Johnny nunca tivera pressa ao beijá-lo. Mesmo quando estava visivelmente atrasado para algumas coisas, ou quando a urgência em seu corpo, antes de fazerem amor, falava mais alto. Por isso, naquele instante, concentrava-se somente no modo como suas línguas se emaranhavam e em como os arrepios eriçavam sua pele. A temperatura já não era muito amena por conta do verão e com aqueles gestos de Allison, Jonathan sentia que não conseguiria fazer muito mais do que simplesmente relaxar os músculos e aproveitar a quentura que subia por seus músculos. Sendo assim, não reclamou de maneira alguma quanto sentiu o corpo do mais velho sobe o seu, acomodando-se em seu colo. Gostava quando aquilo acontecia; Jonathan tinha lá sua satisfação secreta por saber que tinha força o suficiente para conter um homem do porte de Allison, quando necessário.
– Pelo jeito, tudo que me resta é dormir mesmo. – Comentou com certo pesar, enquanto envolvia a cintura de Allison com um dos braços, apertando-a firmemente. Passou a distribuir beijos pela curva do pescoço dele, mordiscando a região quando lhe convinha, contendo a vontade de marcá-la de uma vez por todas com chupões avermelhados e, se fosse o caso, arroxeados também. A barba roçando contra a sua, era e sempre seria uma de suas sensações favoritas em todo o mundo. Isso sempre fazia com que Johnny se lembasse que Allison fora o único homem em sua vida e que nada, nem ninguém, poderia mudar este fato. Porque se sentia profundamente bem cada vez que constatava isso. – Já que você está todo machucado e eu acredito que não posso te machucar um pouco mais. – Provocou-o, usando da outra mão para segurar a cintura alheia por debaixo da camiseta que ele usava, apertando a área, para fazer com que os quadris de Alli pressionassem os seus.
Allison adorava a sensação dos braços firmes de seu marido ao redor de seu corpo, mantendo-o tão perto daquela forma. Teve uma década para se acostumar com isso e ainda assim era surpreendido pelas sensações maravilhosas que aquele ato simples desencadeava em seu corpo. Não eram precisos, exigidos muitos esforços de Jonathan para rendê-lo aos seus desejos, bastava um toque, um olhar, para que Allison se visse preso no ciclo interminável de desejo que só seria saciado ao ter o corpo despido do marido sendo pressionado contra o seu. Mas, geralmente, era a voz que tinha ainda mais efeito sobre seu corpo. A prova disso foi o arrepio que levantou todos os cabelinhos escuros de seus braços e o fez suspirar baixinho.
Não, Allison não queria dormir. Almejava poder matar a saudade que sentia daquele homem, queria poder prová-lo mais uma vez em sua língua como fizera tantas e tantas vezes ao longo do tempo que tinham juntos. Mas a necessidade de sono do outro era bem mais importante que isso. O matrimônio lhe ensinou a sim, colocar o seu marido em prioridade seja lá em que fosse. “Você sabe que não funciona assim." ele iniciou, deslizando a destra pelo ombro dele subindo para seu rosto onde acariciou a bochecha antes de movê-la para enroscar os dedos em seus fios escuros. Cabelos estes que eram tão macios ao seu toque que a conhota acabou seguindo o mesmo exemplo, ainda mais ao ser pressionado contra ele. Senti-lo em uma posição como aquela, mesmo que seu corpo estivesse vestido, arrancou-lhe um gemido baixo. “Eu prefiro exibir os machucados que você faz do que estes aqui.” conseguira dizer após recordar que havia iniciado a fala. “E também que sempre, não importa o que, pode me ter.” completou, mexendo seu quadril um movimento circular, beijando então sua testa. “Mas e seu sono?"