Agtechs ainda presas na fase de protótipo e laboratório
— parecem mais cientistas de jaleco do que gente do campo.
Dados reais de adoção no Brasil mostram o impacto quando a tecnologia chega de verdade no agro:
Irrigação inteligente com IoT: ROI médio de 300%, payback em 1-2 safras, com até 60% de economia de água, 40% menos energia e +20% de produtividade.
Robôs autônomos Solix: payback em 1-3 safras, forte redução de custos operacionais e alta eficiência em grandes áreas.
Drones e soluções de gestão: ROI rápido, muitas vezes em 1 safra, com economia significativa de insumos e até 95% menos tempo de análise.
Estudos confirmam: Dias de Campo, treinamentos hands-on e capacitação de multiplicadores são o que realmente aceleram a adoção.
Tecnologia + estratégia prática de extensão rural = resultado mensurável.
Desde 1999 venho criando e apoiando estratégias organizacionais que geram valor real para empresas e partes interessadas, sempre integrando a gestão dos pontos críticos de controle da informação com a ativação efetiva de novas tecnologias no campo. Com PhD em Tecnologias Inteligentes e Design Digital, ajudo produtores, cooperativas e empresas a transformar esses projetos em resultados concretos e mensuráveis na lavoura.
Nova formulação destinada a crianças a partir de 1 ano
Versão chega às farmácias e e-commerces com posicionamento de maior aproximação funcional ao leite materno na categoria infantil
A Aptanutri, marca de fórmulas infantis da Danone, apresenta a Aptanutri Profutura Gold, formulação destinada a crianças a partir de 1 ano e voltada ao suporte nutricional quando o aleitamento materno não é possível. O lançamento inaugura o segmento ultra-premium da marca no Brasil e já está disponível nas principais redes de farmácias e e-commerces, com preço sugerido de R$ 115,99 na lata de 800 g.
A fórmula reúne nutrientes exclusivos que contribuem para imunidade, funcionamento gastrointestinal, desenvolvimento cognitivo, visual e motor, além do crescimento físico. O movimento acompanha a tendência de premiunização no mercado, com migração de 8% dos consumidores para produtos premium no último ano, segundo a Kantar.
Para famílias e profissionais de saúde, o produto amplia as opções de suporte nutricional na primeira infância, reforçando a importância de orientação médica e do aleitamento materno como recomendação prioritária até os 2 anos ou mais, informa a Danone.
ADM amplia capacidade de esmagamento de oleaginosas na América do Norte
Investimentos em quatro plantas nos EUA liberam 700 mil toneladas anuais extras e criam demanda por mais de 25 milhões de bushels para agricultores americanos
A ADM anunciou investimentos para expandir a capacidade de esmagamento de oleaginosas em quatro unidades nos Estados Unidos — Frankfort (Indiana), Deerfield (Missouri), Lincoln (Nebraska) e Spiritwood (Dakota do Norte). As melhorias devem liberar cerca de 700 mil toneladas métricas de capacidade anual adicional, o equivalente a mais de 25 milhões de bushels de demanda extra para os produtores americanos, com conclusão prevista entre meados de 2028 e início de 2029.
O movimento é impulsionado pela forte demanda por biocombustíveis, sustentada por políticas nos EUA, e reforça a estratégia da empresa de aproveitar tendências de longo prazo que abrem oportunidades para o agronegócio. A expansão ocorre sobre a infraestrutura existente, priorizando eficiência e flexibilidade.
Para agricultores e a cadeia de oleaginosas, o aumento de capacidade representa maior escoamento da produção e conexão mais forte com mercados de energia renovável e óleos vegetais, informa a ADM.
Fenômeno climático coloca em risco o maior exportador mundial de mirtilos frescos e de farinha de peixe, com possível impacto nos preços globais de alimentos
O El Niño, que pode ser um dos mais intensos em décadas, ameaça a produção e as exportações peruanas de mirtilos e farinha de peixe, dois dos principais setores do país. O Peru, maior exportador mundial de mirtilos frescos e responsável por cerca de um terço do volume consumido nos EUA, já enfrenta riscos de queda na produtividade por chuvas intensas e temperaturas elevadas na costa norte, principal região produtora.
O fenômeno também pressiona a pesca de anchova, base da farinha de peixe, com volumes de exportação já em queda de mais de 30% nos primeiros meses do ano e preços em níveis recordes. A combinação de riscos no agronegócio e na pesca pode reduzir o crescimento econômico peruano e elevar preços de alimentos no mercado internacional.
Para consumidores e importadores, a situação sinaliza possível pressão sobre a oferta e os preços de frutas e ingredientes proteicos, reforçando a vulnerabilidade das cadeias globais a eventos climáticos extremos, informa a Bloomberg Línea.
Você já ouviu falar em produção de Beef on Dairy? (Parte 1)
Entenda as bases conceituais e seus impactos na produção de carne e leite.
Por Guilherme Augusto Vieira
A pecuária de corte e leite no Brasil avançou significativamente nos últimos anos, impulsionada pela evolução dos processos produtivos e pelo consequente aumento da produção e da produtividade.
Segundo dados do IBGE (2026), o país atingiu um novo recorde em 2025 com o abate de 42,94 milhões de cabeças de bovinos, o que representa uma alta de 8,2% em relação a 2024. No setor leiteiro, a captação de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros no mesmo período, um avanço de 8,5%, impulsionada por um rebanho que supera 15 milhões de vacas em lactação. Esses números evidenciam a força do avanço produtivo do setor pecuário, mesmo diante do cenário econômico adverso.
Apesar dos avanços na pecuária leiteira, a destinação dos bezerros machos continua sendo um grande gargalo produtivo. O foco do rebanho está na recria das fêmeas como futuras matrizes, enquanto a manutenção dos machos gera custos elevados com sanidade, nutrição e conforto térmico. Diante desse quadro, os bezerros machos são eliminados, na maioria das fazendas, logo após o nascimento.
Uma das principais alternativas para mitigar esse problema é a produção Beef on Dairy, tecnologia que agrega valor aos bezerros machos e evita sua eliminação precoce na atividade leiteira.
O termo Beef on Dairy refere-se ao sistema de produção em que vacas leiteiras são inseminadas com sêmen de raças de corte. Resumindo: trata-se do cruzamento de vacas leiteiras com touros de corte, na sua grande maioria de origem taurina (Angus, Canchim, Hereford etc.). Muitos autores, e eu me incluo neste quesito, consideram o Beef on Dairy como cruzamento industrial.
O uso de sêmen de raças de corte em vacas de aptidão leiteira viabiliza a produção de bezerros cruzados com superior ganho de peso, melhor conformação de carcaça e excelente qualidade de carne em relação aos machos de raças puramente leiteiras.
Contudo, a implementação do Beef on Dairy exige planejamento criterioso, descartando acasalamentos aleatórios. Para garantir a máxima valorização dos bezerros cruzados e a eficiência do rebanho, devem-se observar os seguintes critérios técnicos e produtivos:
Matrizes: as vacas leiteiras de grande produção são inseminadas com sêmen sexado de gado leiteiro para manter o ciclo produtivo. Já as fêmeas de baixa produção e potencial leiteiro são as selecionadas para o cruzamento industrial, recebendo o sêmen não sexado de touros de corte;
Touros: o sêmen do touro selecionado deve contemplar os seguintes parâmetros: touros provados para facilidade de parto, peso ao nascimento, do nascimento à desmama e ao sobreano, conformação da carcaça e velocidade de ganho de peso.
No Brasil, a tecnologia ainda está engatinhando. Nos Estados Unidos, ganhou impulso há mais de 10 anos. Segundo Guimarães (2026), quatro milhões de bovinos abatidos são oriundos da produção Beef on Dairy. A maior produção ocorre nos estados onde há produção leiteira significativa, como Texas, Kansas, Califórnia, Arizona, entre outros.
Diante desse cenário, a produção de Beef on Dairy apresenta expressivo potencial de expansão no Brasil, impulsionada por grandes bacias leiteiras localizadas em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
A produção Beef on Dairy beneficia tanto a cadeia produtiva do leite quanto a cadeia da pecuária de corte, a se destacar:
Para o produtor leiteiro:
Valorização do bezerro macho/mestiço (que antes era considerado um “descarte” de baixo valor comercial);
Diversificação da fonte de renda da propriedade.
Para a pecuária de corte:
Oferta regular de animais padronizados, com boa conversão alimentar, alta maciez de carne e acabamento de carcaça superior;
Preenchimento de lacunas de oferta de bezerros de qualidade no mercado de corte.
Assim como o cruzamento industrial revolucionou a pecuária de corte ao unificar rusticidade e carcaça de qualidade, o Beef on Dairy surge como uma solução ágil e rentável. A prática alivia os custos do produtor de leite e entrega ao mercado carne padronizada e de alto valor.
Na segunda parte do artigo serão tratados os manejos do Beef on Dairy, assim como os resultados e as métricas de sucesso.
Deseja conhecer mais sobre produção animal, clique aqui (www.semiconfinamento.com.br)
Índice Fiagro Almancio estabiliza com alta de 0,05% na semana
Indicador fecha em 981,54 pontos e supera Ibovespa e S&P 500, com terras agrícolas equilibrando volatilidade residual do crédito rural
O Índice Fiagro Almancio registrou leve alta de 0,05% na semana de 23 a 29 de julho, fechando em 981,54 pontos, enquanto o Ibovespa recuou 1,61% e o S&P 500 caiu 1,24%. Após a correção anterior concentrada em crédito ao produtor, a carteira mostrou estabilização, com recuperação parcial em fundos de financiamento e contribuição positiva da parcela de terras agrícolas.
O resultado praticamente estável indica uma pausa na pressão de curto prazo sobre os ativos de CRAs e direitos creditórios, que ainda representam cerca de 60% da cesta. A diversificação com terras e logística continua cumprindo papel de equilibrar o desempenho do índice.
Para investidores e profissionais do agro, a estabilização reforça a importância de acompanhar a evolução do crédito rural e da inadimplência, mantendo visão de médio prazo em um índice ainda recente, informa o Índice Fiagro Almancio.
📈 Histórico de Desempenho do Índice Fiagro Almancio
• Última semana: +0,05% (+0,49 pontos) | vs Ibov -1,61% | vs S&P 500 -1,24%
• Última quinzena (≈14 dias): ≈ -2,85% (pressão concentrada na correção de um dos papéis de crédito que compõe o índice na semana anterior + estabilização parcial nesta) | vs Ibov e S&P negativos no período
ASSINANTES: mais detalhes aqui
⚠️ O Índice Fiagro Almancio é um benchmark pessoal e educativo, calculado com base em dados públicos. Não se trata de recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos antes de qualquer decisão. Invista por sua conta e risco.
Apps que salvam comida do lixo formam mercado bilionário no Brasil e no mundo
Food To Save evita milhares de toneladas de desperdício, gera economia de R$ 110 milhões aos consumidores e inspira modelo global de sacolas surpresa
Aplicativos como a brasileira Food To Save conectam estabelecimentos com excedentes a consumidores dispostos a comprar “sacolas surpresa” com desconto, evitando que alimentos próximos da validade vão para o lixo. Presente em 14 estados e 100 cidades, a plataforma afirma ter evitado mais de 4 mil toneladas de comida e 10 mil toneladas de CO₂ em 2024, além de gerar R$ 30 milhões em receita extra para parceiros e R$ 110 milhões em economia para os usuários.
O sucesso desse modelo, inspirado em plataformas internacionais como a Too Good To Go, mostra que combater o desperdício pode ser um negócio escalável e atraente para varejo e consumidores. É uma solução prática que une economia no bolso, redução de impacto ambiental e mudança cultural sobre o valor da comida.
Para o leitor, esses apps oferecem acesso a produtos de qualidade a preços menores e transformam o que seria perda em oportunidade, ajudando a enfrentar o desperdício que atinge cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo, informa a BBC News Brasil.
Indicador fecha em 959,79 pontos e acumula queda de 4,02% em julho, enquanto big techs limitam perdas e reforçam papel estrutural no agro
O Índice Agtech Almancio caiu 1,31% na semana de 22 a 28 de julho, fechando em 959,79 pontos, abaixo do Ibovespa (-0,56%) e na contramão do S&P 500 (+0,85%). A correção veio principalmente dos componentes de infraestrutura e aplicações de IA, enquanto o núcleo de big techs permaneceu praticamente estável e evitou perdas maiores.
Apesar da volatilidade de curto prazo, a movimentação não muda a tese de longo prazo: as soluções de automação e precisão agrícola seguem como habilitadoras de eficiência na produção e no processamento de alimentos. É um lembrete de que o setor de AgTech tem dinâmica cíclica, mas mantém fundamentos sólidos de produtividade.
Para produtores, investidores e profissionais da cadeia alimentar, o resultado reforça a importância de uma visão de médio e longo prazo, pois a integração de inteligência artificial continua sendo um vetor relevante de ganhos de eficiência e segurança alimentar, informa o Índice Agtech Almancio.
📈 Histórico de Desempenho do Índice Agtech Almancio
• Última semana: -1,31% (-12,74 pontos) | vs Ibov -0,56% | vs S&P 500 +0,85%
• Última quinzena (14 dias): -1,32% approx. | vs Ibov +0,60% | vs S&P 500 +2,30%
• Último mês (30 dias): -2,45% approx. | vs Ibov +3,20% | vs S&P 500 +2,80%
ASSINANTES: mais detalhes aqui
⚠️ O Índice Agtech Almancio é um benchmark pessoal e educativo, calculado com base em dados públicos. Não se trata de recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos antes de qualquer decisão. Invista por sua conta e risco.
Livro resgata história da rotulagem frontal e o direito de saber o que se come
E-book gratuito do Idec e da USP documenta a década de debates que criou a lupa nos rótulos para alertar sobre excesso de açúcar, gordura e sódio
Mais da metade dos adultos brasileiros vive com excesso de peso e cerca de um em cada quatro já é obeso, enquanto apenas 25% dos consumidores compreendiam totalmente os rótulos em 2016. Diante desse cenário, o Idec e a Faculdade de Saúde Pública da USP lançam o e-book gratuito “Você tem o direito de saber o que come”, que registra a batalha de dez anos pela aprovação da rotulagem nutricional frontal no Brasil.
A obra mostra como a sociedade civil, a academia e instituições públicas enfrentaram resistências da indústria para garantir uma informação clara e acessível na frente das embalagens. É um registro importante de como políticas baseadas em evidências podem fortalecer o poder de escolha do consumidor e enfrentar o avanço das doenças crônicas ligadas aos ultraprocessados.
Para o leitor, o livro reforça o valor de conhecer a origem de uma ferramenta que facilita decisões alimentares mais conscientes no dia a dia e amplia o direito à informação clara sobre o que se coloca no prato, informa o Instituto de Defesa do Consumidor.
Vendas em bares e restaurantes sobem 4,2% no segundo trimestre
Índice Abrasel-Stone aponta nono mês consecutivo de alta anual em junho, com avanço de 2,6%, apesar de recuo mensal de 2,1%
As vendas no setor de bares e restaurantes cresceram 4,2% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Índice Abrasel-Stone. Em junho, a alta anual chegou a 2,6%, marcando o nono mês seguido de crescimento, enquanto na comparação com maio houve queda de 2,1%. Dos 24 estados analisados, 18 registraram expansão nas vendas.
O desempenho reforça a resiliência do setor mesmo em ambiente econômico desafiador, sustentado pelo mercado de trabalho e pela geração de renda das famílias. Eventos como a Copa do Mundo ajudaram a impulsionar o fluxo, embora parte do potencial de consumo possa ter sido desviada para outras despesas.
Para empresários e consumidores, o resultado indica continuidade da recuperação do consumo fora do lar, com oportunidades regionais variadas e sinais de que a força do emprego continua apoiando o segmento, informa o Índice Abrasel-Stone.
RFID e dados ajudam indústrias a cortar desperdício de alimentos
Estudo da Avery Dennison revela que 61% das empresas não têm visibilidade completa das perdas, enquanto 78% veem na tecnologia caminho para economias significativas
O desperdício de alimentos segue como desafio financeiro e operacional na cadeia global, e um estudo da Avery Dennison mostra que 61% das empresas ainda não possuem visibilidade total das perdas ao longo dos suprimentos. Ao mesmo tempo, 78% acreditam que investimentos em tecnologia podem gerar economias relevantes nos próximos anos, impulsionando o uso de soluções como o RFID para rastrear produtos em tempo real.
Essa falta de dados é o principal obstáculo apontado por especialistas, e a digitalização começa a mudar o cenário ao oferecer precisão no estoque, redução de vencimentos e decisões mais rápidas. É um avanço prático que une eficiência, sustentabilidade e segurança alimentar de forma integrada.
Para indústrias e varejistas, a adoção do RFID e da inteligência de dados significa menos perdas, melhor planejamento e maior rentabilidade, transformando o combate ao desperdício em ganho operacional real, informa o estudo da Avery Dennison.
O mercado de FIAGROs listados na B3 é dominado por fundos de crédito, que utilizam CRAs, direitos creditórios e FIDCs agro para financiar produtores e cadeias produtivas de forma direta ou indireta. Fundos focados exclusivamente em terras agrícolas existem em número menor, mas com escala relevante. Já a exposição a infraestrutura física, como galpões, silos, irrigação e logística de armazenagem e escoamento, aparece com mais frequência por meio de crédito estruturado ou em fundos híbridos e logísticos específicos. Poucos veículos são cento por cento dedicados a ativos de tijolo isolados nessas áreas.
No segmento de créditos ao produtor, que representa a maior parte do mercado, destacam-se veículos que financiam custeio, investimento, cooperativas e elos da cadeia, incluindo de forma indireta infraestrutura e logística. O KNCA11, da Kinea Crédito Agro, apresenta alta liquidez e carteira diversificada de CRAs, sendo referência de qualidade e volume. O RURA11, da Itaú Asset Rural, combina grande escala com crédito privado agro e boa liquidez diária. O SNAG11, da Suno Agro, mantém foco em crédito, com crescimento de patrimônio líquido e liquidez relevante. O VGIA11, da Valora CRA, concentra CRAs, muitas vezes de cooperativas, e historicamente oferece dividend yield atrativo. O XPCA11, da XP Crédito Agrícola, oferece crédito agro com liquidez sólida. Outros nomes com presença incluem o CPTR11 da Capitânia Agro Strategies, com gestão ativa de CRAs; o RZAG11 da Riza Agro, com foco setorial; o BBGO11 do BB Crédito FIAGRO, ligado a instituições bancárias; e o VCRA11 da Vectis Datagro, que tem se destacado recentemente em dividend yield. Completam o cenário fundos como FGAA11, EGAF11, BTAG11 e AGRX11.
Na categoria de terras agrícolas, a exposição se dá por imóveis rurais, arrendamento, sale and leaseback e land equity, combinando valorização do ativo com renda de arrendamento. O RZTR11, da Riza Terrax, figura como principal pure-play do segmento, com dezenas de milhares de hectares, patrimônio líquido na casa de R$ 1,7 bilhão ou mais, e estratégias que incluem sale and leaseback, buy to lease e land equity. O BTRA11, do BTG Pactual Terras Agrícolas, investe em terras produtivas em polos agrícolas por meio de contratos atípicos de longo prazo. Veículos como o SNFZ11 e correlatos ligados à Suno ou à 051 Capital também oferecem exposição a fazendas com foco em valorização e renda.
No campo de infraestrutura, galpões, silos, irrigação e logística, o BTAL11, do BTG Pactual Agro Logística, aparece como o mais diretamente alinhado a logística agro. A maior parte do financiamento a galpões, armazéns, irrigação e infraestrutura ocorre, no entanto, por meio dos FIAGROs de crédito, que lastreiam projetos de armazenagem, PCA-sintético, máquinas, irrigação e escoamento. Fundos estatais ou regionais também atuam nessa linha, embora nem sempre com alta liquidez diária. FIAGROs imobiliários híbridos e alguns de terras incorporam ou financiam benfeitorias como galpões e estruturas. Ainda não há um grande número de FIAGROs listados cento por cento dedicados apenas a galpões físicos ou irrigação isolada com alta liquidez semanal; o crédito estruturado predomina.
A indústria de FIAGROs já superou R$ 40 bilhões de patrimônio líquido, com dezenas de fundos listados e centenas de milhares de cotistas. O crédito continua dominando, enquanto as terras apresentam escala menor, mas oferecem tese de proteção patrimonial. Entre os riscos estão a sazonalidade e o clima, a volatilidade dos preços de commodities, a inadimplência — especialmente em ciclos de juros altos e recuperadores judiciais no agro — e a liquidez desigual entre os tickers. Entre as vantagens, destacam-se a isenção de imposto de renda nos rendimentos para pessoa física, observadas as regras de cotistas e percentual de cotas, a distribuição mensal frequente e a possibilidade de exposição ao agro sem a necessidade de adquirir terra ou CRA de forma direta.
Para acompanhar o segmento, confira semanalmente o Índice Fiagro Almancio.
Taylor Farms, responsável por 40% das saladas embaladas nos EUA, liga surto de ciclosporíase a milhares de infecções e afeta redes como Walmart e Taco Bell
A contaminação de alface mexicana da Taylor Farms gerou um surto de ciclosporíase com milhares de infecções e centenas de hospitalizações em mais de 40 estados americanos, levando a um recall em 27 estados. A empresa, que faturou US$ 7,3 bilhões em 2025 e processa vegetais para grandes redes como Walmart, Taco Bell e McDonald’s, ilustra como a consolidação da produção amplia o alcance de problemas de segurança alimentar em escala nacional.
Esse episódio mostra na prática o lado frágil da eficiência em larga escala: a mesma estrutura que entrega saladas prontas o ano todo a preços acessíveis torna um único foco de contaminação capaz de afetar milhões de consumidores. É um alerta claro sobre os limites da concentração no setor de hortifrúti.
Para o consumidor e a indústria, o caso reforça a necessidade de reforçar rastreabilidade e protocolos de segurança, pois a dependência de poucos grandes fornecedores deixa o sistema mais vulnerável a crises sanitárias, informa a Bloomberg Línea.
Restos de comida em panelas centenárias revelam dieta desigual no Sul
Análise de 182 fragmentos de cerâmica em Santa Catarina mostra que colonos europeus comiam carne e laticínios, enquanto indígenas e escravizados dependiam de peixe e mandioca
Pesquisadores analisaram resíduos de gordura preservados em panelas usadas entre o final do século 19 e início do 20 na Baía da Babitonga, em Santa Catarina, e reconstruíram o cardápio de colonos alemães, luso-brasileiros, indígenas e comunidades escravizadas. O estudo de 182 fragmentos de cerâmica de quatro sítios arqueológicos revela um abismo alimentar: enquanto os europeus tinham acesso a carne, laticínios e produtos de terra própria, os demais grupos se alimentavam principalmente de peixe, frutos do mar, milho e mandioca, recursos de subsistência que não exigiam propriedade.
Essa descoberta confirma que a desigualdade no prato já existia há mais de 100 anos e estava ligada diretamente ao acesso à terra e à economia formal, algo que ecoa desafios de segurança alimentar ainda presentes no Brasil de hoje.
Para o leitor, o resultado ajuda a entender as raízes históricas das diferenças de dieta e reforça a importância de políticas que ampliem o acesso equitativo a alimentos nutritivos, informa o estudo publicado com participação do ICTA-UAB.
Felipe Franzina, CEO e fundador da Amazonia Bio / Crédito da Imagem: Divulgação
Amazonia Bio Group exporta ingredientes funcionais de superfrutos nativo
Empresa atua em mais de 30 países, preserva 2,2 milhões de árvores e beneficia 45 mil pessoas com bioeconomia sustentável na Amazônia
A Amazonia Bio Group, fundada por um ex-executivo do mercado financeiro, exporta ingredientes funcionais de superfrutos nativos como açaí, acerola, cupuaçu e guaraná para mais de 30 países e registrou crescimento de 61,8% no último ano. A operação se baseia na premissa de que a floresta em pé gera mais valor econômico do que a derrubada, trabalhando diretamente com cooperativas e pequenos produtores da região amazônica.
Essa abordagem mostra na prática que é possível unir lucro e preservação, transformando biodiversidade em negócios de alto valor agregado sem destruir o bioma. É um modelo que reforça o potencial da bioeconomia brasileira como alternativa real e escalável para o desenvolvimento sustentável.
Para produtores, indústrias e consumidores, o avanço significa acesso a ingredientes funcionais de origem responsável e geração de renda local que incentiva a manutenção da floresta, impactando positivamente milhares de famílias e a conservação ambiental, informa a Amazonia Bio Group.
Celebração do Dia dos Pais com vinho durante almoço em família | Divulgação/Mira Artis
Vendas de vinho disparam 73,1% na semana do Dia dos Pais
Scanntech aponta alta no varejo alimentar, enquanto presentes de experiência já representam 16% do mercado e crescem 45% ao ano
As vendas de vinho no varejo alimentar brasileiro avançaram 73,1% na semana do Dia dos Pais de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Scanntech. A data se consolida como momento em que a bebida deixa de ser apenas um presente material e se transforma em escolha para experiências compartilhadas, como almoços em família que priorizam convivência e conexão.
Esse movimento confirma a mudança de comportamento do consumidor, que cada vez mais valoriza vivências em vez de objetos. A busca por presentes focados em experiências já cresce 45% ao ano e representa 16% do mercado total, segundo o IBEVAR-FIA, reforçando que o vinho ganha espaço exatamente por reunir pessoas ao redor da mesa.
Para quem celebra a data, a alta sinaliza que escolher um rótulo bem harmonizado com o cardápio e o gosto do homenageado torna a refeição mais prazerosa e memorável, aproximando gerações por meio de momentos simples e significativos, informa a Scanntech.
Correção em fundos de direitos creditórios e CRAs impacta desempenho, enquanto terras agrícolas mostram maior estabilidade em meio à volatilidade do agro
O Índice Fiagro Almancio recuou 2,90% na semana de 16 a 22 de julho, fechando em 973,99 pontos, abaixo do Ibovespa (-1,50%) e do S&P 500 (-0,46%). A queda foi puxada principalmente pela correção nos componentes de crédito ao produtor rural, que representam cerca de 60% da carteira.
Embora o resultado negativo reflita a sensibilidade natural do segmento de crédito agro a ajustes de mercado, a parcela de terras agrícolas e logística (cerca de 35%) ajudou a conter perdas maiores, mostrando resiliência em ativos patrimoniais. Essa dinâmica reforça a importância de uma cesta diversificada para quem busca exposição equilibrada no setor.
Para investidores e profissionais do agro, o desempenho atual sinaliza cautela com crédito rural no curto prazo, mas mantém atratividade em fundos de terra e infraestrutura como estabilizadores. Com pouco mais de três semanas de histórico desde a base de 1.000 pontos, o índice ainda captura movimentos iniciais de mercado, informa o Índice Fiagro Almancio.
📈 Histórico de Desempenho do Índice Fiagro Almancio
• Última semana: -2,90% (-29,01 pontos) | vs Ibov ≈ -1,50% | vs S&P 500 -0,46%
⚠️ O Índice Fiagro Almancio é um benchmark pessoal e educativo, calculado com base em dados públicos. Não se trata de recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos antes de qualquer decisão. Invista por sua conta e risco.