After Midnight @Aillan Villeneuve
Não demorou muito para que a silhueta da garota ficou mais clara para ele, assim como o restante do rosto quando esta virou-se em direção a Villeneuve. Ele a conhecia, mesmo que de vista em outros momentos, mais claros no castelo. Tratava-se de alguém que também pertencia a casa da irmã, mesmo que Astrid provavelmente mantivesse um contato maior com Carrow. Ao menos era o que ele imaginava. Perdido nas divagações ele demorou um pouco para responder, ou no caso questionar quando ouviu as explicações da morena. Bastante convincentes, ainda que em certo tempo naquele cargo ele aprendera a não confiar tão cegamente no que lhe diziam. Â
— Está certo. — Foi o que o loiro respondendo em certo ponto tentando medir as próximas palavras, sonserinos costumavam ser escorregadios e ele tinha um exemplo e tanto em casa. — Não há problema neste caso. Lhe estimo as melhoras. — Continuou em um tom de voz calmo e baixo ao voltar o olhar mais analÃtico e cuidadoso sobre a sonserina. Algo ali não encaixava, então apenas pensou em ter uma conversa ao escolta-la para o Salão Comunal da mesma. Uma conversa despretensiosa provavelmente revelaria mais algo do que ele queria ou deveria saber. — Já que está em condições delicadas, vou acompanha-la até as Masmorras. — Arqueou uma das sobrancelhas sem fazer menção para que ela o questionasse e resolver completar a linha de raciocÃnio. — E não. Não é incômodo, é meu dever perante Hogwarts. — Disse esboçando um mÃnimo sorriso ladino. — Siga-me. — Anunciou tomando o andar inicial olhando sobre o ombro se ela o seguia.
Talvez ele não soubesse exatamente com que estivesse lidando, entretanto ele dissera na melhor forma possÃvel. Com outros monitores ela talvez nem tivesse a chance de se explicar e muito menos sairia tão ilesa quanto agora. — Que mal lhe pergunte… — Quebrou o silêncio e acendendo a varinha mirando-a um pouco mais abaixo para que a luz da ponta da varinha ajudasse a iluminar o caminho de ambos. — Qual planta exatamente lhe deu a reação? Dente de leão? Ouvi dizer que em certos casos dá uma reação estranha. — Obviamente estava jogando verde, ele sabia que a planta não seria capaz de dar sequer alguma reação em qualquer pessoa. Ainda sim, se tivesse confirmação seria um caminho para descobrir a verdade.
Era difÃcil à garota imaginar que desconhecido que julgava como um Monitor tivesse acreditado em sua justificativa para estar vagando pelos corredores à quela hora da noite, algo estritamente proibido diante à s regras da escola, porém, limitou-se a acenar com a cabeça diante do desejo de melhoras vindo do rapaz. Mesmo que não houvesse do quê melhorar.  — Não há neces... — As palavras morriam em seus lábios à medida que era interrompida com o complemento do loiro à sua sentença anterior. Algo no semblante dele indicava à Carrow que seria impossÃvel de convencê-lo do contrário, mesmo que aquilo fosse completamente contra sua vontade. Afinal, tudo o que desejava desde o começo daquela noite era ter um tempo para si, longe de qualquer alma viva – e morta, afinal, estavam em Hogwarts – habitante daquele local.Â
O som dos passos do rapaz ecoava pelo corredor praticamente vazio, fazendo com que a sonserina acordasse de seus pensamentos (nos que fazia questão de amaldiçoá-lo em todas as suas gerações passadas e futuras) e pusesse a acompanhá-lo – mesmo que a contragosto. — Meu Salão Comunal fica a poucos metros de distância, garanto que não me perderia assim tão fácil. Afinal, estou aqui há anos. — Um sorriso se fazia presente em seus lábios, ainda que tão forçado quanto o tom de voz amigável usado pela garota em suas palavras recém ditas. Não havia por que ser escoltada ao Salão da Slytherin, estando tão perto assim do local, mas tinha em mente algumas teorias sobre aquilo. Entre elas: em primeiro lugar, que o rapaz quisesse chamar sua atenção agindo de uma forma inesperadamente cortês; segundos, que apenas quisesse ter certeza que os aposentos de Salazar Slytherin fossem sua última parada naquela noite.Â
Depois do que pareceram horas de silêncio à Alecto, a voz masculina soou aos seus ouvidos lhe chamando a atenção assim como a luz emitida da ponta da varinha do rapaz. — Hm... Imagino que não. — Não fazia a menor ideia do que o monitor estava falando, mas nada daquilo lhe parecia coerente. Talvez uma vã tentativa de criar uma conversa entre ambos enquanto percorriam aquele breve percurso, o que em nada agradava a morena. — Alguma erva das estufas. — Não sentia necessidade alguma em prosseguir com aquele assunto, fazendo o uso de um tom de voz desinteressado e palavras breves. — Não há com o que se preocupar. Nada contagioso, senhor monitor. — Completou, dando espaço logo após à s palavras para um sorriso vil que brotava em seus lábios.Â








