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@alinedefreitas
Sobre a desigualdade de gênero: origem e desabafo
Créditos na imagem
Para começar, definamos desde cedo que gênero não é a mesma coisa que sexualidade. Ponto. Não acredito em igualdade de gênero, acredito sim, que cada um deve ter o direito de escolher o que quer ser. Deus, em sua infinita sabedoria, quando criou o homem e a mulher, deixou bem claro o “livre arbítrio”.
A origem da desigualdade de gênero
Julguem como quiser. Esse não é um texto religioso, porém, usarei dois trechos bíblicos. Não sou nenhuma fundamentalista, apenas colocarei aqui, de onde se originou a desigualdade de gênero. Por isso, antes de reclamar, LEIA O TEXTO ATÉ O FINAL! Sou dona da verdade? Não! Posso estar completamente errada, mas no momento, penso assim.
Os papéis sociais dentro do casamento, que hoje chamamos de “cultural”, é resultado do primeiro pecado, lá no jardim no Éden.
Não preciso explicar muito. É só analisar esse trecho da Bíblia:
“Para a mulher Deus disse: - Vou aumentar o seu sofrimento na gravidez, e com muita dor você dará à luz filhos. Apesar disso, você terá desejo de estar com o seu marido, e ele a dominará.
E para Adão Deus disse o seguinte:
- Você fez o que sua mulher disse e comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer. Por causa do que você fez, a terra será maldita. Você terá de trabalhar duramente a vida inteira a fim de que a terra produza alimento suficiente para você. Ela lhe dará mato e espinhos, e você terá de comer ervas do campo. Terá de trabalhar pesado e suar para fazer com que a terra produza algum alimento; isso até que você volte para a terra, pois dela você foi formado [...].” -
Gênesis 3:16-19
E antes que qualquer homem queira usar isso como argumento para que a mulher casada e com filhos não tenha independência financeira, uma coisa não tem nada a ver com a outra, e usarei só mais um trecho da própria Bíblia, para DEIXAR BEM EXPLÍCITO ISSO:
“Examina e compra uma propriedade com o dinheiro que ganhou e faz nela uma plantação de uvas. [...] Ela faz roupas e cintos para vender aos comerciantes”. – Provérbios 31:16 e 24
Desdobramentos
Isso quer dizer que esse deve ser o modelo definitivo de “felicidade” que todos devem seguir? Claro que não! Se eu concordasse com o rótulo universal mulher dona de casa e cuidadora, e homem provedor, teria eu feito faculdade ou almejaria uma carreira? Tirem as suas próprias conclusões.
Mas acredito que nunca vamos alcançar a igualdade de gênero no plano terreno.
As crianças desde cedo, são ensinadas que mulheres devem cuidar da casa e dos filhos, e os homens devem ser os provedores. Discordo disso? Não! Desde que isso seja decidido de comum acordo pelo casal, e não pela “cultura” de papéis. As tarefas domésticas e cuidado dos irmãos, por exemplo, na infância, são na maioria das vezes, direcionadas “às irmãs”. Os meninos raramente arrumam as camas; e passam a maior parte do tempo brincando. Isso prejudica muito a Educação das meninas. Quando a situação ainda não é pior: meninas entre 6 e 14 anos, trabalhando na limpeza da casa e de cuidadoras na casa de outras famílias. Não tenho nenhum direito de julgar as mulheres que preferem ficar em casa e dedicar à vida a família; mas no que se refere às filhas e filhos, acho sim, que tarefas domésticas e cuidado dos irmãos devem ser divididos. No futuro, elas decidirão o que querem para a vida delas.
Não me venha com esse papinho também de que mulher deve ser submissa ao homem, e que submissão é uma coisa linda, aceitável e boa. Desse argumento advêm os mais diversos problemas: violência doméstica; mulheres que se anulam e não pensam em si mesmas; assédio sexual; pouco autonomia econômica feminina (e sim, ainda que mulheres cuidem bem da casa e dos filhos, já vi homens humilharem as mulheres por serem os provedores; sem dinheiro o lar não anda, claro, e sem a administração da casa, também não); pobreza.
O que tem ficar claro aqui é que homens e mulheres não são iguais, mas tanto um quanto o outro, devem ter o direito e a autonomia para decidir como conduzirão a própria vida, em que profissão irão atuar etc. E quanto a isso, recomendo a leitura do livro “Sexo na Cuca”, de Debora Blum, ganhadora do Prêmio Pulitzer, que tem dados de diversas pesquisas científicas falando sobre os pontos fortes e fracos de cada sexo. Quando lemos um livro, pegamos o que ele tem de bom, não significa que precisemos concordar com tudo. Pegue o livro, leia, e se aproprie do que ele tem de bom.
Vou dar dois exemplos dentro da minha própria família, e agora estou falando de mulheres, quando “elas” quiseram ser o que os outros queriam que elas fossem. Minha avó materna foi uma mãe ausente. E quando precisou ficar em casa, se sentiu infeliz. Minha mãe, teve a primeira filha muito cedo (eu), e apesar de ser uma mãe presente fisicamente, a meu ver, também não foi feliz no período da minha primeira e segunda infância. Ela deixou de fazer muita coisa para se dedicar a família, e ainda auxiliar minha avó nas tarefas da casa dela. O que eu acredito é: A MULHER NÃO TEM OBRIGAÇÃO DE SE CASAR, SER MÃE E NEM DE SER DONA DE CASA! PONTO. Mas quando a mulher escolhe ser mãe, ela precisa estar ciente que em relação a cuidar/doar tempo, elas serão as mais afetadas. A barriga, as dores de parto, a amamentação, e pelo resto da vida, dificilmente isso vai mudar. Temos tido avanços na participação dos pais, mas ainda é muito pouco.
Cabe a nós mulheres escolhermos parceiros que pensem da mesma forma que nós. Que contribuam com o nosso plano de vida, ao invés de mudá-los, caminhando lado a lado. Não acho que uma mãe que se dedica exclusivamente ao cuidado da casa e dos filhos seja feliz, e nem que uma mãe que se dedica excessivamente ao trabalho seja feliz também. É necessário um equilíbrio. Essa é minha opinião.
Mães que se submetem aos homens como provedores sofrerão futuramente humilhações. É necessário que ela contribua com o orçamento da casa, mesmo que com pouco. Se ela opta por passar mais tempo em casa, será a principal responsável pela formação do caráter da criança, que é feito nos primeiros anos de vida dela, de 0 a 7 anos.
Se não é possível e nem da vontade da mulher ficar em casa, acho ótimo ressaltar a divisão das tarefas domésticas e o cuidado dos filhos com o parceiro! Super apoio (e para mim isso é o ideal)! Algumas mulheres também tem a necessidade de se realizarem profissionalmente, e se ficam em casa sendo mães e donas de casa ininterruptamente, culparão os filhos pela não realização dos sonhos. Mães que passam muito tempo trabalhando fora nos primeiros anos de vida da criança, se sentirão culpadas por não terem passado tempo com os filhos. Homens tem a mesma necessidade, MAS SÃO ENSINADOS QUE NÃO. Não é preciso ir muito longe. Meu avó materno, por exemplo, por não ser casado com a minha avó, não fez questão alguma de participar da educação da minha mãe e nem de prover a parte financeira. Meu pai, quando se separou da minha mãe, continuou dividindo as despesas, porém se tornou bem ausente fisicamente. Se meu irmão e eu o vemos uma vez a cada três meses é muito! Sei que tanto minha mãe como meu pai, fazem o que podem, e reproduzem o papel que lhes foi ensinado. Não tenho nenhum direito de julgá-los. Mas uso minha história pessoal para expor os fatos.
Muitas mulheres, inclusive amigas próximas, vivem em guerra com as feministas. Não julgo, apenas convido a reflexão e um pouco de estudo dos movimentos feministas, já que essas mesmas mulheres que condenam as feministas, são as que dizem almejar ter uma profissão e uma carreira de sucesso! Meio contraditório, ou desconhecem completamente o que é ser mulher na “história”.
Ser mulher não é ser menos que homem, mas durante muito tempo a mulher foi considerada inferior, principalmente intelectualmente, objetivada, etc. Gostaria de dizer que hoje a situação é diferente, mas infelizmente não mudou muita coisa não.
O mercado de trabalho é cruel com as mulheres. Com as mulheres mães, muito mais. Salário menor para executar a mesma função é apenas o começo da palhaçada. Mulheres trabalham mais horas e estudam muito mais, porém para “o mercado” isso não tem a menor importância. Empreender, fazer parcerias/criar projetos para que dentro das empresas existam horários flexíveis ou acesso a espaços para o cuidado das crianças, são ótimas opções! Estamos aí para lutarmos pelo que acreditamos.
Já pressinto pessoas dizendo: - Nossa Aline! Quer dizer que você odeia os homens, e acha que mulheres que se casam e tem filhos são infelizes? – se você pensou isso, recomendo de verdade que releia tudo desde o começo, porque você não entendeu nada do que escrevi.
Mulheres devem sim estudar. Devem sim ter autonomia financeira. Devem sim decidir se querem se casar ou não, se querem ter filhos ou não, se querem ficar em casa ou não. Mulheres que nutrem o desejo de serem mães e gostam da ideia de participarem mais ativamente da criação dos filhos, devem procurar alternativas para continuar trabalhando, e quando digo trabalhar, não estou dizendo que mulheres que ficam em casa não trabalham, mas que ganhar dinheiro precisa estar no plano de toda mulher, tendo ela filhos ou não. Você pode ter tudo, mas não tudo ao mesmo tempo.
A essência é essa.
Deixo abaixo vários links para quem deseja se aprofundar no assunto.
Aline Freitas, é jornalista, e acredita que a mulher deve ser O QUE ELA QUISER!
Neste vídeo conto como foi participar do Imersão Empreendedorismo (São Paulo/2015) da Fundação Estudar
Como acertar no presente.
Benefícios trazidos pela memorização de nomes.
Você investe no atendimento da sua empresa? Qual é o impacto que ele pode gerar nas vendas dos produtos e serviços da sua organização?
Quem é, e o que faz um mentor
A palavra "mentor" passou a fazer parte do meu dia a dia a pouco tempo, para ser mais precisa, há uns dois anos. De lá para cá, comecei a me aprofundar no real significado dela. No dicionário, mentor é "aquele que serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro; pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta (ideias, ações, projetos, realizações, etc.)".
Para começo de conversa, mentor precisa gostar de dialogar e estar disposto a ajudar. Ser um bom ouvinte, e ao mesmo tempo gostar de falar, especificamente compartilhar experiências pessoais no intuito de orientar o mentorado na busca de soluções para os desafios que ele está enfrentando. E não tem essa de mentor indireto! Porque mentoria requer contato, envolvimento. Ser só referencial é uma coisa, ser mentor é outra. E para chamar alguém de mentor, a pessoa precisa topar o desafio.
Já me equivoquei muitas vezes usando o termo em situações que não tinham nada a ver com mentoria. Mentor não é o seu chefe e nem o seu sócio, porque mentor não tem vínculo financeiro com o mentorado; no máximo dá pra ter um colega de trabalho como mentor (no caso de funcionários experientes treinando os mais jovens). Ele também não é alguém de uma área totalmente diferente da qual você atua ou pretende atuar, porque quem procura um mentor sabe exatamente o que quer da vida, e onde quer chegar.
Quem ocupa o posto de mentor, tem uma história de sucesso. Sabe muito. Inspira. Influencia. Basicamente é uma pessoa muito experiente guiando uma outra pessoa pouco experiente. Ele te apresenta a pessoas importantes para a sua carreira (aumenta consideravelmente o seu Networking); tem uma visão muito mais ampla das situações profissionais; te mostra onde você precisa melhorar; facilita o seu aprendizado contando as próprias experiências; aconselha; dá feedback sincero; deseja ajudar o mentorado a se desenvolver; é ético, confiável, empático, e referencial; provoca no mentorado questionamentos e uma auto análise; é o amigo (quando a relação se torna sólida) que se admira por tudo o que construiu.
Como o mentorado pode aproveitar ao máximo essa conexão
1) Mantenha contato. O ideal é que conversem pelo menos uma vez por mês (seja por e-mail, telefone, WhatsApp, Skype, etc). E se encontrem pessoalmente a cada três meses. 2) Mentores geralmente são muito ocupados, por isso é muito importante que o mentorado tenha em mente exatamente o que deseja conversar, ser direto. 3) Mentor não é terapeuta. Não dá para ficar levando só "problemas". É bacana compartilhar com o seu mentor as suas mais recentes conquistas. 4)Ofereça ajuda. Contribua com o seu mentor no que for possível.
Compartilho aqui para complementar, o link de um vídeo da Exame.com, com a Andrea Piscitelli, Consultora em Estratégia Humana, que explica como escolher um mentor: https://www.youtube.com/watch?v=oc6iHphMaQ0.
Aline Freitas
Os 3Rs e a Realização dos Sonhos
É fácil sonhar. É fácil querer ser e ter. Mas para chegar lá, você precisa seguir três passos, ou melhor, os 3Rs: Reputação, Relacionamentos, e Resultado. Você constrói a reputação através das suas atitudes. E não basta aparentar ser ético, fiel, honesto, respeitoso. É preciso ser. Ser quando ninguém está olhando. Fazer o que é certo não porque deseja ser reconhecido, mas porque é o certo a ser feito. O caráter precisa ser uma coisa natural, as suas boas atitudes diante das situações da vida precisam ser hábitos. Você precisa acreditar no que está fazendo, e decidir fazer o melhor.
Se você tem uma boa reputação, você terá bons relacionamentos, porque quem tem boa reputação vai querer estar peto de quem tem boa reputação. Ninguém quer ficar perto de alguém que não realizou nadam que não construiu nada, que não plantou nada de bom.
E se você têm boa reputação e bons relacionamentos, o resultado vem. Os sonhos se realizam. As coisas começam a fluir, a acontecer. Pessoas que você nem imaginava que pudessem saber seu nome, saberão.
Pare de buscar o resultado em primeiro lugar! Sem reputação e relacionamentos, você não vai realizar sonho algum. Realizar sonhos não é mágica. A oportunidade encontra a pessoa preparada. Sorte pode até existir, mas se a pessoa não é capacitada, sorte nenhuma vai resolver. E plantar não é colocar a semente na terra, regar umas duas vezes, e tcharam, uma árvore enorme e linda nasce. Não! Levam-se anos para que a árvore creça.
Quantas vezes a gente não se acha no direito de exigir isso e aquilo da vida? Mas o que nós estamos plantando? O quanto de suor estamos investindo naquilo que tanto queremos? O que construímos para exigir que os resultados aconteçam? Se você quer resultados, precisa primeiro ter uma boa reputação, e bons relacionamentos.
Aline Freitas
***Esse texto foi escrito para o Linkedin (https://www.linkedin.com/pulse/os-3rs-e-realiza%C3%A7%C3%A3o-dos-sonhos-aline-freitas?trk=mp-author-card), e baseado no sermão Os 3Rs (Claudio Duarte).
Todo mundo é importante
Vivemos em uma sociedade que exclui. Para as autoridades é preferível que cada um ocupe o seu lugar. O homem necessita trabalhar para sobreviver, porém, esta não deve ser somente uma forma de ganhar dinheiro, deve ter satisfação pessoal ao realizá-lo, e quando isto ocorrer, o resultado será muito melhor.
É preciso analisar também as condições em que é executado; a segurança e os direitos são primordiais. Querendo ou não, todo o trabalho precisa de alguém para fazê-lo. Como ficar uma semana sem ninguém para recolher o lixo? O que fazer quando não há um médico para atender um ferido? Como ficar sem o pão quentinho de manhã, pronto para ir para mesa? Não importa necessariamente qual o trabalho, é como na cadeia alimentar, um depende do outro. E é por isso que deve haver respeito a cada função.
Todos merecem ter um bom salário, uma boa estrutura laboral, um círculo de relacionamento agradável em seu trabalho, um trabalho que absorva todas as particularidades que cada um possa oferecer de melhor.
Além das leis já existentes, é preciso que as autoridades e a sociedade em geral “corram atrás” para fazer valer, para que elas se tornem reais, e não somente papéis.
Devem-se buscar formas para valorizar o trabalho de cada um; incluir e não excluir. Enquanto a sociedade não rever os seus conceitos, e começar a ter empatia, a situação continuará a mesma. Para que uma pessoa sinta-se digna ao realizar uma função laboral, não basta somente ganhar dinheiro.
Aline Freitas
* Foto: 2014.
* Texto escrito no ano de 2010 (na época estava com 17 anos) para o Enem. Tema da proposta de redação: O Trabalho na Construção da Dignidade Humana. Título original: O Trabalho Não é Só Dinheiro.
Carro e motocicleta colidem na entrada de Caçapava Velha
Na tarde desta quinta-feira (23), um carro, modelo UNO Fiat, na cor vinho, colidiu com uma motocicleta na entrada do bairro de Caçapava Velha, em Caçapava, próximo ao Depósito de Construções Lima. O motorista do carro, Benedito Godoy, aposentado, 64 anos, perdeu o controle do volante, e foi de encontro com a moto, que vinha em direção oposta e estava em alta velocidade, pilotada por José Valdir dos Santos, leiteiro, 30 anos. A moto foi totalmente destruída. O piloto teve as veias jugulares rompidas, e o motorista teve ferimentos leves. O Corpo de Bombeiros foi acionado, e ambos foram encaminhados para o Pronto Socorro de Caçapava.
Texto e foto : Aline Freitas
Intimidade unilateral
O dicionário define “intimidade” como “a vida particular de uma pessoa, que ninguém tem o direito de perturbar”; e “unilateral”, “que vem de um lado só. Decisão que beneficia apenas um dos lados em uma negociação. Tipo de negociação onde os interesses de um dos envolvidos é valorizado em detrimento do outro. Situação em que, sem a participação de mais ninguém, um dos lados toma a decisão que lhe parece mais conveniente e mais interessante”. É natural que a partir do momento em que criamos uma frequência de contato com alguém, e obviamente porque a relação é positiva, contemos coisas pessoais. E quando digo pessoal, digo sobre o sentimento que temos em relação a alguma situação, conquistas e derrotas, características que temos (defeitos e qualidades). Mas é ingênuo acreditar que isso possa terminar bem.
Quando abrimos o nosso coração para o outro, seja em uma relação de muitos ou poucos anos, precisamos analisar se é realmente necessário que o outro ouça ou saiba aquela opinião, sentimento, acontecimento. Não sou a favor da mentira. Nem sou a que omite. Apenas acredito (e fica como conselho a quem quiser usar) que por mais que admiremos alguém, que tenhamos alimentado certa dose de carinho, nunca temos certeza do que o outro fará com o que contamos a ele.
É um erro se entregar de corpo e alma. É outro erro confiar no outro, só porque você é confiável. O outro é o outro. E isto precisa ficar bem claro, para que você não se decepcione a toa. Estamos falando de seres humanos. Seres humanos tem seus próprios interesses, e acima de tudo, mesmo que inconscientemente, jamais pensará no outro porque é justo. A vida não é justa. Não espere que o outro seja. Aliás, não espere nada de ninguém.
Confiança não é uma coisa que você oferece para qualquer um que passa na sua rua, na rua da sua vida. E se você anda fazendo isso, posso te garantir que vem dor de cabeça por aí. Intimidade é para os íntimos.
A intimidade, em todo o relacionamento, de amizade ou romântico, deve ser construída com a contribuição dos dois lados. Se apenas você conta, você se doa, você oferece seu tempo e a sua disponibilidade, você toma a iniciativa, você demonstra que o outro é importante, você elogia, você agrada, você pensa numa relação ganha/ganha, você está numa relação sem futuro. Porque não existe relacionamento unilateral, entende?
Ser ingênuo não é ser virtuoso. A ingenuidade, seja fingida ou real, não produz empatia, e muito menos faz crescer. É preciso abrir os olhos para os fatos. Porque contra fatos, não há argumentos.
Pessoas inteligentes conversam. Não jogam indiretas. Dizem o que está incomodando no outro. Para o outro, e não para os outros.
A gente precisa prestar atenção que há uma grande diferença entre falar e fazer. Que falar não significa sentir. Que intimidade requer também amor. E amor é ação. Amor é demostrar. E não se demonstra só com palavras. Palavras o vento leva. Ações se imortalizam.
Aline Freitas é jornalista, sonhadora, e mão na massa
*** Definição das palavras “intimidade” e “unilateral”, em Dicionário inFormal
É possível ser uma boa mãe e não se anular?
As mulheres queimaram os sutiãs, e pleitearam direitos iguais. Antes consideradas intelectualmente inferiores e aptas para ser exclusividade no cuidado da casa e dos filhos, hoje estudam mais que os homens, e atuam no mercado de trabalho nas mais variadas profissões. Mesmo ainda tendo salários menores e sofrendo preconceito e resistência em algumas áreas profissionais, muita coisa foi conquistada. Porém, houve de certa forma, um acúmulo de funções. O cuidado dos filhos ainda continua ficando mais a cargo da mulher que do homem. É possível ser uma boa mãe e não se anular?
Para responder a essa pergunta, conversei com mulheres que conciliam a vida familiar e a vida profissional com equilíbrio, e que toparam dividir a experiência conosco.
Nos primeiros anos de vida, especialmente no período de amamentação, a criança exige uma atenção maior dos pais. Porém, nem todo mundo pode ou quer ficar em casa. Independente da situação, sair para trabalhar por necessidade ou vontade, a maioria das mulheres se sente culpada quando a licença maternidade acaba e precisam voltar para o batente. A vontade de estar presente na criação e acompanhar o desenvolvimento dos filhos são muito maiores na mulher que no homem, na maioria dos casos. Mas será que para ser uma boa mãe, é necessário estar cem por cento do tempo presente? E o contrário, será que dá para conciliar vida profissional e dar uma boa educação aos filhos?
A jornalista Magali Lameira, 31, mãe do Caio Henrique, 12, diz que a volta ao trabalho após a licença maternidade não foi fácil, no entanto ela considera a vida profissional importante também para que a mulher seja uma boa mãe. "Me senti triste em ficar longe dele, mas precisava seguir minha vida profissional para dar uma boa estrutura de vida para ele e me realizar profissionalmente. Não julgo as que deixam de trabalhar. Eu acredito que cada um sabe o propósito da própria vida e não acho que querer dedicar a vida ao filho seja uma anulação. É simplesmente uma escolha de vida", afirma Lameira.
Patrícia Penzin, também jornalista, 38, mãe da Júlia, 7, diz que sempre gostou do trabalho e teve também um modelo de mãe que trabalha fora e é independente. “Quando engravidei, já sabia que voltaria ao trabalho ao final da licença maternidade, isso facilitou. Eu sentia falta do trabalho, mas quando me separei da Júlia pelas primeiras vezes foi bem doloroso. Eu a deixava em um berçário de confiança, ela sempre ficou bem, se adaptou perfeitamente. Isso facilitou muito. Mas eu penso que nos primeiros anos a presença da mãe em tempo maciço é fundamental. E procurei dedicar todo o meu tempo livre a ela. Eu só trabalhava e cuidava do meu bebê até os dois anos. Estávamos sempre juntas. O importante é ter qualidade no tempo que passamos com o filho. Então, não, nunca tive culpa por ser uma mulher independente e trabalhadora. Quero que ela seja assim também. Exemplo é tudo nessa vida! Eu jamais me anularia por um filho. Me sentiria frustrada e acabaria descontando, mais cedo ou mais tarde, nele. Acho isso muito perigoso para mãe e filho. E os filhos querem se orgulhar da mãe. Que exemplos queremos dar a eles?”, diz Penzin.
A participação do pai é essencial para que a mulher não fique sobrecarregada. Para Patrícia Penzin, “o pai tem que participar. Tem que fazer comida, trocar fraldas, levar para passear, acordar de noite para dar remédios, ir às consultas com o pediatra. Acho que os pais que hoje têm 40 anos são bem atuantes. E a nova geração vai ser ainda mais presente”, diz.
Mas em alguns casos a mulher precisa assumir o filho sozinha. Magali Lameira ficou viúva muito cedo, e afirma que a presença do pai faz falta sim, mas que ela procura viver da mesma forma e trabalhar da melhor maneira possível na criação do Caio.
O trabalho tem um papel fundamental na auto-estima das pessoas, não só da mulher. Para Graziela Bergamini, psicóloga, empreendedora e escritora, 39, mãe de Luiza, 12, e Leonardo, 9, “o trabalho é uma enorme fatia da vida das pessoas e é uma forma excelente para o desenvolvimento pessoal, por isso, a mulher hoje tem o desafio de ser uma mãe presente e uma profissional que busca seu desenvolvimento. A mulher precisa sim trabalhar, precisa gostar do que faz, precisa ganhar dinheiro e precisa estar com seus filhos uma parte do tempo. Na verdade, seu parceiro precisa das mesmas coisas e equilibrar isso faz parte do processo", afirma. Graziela acha bem ruim e muito nocivo as mães deixarem de ter uma ocupação além da criação dos filhos. Segundo ela, "o valor daquela mulher que poderia estar produzindo e contribuindo de alguma forma se perde. O que ocorre é que ao fazer isso, a mulher em algum momento vai cobrar dos filhos a vida que não viveu. 'Eu fiz tudo por você, eu fiz o maior esforço, e agora você tem que...', os filhos então começam a se sentir culpados por algo que foi escolha exclusiva da mãe. Isso gera uma série de consequências negativas", diz.
Empreendedorismo pode ser uma opção
Uma saída para as que desejam ter mais autonomia com relação ao seu tempo, é empreender. Ela pode estabelecer os horários de acordo com a sua disponibilidade, e ganhar, na maioria dos casos, mais dinheiro que trabalhando para a empresa de outra pessoa.
Graziela, acredita que é possível sim conciliar vida profissional e filhos, mas para isso essa mãe precisa buscar novas maneiras de ganhar dinheiro. “Sair da caixa, sair de alguns padrões que ela acredita serem os únicos. Vejo que muitas mulheres acreditam que não tem opção, que precisam ser escravas de uma empresa, para ter a tal estabilidade financeira, muitas vezes recebendo um salário bizarro. O núcleo da questão ainda é a falta de confiança. Elas não se acham capazes de conseguir colocar no mundo sua força e habilidade e receber retorno financeiro compatível. É preciso fazer o que se ama e inventar uma forma de ganhar dinheiro com isso de modo que ainda possa administrar filhos com seu parceiro. É sim um enorme desafio, mas possível de ser bem sucedido’, afirma Graziela.
Pressão da sociedade para que a mulher seja mãe
A nossa sociedade impõe determinados modelos de felicidade. Ser mãe muitas vezes é considerado um status social necessário e não uma vocação. Quando a mulher chega em determinada idade, se vê na obrigação de gerar uma criança. Mas a verdade é que ser mãe ou não precisa ser uma decisão da própria mulher. É necessário avaliar quais as condições psicológicas, financeiras, e qual o plano de vida ela deseja seguir. Ter um filho não é regra, é opção. Caso a mulher opte pela maternidade, é bom considerar se ela está disposta a se comprometer, e o pai também.
Graziela Bergamini diz “Acho que existe sim essa pressão. As motivações para a maternidade são muitas além daquela genuína. A mulher pode querer ser mãe para provar algo a si mesma, para mostrar que é capaz para outras pessoas, para manter um relacionamento, para cumprir um papel na sociedade, etc. É importante investigar profundamente de onde vem a motivação para ser mãe. Isso irá ajudar com que a maternidade aconteça na hora certa, na hora em que ser mãe supri o desejo mais puro de ser mãe, ou seja de servir a outro ser humano. O momento ideal para que uma mulher seja mãe, é quando ela já investiu um tanto em sua profissão, já faz o que ama, recebe por isso e tem meios de se dedicar por um período exclusivo a seu filho. O período mais certo pode ser também o período onde ela sente lá no fundo do coração que ela quer esta tarefa mais do que tudo e está disposta a fazer o necessário, buscar suporte, estudar o assunto, aprimorar a si mesma, compreender seus conflitos, melhorar como pessoa. “
Aline Freitas é jornalista, sonhadora, mão na massa, e ainda não é mãe
Como vender uma ideia ou produto?
A coisa mais fácil do mundo é vender uma ideia/produto. Como assim? Sim, é isso mesmo! Desde que você goste da ideia/produto como se fosse um filho, precise como se fosse o oxigênio, ame como se fosse um(a) esposo(a), e acredite no que está vendendo, você consegue convencer qualquer um a embarcar na ideia ou levar o produto.
Estar envolvido emocionalmente fará com que você venda antes da ideia/produto em si, as vantagens que ele oferece, ou a grosso modo, porque a pessoa precisa daquela ideia/produto para satisfazer uma necessidade.
Mas se você perde o envolvimento emocional, nenhum argumento será suficiente para convencer ninguém, porque antes de querer que os outros comprem a sua ideia/produto, você precisa acreditar nela(e), e satisfazer a si próprio em uma das necessidades descritas na Teoria de Maslow: básicas; de segurança; sociais; de auto-estima; e/ou de auto realização.
Pirâmide de Maslow (http://abilitytradenews.com.br/o-otimismo-do-consumidor-e-os-novos-rumos-do-varejo/piramide-de-maslow/)
Defina bem o que você gosta, o que te move, e você será o melhor vendedor de todos os tempos!
Aline Freitas é jornalista, sonhadora, e mão na massa
Por que ajudar?
Desde muito nova tenho uma sensibilidade aguçada tanto com questões pessoais quanto no que diz respeito a dificuldades alheias. Me dói por exemplo quando vejo alguém passando por alguma dificuldade financeira, ou enfrentando uma doença, e não posso fazer nada para ajudar. Me dói ver crianças que não tem oportunidade de estudar, ou que não tem nem o que comer, e me sentir impotente sem poder mudar a situação. Me dói mais ainda quando eu vejo tudo isso, e sei que tem pessoas que possuem condições de ajudar, mas preferem não fazer nada.
Não gosto muito de falar de histórias pessoais. Mas no momento é preciso. Venho de uma família extremamente humilde. Meus pais não fizeram ensino superior. Quando saí de casa para fazer faculdade, antes de completar 18 anos, a situação financeira em casa não era das melhores. Eu sabia que iria enfrentar muita coisa se quisesse concluí-la. E eu só consegui, porque tive pessoas que me ajudaram. Desde do aluguel, até coisas simples, como alimentos.
Apesar de ter tido muitas dificuldades na vida, sempre tive muitas oportunidades. Sempre tive pessoas que me ajudaram a vencer cada obstáculo. E eu agradeço a Deus todos os dias por isso. E eu não estou contando isso para me fazer de vítima, mas sim para mostrar a importância das pessoas que se dispõe a ajudar.
Não se trata de falta de autonomia, mas por mais esforço que alguém faça, ninguém faz nada sozinho! Quanto maior o sonho, mais ajuda a gente precisa.
Às vezes a ajuda que alguém precisa é apenas que uma pessoa acredite no potencial que ela têm. Ou pode ser uma bolsa de estudos. Quem sabe seja um lugar para morar. Outras precisam de amor, atenção. Outras precisam de alimento. Pode ser uma carona; alguém pra ajudar a carregar a mala; um abraço; alguém para ouvi-lá. Uma oportunidade de crescimento profissional; alguém que dê aulas de reforço em uma matéria complicada. São tantas as formas de ajudar! Muitas vezes a ajuda não envolve dinheiro, e é tão simples. Ou pode até ser que envola, mas se você tem condições de estender a mão, por que não fazer?
A maioria de nós fica tão preocupado com os próprios problemas que se esquece de olhar ao redor. É tão bom quando a gente pode diminuir a dor do outro. O mundo fica tão mais bonito!
Empatia é a palavra. Se colocar no lugar do outro.
Quero um dia criar algo que faça a diferença na vida de muitas pessoas. Mas enquanto esse dia não chega, eu tento dar um passo de cada vez, fazendo o que está ao meu alcance. Sinto que o mundo fica mais leve assim! E você, o que está fazendo para mudar o mundo?
Aline Freitas
Jornalista, sonhadora, mão na massa
A Última Bolacha do Pacote
Melhor que a primeira bolacha do pacote, só a última. E tem gente que age como se fosse a última bolacha. Qual a necessidade de diminuir o outro? Por que se faz tão necessário enaltecer as próprias qualidades e gritar aos quatro ventos que é bom nisso ou naquilo, que é melhor que este ou aquele?
Não estou dizendo que é errado ter auto-estima. É ótimo que a pessoa tenha amor próprio, goste de si mesma, se valorize. Só quem ama a si mesmo, consegue respeitar e amar seus semelhantes. Aí está o "xis" da questão. Amar a si mesmo é uma coisa, desrespeitar o próximo é outra. Se alguém precisa se auto-elogiar o tempo inteiro, e maltratar, humilhar, diminuir os que estão ao redor, é sinal que a pessoa não é tudo isso que diz ser, e que pior, é muito egoísta, arrogante, e narcisista!
Viemos do mesmo lugar. Vamos para o mesmo lugar. Todos tem as mesmas chances de alcançar seus objetivos. Não importa a sua posição social, quem são seus pais, qual a sua etnia, ou religião, você é muito valioso! E pode fazer o que quiser! Mas escolha fazer o bem!
Fico indignada com pessoas que se acham melhores que as outras. É difícil pedir um pouco de respeito? Por que distribuir tanto ódio gratuito e falta de educação? Todo mundo está no mesmo barco, e teríamos um mundo muito melhor se as pessoas se ajudassem. Ironia ou não, pessoas que passaram por grandes dificuldades, ao invés de incentivar, desanimam os que estão na caminhada.
Não vai cair a mão ou o braço ser gentil de vez em quando. Se coloque no lugar do outro. Pense se você gostaria de ouvir a mesma coisa. Pense se você gostaria que fizessem a mesma coisa para você. Seja humilde para ensinar, mas acima de tudo, para aprender. Jamais subestime os outros. O mundo gira meu bem, e em uma dessas voltas você pode levar um grande tombo se pensa que é mais que alguém. Nem todo mundo recebe o que merece, mas todo mundo só oferece o que tem. Mais amor por favor.
Aline Freitas
Quando bate o desânimo
O que não vai faltar é gente para te desanimar! Gente que não suporta ver a felicidade alheia, que não gosta de ver ninguém se dando melhor, que a vida é tão vazia, que precisa meter o bedelho na vida dos outros!
Se você for parar para escutar cada pessoa que acha que sabe como você deve viver, então é melhor você desistir mesmo! Você já parou para pensar o quanto você valoriza a opinião dos outros? O quanto você faz as coisas para agradar aos outros? Bom, se você deixa que os outros decidam o que é melhor para você, algo está muito errado.
Não sou muito experiente, mas posso dizer que nas poucas oportunidades que tive de me arriscar, de enfrentar os meus maiores medos, de viver experiências completamente diferentes da que eu estava habituada, muita gente disse que não iria dar certo, muita gente disse que eu não era capaz, muita gente disse que eu só poderia estar louca por acreditar em uma coisas dessas; pois é, elas estavam erradas! Deu certo. Aliás, deu muito certo!
Não vou dizer que é fácil. Mas é exatamente nesse caminho tortuoso, que você pode moldar seu caráter, amadurecer e se tornar um ser humano melhor. Lógico que não basta sonhar e criar expectativas, é preciso dar a cara para bater. É necessário todos dias acordar não só esperando o melhor, mas se esforçar para alcançar aquele objetivo, e se focar nesse objetivo.
Eu não sei você que está lendo esse texto, mas eu que escrevo, acredito que todo mundo tem um propósito neste mundo, uma missão dada por Deus. E que enquanto não cumprirmos essa missão/propósito, vamos ficar no mesmo lugar. O cristão sabe que o horizonte que ele vê, não se compara ao que Deus preparou. Ao contrário de muitas pessoas que se dizem "amigas", Deus quer sim o seu bem. Ele é o único que pode interferir nas suas decisões além de você. Então por favor, pare de medir o seu valor e as suas possibilidades de acordo com o que as outras pessoas pensam! Pare de se limitar as circunstâncias!
Deus te fez para ser vencedor! Ser vencedor não significa ser isento de obstáculos e problemas jovem, significa entender que Ele estará com você, para te ajudar a vencer o que vier. Sua parte é deixar a ansiedade de lado, e confiar nEle. Gosto muito deste trecho da Bíblia, Filipenses 4:12 e 13, que resume bem isso: "Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que eu preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação."
É fácil identificar aquele que serve a Cristo. Há um brilho diferente. Antes não entendia quando ouvia na igreja, ou lia na Bíblia, que os cristãos são a luz do mundo, são o sal da terra, são as árvores que dão frutos. Hoje entendo. O cristão nem sempre gosta da situação em que está, mas não se deixa abater, porque sabe que as coisas destes mundo são passageiras. Está sempre alegre em qualquer circunstância. Esses dias estava conversando sobre esse assunto com um amigo, e ele me disse uma frase que não saiu da minha cabeça: "A árvore que dá bons frutos, é a que mais leva pedradas." Está esperando o quê para colocar um sorriso nesse rosto?
Aline Freitas
**** Se no seu caso o desânimo é físico, segue três receitas para você fazer em casa, que vão te dar um pouco mais de energia:
1) Bata no liquidificador a banana, o leite e a aveia;
2) ou bata no liquidificar o gengibre, a couve, e acrescente um pouco de suco de laranja;
3) ou o pó de guaraná (no máximo uma colher de chá, pela manhã, diluída em algum líquido).
Agora é só beber!
Vai ter Copa sim
Seleção Brasileira em amistoso contra a África do Sul. Foto: Vipcomm/Jefferson Bernardes.
A hashtag #VaiTerCopaSim tomou conta das redes sociais, e anuncia: o evento mais desejado ou indesejado pelos brasileiros chegou. Não tem jeito, vai ter Copa. O governo brasileiro investiu bilhões em estádios e afins para tentar alcançar o padrão FIFA. E mesmo assim muita coisa não foi concluída. A exemplo, o aeroporto de Viracopos em Campinas, que durante a Copa vai ser exclusividade das seleções. Uma vergonha, diga-se de passagem.
Voltando um pouco no tempo, o primeiro episódio que me vem a cabeça é a Copa de 1950. Devido a Guerra Fria, foi muito conveniente que a Copa de 1950 fosse realizada no Brasil. E para completar, o presidente da época, Getúlio Vargas, acreditava que o esporte era uma extensão da educação, e não relutou. Assim nasceu o maior estádio de futebol daquele ano, o Maracanã. Na final entre Brasil e Uruguai, a vitória dos brasileiros parecia certa. Dois meses antes do Mundial, os times se enfrentaram três vezes, e o Brasil saiu na vantagem, tendo vencido duas partidas (Brasil 3 x 4 Uruguai, Brasil 3 x 2 Uruguai, e Brasil 1 x 0 Uruguai, respectivamente). Mas no dia 16/7/1950, em que o título foi decidido, o pior aconteceu. E o Brasil acabou perdendo de 2 a 1 para o Uruguai. A expectativa de que a Copa poderia de certa forma dar visibilidade ao país que era considerado (e ainda é) de terceiro mundo, foi por água abaixo. O silêncio tomou conta das ruas. Fico pensando... Será que se tivéssemos vencido a Copa de 1950, o país estaria diferente? Será que Getúlio teria se suicidado? Talvez sim, talvez não.
E em 1983, a FIFA oferece mais uma vez a "oportunidade" de o Brasil sediar o Mundial. Era o governo de João Figueiredo. O presidente em reunião com ministros decidiu que o Brasil tinha outras prioridades, e diante da crise econômica que estava enfrentando, não poderia arcar com os custos de tamanha proporção como os que a Copa traria. O porta-voz Carlos Átila fez o anúncio, segundo a publicação de 11 de março de 1983, do Jornal Zero Hora.
Utilizando-se desses dois momentos históricos, quem foi mais coerente? Na minha opinião, Figueiredo. Trazendo esse contexto para os dias de hoje, acredito que o Brasil não está preparado para sediar a Copa. Somos sim o país do futebol, mas existem outras prioridades que precisam ser resolvidas antes de se responsabilizar por evento que vai nos custar, e aliás, que já nos custou tanto! Mas e se não houvesse estádios e afins padrões FIFA, a educação, a saúde, e a estrutura do país estariam diferentes? Sabemos que não. Quanto dinheiro é desviado, quando poderia ser utilizado em benefício do cidadão? Ainda sim, sabe-se que esses gastos só pioraram o que já estava ruim. E eu poderia fazer uma lista aqui, mas se estiver curioso(a) é só jogar no Google e ver a infinidade de escolas e postos que não receberam materiais, e etc.
As manifestações que começaram a ganhar força em julho do ano passado continuam. Participei de algumas. E diferente da maioria, sabia o que estava fazendo lá. Sabia por qual causa estava lutando. Saí as ruas para reivindicar um transporte público melhor, uma saúde e educação mais dignas. Para legitimar que o cidadão está de olho no governo, e quer resultados concretos. Apesar de não parecer, o governo deve trabalhar para o povo. Mas agora que a "merda" já está feita, que o Brasil vai mesmo sediar a Copa, não vai fazer diferença protestar contra ela. A única coisa que vai acontecer é que vai haver conflitos desnecessários. O protesto tem que ser feito nas urnas. As eleições estão quase aí. Não defendo esse ou aquele partido, mas acho que o cidadão deve pensar mais na hora de votar. Corruptos sempre vão existir, mas quanto menos melhor, não é?
A forma que aconteceu, o dinheiro gasto, o lucro do evento que vai todo para a FIFA, é de desanimar qualquer um, isso é verdade. Mas a seleção não tem culpa. E torcer talvez seja a única forma de incentivar o time do Brasil a brigar pelo título, que tem que ficar aqui. Afinal, nem na música pudemos ter legitimidade, em que Pitbull e Jennifer Lopez cantaram mais que a Cláudia Leite.
Pensei muito antes de decidir se iria torcer ou não pelo Brasil, e decidi que vou sim. Não dá para fingir que nada está acontecendo, é claro. Mas já que o evento vai começar amanhã, que aproveitemos todas as oportunidades que pudermos. Já é possível notar o clima de Copa nas ruas, que estão praticamente em verde amarelo. Ainda um pouco tímidos, alguns torcedores revelam a animação. A recepção dos estrangeiros já está sendo um bom começo para dar visibilidade ao país, e quem sabe isso não fortaleça o turismo por aqui?
Em minhas andanças pela internet, encontrei este vídeo, e acho que a partir dele dá para se ter uma ideia de quanto prejuízo a FIFA já trouxe, e qual o motivo de indignação das pessoas que estão protestando nas ruas. Tire suas próprias conclusões se é melhor torcer ou protestar:
http://www.videosvirais.com.br/esse-jornalista-explicou-para-os-americanos-como-a-fifa-vai-arruinar-o-brasil
Aline Freitas