionada com a habilidade da loira. Sua Amortentia não havia dado certo na primeira vez, apesar de não ter ficado horrível. "Eu ainda não consegui fazer a minha ficar perfeita. Vou tentar novamente essa tarde, no período livre.” Provavelmente existia algum tipo de macete que a ruiva não sabia qual era. Iria procurar por novos livros na biblioteca, talvez alguns deles lhe dissesse qual era. Soltou uma risadinha diante do deboche de Elizabeth, pois entendia o motivo para tal. “Sim, exatamente! Eu estava comentando isso com a Annie mais cedo... Temos certeza que ele vai presentear algum dos alunos favoritos, até porque isso é divertido, mas nem faz sentido... Afinal muitas pessoas podem conseguir realizar a poção perfeita.” Assim como Elizabeth, por exemplo. Ele não iria dar o prêmio para todos os alunos que conseguissem. “Deve ser só mais um motivo para ele exaltar o preferido.”
yzxley:
“ — A amortentia é mesmo curiosa, não é? Se bem que acho que o cheiro para mim será dos mais genéricos…” e seus dizeres refletiam o que maioria pensava sobre ela: nunca se apaixonara, estava longe disso, e, portanto, duvidava que sua amortentia fosse possuir qualquer cheiro que fosse. O sorriso pela conversa que fluía livremente com Adeline era pequeno, mas sincero; por mais que em geral ignorasse a presença de todos que não faziam parte de seu seleto círculo de amizades, Anneliese gostava das presenças que lhe permitiam conversar de maneira leve, sem o peso de uma responsabilidade que ela sentia carregar. “ — Não há de quê.” respondeu o agradecimento, encolhendo os ombros. “ — Acho que sim…” remexeu em seus ingredientes, franzindo o cenho ao perceber a falta de um ali. “ — Na verdade, estou sem vagens sudoríferas. Você tem para me emprestar?” não costumava pedir coisas, mas estava tão absorta em seu preparo, o caldeirão com o fogo já aceso, que a pergunta foi feita de maneira bastante natural. Assentiu diante da fala da lufana, o revirar de olhos sendo incontido. “ — Eu tenho certeza de que sim. Ele é bastante imparcial, o Slughorn. Sempre me tratou bem, suspeito que meu pai tenha sido um de seus favoritos, mas ele acabará escolhendo alguém que pertence ao seu grupinho de prodígios.”
“Muito curiosa. Além dos efeitos proporcionados por ela em si, deve ser muito estranho você sentir o cheiro e saber de onde o conhece...” Não sabia se aquilo aconteceria com ela quando tentasse, mas não deixava de imaginar o choque. “Imagina se é de uma pessoa que você acredita odiar?” Negou com a cabeça, afastando todos aqueles pensamentos da garota curiosa que era. Nem mesmo sabia se conseguiria realizar a poção de maneira perfeita. “Por que acha isso?” Não conteve-se em fazer o questionamento, virando o rosto para a ruiva. “Eu acho que você sentiria um cheiro muito específico, na verdade. Todo mundo deve sentir uma combinação específica.” Encolheu os ombros. Era uma garota romântica, por mais que não procurasse tanto por aquilo em seu dia-a-dia. “Quando eu terminar a minha, vou trazer para você, ok? Aí a gente pode tirar essa curiosidade juntas, o que acha? Fazemos uma noite das garotas!” O sorriso largo nos lábios da ruivinha, indicava sua animação em imaginar que passaria aquele tempo com a amiga, fazendo mais do que apenas estudar. Poderiam ter uma conversa “de garotas” como amigas próximas costumavam fazer e Adeline sentia falta. “O que precisa?” Perguntou, passando a olhar a lista com todos os seus ingredientes disponíveis. Seria mais fácil de encontrar ali. “Sim!” Deu um pulinho em seu lugar e apressou-se até onde deixara guardado todos os seus ingredientes extras, pegando uma grande quantidade de vagens para a amiga, talvez até mais do que ela fosse precisar. “Aqui, Annie.” Colocou ao lado da ruiva e voltou a ouvi-la. Balançou a cabeça em confirmação e encostou-se na mesa para que pudesse falar. “O pior é que ele nem vai disfarçar.” Soltou uma risadinha, lembrando-se do professor. “Eu estou longe de ser uma das preferidas. Desde que eu quebrei um frasco, o professor fica o tempo todo no meu pé com medo que eu faça alguma bagunça outra vez.”
fck-black:
Hydrus estava imerso no próprio mundo lendo um livro sobre a guerra dos duendes quando sua atenção foi chamada. Teve que piscar algumas vezes até voltar a realidade e sua careta em desagrado revelou o quanto não gostava de poções. “ — Francamente acho uma péssima ideia a sua. A probabilidade de que eu ganhe e você tenha que parar na ala hospitalar é grande” ele anunciou com um riso breve e anasalado, mas assentiu ao segundo pedido. “ — Não te garanto que vou ter o ingrediente, não vou a boticárias desde o primeiro ano. Mas se eu tiver te dou, não vou usar de qualquer jeito!”
“Como assim?” Encarou Hydrus de uma maneira atordoada e colocou uma mecha de seu cabelo ruivo atrás da orelha. Algo que indicava sua confusão. “Você me mandaria para a ala hospitalar? Por nada?” Apenas por ela querer trocar ajuda no desafio do Professor Slughorn? Não estava tendo uma boa impressão do bruxo naquele momento. Na verdade, começava a sentir um pouco de receio de estar perto dele. Principalmente com o que ele lhe disse em seguida. Até havia se esquecido do pedido que faria. “Não estou entendo nada Hydrus! Você não vai participar do desafio? É isso?” Sabia que não eram todos que apreciavam as aulas de Slughorn, mas o desafio lhe pareceu uma boa forma de distração. “Por que?”
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yzxley:
Analisou a companheira por um tempo, antes de assentir com um pequeno sorriso no rosto. “ — Combinado.” já havia começado a juntar seus ingredientes, que se faziam organizados sobre a mesa enquanto ela anotava em um pergaminho quantidades e modo de uso de cada um. Ainda pensava sobre qual poção faria, a do Morto-vivo talvez sendo a que mais lhe chamava a atenção. “ — Amortentia, Addie?” uma das sobrancelhas se ergueu com a escolha da colega. “ — Essa é bem perigosa, mas tomara que consiga fazê-la com louvor.” disse, sorrindo para a outra, já estendendo um pouco de pele de ararambóia para ela. “ — Ainda não escolhi qual vou fazer, mas como esse é um ingrediente pouco comum, resolvi reservá-lo de todo jeito. Mas acho que vou acabar escolhendo a do Morto-vivo. Já fiz uma vez, e deu certo.”
“Ai, eu sei.” Fez uma careta para a ruiva. “Mas era a única que eu já tinha algum conhecimento prévio para fazer e sendo sincera? Eu estou curiosa em saber qual o cheiro que vou sentir...” Soltou uma risadinha baixa. Não que fosse fazer alguma diferença na sua vida de grande solteirona de Hogwarts, mas era uma curiosidade que desejava matar. “Eu espero também.” Agradeceu o incentivo de Anneliese com um sorriso. Estava satisfeita de ver que a ruiva estava conversando normalmente com ela ali. Esperava que as coisas continuassem assim, mesmo que alguém da Sonserina aparecesse na sala. “Você me salvou, Anne! Muito obrigada.” Pegou um pouco da pele de ararambóia cedida pela amiga, e colocou junto aos seus ingredientes. Agora já não faltavam muitas coisas e em breve ela estaria pronta para iniciar a poção e tentar competir na feira. “Já ter feito antes é uma boa vantagem! Principalmente se o Slughorn já corrigiu. Você tem todos os ingredientes? Porque eu posso te emprestar alguma coisa também, se precisar.” Era claro que cederia para a sonserina se ela também precisasse de algo. O combinado era se ajudarem. Dito aquilo, Adeline cruzou os braços e colocou-se a pensar. “Eu acho que vai ser muito difícil para ele decidir quem fez a poção mais perfeita. Tem muitos alunos bons que vão conseguir... Você não acha? Alguma coisa me diz que o Slughorn vai ir nos alunos favoritos dele. Sabemos que ele tem um grupinho.” E Adeline estava longe de fazer parte. O professor guardava rancor do dia que ela quebrou um frasco de ingrediente raro durante uma aula.
Os retratos de Hogwarts dizem que essa é ADELINE FOSTER LIGHTWOOD, uma MESTIÇA que tem 17 anos e está no SÉTIMO ANO. Ela veste as cores da LUFA-LUFA e Pirraça vive gritando pelos corredores que ela se parece com ABIGAIL COWEN. Atualmente, ela assume o apoio para NEUTRO.
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FLASHBACK — before the slughorn’s challenge
mwgnus:
“Foi pura sorte mesmo. A maior parte das bebidas acabou e já vai acabar o que sobrou… O orçamento anda baixo, mas também porque não dá pra ir em Hogmseade mais. Muita gente está com um pouco de receio.” explicou, sem pensar duas vezes. A culpa era toda dele de tudo ter desandado com alguém que não merecia tanto, então era todo seu o esforço de deixar as coisas normais outra vez. Em sua fala, pensou bastante antes de usar a palavra medo no lugar de receio. Não queria dizer que havia algum perigo à solta, embora tivesse. Apenas deixou de lado o pensamento e deu de ombros, torcendo o nariz. “Algumas boas festas. De resto, são todas chatas. Eles adoram bater no peito e gritar o Hino dos Leões. Insuportável.” rolou os olhos. A natureza de rivalidade entre as casas era quase inevitável, e Magnus não tinha muitos filtros para se controlar no momento de causar um pouco de discórdia. Estava em seu sangue, afinal, e no fundo a Grifinória era mesmo a casa de que era menos fã. Riu pelo nariz e deu de ombros para a pergunta. “Mais ou menos. Assim que terminei de surrar alguns grifinórios vim direto pra cá. Não sei como não me expulsaram. E todo o resto da Sonserina. Mas acho que é porque eles vão cobrar pelas futuras bebidas escondidas e a Sonserina sempre paga. We are the rich ones, I guess. And stupid too.” confessou. A própria Sonserina tinha seu estoque de guloseimas e bebidas proibidas pela direção, e eram bem melhores do que aquelas. Mesmo assim, sempre acabavam com tudo que as outras casas tinham. Era uma completa estupidez, mas não fazia diferença de verdade; sempre sobravam montes e montes de galeões para todos. O olhar um tanto perdido de Magnus desviou-se para as pessoas dançando e fazendo graça outra vez e, por fim, voltou-se para Adeline. “Hey, hm… I’m sorry about the other day. It’s been a while, anyway, but I don’t wanna be with this over my head.” O egoísmo quase transpareceu na voz, como se ele realmente quisesse dizer que só estava pedindo desculpas por não querer sentir culpa. Era, em parte, verdade, mas ele tinha outros motivos. Ela era amiga de seus amigos, inclusive do melhor, e um clima ruim gratuito era… bom, gratuito. “You can enjoy your party. I’ll be walking around.”
No momento, Adeline não sabia se prestava atenção no que Magnus lhe dizia ou no fato dele estar ali conversando com ela, mesmo depois daquela discussão nada bonita. Estava confusa e queria entender o que aquilo significava. Talvez tivesse se arrependido de tê-la dispensado aquele dia e estava tentando se redimir. Se fosse, era bastante gentil da parte dele. "Você tem bastante informação sobre o mercado de bebidas aqui da escola, não é?" Soltou o comentário bem humorado, deixando de um sorriso de canto aparecesse em seus lábios. O que Adeline conseguia de bebidas alcoólicas era tudo provido de outras amizades que tinham bem mais contatos que ela ali dentro. "E eu imagino que estejam com receio. Eu vi notícias de atentados à alguns bruxos." A maioria sendo nascidos-trouxas e mestiços, Adeline completou mentalmente. Havia ficado bastante preocupada com aquelas notícias, mas sabia não poder compartilhar esses sentimentos com o sonserino. Riu com o claro desgosto de Magnus com a casa vermelha. Começava a sentir-se um pouco mais livre para agir normalmente. "Eu não sei... Sempre me divirto nas festas deles, sabe? Mas nunca fui em uma na Sonserina para comparar." Tomou um gole de sua cerveja. "Então eu vou fingir que você tem razão, por enquanto, ta?" Sorriu divertida, esperando que ele levasse como uma brincadeira. "Como assim surrar alguns grifinórios?" Franziu o cenho, confusa. Sequer ficou sabendo que havia tido alguma briga antes dali. "Estou me sentindo muito excluída agora. Não fico sabendo de nada assim. Lufanos são sempre excluídos ou será que é alguma coisa pessoal comigo?" Adeline apenas era convidada e chegava nas festas já prontas, sem imaginar todas as brigas para conseguir as bebidas escondidas. "Você se machucou?" Passou os olhos pela figura do sonserino, procurando por alguma coisa que indicasse que ele havia se ferido durante a tal briga. "Hm?" Voltou a olhá-lo nos olhos quando Magnus retomou a fala. "Oh..." Sorriu de maneira discreta, assentindo com a cabeça. "Eu entendo. Ok, na verdade, não entendo muito, mas..." Riu baixo, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. "Imagino que eu tenha cruzado uma linha que não deveria. Eu tenho essa mania chata." Encolheu os ombros, desviando o olhar para o líquido em seu copo. "But it's nice of you to apologize. Thank you, Magnus." Ergueu os olhos novamente, a tempo de vê-lo se despedindo. "Ah... Você já vai? Pode ficar... Se quiser." Completou fazendo uma careta para si mesma. Lá estava ela, forçando a amizade com o sonserino novamente. "As meninas já devem estar dançando por aí, então eu ia ficar sozinha de todo jeito. Mas só se quiser, é claro."
Nunca foi a melhor aluna de Poções, mas mesmo assim estava empolgada para poder participar do desafio proposto pelo professor Slughorn. Mesmo se não ganhasse, ainda teria a satisfação de ter feito uma poção perfeita. Escolheu para o projeto realizar a Amortentia, por já ter um conhecimento prévio sobre a poção. O problema seria encontrar todos aqueles ingredientes quando todos os alunos estavam atrás deles. “Vamos fazer um combinado?” Tentou abrir seu melhor sorriso para a companhia. “Eu te ajudo com a sua e você me ajuda com a minha? Quem ganhar é lucro!” Na mente de Adeline, talvez ela e o alunx poderiam compartilhar ingredientes. Ela conseguira alguns que não iria usar. “Eu quero fazer a Amortentia e não consigo encontrar, de jeito nenhum, pele de Ararambóia. Você não teria um pouco para me emprestar?”
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mzrquitos:
“Henry é o nosso primeiranista, Addy! Você devia saber quem são os alunos que moram com a gente.” Semicerrou os olhos para ela, levemente indignado que ela não se lembrasse. Mas para Marco Antonio era fácil demais falar, além de ter que saber isso por ser o responsável, tinha uma facilidade imensa em decorar nomes. “Você perdeu seu ovo? Como conseguiu perder um ovo? Quer dizer, não estou te julgando, só curioso. Não estava na sua frente ou em suas mãos?” Agora o italiano estava confuso, atento e prestes a rir. A situação era quase hilária, mas não riu em respeito a ela, vendo o quão desesperada estava. “Não acho que Pirraça faria isso, nem nenhum dos, hum, fantasmas.” Mordeu o interior da bochecha, a ideia de fantasmas o dava arrepios. “Mas não se preocupe, nós encontraremos o ovo são e salvo em pouco tempo. Trust me.” Lhe deu sua palavra, duvidando que seria uma tarefa tão difícil assim. Não era como se um ovo pudesse ir mais longe do que alguns metros, afinal. Suas mãos se firmaram para que a garota conseguisse levantar, e quando a soltou ajeitou o uniforme, se certificando de que a gravata continuava perfeitamente posta. “Você não deixaria no chão, quer dizer, ou você estava com ele no chão antes?” Antes que pudesse continuar o vermelho aparecendo nas bochechas alheias o arrancou um sorriso largo. “Oh, rossa, now you’re all rossa.” Deu um risinho, erguendo o braço e passando o polegar pela bochecha dela, achando aquilo adorável. “Eu poderia te explicar o porquê, mas…” A cabeça do De’ Medici pendeu para o lado, ainda a observando em seu estado envergonhado. “You’re too much of a good girl, it’s better if it stays this way.”
“Mas ele acabou de chegar, Marco! Você não pode me pedir uma coisa dessas. Eu já decorei o nome de todos do sétimo e sexto ano. Já é suficiente pra mim.” Sabia nome de outros alunos esporádicos, mas jamais se lembraria de alguém do primeiro ano. “Eu fico impressionada como você consegue decorar o de todo mundo. Sei que você precisa decorar, mas mesmo assim.” Voltou a preocupar-se com seu Ovo. Ela precisava se recordar onde havia deixado ou dar um jeito de tornar-se um daqueles detetives de livros trouxas e conseguir descobrir quem havia pego. Isso tudo antes de Misty ficar sabendo do acontecido. “Oh sim! Ele estava, Marco!” Choramingou, apoiando sua testa no ombro do bruxo, enquanto desabafava e explicava toda a situação. “Eu estava nessa sala estudando. Runas Antigas. Estou fazendo um trabalho com a Annie da Sonserina... Enfim. Aí eu comecei a me empolgar com a leitura, você sabe o quanto eu gosto de Runas, não é?” Levantou o rosto novamente e começou a encará-lo enquanto falava, sempre gesticulando bem mais do que o necessário. “E eu lembrei que não tinha trago o Dicionário de Runas! E todas as vezes que você está estudando, precisa estar com o dicionário. Pensei comigo mesma: vou buscar e então eu fui! Mas chegando no meu quarto, eu comecei a conversar com algumas meninas e me distraí. Depois eu lembrei que havia deixado o Bebê Briba aqui, mas ele não está aqui! Eu não consigo lembrar se teria deixado ele em algum lugar antes de vir pra cá estudar.” Grunhiu e apertou os dedos na testa, como se aquilo fosse lhe ajudar a se recordar dos últimos passos antes da tragédia acontecer. “Você vai me ajudar a procurar?” Perguntou, sentindo o brilho de esperança voltar aos seus olhos. Seria muito mais fácil de encontrar seu Ovo, caso Marco lhe ajudasse. “Não, ele estava no sofá comigo...” Apontou para o objeto. Talvez ela devesse dar uma outra olhada ali. Quando voltou-se para Marco e ele a tocou, ela sentiu as bochechas esquentarem ainda mais. Estava prestes a explodir naquele momento. “I’m sorry. Não gosto de ser envergonhada assim, mas não consigo me conter.” Mordeu o lábio inferior com um pouco de força. Em seguida, semicerrou os olhos para Marco, tentando desvendar o que estava na mente alheia. “Eu não sou tão boa garota assim.” Comentou, sentindo-se um pouco ofendida com a fala alheia. Não queria ser tachada como uma santa, apenas porque não pegava as coisas no ar como a maioria e envergonhava-se fácil. Por fim, deu de ombros. “Vamos dar uma olhada no sofá?”