Nossos "liberais" e "conservadores" ainda estão no tempo da briga estatismo versus economia privada. Não entenderam bosta nenhuma do que aconteceu nos últimos trinta anos.
OLAVO DE CARVALHO
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Nossos "liberais" e "conservadores" ainda estão no tempo da briga estatismo versus economia privada. Não entenderam bosta nenhuma do que aconteceu nos últimos trinta anos.
OLAVO DE CARVALHO
"O feminismo trouxe a idéia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus patrões, mas escravas quando ajudam seus maridos.” – Gilbert K. Chesterton
Guerra e império
por Olavo de Carvalho
O Globo, 22 de março de 2003
Em 1995, expus em “O jardim das aflições” a teoria de que o novo Império mundial que se formava de mistura com a globalização econômica era um fenômeno bem diferente de tudo o que se conhecera até então como “imperialismo”. Malgrado elogios recebidos de críticos nacionais e estrangeiros, o livro continuou marginal, jamais sendo citado nas discussões correntes, quer midiáticas ou acadêmicas.
Cinco anos depois, o sr. Antonio Negri ganhou um dinheirão e aplausos universais vendendo a mesma teoria em seu livro “Império”, escrito em parceria com Michael Hardt. A concordância do sr. Negri comigo ia desde as origens do processo, que fazíamos remontar ao século XVIII, até à localização explícita da sede do governo imperial, que ambos situávamos no edifício da ONU e não na Casa Branca. Entre esses dois extremos, concordávamos também na definição do Império como um novo paradigma civilizacional e não apenas uma mutação dos velhos imperialismos e colonialismos.
Jamais me ocorreu que o sr. Negri, o qual nunca me viu mais gordo, tivesse me plagiado. Ele apenas tinha um cérebro mais lento, o que não era culpa dele, e eu não tinha um lobby publicitário a meu serviço, o que não era culpa minha. Outras diferenças essenciais entre nós eram as seguintes:
1) Eu não podia alegar entre meus méritos intelectuais a participação em nenhum homicídio político, ao passo que o sr. Negri ostentava em seu currículo a gentil colaboração com os assassinos de Aldo Moro, a qual, vamos e venhamos, é de um sex appeal irresistível para a imprensa dita cultural.
2) O sr. Negri descrevia como focos da reação libertária à ascensão imperial precisamente alguns movimentos de massa nos quais eu enxergava a mão inconfundível do próprio Império.
3) O sr. Negri, fiel ao cacoete marxista de explicar tudo pelo econômico, via o Império como superestrutura política do capitalismo globalizado e, assim, não podia senão acabar fazendo da ONU, ao menos implicitamente, uma agência a serviço do capitalismo. Como o grosso do capital está nos EUA, o resultado era que o belo diagnóstico diferencial entre imperialismo e Império acabava por se dissolver a si mesmo e desmascarar-se como nada mais que um novo pretexto para descer o pau nos EUA.
Nada a discutir no concernente ao primeiro ponto, onde a superioridade do sr. Negri é imbatível. Quanto ao segundo, a gigantesca mobilização mundial “pacifista” em prol de Saddam Hussein mostrou com eloqüência global que os movimentos de massa nos quais o sr. Negri via uma “alternativa utópica” ao Império da ONU (e seu parceiro Hardt ainda insiste nisso, com cega teimosia, na “Folha de S. Paulo” do dia 19) são tentáculos da própria ONU, empenhados em estrangular as últimas e únicas soberanias nacionais capazes de lhe criar problemas: a americana, a inglesa e a israelense.
Por fim, os acontecimentos das últimas semanas (na verdade, dos últimos anos, isto é, desde a conferência de Durban) provaram claramente de que lado está a ONU. Mais ainda, mostraram de que lado estão os próprios neoglobalistas americanos, incluindo a grande mídia: todos a serviço da ONU e contra seu próprio país.
Tal como expliquei em “O jardim das aflições”, há dentro dos EUA um conflito de base entre forças imperiais e nacionais, ou entre os adeptos da ONU e os da nação americana, estes alinhados com Israel, aqueles com a revolução mundial que hoje irmana comunistas, neonazistas, radicais islâmicos e variados interesses antiamericanos de ocasião num pacto global de apoio à tirania genocida do Iraque e, de modo geral, a tudo o que não presta no mundo. Enfim, o que sobra de aproveitável no livro do sr. Negri são aquelas partes em que ele coincide com o meu. Tudo o mais é propaganda imperial camuflada em “utopia alternativa”.
Um ponto que não abordei no meu livro e que seria demasiado longo discutir aqui é: como o Islã revolucionário se tornou a boca de funil para onde escoam todas as correntes antiamericanas e antidemocráticas? Resumindo brutalmente, com a promessa de um dia voltar ao assunto, digo que:
1) O radicalismo islâmico, obra de intelectuais muçulmanos de formação européia, e que remonta à década de 30, está para o Islã tradicional como a “teologia da libertação” está para o cristianismo. Ele esvazia a tradição islâmica de seu conteúdo espiritual e o transmuta na fórmula ideológica da revolução mundial. (O presidente Bush, que nossos intelectuais semi-analfabetos fingem desprezar como um caipirão, compreendeu perfeitamente esse ponto e por isso recusou com veemência a proposta indecente de dar à guerra contra o terrorismo a conotação de uma cruzada antiislâmica.)
2) Essa fórmula, por seu caráter universalista e seu invejável requinte dialético (afinal, um de seus criadores é Roger Garaudy, fino estudioso de Hegel), engloba e transcende todas as correntes anticapitalistas e antidemocráticas do século XX, desde o nazismo puro e grosso — passando por suas versões mais refinadas, como o anti-humanismo de Martin Heidegger, o desconstrucionismo de Paul de Man, o niilismo de Foucault — até as diversas versões do comunismo: stalinista, maoísta, trotskista, gramsciana etc. Conforme já profetizava seu pioneiro Said Qutub, o destino da revolução islâmica é absorver e superar — hegelianamente — todas as revoluções. Daí o aparente milagre da solidariedade entre esquerdistas e neonazistas nos protestos anti-Bush e nas intrigas antiisraelenses da ONU.
É claro que, ao embarcar numa luta de vida e morte contra a revolução mundial — e, por tabela, contra o neoglobalismo da ONU —, a própria nação americana se investe de responsabilidades imperiais. O que poderá vir a ser um Império americano propriamente dito, nascido sobre os escombros do projeto revolucionário e o virtual cadáver da ONU, é algo que só começará a se esclarecer daqui por diante. Nem eu nem o sr. Antonio Negri sabemos nada a respeito, e aí surge a quarta e última diferença entre nós: ele acha que sabe.
A armadilha da expressão "Guerra de narrativas"
por Marco Frenette (facebook)
Não existe e nem nunca houve uma "guerra de narrativas", pois a expressão indica que há um enfrentamento entre duas narrativas contrárias.
Ou seja, seriam duas "interpretações" da realidade, coisas que, antes da instauração do hospício à céu aberto, eram conhecidas simplesmente como mentiras.
Não se trata de mero jogo de palavras. Quem divulga ou estuda a "guerra de narrativas" tenta nos convencer de que não existe o certo e o errado, mas apenas "narrativas" igualmente válidas, que disputam em pé de igualdade a simpatia da sociedade.
Traduzindo, a expressão "guerra de narrativas" sugere que todas as mentiras perpetuadas pela criminalidade esquerdista têm o mesmo valor que as verdades divulgadas pelas pessoas honestas.
Por exemplo, as narrativas de um animal como o Molusco teriam o mesmo valor do que a palavra de um presidente honesto; e a opinião de uma guerrilheira agora tornada jornalista valeria a mesma coisa, ou mais, do que o depoimento de uma pessoa correta e trabalhadora.
O que há é uma guerra cultural. De um lado da guerra estão os criminosos com suas avalanches de narrativas, e de outro as pessoas honestas dizendo verdades.
Essa era uma loja de armas de São Paulo em 1987 (propaganda na Revista Magnum). Note as prateleiras cheias de rifles e espingardas e o balcão lotado de armas. Nessa época, bastava entrar na loja com RG e CPF, pagar uma taxa mínima e você comprava a arma. Em 48 horas estava tudo pronto.
Havia "faroeste" no meio das ruas? Não. As pessoas se matavam com armas em "brigas de bar"? Não. Havia 63 mil assassinatos por ano como temos atualmente? Não.
Em 1987 foram assassinadas 23 mil pessoas no Brasil (16 homicídios por 100 mil habitantes contra os atuais 30 homicídios por 100 mil habitantes). Havia muito mais segurança do que hoje.
Cada brasileiro pode e deve ser livre para se defender.
Fonte: Alfredo Villanova Filho (Facebook)
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Qualquer homem substancialmente culto sabe que as leituras particulares ensinam muito mais que o currículo escolar, mesmo de alto nível (inexistente no Brasil). Qualquer professor que despreze o aprendizado informal só prova que não tem outra cultura senão a da sala de aula, o que é o mesmo que dizer, aquele mínimo obrigatório para “passar de ano”. Não é de espantar que esses indivíduos semicultos, ou totalmente incultos, incumbidos, no entanto, de representar perante a plateia ainda mais inculta o papel de portadores oficiais da cultura, tragam sempre dentro de si aquela insegurança típica dos farsantes e odeiem com todas as suas forças o portador de real cultura, cobrando-lhe exigências desesperadoramente convencionais como os diplomas e a “revisão pelos pares”.
OLAVO DE CARVALHO
O Brasil está infestado de idiotas úteis.
Ciência & Falsa Ciência
Patriotas, bom dia!
Fato
Patriota, antes de falar em "guerra cultural" você precisa compreender isso: a hegemonia comunista dentro das universidades brasileiras.
Há 20 anos o Professor Olavo de Carvalho vem batendo na mesma tecla.
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Avante PATRIOTAS!!!
FELIZ ANO NOVO
Olavo tem razão!