Como uma enorme peça de teatro, repleta de holofotes, grandes cortinas e figurinos minimalistas, todos desempenham seus papéis segundo seus próprios personagens. Escondidos por trás de suas máscaras claras como as páginas vazias de um livro, ilustradas a cada capítulo de seus disfarces. Ironia pensar que seria algo tão original considerando ser algo tão cansativamente saturado. Apenas o mesmo de tantas outras peças, tendo como única divergência os atores por trás dos figurinos.
A obra retrata o viver de uma família lesionada e desorientada, daquelas que nem sequer percebeu que se perdeu dentro de casa. Cada um tenta viver segundo suas crenças, o que gera uma gama de oportunidades para o ordenado caos expandir. A inflexibilidade irracional da maioria mantém a casa como sempre esteve, já que esse é o caminho com menos mudanças, até porquê, todos tem razão, não é? Um dos grandes motivos dessa permanecia caótica é que nenhum dos envolvidos expressa sua razão com verdade, apenas abrem seus braços e correm calorosamente em direção a saída mais fácil. E isso se mantém por horas e horas de apresentação dolorosamente tediosa. Mas não se engane, isso não é sobre família.
Não desejo mais participar, assistir ou sequer pensar em tal obra teatral tão desagradável. Somente nós sobramos aqui, assistindo, como meros espectadores. E quem sabe quando termina? Ninguém? Decepcionante. Pelo visto, devemos aguardar a tão esperada reviravolta. Até lá, mantenho-me tortuosamente calado, desaprovado e desaprovador.















