Capítulo 54 - Ligadas totalmente a você.
Música : Seu Olhar - Jorge e Mateus
Me pede o mundo eu dou, me pede a lua E eu não vou negar, não vou medir esforços Eu faço tudo que quiser pra te fazer feliz Não dá mais pra negar que eu me apaixonei Te amo agora e pra sempre te amarei O primeiro beijo ainda esta na mente O seu cheiro ainda esta presente em mim Parece que foi ontem que me conheceu E hoje é o meu amor e seu amor sou eu
Rodrigo havia viajado com os irmãos para o evento em Florianópolis e Juliana começou a notar Gabriela quentinha .Verificou a temperatura e constatou que Gabriela estava febril. Rebeca naquele final de semana teve folga para viajar com o noivo. Juliana medicou a filha e deu um banho para ajudar a febre a passar.
Gabriela estava inquieta, chorosa. Rejeitou todas as vezes que a mãe lhe ofereceu a mama. Juliana ligou para Sarah e a médica pediu que ela ficasse atenta, caso a febre não cedesse, era para levar a menina à emergência.
Juliana tentou fazer com que a pequena dormisse, mas Gabriela estava ficando mais impaciente, chorando sem parar. Ligou para a casa da sogra, mas foi avisada por Beto que a mesma havia saído.
Beto notou pelo tom de voz da nora que algo não estava bem e decidiu ir ver o que era. Assim que chegou perto da porta pode ouvir o chorinho da neta. Tocou a campainha e uma Juliana aflita atendeu com Gabriela nos braços.
- Ju, o que ela tem? – perguntou vendo a aflição da nora.
- Beto ela tá muito quente… Eu já tô ficando louca. – Juliana falava com a voz embargada – Não para de chorar, não quer mamar… Me ajuda.
- Ju, me dá aqui ela, e vai lá pegar as coisas – falou pegando a neta – Vamos leva-la ao hospital, vai ficar tudo bem.
Juliana subiu o mais rápido que pode e arrumou a bolsa da filha. Pegou sua bolsa e o celular e desceu correndo.
- Vamos Beto. – chamou o sogro que a seguiu – Vamos no meu carro, vai ser mais rápido a cadeirinha já tá lá..
Chegaram ao hospital e foram direto para a emergência pediátrica. Rodrigo parece ter sentido que alguma coisa estava acontecendo, ligou várias vezes para Juliana que não atendeu, por ter esquecido o celular no carro.
-Bu, tô sentindo um aperto, cara. – falou assim que o irmão saiu do banheiro. Estavam os três no mesmo quarto. Preferiam assim.- Ligo pra Ju e ela nem atende.
- Já ligou lá pra casa? - Bruno tentou tranquilizar o irmão. – Ela deve ter ido pra lá.
- Liguei, Bu – Rodrigo falava com a voz angustiada. – E lá também ninguém atende.
- Rod, não deve ser nada. Relaxa!
- Cara, só vou relaxar quando falar com a Ju e souber que tá tudo bem.
No hospital Gabriela foi examinada e o médico plantonista não via motivos para a febre alta. Pediu um exame de sangue para ver se era alguma infecção. Juliana então quis ligar para Rodrigo, queria ouvir sua voz, ele iria tranquiliza-la. Procurou o celular na bolsa e não achou. Pediu o do sogro e ligou para o marido.
- Fala pai.! – Rodrigo falou ao atender.
- Amor, sou eu. – Juliana falou já querendo chorar.
- Ju, o que tá acontecendo? – Rodrigo sentiu como se seu coração estivesse sendo espetado por milhares de agulhas.
- Rod, a Gabi… – Juliana não conseguiu dizer mais nada, começou a chorar passando o telefone para o sogro.
- Ju! – Rodrigo já começou a gritar. – Ju!
- Filho, é o pai, fica calmo… – Beto se angustiou com o desespero do filho. – Estamos aqui no hospital com a Gabi e ela… – Beto não terminou de completar
- Pai, minha filha… – Rodrigo falava chorando.
Bruno que via a aflição do irmão começou a andar de um lado para o outro, angustiado.
- Rodrigo, me escuta! Beto teve que ser firme. – Escuta! A Gabi já foi atendida e medicada. Vai fazer uns exames de sangue porque não foi constatado nenhuma alteração pelo exame físico, que seja motivo para toda essa febre.
- Pai, eu vou agora pra casa.- Rodrigo disse.
- Rodrigo ,calma. – Beto falou firme – Você não vai tomar nenhuma atitude desse jeito. Você vai esperar o resultado dos exames que saem daqui no máximo duas horas.
- Mas, pai…
- Mas pai, nada. Assim que soubermos o resultado, ligamos pra você.
- Chama a Ju pra mim? – Rodrigo imaginava a aflição da mulher.
Beto passou o telefone para a nora que chorava abraçada a filha.
- Amor… – Juliana falou tentando segurar o choro.
- Meu anjo, desculpa não tá aí com vocês. – falava deixando as lágrimas escorrerem em seu rosto. – Cuida bem da nossa princesinha, que assim que for possível eu estarei aí.
- Amor, fica calmo.- Juliana pediu. – Seu pai tá aqui com a gente. Assim que tiver novidades ligo pra você. Agora deixa eu desligar que tão chamando pra ela fazer o exame.
- Amo vocês, minha linda.
- Também amamos você.
Juliana passou o telefone para o sogro e entrou na sala de coleta com a filha. O sangue de Gabi foi coletado e a menina medicada. Não demorou para que a febre cedesse e Gabriela dormisse. Assim que os resultados dos exames ficaram prontos Juliana foi chamada na sala do médico plantonista.
- Bem , os exames não mostram nenhuma alteração ou infecção. – o médico explicava – Houve alguma alteração na rotina dela? Algo que faltou ou aconteceu sem ser parte da rotina?
- O pai dela viajou desde ontem. – Beto falou. – Ele fica muitas horas fora de casa, mas dormir fora é a primeira vez desde que ela nasceu.
- Então está aí a explicação da febre dessa pequena. – o médico falou sorrindo. –Ela está sentindo a falta do pai.
- Bem vinda ao time!. – Juliana falou olhando a filha que dormia em seus braços.- Esse moreno é tudo pra gente, né Gabi?
- Mas o que deve ser feito? – Beto disse. – A febre só vai passar quando meu filho voltar?
- Vou passar um antitérmico de 8h em 8h. – médico disse sorrindo.- E aconselho que esse papai venha logo.
Juliana e Beto foram embora. Gabriela continuava dormindo, mas de vez em quanto choramingava mesmo dormindo. Beto ligou para o filho e explicou o que estava acontecendo. Rodrigo chorou e se culpou. Bruno havia conseguido antecipar a volta deles. Sabia que Rodrigo não sossegaria até que visse a filha. Viajaram de madrugada.
Gabriela ficou muito inquieta durante toda a madrugada. Rodrigo ligou várias vezes. Juliana não dormiu um só minuto, mesmo quando a filha estava dormindo, ela não conseguia fechar os olhos. Já passava das 6h da manhã, quando Rodrigo chegou e subiu correndo para o quarto da filha. Estava vazio, correu para o quarto dele e encontrou a filha dormindo nos braços de Juliana que a ninava. Se aproximou sentindo um alívio invadir o seu ser. Abraçou a mulher por trás e sentiu as lágrimas quentes banharem seu rosto. Juliana também deixava o medo sair de si através das lágrimas. E ali dormindo nos braços da loira, Gabriela nem imaginava o quanto era amada. Rodrigo passava a mão na cabecinha da filha que não demorou a sentir a presença do pai e acordar. Como com que um milagre, Gabriela abriu um enorme sorriso e os olhos procuraram pelo pai.
- Bom dia , minha princesinha. O papai chegou. – Rodrigo disse ficando de frente para a filha. – Agora tô aqui, meu amor. Quero ficar agarradinho com você e a mamãe.
- E a gente não vai mais largar esse moreno cheiroso , né Gabi?
- Vem pro papai, vem meu amor? – Rodrigo pegou a filha nos braços e cheirou sua cabeça. – Vem, meu anjo… vamos deitar os três juntinhos na cama.
Gabriela na mesma hora que deitou perto da mãe, quis mamar. Juliana ajeitou a filha com a ajuda do moreno e Gabi mamou. Rodrigo não desgrudava os olhos da filha. O susto que passou quase o matou.
As 9h Ana chegou, tinha ficado sabendo por Beto o ocorrido e não foi na mesma hora para a casa por já ser tarde e saber que Yanna estava dormindo com a cunhada. Mas assim como Juliana e Rodrigo não havia pregado o olho a noite toda. Gabriela nem de longe parecia o bebê do dia anterior. A febre passou e mamava feito uma bezerrinha.
A noite Rodrigo pediu uma comida japonesa e ficaram juntinhos assistindo a um filme de comédia. Os irmãos e cunhadas estavam lá e Joaquim fazia gracinhas para Gabi fazendo a prima rir.
Gabriela estava bem , tudo tinha voltado ao normal. Juliana ainda iria conversar com o marido sobre uma proposta profissional que havia recebido, Estavam nos preparativos para o batizado da filha. Yanna há alguns dias tinha começado a sentir uns enjoos. Juliana comentou com Rodrigo que suspeitava que Yanna estivesse grávida. O que foi confirmado dias depois. Bruno e a morena decidiram esperar o bebê nascer para depois cuidarem do casamento. Ana não poderia estar mais feliz.
Junho, dois meses depois…
Yanna estava grávida de 4 meses e tinham ficado sabendo dias atrás que seria um menino, Mateus, nome escolhido por Bruno. Gabriela havia completado 5 meses e parecia uma pimenta. Tinha em Rodrigo uma companhia certa para suas algazarras. Juliana não conseguia segurar os dois e acabava participando também.
O batizado de Gabriela foi lindo, toda a família se emocionou, principalmente Bruno que estava radiante com a sobrinha nos braços.
Joaquim já estava frequentando a escolinha e Mari quase se matricula também, não conseguia parar de chorar quando o filho não pareceu se importar com a saída da mãe e até acenou com a mãozinha se despedindo.
Juliana e Rodrigo iriam estrelar um comercial de uma grande marca de aparelhos celulares. Eram o casal mais requisitado para campanhas publicitárias no momento.
Era uma quarta-feira e Rodrigo e Juliana levariam Gabi pela primeira vez à praia. Juliana ainda relutou um pouco, achava que era muito cedo, mas depois de conversar com a Dra, Sarah e ficar a par dos cuidados necessários, concordou. Mesmo Gabi tomando sol todos os dias na área da piscina, a mãe não se sentia segura em relação a praia.
Rodrigo não se aguentou quando viu a filha de biquíni. Tirou muitas fotos , era um pai babão; Saíram de casa cedinho, como Sarah havia tido, Gabriela não podia ficar muito tempo exposta ao sol, tinha que ser bem hidratada e poderia ficar no máximo até as 9h.
Mesmo sendo muito cedo haviam na praia várias pessoas. Eles logo foram reconhecidos e com um incentivo a mais, Gabriela. A menina sorria simpática para cada pessoa que falava com ela, deixando os pais orgulhosos.
- Amor, já são quase 9h. Vamos? – Juliana perguntou
- Vamos minha linda. Apesar de estarmos protegidos pelo guarda-sol a Gabi ainda é muito novinha e não puxou a cor do verão do pai. É cor leite igual a mãe.
- Rodrigo tem horas que eu tenho vontade de te dar uns tapas. – Juliana falou rindo.
- Sei bem quais são essas horas… – Rodrigo olhou safado.
- Rodrigo tu é muito safado! – Juliana arregalou os olhos para o marido que gargalhava.
- Em casa a gente conversa sobre esses tapas.
- Vamos Rodrigo, o sol já deve tá te afetando. Meu Deus, como fui gostar de você?
Rodrigo e Juliana voltaram para casa e em casa foi outra farra na banheira. Gabi chutava tanto, que até o quarto ficou molhado. E na hora da papinha de fruta, a menina ficou com papinha até na cabeça.
- Rodrigo, eu não acredito! – Juliana falou ao chegar na cozinha onde Rodrigo dava a papinha da filha. – Cara, era só dar a papinha pra ela, o que tem de difícil nisso, me diz?
- Ju, essa pequena é fogo igual a você – Rodrigo tentava se defender; - Me obedece não;
- Meu Deus, tô ferrada com vocês dois.
Rodrigo vendo a mulher rindo e tão limpinha, resolveu aprontar com ela. Encheu uma colher com papinha de fruta e jogou em Juliana.
- Rodrigo Sang Simas! – Juliana falou entre os dentes – Isso não vai ficar assim.!
- Tô morrendo de medo loirinha… – Rodrigo fazia cara de apavorado, jogando mais papinha em Juliana.
- Você quem pediu. Prepara! – Juliana falou pegando ovos na bancada da cozinha e jogando no marido.
Gabriela ria e batia palminhas vendo os pais naquela algazarra. Rodrigo conseguiu pegar Juliana que ria como louca e a suspendeu um pouco, beijando seu pescoço.
- Te amo, sua maluquinha.
- Te amo , seu gostoso.
Rodrigo beijou Juliana e Gabriela pareceu entender o amor dos pais. Dava gritinhos de alegria. Ana chegou a tempo de ver o filho , a nora e a neta todos lambuzados.
- Vocês não existem. Parecem mais criança do que a Gabi… – Ana ria
- Mãezinha, faz bem pra pele. Quer um pouquinho? – falou se aproximando da mãe
- Rodrigo, tu fica aí seu moleque! – Ana falou andando um pouco para trás.
- Não quer testar? – Rodrigo provocou
- Eu vou testar como é bater num marmanjo desse tamanho.
- Parei mãezinha… – Tá vendo aí Gabi? A vovó sabe nem brincar… – falou fazendo a filha gritar.
- Rodrigo, tenho pena da Ju… Vai ter que cuidar de duas crianças.
A noite Rodrigo e Juliana iriam sair pela primeira vez desde o nascimento da filha. Ana ficaria com a neta, o filho e a nora precisavam de um tempo só deles. E ficariam mais despreocupados sabendo que a filha ficaria aos cuidados da avó.
A noite prometia…
- Rod ? – Juliana chamava o marido pela milésima vez.
- Oi, minha linda… – Rodrigo falou carinhoso, sabia a angústia que a mulher estava passando.
- Amor, ela vai ficar bem, né?
- Ju, ela vai ficar com minha mãe. Você sabe o quanto minha mãe é cuidadosa. – Rodrigo explicava terno para a mulher.
- Amor, eu sei que a Ana vai cuidar bem dela, entrego minha a filha a ela de olhos fechados.
- Então , qual é o problema minha linda? – Rodrigo acariciou o cabelo da mulher.
- Amor, você viu como a Gabi ficou quando você viajou…
- Meu amor, vamos só sair pra nos curtimos um tempo a sós. Logo voltamos, prometo! E além do mais, ela já vai estar dormindo, nem vai perceber.
- Você tem razão, meu lindo. E eu também estou com saudade de sair com você. – falou envolvendo os braços no pescoço de – falou envolvendo os braços no pescoço de Rodrigo.
- Só de sair, que você tem saudade? Rodrigo falou roçando a barba no rosto de Juliana.
- Claro que não… mas vamos logo se não vamos acabar ficando por aqui mesmo. – puxou o marido.
- Juliana, Juliana… – Rodrigo falou rindo.
(…)
Na boate, Rodrigo e Juliana se juntaram a Bruno, Yanna, Felipe, Mari, Ycaro, Lica, Keila e Igor.
- Olha o meu casal favorito… – Ycaro falou ao ver Rodrigo e Juliana.
- Ju, que saudade! – Lica falou abraçando a amiga.- Você tá cada dia mais linda, mulher!
- Verdade. – Igor falou se aproximando de Juliana. – O Rod, é um cara de sorte. Sempre pegou as mais gatas.
Juliana viu Rodrigo fechar a cara na mesma hora. E não soube o que fazer.
- Cara, essa gata aí eu não peguei, eu casei. – Rodrigo falou sério.
- Rod, e a princesa? – Bruno chamou a atenção do irmão mudando de assunto. – Dona Ana deve tá numa babação só.
- Ela tá realizada com os dois netinhos só pra ela. – Felipe falava rindo.
- Imagina quando o Mateus chegar? – Yanna disse animada. – Aí ela enlouquece de vez.
- Ya, como tá esse garotão? – Rodrigo falou passando a mão na barriga da cunhada.
- Rod, acho que vai ser jogador de futebol. – disse convicta.- porque o que chuta…
O estresse que tinha rolado há pouco, logo foi esquecido. Rodrigo conversava animadamente, mas não largava a esposa. Via os homens do local olhando Juliana e aquela forma como a segurava pela cintura, indicava que ela não estava só. Juliana percebeu a intenção de Rodrigo e riu. Ela era dele, não precisava mostrar a ninguém, porque não havia outro para ela.
- Amor, quero dançar… – Juliana falou manhosa na boca de Rodrigo.
Rodrigo a olhou com desejo, só a voz de Juliana era suficiente para despertar nele o mais profundo desejo. Colou seus lábios nos dela e a beijou. O beijo era cheio de luxúria, fogo, desejo. As línguas faziam uma deliciosa luta de reconhecimento. Queriam que respirar não fosse preciso, e quando o ar se fez necessário Rodrigo dava leves mordidas nos lábios de Juliana.
- Dançar? – Juliana perguntou tentando respirar no mesmo compasso.
- Vamos, minha gostosa. – Rodrigo falou dando um selinho na esposa.
Rodrigo e Juliana foram dançar sendo acompanhados por Felipe e Mari. Era incrível como mesmo sendo casados e com uma filha, o desejo entre eles só aumentava. Se amavam e isso era nítido e visível. Permaneceram um bom tempo dançando até que Juliana se sentiu cansada e voltaram para junto dos outros.
- Gente tô ficando velha. – Juliana falou ao chegar perto dos amigos. – Aguento muito tempo não.
- Velha, Ju? – Igor que já estava visivelmente embriagado perguntou. – Você e a mais top daqui!
- Cara, tu tá insistindo, né? – Rodrigo tinha os punhos cerrado perto do corpo. – Igor, respeita a minha mulher!
- Rod, queria saber qual é o doce que você tem, porque tudo que é gata fica gamada. – Igor continuou insistindo. – Só aqui já vi umas cinco que tu já comeu.
Lica que já estava nervosa com a pequena discussão que havia se iniciado resolver intervir.
- Igor, já chega, cara. – falou pegando no braço do amigo.- O Rod e a Ju não saem há bastante tempo. Não estraga a noite deles.
- Estragar a noite do Rod? Impossível! – Igor chegou perto de Rodrigo. – Ju, ele já te falou que até a Keila ele já pegou?
- Ei! Me tira disso! – Keila falou rindo. Na verdade se divertia com a cena.
- Olha Igor, na verdade não sabia, mas como você mesmo disse, ele FICOU e o passado dele realmente não me interessa – Juliana falou firme. – Amor, tô cansada, quero ir pra casa.
- Já deu pra gente. – Rodrigo falou olhando pros irmãos. – Vamos embora.
- Vamos, aproveitar o resto da noite só nós dois. – Juliana falou abraçando Rodrigo e sentiu toda a rigidez do corpo do marido ir embora.
Rodrigo se despediu dos amigos, exceto Igor, com esse ele falaria quando o mesmo estivesse sóbrio e foi embora.
- Amor, em casa tenho um a surpresinha pra você . – Juliana falou apertado a coxa de Rodrigo que sentiu o corpo estremecer.
- Ju, faz assim não… – Rodrigo falou com uma voz rouca. – Vou acabar batendo esse carro.
- Se isso acontecer você não vai saber qual é a surpresa. – sorriu safada.
Rodrigo dirigiu o mais rápido que pode. Assim que chegou em casa, Juliana subiu correndo para o quarto e gritou que ele esperasse até ela chamar. Aqueles poucos minutos, demoraram horas para Rodrigo, que ao ouvir Juliana o chamando quase voou até o quarto.
- Ju, assim você vai me matar…
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Estava quase enlouquecendo por não ter como postar.
Mas graças a Deus consegui. Tá aí o primeiro capítulo de 2015. Espero que gostem.
Beijos













