Ultima Parte
Alex abriu os olhos. A madeira escurecida devido a umidade estava em todos os lados. Ele ouviu vozes gritando coisas em russo, os corpos andavam de um lado para o outro no andar de cima. Vida se materializou do outro lado do casco do navio. - Ai! - ela reclamou quando atingiu o chão duro - Porque eu não apareci na cama?! Ela se levantou e viu Alex ainda no chão. Era difícil para ele manter a cabeça de pé. Estava tonto demais, respirar era difícil e ele só sentia o cheiro do sangue. Júlia tirou ele do chão e o colocou na cama em que antes estava deitada. Alex queria saber aonde estava, queria perguntar, mas sua boca estava seca e lhe faltou as palavras. Na verdade elas pareciam não existir. Júlia já estava agindo diante dos ferimentos. Rasgou um pedaço longo do lençol da cama em que antes estava deitada e amarrou entorno da cabeça de Alex para parar o sangramento. O bruxo ergueu a mão e sentiu o lençol, entendendo o que a amiga tinha feito - este simples movimento lhe fez ter ainda mais tontura. - Vocês são gêmeos. Tem o mesmo tipo sanguíneo? - perguntou Júlia. - Hum-hum. - confirmou ela com um breve aceno com a cabeça. Vida de levantou, apanhou o algodão com álcool e esfregou no próprio braço algumas vezes. - Você não acha melhor chamar Emily? - Eu... Emily irrompeu ali de repente, Dean ao lado dela. Júlia sabia que tomaria uma bronca que jamais esqueceria para o resto da vida. - Emily! Eu trouxe Alex de volta, desaparatei pro navio. Infelizmente não encontrei Hashirama. - disse Vida - Por falar nisso, como está seu braço Júlia? Você sumiu de repente. O que era aquilo? Era exatamente o que Júlia estava pensando. Vida estava limpando a barra dela. A bruxa fechou os olhos por um segundo e implorou para si mesma de que Dean não tivesse dito nada à Emily, e também que ninguém tivesse entrado no quarto desde que saira. - Estou melhor Vida, obrigada. - Disse Júlia estendendo a mão e tocando a cabeça de Alex por um instante. - O que houve com ele? Ela tocou em um ponto e Alex fingiu doer exatamente ali. - Não toca piranha! Ele estava lutando contra Connor. - Protestou Vida agitando a varinha com as mãos descontroladas. Dean desviou do braço da garota repetidas vezes como se tivesse medo que uma faísca pudesse sair de lá e deixa-lo tetraplégico. Emily não fez perguntas e nem desconfiou; andou apreçada e tomou Alex em seus braços. - Vocês três, podem sair do quarto. Eu cuido de Alex. - Ele está com falta de sangue e eu posso doar. - sugeriu Vida mostrando o braço pálido com a manga arregaçada até o ombro. Emily encarou por um instante o braço de Vida. - Está bem então. Júlia e Dean, esperem do lado de fora. - disse ela pegando mais embalagens de uma maleta. Dean saiu de imediato, Júlia demorou tempo o bastante para trocar um sorriso e uma piscadela com Vida. *********************************************** Júlia subiu os últimos degraus até a parte de cima do navio. Fox conversava com Samantha quando avistou Júlia. - Aonde você estava? - Fox perguntou saindo de perto da amiga, ele tomou o braço enfaixado da esposa e alisou com a mão, como se sentisse muito. - Eu entrei no quarto escondido porque não estavam querendo deixar ninguém te ver, e você não estava lá. - Eu tinha ido ao banheiro. - respondeu ela automaticamente, quando ele abriu a boca novamente ela estendeu - Fiquei lá um tempão. - Fiquei preocupado. - Eu precisava de um tempo em um ambiente menor pra pensar. - depois Júlia pensou "um lugar que me oprimisse tanto quanto a mente faz" O rosto de Fox se contorceu: - O que? - Não pergunte. Vai parecer que não me conhece. - e com isso ela sorriu e abraçou Fox. Ele devolveu um sorriso trêmulo antes de seus braços a envolverem. - Hashirama! - algum tripulante gritou. Júlia teve um surto alegre dentro dela, soltou Fox e correu para onde os alunos se debruçavam do navio para enxergar a praia. O Homem sem armadura vermelha cruzava a areia na companhia de Krum, mais dois alunos e com eles, Travers. O Ministro da Magia já havia sangrado muito pela lâmina que Samantha cravara acima de sua cintura, e pelo visto ele ainda resistira porque um dos alunos de Drumstrang estava manco da perna esquerda. - E AIIIIIIII?! - Berrou Brook de cima do caralho do navio. Travers temia o esqueleto e agora ele fazia parte do exército que havia lhe sequestrado. - OTÁRIOS À VISTA CAPITÃO! Samantha gargalhou descansando a cabeça no ombro de Daniel. - Pelo visto foi barra pesada! Hashirama voltou sem roupa, Travers ta sangrando a buceta e um pobrezinho ta mancando! - Brook era definitivamente um amigo perigoso para dar uma volta ao parque - Mandou bem em Hashirama! Isso é o que eu chamo de madeira. Os alunos da Catena Alta explodiram em gargalhadas. - Pronto, agora Brook é o herói deles. - riu Akira - Piratas. Todos iguais. - Desprezou um aluno de Durmstrang. - Jamais serão tripulantes nobres como nós. - Tudo a mesma bosta. - Caçoou Rex. Hashirama subiu a bordo junto com os alunos e o Ministro com a ajuda de Fox é um outro tripulante. - O senhor está bem? - perguntaram os alunos para Hashirama. O homem por algum tempo achou que a pergunta fora para Viktor, já que era um aluno de Drumstrang que o questionara, e não respondeu de imediato. - Senhor? - Sim, estou bem. - Preparar para zarpar! - gritou Igor por trás do leme. Os tripulantes começaram a se movimentar em movimentos sincronizados. Levantavam a âncora, desamarravam as velas com feitiços. - Igor, precisaremos remar até alto mar. A praia é rasa demais. - disse Brook andando em direção ao capitão. O desconforto de Karkaroff era explícito. O medo estampado em cada ruga de sua face. Brook sabia que os comensais da morte temiam seu potencial sádico, mas parecia não reparar que alguns aliados que já serviram as trevas como Karkaroff, também temiam ele igualmente. - Está bem. - gemeu ele antes de limpar a garganta e recuperar a voz para enfim gritar as ordens - Rapazes, remaremos por alguns nós, uns cinquenta. Vocês podem entrar no casco e começarem a remar agora mesmo! - Cinquenta!? - impressionou-se Júlia. - É, este navio é enorme. - Disse Fox olhando para as velas que começaram se agitar. - Vamos aparatar depois que o mar estiver fundo o suficiente e a água em boa temperatura, como combinamos! - gritou Igor quando os homens corriam para o alçapão onde ficavam os remos. - Rápido! - O que houve com sua armadura? - perguntou Júlia alisando a gola da camiseta de manga comprida que Hashirama usava por debaixo da armadura. - Ah, Você-sabe-quem a destruiu com um feitiço... - Hashirama perdeu o fôlego enquanto falava. - Hashi, você está bem? Ele se sentou para evitar que caísse e riu de si mesmo por isso, mas não por muito tempo. - Hashirama! - insistiu Júlia - Júlia, eu... acho que quebrei algumas costelas. - seus pulmões se comprimiram e ele tossiu, em uma engasgada breve e forçada, sangue espirrou do fundo de sua garganta e respingou na camiseta preta da amiga. Era mais sério do que isso. - Fox, chame a Emily, rápido. - pediu ela sem tirar os olhos do amigo que agora estava encostado em seus braços. Fox correu como um vulto para dentro do navio mas alcançou a porta com calma. Samantha se aproximou querendo saber o que tinha acontecido e não demorou para que uma equipe de curiosos se manifestasse ao redor do líder de Prontera e sua assistente. - Tudo isso por causa de um único feitiço que aquele idiota me acert... - - Cala a boca Hashirama! Não fale nada, espere Emily. - gritou Júlia revoltada e preocupada ao mesmo tempo. Emily chegou logo em seguida na companhia de Vida com um adesivo medicinal circular no braço com a manga ainda arregaçada. - Pássaro de Cura! - ordenou Vida mas apenas um cenário de luz frouxa e sem brilho emergiu de suas palmas e se desfez antes mesmo de chegar ao peito de Hashirama. - Estou sem energia. Emily colocou uma luva azul transparente que tinha um projetor nas costas da mão, onde inicialmente aparecia a bandeira de Coruscant com o símbolo clássico de medicina sobrepondo. Era uma constelação azul e verde com duas serpentes se encontrando em torno de uma espada. Emily passou a mão pelo peito de Hashirama. O projetor acendeu e mostrou em um holograma uma espécie de raio-X. - Caralho. - se impressionou Daniel. - A tecnologia medicinal é a preferência dos avanços científicos coruscantinos. - Emily disse apressada. Haviam três ou quatro costelas fraturadas, duas delas estavam com as pontas encostando no pulmão de Hashirama toda vez em que ele respirava. - Hashirama, quero que respire sempre brevemente. Não demore para soltar o ar. Te proíbo de respirar fundo. - Está bem Emily. - sussurrou Hashirama. - Você tem sorte de estar vivo. - ela disse quando o navio começou a virar em torno do próprio eixo. Os remos eram agitados enquanto submersos. Foi quando um feitiço cruzou a praia e explodiu o mastro principal. O estrondo tremeu o navio inteiro. Vultos negros e encapuzados rodavam o navio em cima de vassouras, bombardeando o casco onde os alunos remavam. - Estamos sob ataque! recolher remos, preparar canhões! - Berrou Brook tomando partida em comandar o navio já que Igor não havia dado ordem alguma, apenas olhava para a Lua, agora ainda mais vermelha. Os comensais da morte estavam tentando retardá-los para que o exército de Jenova possa realmente dar um fim em Prontera. - Protego Máxima! - Júlia apontou para cima, o escudo começou a envolver o navio. - Reparo! O mastro começou a se reerguer e as farpas começaram a se encaixar. Emily pegou Hashirama pelo colo e correu pra debaixo da escada. Fox saltou por cima de uma das velas e começou a distribuir tiros nos rostos dos vultos. Os canhões começaram a disparar, não erravam nenhuma bola. - PARA BAIXO! - Berrou Igor enfim, assim que o escudo de Júlia englobou todo o navio. - Mas capitão, ainda não temos magia o suficiente para isso, o navio não vai suportar aparatar agora. Estamos perto da baía. Se o navio extrunchar vamos perder tudo! - Gritou um dos alunos quando Akira derrubou um dos comensais com sua foice. O céu explodiu em chamas, o mundo acabaria em milésimos. Os comensais da morte recuaram. O escudo de Júlia começou a rachar e ser destruído, seus estilhaços caiam sobre o navio como enormes vidraças. - Protego! - Berrou ela. As partes ainda não destruídas se fortaleceram em uma luz azul-safira - IGOR! Não vou aguentar por muito tempo! - PARA BAIXO, Agora! - Tornou a gritar o capitão, quer seja lá o que isso significasse. - Segurem-se! - gritou um dos tripulantes. Emily abraçou Hashirama por debaixo da escada, os cacos do escudo fuzilavam os degraus em cima de suas cabeças. - O barco não vai suportar! - gritou outro aluno. Aquelas palavras preocupavam todos. Mas Igor continuava gritando as mesmas palavras sem sentido algum para os aliados a bordo. O navio começou a se elevar sobre as ondas, mas ele não voltava para a água. Ele só subia devagar, cada vez mais. - Júlia, tire o escudo, ele não vai nos deixar ir para baixo! - Gritou Igor Karkaroff se dirigindo a ela pela primeira vez pronunciando seu nome. Ela achou a ideia loucura, principalmente pelo fato de não entender o que ele queria dizer com "para baixo" e porque os comensais da morte ainda bombardeavam o escudo, e depois dele seria o navio o grande alvo. - Faça o que ele diz! - Gritou Samantha desesperada tampando os ouvidos com as mãos. O som dos baques contra o escudo frágil era ensurdecedor para quem estivesse dentro ouvindo a acústica de toda batalha que lhe fora poupada. Os braços de Júlia tremiam como se mantê-los erguidos significasse a estabilidade do escudo. A bruxa esticou os braços para os lados e o Protego ao invés de ser desfeito, explodiu em estilhaços infinitos mas não caíram no navio eles se fixaram no ar antes de começarem a rodar freneticamente ao redor do navio, rodando em uma circunferência perfeita. Júlia fazia movimentos circulares com o braço que segurava a varinha, e como um liquidificador externo, os comensais da morte que antes atacavam o navio, agora eram eviscerados e rasgados como se fossem simples sacos de sangue e carne. - Boa Garota! - gritou Brook subindo no mastro para ver melhor a chacina do outro lado. Ele ria sem parar. - Bela! - elogiou Igor. - Agora se segurem! vamos virar para baixo. - Que?! - exclamou Samantha. - Como assim? O que é isso? - perguntou Daniel sem conseguir manter a voz estável. - Não sei, mas não me soou bem desde o começo! Júlia precisava se segurar e ia precisar dos seus braços mas um deles ainda rodava ao redor do navio, alguns feitiços começaram a entrar navio adentro. Alguns dos estilhaços eram destruídos em fragmentos menores eram lançados nos tripulantes. - SE SEGUREM! - Avisou Karkaroff pela última vez e rodou o leme em suas mãos. Júlia lançou os pedaços de seu escudo para longe. Afastando os comensais sobreviventes e persistentes. Ela foi a última se segurar. O navio virou de ponta cabeça ainda no ar, as ondas agitadas agora por cima de suas cabeças. Vida que tinha ido olhar Alex e os outros feridos, gritou apavorada de dentro do casco arranhado do navio. Ela não tinha ideia do porque o navio estava de ponta cabeça. Na verdade ninguém ali tinha a não ser Karkaroff e sua tripulação, mas Vida não tinha ideia de que estavam de ponta cabeça por comandos do capital. - Pronto! Para baixo! - Gritou Igor. O navio despencou sem explicação, só com as palavras de Igor. Emily gritou de baixo da escada. Quando o navio atingiu a água é como se fosse puxado para cima só que para dentro do Oceano. Eles emergiram do outro lado da face oceânica. A terra e o céu trocados por mar, o mar trocado por terra e céu. Um portal. Era como se o mundo tivesse virado ao contrário. - Aonde estamos!? - Gritou Brook - Esse é o melhor dia da minha vida! - Oi!? - gritou Igor encharcado, assim como todos estavam - Melhor dia? Tenho medo de testemunhar o seu pior. Júlia sorriu nervosa. Tudo havia dado certo. Ela olhou ao redor. Estavam no litoral da França provavelmente bem próximos de onde costumava ser a academia Beauxbatons. O castelo de vidro e cera de leva destruído em meio as colinas mais ao sul. O navio estava caindo aos pedaços, e não aguentaria uma viagem ou mais uma aparatação. - Estão todos bem? - Perguntou Semag. - Não. Ninguém Ta bem, só não estamos péssimos. - Respondeu Ichyro ironicamente. Vida saiu de dentro dos aposentos do navio com Alex. O homem ainda estava extremamente pálido e ambos estavam cobertos de poeira e cerragem. - Aonde estamos?! - ela perguntou dando um galope nervoso até Brook. Virou o rosto para a direita e viu o que sobrou do castelo - Beauxbatons? Porque nos trouxeram até aqui? Igor desceu lentamente os degraus ao redor do leme: - Este lugar já está destruído. Jenova não vai vasculhar o lixo que deixou pra trás. As alunas da Catena Alta em seus terninhos azuis e suéteres da senhora Weasley olharam com tristeza para as torres destruídas, as bandeiras queimadas. A academia de Beauxbatons destruída. - Que nostalgia estranha. - Deixou escapar Gabrielle. Debruçada no corrimão do navio. - É. - Concordaram algumas garotas. Andrew apertou os lábios assentiu. Emily veio de encontro com Júlia. - Ei, amiga. - a médica disse - Preciso levar Hashirama até um hospital. Júlia sentiu o sangue congelar: - Não tem um outro jeito? Coruscant está tão longe no momento e Hashirama não pode aparatar. Emily mordeu o lábio pensativa: - É que eu to sem medicação pra ele. - Como assim? - Eu não tenho remédio, seringas, instrumentos para outro paciente. Gastei tudo em Alex e nos alunos da Catena Alta. Por um breve e intenso segundo, Júlia amaldiçoou os alunos aliados mas depois se culpou por isso e tentou afastar-se daquele sentimento. - Temos como chamar uma nave de reforço e então levamos Hashirama para lá, mas vai ser complicado. - alertou Júlia antes que Emily pudesse ficar feliz. Tanto por ter chance de facilitar a recuperação de Hashirama, quanto pela chance de ver Louis, seu namorado. - Imagino. - lembrou Emily quando Caezar rompeu a aliança com a guilda antes de morrer nas mãos de Mal-amado. - Qual é, o Louis e o Karman são podres de rico. Podem mandar um "aero-alpha T3" fácil pra cá sem que o governo de Coruscant saiba. - disse Alex chegando um pouco tonto. - Quer dizer que estava ouvindo? - Emily fingiu estar brava mas não funcionou. - Desculpa ter comido e injetado tanto dos seus brinquedos. - riu Alex e seu rosto corou por alguns instantes - Mas o caso do Hashirama é grave então não vou pedir permissão. Estou ligando para Karman agora mesmo. Emily não escondeu sua felicidade. Sorriu, e deixou um gritinho escapar. - Óbvio que eu vou junto. - Disse Emily. - Claro! - Júlia estava ficando feliz pela amiga. Amiga né? Acho que sim. - Vou arrumar minhas coisas! - ela entrou correndo para o quarto para reorganizar as malas e "brinquedos". Alex colocou as mãos dentro da calça de moletom preta, olhou para trás e viu Fox distante, conversando distraidamente com Samantha, Semag e Daniel. - Júlia. - Chamou ele, feliz por não ter gaguejado como sempre faz quando estão sozinhos. Ela se virou ainda sorrindo por Emily e de repente percebeu que estava em uma situação diferente, tentou ficar séria mas riu de novo. A risada de Júlia pode ser ouvida por Fox, Alex sentiu isso mas não se atreveu a olhar pra trás de novo. - Você foi brilhante lá na floresta. - Obrigada. Não teria conseguido sem sua irmã. - e ela sabia que falava a verdade. Estariam os dois mortos. - Sabe, eu devia estar deitado agora, recebendo soro direto na veia ou algo assim. - refletiu Alex por um breve momento. - Sim. ******************************************** Passaram-se duas incríveis semanas de que Hashirama foi levado para Coruscant junto com Emily e Alex para fazer uns exames. Todos gostaram de Alex ter ido junto depois de Emily implorar, porque os resultados analisados por Karman e Louis era de que o ex-diretor tinha uma série de pequenos problemas, como desidratação, desnutrição, leves lesões musculares e desgaste em algumas articulações da coluna vertebral. Uma série de pequenos problemas que juntos podem custar sua morte. Vida não demorou para entender de que seu irmão voltaria mais tarde do que Hashirama. Krum e Fox comandaram os tripulantes para reparar as partes quase totalmente destruídas do navio. Mas mesmo depois de tanto esforço, Krum que entendia de navios, disse que o navio não aguentaria duas viagens, sua próxima ida teria que ser para um porto repleto de engenheiros navais ou não ia ter uma viagem de volta. Igor chorou com a notícia, mas recebeu uma ligação de Alex em Coruscant dizendo que ele podia concertar com alguns feitiços e encantamos contanto que o navio estivesse em terra firme ao invés de água. Foi difícil, mas Prontera conseguiu trazer o navio para a areia branca da praia. - Chama isso de terra firme? - Riu Alex pelo holograma do relógio de Akira. Aquele sorriso só dele, que só ele sabe fazer. Júlia sorriu de volta ao ver Igor se preocupar e começar a ficar irritado com a brincadeira. Hashirama insistiu para que ele voltasse mais cedo para ver sua família, mesmo que Louis tivesse pedido para ele esperar até Alex se recuperar para fazer uma viagem só, mas Emily pediu para que ele obedecesse as necessidades de Hashirama. Então, com o tronco enfaixado, e com uma placa externa pra fixar as costelas no lugar. Hashirama entrou na nave e um piloto amigo de Louis levou o líder de Prontera de voltar para a Terra, no sul da França junto com o próprio Louis. Emily tinha ficado caso Alex passasse por alguma necessidade médica que precisasse ser resolvida com emergência. A nave pousou e como de costume, Hashirama esperou que as turbinas desligassem para descer. Louis esperou Hashirama pacientemente. Todos já se reunião ao redor da grande aeronave oval até que a rampa foi baixada. O médico tentou ajudar o refém chegado a descer mas este recusou ajuda, queria trazer a segurança para sua família de que já estava bem, como realmente achava que estava. - Bem vindo de volta Hashi. - Cumprimentou Fox com um soco de leve no braço do amigo. - Valeu, chupa cabra. - zombou ele. Fox nunca gostou desse apelido, mas ele sabia que aquele não era o momento de lutar contra ele. Alguém se aproximava, respirava calmamente mas os passos eram rápidos e furiosos. Era Near. Júlia abriu caminho para ele mas se arrependeu logo em seguida. O detetive apontou uma pistola para a testa de Hashirama. - O que você está fazendo?! - Gritou Akira - Ele é louco! - Gritou Daniel - Calem a boca! - Mandou Near. Não era comum o garoto gritar e quando fazia era porque realmente era necessário. Todos ficaram quietos mas ainda sim boquiabertos e com olhos arregalados. Depois de uma breve pausa, Hashirama levantou as mãos e se ajoelhou. Louis estava ofegante. - A recuperação desse homem custou mais de dezesseis mil dólares, por favor não me faça ter que enterra-lo depois de tantos plantões. - Ele dizia com a voz trêmula. Hashirama se permitiu um riso prévio. Near pressionou ainda mais a arma na testa dele e franziu o cenho. Estava realmente muito irritado. - Ok Near, pra que tudo isso? - Perguntou Hashirama calmamente. O detetive ergueu uma folha de jornal para que todos vissem, inclusive Hashirama. - Aqui diz que Hashirama Senju, o famoso homem de armadura vermelha conhecido por liderar a Guilda de Porto Real, mais conhecida popularmente como Prontera, foi morto nas mãos do Lorde das Trevas há uma semana em um bosque sem nome. - As palavras de Near eram calmas como se ele cuidasse de um caso comum Alguns começaram a ficar realmente assustados, pois Hashirama Senju não podia estar morto. O que fariam dali em diante sem o mestre de sua guilda? E se aquele não fosse Hashirama, quem seria o homem ali em sua frente? Near estalou o gatilho ameaçando atirar no dedo para provocar igual fazia com suas vítimas na época da polícia, mas todos já conheciam aquele movimento, mas ainda assim era aflitivo saber que a vítima era Hashirama, ou tinha a aparência do mesmo. - Explique-se. - pediu Near calmamente para Hashirama. - Era um clone meu, o verdadeiro voltou para o navio com vocês, no caso eu mesmo. Ele lutou contra o clone e ao matá-lo pensou ser eu. - Hashirama estava sorrindo e isso estava interessando Near. - Mas espera um minuto aí. Até onde eu sei, clones quando morrem fazem "PUFF" e desaparecem. - Desafiou Vida sacando a varinha. Dean teve um arrepio ao ver o objeto nas mãos da garota. - Os clones de madeira com minha energia máxima ativada, são mais reais, são perfeitas imitações minhas, exercem as mesmas habilidades com a mesma competência, mas não tenho energia o suficiente para envocar muitos deles. - ele continuava sorrindo enquanto falava. - Demonstre. - Vida se aproximou com a varinha do pescoço de Hashirama como se mais de uma pessoa armada não fosse o bastante. - Creio que não vai ser necessário. - assumiu Near abaixando o braço de Vida e a posicionando para trás dele. O líder de Prontera convencido de que já fora o suficiente, se levantou, mas o detetive bateu com o cano da arma em sua testa e o machucou a ponto do homem cair de novo de joelhos. - Ai Near, caramba, não faz isso. - Gemeu Júlia. - E se for mesmo o Hashirama que conhecemos?! - Gritou Cedrico e Andrew assentiu com a cabeça. - Muitos inimigos nossos sabem o que seus clones fazem. Qual é a senha do cofre do antigo prédio de nossa guilda? - Near sabia que somente os dois tinham essa informação. O polegar puxou o cão da arma para trás. - O G.R.A.N.D.E A.R.C.A.N.O S.E.R.V.I.R.A A H.U.M.A.N.I.D.A.D.E - ele respondeu olhando nos olhos de Near. O detetive abaixou a arma. - Me desculpe chefe. - ele ajudou Hashirama a se levantar e todos começaram a demonstrar seus alívios. Louis até deixou escapar um "ufa". - Ainda bem que Near continua lendo esses jornais de merda. - observou Akira tomando o Profeta Diário das mãos dele. - Olha aqui quanta baboseira. Eles nos consideram terroristas. Parece mais um livro de piada. - Óbvio que nos chamam de terroristas. Sequestramos o Ministro. Que na verdade, é só o dono do circo deles. - Near se ajoelhou com um joelho só como de costume, ele sorria, o que como sempre, era assustador. Hashirama sorriu também e riu por um breve momento. - Eu não to entendendo. O que é tão engraçado? - perguntou Fox pegando o jornal e procurando uma espécie de piada. - Eles acham que Hashirama está morto. As tropas de seqüestradores vão recuar. Temos o ministro nas nossas mãos. - O rosto de Near era simplesmente diabólico. - Prontera... - todos ao redor pararam para ouvir - É hora de agir. FIM DE ALEX VS CONNOR











