Eu juro que não sei se é carência. Droga! Eu poderia me apaixonar agora mesmo por qualquer garoto que se interessasse pelas mesmas coisas que eu. Mas você… Você insiste em ficar, mesmo que inocentemente. Eu realmente devo admitir, gosto de você desde o sétimo ano. Minhas amigas sempre me ouviram tagarelar sobre você, ou até Deus mesmo me aguentou. Porém, agora, não sou mais uma criança de 12 anos. Eu mudei muito. E você continua aqui. Me conhece direitinho. Nessas horas, tenho vontade de te abraçar bem apertado, sentir seu cheiro, cheirar seu cabelo e checar pra ver se tem o mesmo cheiro do sonho. Mas tudo despenca. Não sei, meu bem. Não sei te decifrar. E você não deixa. Sempre muito confuso, bagunça minha mente. Ora, somos amigos! E eu quero continuar assim, pois não gosto de várias coisas em você! Odeio várias coisas! Conheço seus defeitos e os reprovo, não os respeito. Isso é um sinal que não dá certo. Apesar disso, meu bem… Eu te amo. Olhe, escrevo isso porque sei que não vai ver. Estou bêbada de sono. Mas… Eu gosto de você. Por favor, me diga que é recíproco. Me chame pra sair. Me queira. Afinal, você sente, ou não quer sentir? Carência, essa bendita carência, que me faz querer te ter por perto. Cada vez que converso contigo, estou com saudades. Estou com saudades. Por que não toma iniciativa? Eu deveria.? Não. Sou tão indecisa. Morro de medo de te magoar. Venha, fale comigo. Diga que gosta de mim. Que eu não devoficae com ninguém. Só com você. Eu te aceito. Talvez seja carência. Se for recíproco, eu juro, será mais que carência.