phoenix, também conhecida como Allura Catherine Adler é uma dama da casta 2, que veio de Waverly para competir na seleção do príncipe Schreave. Aos seus 25 anos, Lu é extremamente parecida com Kat McNamara.
Tudo começou há exatos vinte e cinco anos atrás quando a famosa modelo Amanda Bradshaw se envolveu com o escritor e pesquisador Harrison Addler e acabou engravidando. O escândalo foi abafado com o casamento repentino e daquela união, Allura veio ao mundo, fazendo mãe e filha se tornarem casta 3.
Ao longo dos anos e conforme crescia, Allura recebeu todo o tipo de educação que a mãe recebeu, claro, agora paga por seus avós da casta 2 que nunca se faziam presentes na vida da menina, mas pagavam por sua educação. No entanto, por mais que seu exterior e sua criação fosse para que ela seguisse os passos da mãe e não cometesse os mesmos erros que a mais velha, Allura não poderia ser mais parecida com seu pai. Ingênua, com a cara sempre enfiada nos livros, um humor leve e bobo. Harrison era seu super-herói, seu melhor amigo, até o dia em que em uma de suas viagens e pesquisas, ele simplesmente sumiu deixando a filha de dezenove anos e a esposa sozinhas.
Harrison foi dado como morto, o que devastou Allura, mas fez Amanda ver a oportunidade de corrigir seus erros do passado, casando-se novamente com um general do exército de Illéa, fazendo com que ela e a filha subissem de casta novamente. Nos anos seguintes, Amanda conseguiu facilmente convencer a filha para que ela fizesse alguns trabalhos como modelo e seguisse os passos da mãe, com a condição dada por Allura de que a mãe a deixasse continuar a estudar o que ela bem entendesse. Quando a seleção finalmente chegou, foi fácil para a mãe inscrever a filha. O que ela não contava era que Allura era inteligente o suficiente para ver o que a mãe estava fazendo e escolher fingir-se cega, naquele meio ela podia conseguir contratos e investigar ela mesma o desaparecimento de seu pai e a seleção? Ah, aquela era a oportunidade perfeita para descobrir a verdade.
headcanons:
Faz aniversario no dia 14 de maio portando é do signo de Touro.
Allura usa óculos, apesar de sua mãe a forçar usar lentes de contato na maior parte do tempo;
Seus hobbies preferidos são ler, desenhar, escrever e dançar;
É apaixonada por flores e tem um vasto conhecimento sobre elas;
Fala demais quando está nervosa;
É desastrada e está sempre tropeçando ou caindo;
É inocente e ingênua quando os assuntos estão ligados a emoções, podendo ser até mesmo lenta para identificar os sentimentos, o que não quer dizer que ela não saiba flertar, ela apenas não sabe que o está fazendo. No entanto, é muito inteligente quanto a outros assuntos;
Allura é um pouco teimosa;
Sempre fez questão de estudar, adora aprender coisas novas. Teve tutores de níveis acadêmicos nos assuntos de literatura e historia.
Seu maior sonho é se tornar escritora. Ninguém sabe mas ela sempre escreveu romances e aventuras e tem alguns livros terminados mas nunca compartilhou com ninguém;
Ela desenha muito bem, e muitas vezes é possível ver seus dedos sujos de grafite ou carvão;
É péssima com aquarela, violino e bordado, apesar de ter tido aulas quando criança;
Fala francês e espanhol, mas tem muita dificuldade em outras línguas como russo e alemão;
Trabalha como modelo fotográfica mas nunca desfilou em uma passarela. É tímida demais pra isso;
O padrasto de Allura nunca se intrometeu na educação que a esposa quis dar a ela, sempre a apoiou e não economizou, apesar de um pouco frio ele vê Allura como uma filha e ela acha que se dá melhor com ele do que com sua mãe;
Seu padrasto, por ser um general, acabou ensinando alguns golpes e defesa pessoal para ela, para que ela soubesse como se proteger;
Aquela era uma pergunta que honestamente Alexander não saberia responder. Desde que se entendia por gente, os ataques rebeldes foram pintados para ele como seres impetuosos, que não queriam nada mais que a cabeça dele e da sua família numa lança. Nada que faziam era bom o suficiente. Ele cresceu, notando as sutis diferenças. Às vezes os ataques eram violentos em relação ao castelo, ou a elite, mas às vezes eram apenas grandes bagunças onde ninguém saia ferido. Descobrir que os rebeldes foram fundados por Spencer Illéa não fez nada para apaziguar o sentimento de que eles só queria acabar com a monarquia e sua família. Porém, fora isso, ele sabia que os rebeldes ofereciam uma visão de esperança aos que mais precisavam na população. Era péssimo, porque eles não poderiam nunca cumprir o que se propunham. Os rebeldes não tinham estrutura, e se eles abarcassem todos que precisavam, iriam ser uma anarquia se recursos. Não era tão fácil assim mudar a vida de todos, mas não era fácil para eles aceitarem. Pareciam querer que Alexander estalasse os dedos e tudo ficasse bem. Mas ele não era a porra de uma fada madrinha. Ele não podia saber o quanto da população acreditava nas mentiras, e o quanto estavam do seu lado. Ele concordou com a cabeça, com um sorriso fraco. Sabia que ele mesmo havia levado o assunto, perguntando como ela se sentia, mas ele não queria estragar o clima pensando no que os ataques faziam com a população, principalmente aqueles que não tinham dinheiro para se reerguer. “Não. Nunca namorei,” ele confessou, mas não parecia tamanha confissão uma coisa que todos pareciam saber. Alexander nunca apareceu publicamente com uma namorada. Ele nunca gostou de ninguém de maneira a tentar burlar o que ele sabia que seria sua vida amorosa. Um dia, ele seria o centro da Seleção, e consequentemente ele teria que terminar com alguém de quem realmente gostava. Parecia cruel colocar ele e outra pessoa nessa posição. Ele não teve problemas em se envolver fisicamente, mas ele sabia que não poderia se doar emocionalmente. “Eu e a princesa da Grécia tivemos uma paixonite, mas nunca foi nada sério,” disse, sem contar que ele tinha aprendido grego por ela. Parecia (e era) tantos anos antes que Alexander ria de como havia sido besta. “Depois… Eu normalmente não fiquei com a mesma pessoa mais que algumas vezes,” deu de ombros. Ele não via aquele fato com maus olhos. Ele sempre tentou deixar claro para todas as mulheres com quem ficou que aquilo era o que podia oferecer, e se ele fez isso, não podia ter feito algo errado, não era? “Eu sempre soube que teria uma seleção. Não parecia justo com outras pessoas quando eu não poderia me envolver com elas.” Era a resposta mais sincera que poderia dar. Mesmo na seleção, quando seu futuro exigia que ele abrisse seu coração para as selecionadas e escolhesse aquela que mais desse certo com ele, ele não queria machucá-las. Ele foi trilhando os beijos pelo pescoço dela, demorando em cada parte da pele alva e murmurando afirmações contra a pele. Mesmo quando ela decidiu capturar o lábio inferior dele entre os dentes, Alex colocou o polegar entre os lábios deles, pressionando e até retirando o batom dela com o deslizar do polegar. “Oh, você não vai se safar assim tão fácil,” ele disse quebrando o encontro dos lábios.
Se atentou na resposta dele, afinal estava de fato curiosa para saber se ele ja havia namorado ou não. Quando ele disse que nunca havia namorado, um misto de sentimentos borbulhou dentro de Allura. Parte de si imaginava que a vida de um príncipe não permitiria namoros, não quando se era um príncipe dedicado aos compromisso reais, no entanto, aquele não era qualquer príncipe, aquele era Alexander. Ele tinha charme, carisma, ela tão lindo que chegava doer, sem falar nos beijos... Era impossível não imaginá-lo com pelos menos três namoradas ao mesmo tempo. Não que ela gostasse de pensar sobre o assunto, mas era verdade. Estava prestes a responder quando ele voltou a falar explicando sobre a princesa da Grécia e a paixonite deles, o que fez seu estômago revirar obrigando-a a empurrar aquele sentimento para longe, havia sido algo do passado, ela havia tido um namorado... Qual era o problema naquilo? Nenhum. “Hmm, não me surpreende.” - Ela finalmente disse após ele terminar a explicação. “Quero dizer, faz sentido, com a seleção e tudo mais.” - Ela sorriu, mas logo ficou seria novamente, debatendo internamente sobre o que diria a seguir. “Parte de mim quer dizer que sente muito por você não ter tido escolha, por sempre ter tido a obrigação com a seleção.” - Mordeu o lábio inferior, acariciando a nuca dele, mas sem olhar em seus olhos, ate que o fez. “Mas outra parte está grata pela seleção, pela oportunidade de conhecê-lo, viver tudo isso, por descobrir coisas e sentimentos...” - Ela se calou, a intensidade de seu olhar fez as palavras apenas ficarem no ar, vagando entre eles, deixando que morressem naquele contato entre lábios. Sentiu o polegar dele pressionando seus lábios e não pode evitar o sorriso travesso diante das palavras dele. “Hmm, já se perguntou se eu quero me safar? Talvez esse tenha sido o objetivo desde o inicio...” - O que era mentira, ela não havia sido engenhosa o suficiente para pensar em algo assim, mas sabia que conforme a intimidade entre eles surgissem, ela poderia ser mais e mais, contudo, ela podia brincar não é?
Sentiu a mão dele deslizar pelo seu tornozelo, subindo atė encontrarem a lateral de sua calcinha, um simples contato que fez com que seus pulmões expulsassem todo o ar que havia neles pelos lábios dela. Deixou que a cabeça pendesse para trás a fim de dar mais acesso de seu pescoço para ele. Seu corpo estava arrepiado, em completo alerta, sentindo cada toque, cada beijo, cada sensação eletrizante, enquanto ela subia ambas as mãos pela nunca dele ate os cabelos, fazendo carinho com certa pressão. Quando escutou os sussurros dele em seu ouvido, todo os resquício de vergonha que ela ainda sentia evaporaram por seus poros, misturando-se com o ar salgado da noite. “Ohh minha imaginação está me dizendo coisas muito, muito improprias.” - Ela devolveu num sussurro. “Minha imaginação está num cenário em quem não existem roupas e...” - Ela se afastou minimamente dele, apenas para captar seu olhar. “... e que eu sou sua, completamente sua.” - Sem conseguir desgrudar os olhos dos dele, Allura levou as mãos ate os botões da camisa dele, desabotoando um por um, ela tinha pressa, mas tomava seu tempo para abrir a camisa dele e então levar ambas as mãos ao abdômen dele, subindo-as lentamente ate os ombros e então descendo pelos braços, para finalmente tirar a camisa que ele usava. Ele era um pedaço de mal caminho.
Sebastian ainda não sabia exatamente como olhar para @alluraadler depois da última conversa que tiveram. Não que existisse algum medo de rejeição, pois este havia se perdido durante a conversa, mas ainda existiam resquícios da vergonha por seus atos. Mas bem, era Natal, a melhor época do ano e ele jamais pensaria em passar longe da sua pessoa favorita, e assim sendo, a primeira coisa que fez ao chegar no salão, foi caçar a prima. Estava ansioso, e até um pouco nervoso. A avistou de longe e suas pernas pareceram tomar vida própria, movendo-se rapidamente em direção a ruiva. "Bengala de açúcar?" ofereceu com um sorriso infantil moldado aos lábios.
Assim que ouviu a voz atrás de si, virou-se rapidamente para encarar o primo com um grande sorriso no rosto. “Seebs.” - Ela disse animada antes de passar os braços em volta dele a abraça-lo. “Feliz natal.” - Desejou com sinceridade, soltando-o e logo pegando a bengala que ele havia oferecido. “Você sabe que eu nunca digo não a doces.” - Logo abriu a embalagem que protegia a bengala açucarada e levou a boca. “Aliás, eu amei o presente.” - Disse com um grande sorriso nos lábios. “O seu eu pedi que colocasse no seu quarto.” - Disse em um tom misterioso, escondendo o fato de que não sabia se o primo gostaria do desenho de Franny Blue que ela havia feito sem a permissão da loira e um livro de aventura que ela escrevera quando mais nova na qual o personagem era, tecnicamente, baseado no primo.
allura tinha razão, não tinham como ter certeza. ninguém sabia das escolhas de alexander, então rae deu de ombros. “não temos. desculpe.”, sorriu, sem graça. assentiu com a cabeça. “a seleção me deu a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas também, e de reencontrar uma antiga amiga. então, também sou bastante grata. espero que possamos manter uma relação duradoura lá fora.”, comentou com sinceridade. rhaella não precisava pensar muito para responder o questionamento da ruiva. era a sala de música. além disso, muitas outras coisas ali a encantaram, coisas que nunca havia visto na sua província. adorava o pequeno lago, o jardim de inverno, os seus aposentos e as comidas. sim, as comidas. em especial, os doces. o chef de cozinha realmente caprichava neles. “há tantas coisas… mas a sala de música é a minha favorita, apesar de saber tocar apenas um instrumento. e as tortinhas de limão… também são incríveis. e você?”
Sorriu com simplicidade e carinho, tombando a cabeça para inflo. “Não há nada a que se desculpar. Por favor.” - Pediu pois não ureia que a selecionada se sentisse daquela forma com ela, Allura não era melhor do que Rhaella, era completamente imperfeita como qualquer outra pessoa, eram iguais ali, com chances iguais. “Mesmo?” - Perguntou um pouco mais animada em relação a outra dizer que havia encontrado uma antiga amiga. “Quem?” - Perguntou curiosa. “A seleção me deu a oportunidade de passou um tempo com meu primo Sebastian, o terapeuta. Sempre fomos muito próximos mas ultimamente não tínhamos muito contato.” - Contou para a morena com um sorriso. “Eu também quero levar as amizades que fiz aqui para a vida toda.” - Talvez Rhaella pudesse vir a ser uma delas, só esperava que a outra não pisasse tanto em ovos consigo e que se sentisse mais a vontade. “De fato a sala de música é muito legal e bonita, mas meus lugares preferidos são a biblioteca e a estufa. Quanto a tortinha de limão…Hmm com certeza também é minha preferida.”
Alexander não esperava a visita da selecionada, mas logo fez um gesto para que ela se sentasse na cadeira a frente dele, antes que ela colocasse o papel em frente à ele. Ele já tinha visto o folhetim, e já sabia bem o conteúdo dele. Teria que arrumar um plano de contingência para que não desencadeasse uma grande revolta. O conteúdo era, obviamente, revoltante. Gregory não mediu suas palavras ou seus pensamentos quando escreveu o seu diário, mas quem poderia culpá-lo? Ele nunca teria imaginado que aquilo cairia nas mãos dos outros. O problema era que pelo fato de Gregory ser uma pessoa ruim, ele e sua família poderia sofrer as consequências já que o outro rei não estava mais ali. Ele pegou o papel da mesa, dobrando ao meio lentamente. “O que tem isso, Allura?” Perguntou com a sobrancelha levantada. Alexander não tinha muito a dizer sobre o assunto. Ele nunca foi uma pessoa de alimentar fofocas, e aquilo parecia, na maioria das vezes, fofoca. Coisas que eram faladas sobre as selecionadas, sobre ele… Ele preferia não confiar, por mais que pudessem ser verdades. Alex preferia confira em quem colocasse a cara a tapa para lhe falar as coisas ─ fosse porque Hope descobriu algo para lhe falar, ou porque a própria pessoa decidiu lhe falar. E, era claro que era verdade e não editado a página do diário, mas Alexander não tinha como mudar o passado, mudar Gregory Illéa. Ele só podia desejar ser melhor que o outro.
Quando ele perguntou o que tinha o papel, ela fez um grande esforço para não permitir que seus ombros caíssem, tentou o máximo que pode para permanecer calma e organizar seus pensamentos. “Escutei vários burburinhos sobre o assunto correndo pelo palácio, mas não quero acreditar na palavra de ninguém além da sua.” - Ela disse firme e decidida sobre o assunto. Era fácil demais escutar fofocas e acreditar nelas, mas eram apenas isso, fofocas. Se ela queria a verdade ela precisava ir direto a fonte, e na quele caso, bem, ela não procurava por uma verdade ela procurava saber o que Alexander pensava sobre o assunto. “Não estou exigindo uma explicação, mas gostaria de saber o que pensa sobre isso. Se concorda com o que está escrito aí.” - Pelo pouco que conhecia dele, ela duvidava com todas suas forças de que ele concordasse. Alexander parecia alguém muito melhor do que aquilo, muito melhor do que Gregory jamais fora, principalmente depois de ler a página do diário. Mas ela o conhecia a pouco tempo, como poderia ter certeza. Ela queria confiar nele vem por cento, mas acreditava que a confiança viria atrasar de conversas honestas como vinham tendo desde então. “Sempre confiei em você. Não acho que seja como seus antepassados e é por isso que preferi vir conversar com você sobre o assunto e não acreditar no que estão dizendo por ai.” - Ela finalizou. Se Alexander possuísse a mesa opinião que seu antepassado sobre a posição de uma mulher, de uma rainha, ela gostaria de saber naquele exato momento para não se iludir por nem mais um segundo. Esperou pacientemente pela resposta dele, juntando as mãos em seu colo enquanto brincava com uma linha solta do vestido, mas sempre mantendo os olhos nos dele.
As cores na pintura são como chamarizes que seduzem os olhos, como a beleza dos versos na poesia.
Quando nos conhecemos, logo achamos uma coisa em comum, nosso amor por laços de cabelo. Você me disse que só tinha uma única fita vermelha que gostava de usar nos cabelos. Acho que você merece ter uma de cada cor, uma para cada ocasião e humor.
Você é uma pessoa incrível, que eu admiro muito Merri. Tenho muita sorte de ter conhecido você e sei que você vai longe e que se você se tornar rainha de Illea, será uma excelente rainha, além de ter achado uma família inteiramente para você.
Você conquistou um lugar especial no meu coração e mesmo após a seleção eu gostaria que continuássemos amigas. Você se tornou parte da família que construí aqui dentro e que eu guardarei para sempre no meu coração.
“Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.” — William Shakespeare
Muito provavelmente você já conhece essa peça, mas eu estava relendo num outro dia e me lembrei de você. Caso não tenha lido, comprei uma cópia para que você tenha a chance. De qualquer forma, o que eu queria dizer é: viva a vida como se ela fosse um sonho intenso, lindo e apaixonante. Sim, há problemas no mundo, mas não se pode focar neles e esquecer-se de viver e aproveitar cada segundo. Então permita-se sonhar, desejar, viver intensamente, viver os sonhos pois são eles que nos movem e nos tornam quem somos.
Você é a pessoa mais sensata que já conheci em toda minha vida, e isso é uma dádiva, mas talvez o que lhe falta é um equilíbrio e os sonhos são ótimos para isso. Por isso, este é meu desejo de natal para você, espero que aproveite e que seja feliz.
Depois de muita reflexão, de muito esforço para tentar encontrar as palavras certas, as melhores, as mais perfeitas, para devidamente lhe explicar o que sinto por você, descobri que não existe nada que possa expressar exatamente o que sinto.
Com você passei a ver o mundo com olhos coloridos, e o simples fato de você existir é motivo para meus olhos brilharem. Você não mudou só meu mundo, você se transformou no meu mundo!
Com isto, quero dizer que eu não tenho mais dúvidas do que estou sentindo e sei que esse sentimento nunca irá mudar, nem em um milhão de anos. Eu quero você sempre ao meu lado, você preencheu o vazio da minha vida e tornou o mundo completo e não existe melhor lugar em todo universo do que ao seu lado.
Amo você!
Allura Adler
PS: espero que goste do desenho, obviamente não está tão bom quanto o de um artista de verdade estaria, mas aquele encontro na praia será sempre o meu momento preferido e eu precisei trazê-lo para o papel. Ou pelo menos tentar.
Ele não respondeu a pergunta dela diretamente, mas explicou: “Não é uma questão de ser errado ou não, mas foi uma das coisas que me foi imposto. Tocar piano não foi uma escolha, então se não havia utilidade, não sei qual foi o motivo pelo qual me foi imposto,” e deu de ombros. Não era que não gostasse. Hoje em dia, raramente que sentava-se frente ao piano para tocar. O hobby que ele havia escolhido por ele mesmo era a fotografia. E esse, de certa forma fazia tanto por ele, que não compartilhava com ninguém além do irmão. Ele sentiu ela se aninhar ao lado dele, o conhecido sentimento de pena por sua vida restrita, regrada, por ter tido que fazer tudo que os outros queriam durante uma vida inteira. Talvez no passado ele também tivesse sentido pena de si mesmo, porém hoje ele via os desafios da sua vida apenas como desafios diferentes. Cada pessoa tinha as suas dificuldades na vida, e Alexander havia feito as pazes com as dele. “Eu não vou entrar nesse ciclo de ficar chamando um ao outro de fofo,” ele apontou num tom despojado, “mas você devia aceitar que eu tenho a palavra final.” O que era verdade em geral. Alexander era bastante acostumado a ter as coisas do seu jeito. Não que não fosse uma pessoa razoável, e conseguia enxergar quando estava errado, mas ele cresceu acostumado a ter a palavra final e seria um pouco difícil mudar aquilo (e ele não achava que precisava, afinal não machucava ninguém). “Esperta,” comentou, ajudando-a a andar pela imitação de pedras que compunham o início do cercado das focas. “A coroa,” ele adicionou a brincadeira com graça, porque ambos sabiam que ele havia conseguido aquilo com o peso do seu título. Para outras coisas, entretanto, ─ com as mulheres ─ Alex não pode dizer que teve dificuldades. Depois de um começo juvenil, ele consegui desabrochar bem, o que fez a seleção ser algo bem menos desconfortável do que poderia ser se ele fosse completamente inepto com as mulheres. Uma das moças do zoológico chegou perto deles com um balde e uma voz animada e estridente. ‘Estão prontos?’ ela perguntou com uma voz tão animada, que quase parecia que ela estava no encontro. Alex olhou para Allura, com uma sobrancelha levantada, “pronta?” ele disse metendo a mão no balde de peixes ─ um cheiro maravilhoso para o primeiro encontro. “Eu pediria desculpas pelo cheiro, mas ao menos vai ser divertido.”
Ohh!! Ela foi pega de surpresa por aquela resposta. Será que não havia nada que ele havia feito em sua vida pelo simples prazer de querer fazer? Será que não havia nada que ele pudesse ter feito por você tarde própria? “Sendo assim, eu sinto muito por isso.” - Não deveria ter sido fácil a vida dele, sempre sendo ditada pelos outros. Por um lado ele havia tido tantos privilégios e oportunidades que muitas pessoas nunca se quer poderiam se quer sonhar, por outro lado, a falta de liberdade e controle de sua própria vida deveria ser igualmente difícil. Ela podia afirmar que era muito sortuda. Seu pai havia conseguido lhe dar tudo o que ela precisava e queria, incluindo a liberdade, ela não trocaria a vida que tivera por nada no mundo. Sabia que teria que abrir mão daquilo caso ele a escolhesse para se sua esposa, mas ela achava que podia fazer aquilo por ele, principalmente se fosse uma escolha dela abrir mãos de sua liberdade. Valéria a pena no final das contas. Acabou rindo quando ele falou e decidiu provocá-lo. “Última palavra é sua então, huh? Tipo: “está bem querida’?” - Era apenas uma provocação inocente, uma brincadeira, pois ela imaginava que ele estava longe de ser o tipo de cara que dava razão para a namorada ou esposa simplesmente para evitar uma briga como ela vira seu pai fazer muitas vezes antes. Se pegou pensando que aquilo de fato não a incomodaria tanto caso ficassem juntos. Ela geralmente era bem racional e pacífica, não que fosse dizer amém para tudo o que ele dizia, lutaria pelo que acreditava, mas sempre tentaria achar um meio termo na base da conversa, essa era quem ela era. Seguiu ele pelo caminho até o balde e a funcionária. “Pronta.” - Disse animada, seguindo os movimentos dele e pegando um peixe com as mãos. Nunca havia feito aquilo antes e o cheio não era nada agradável, mas não podia negar que estava tão empolgada por fazer algo que nunca havia feito que nada podia lhe incomodar. “Não, de forma alguma, só está tornando tudo mais interessante e memorável.”
A única vez que Franny tinha visto Sebastian um pouco mais relaxado e sorridente havia sido durante a noite de Halloween, mas aquela noite fora tão breve e corrida que não era o bastante para a selecionada suprir a vontade de vê-lo sem o cenho de preocupação ou a expressão fechada. “Acredito em você”, disse, simplesmente, porque não queria mais se aprofundar naquele assunto. Poderia acabar deixando escapar alguma coisa que, definitivamente, a colocaria em perigo. Lembre-se, Franny Blue, descumprir as regras da Seleção é o mesmo que uma sentença de traição. Por isso, destinou toda sua concentração no livro alheio. “Que interessante!”, soltou com uma empolgação talvez exagerada. Ela não gostava tanto assim do assunto. “Dentro do livro que você me deu, tinha uma flor ressecada. Achei tão bonita”. Aquilo era sincero. Moveu-se em direção aos papéis em cima da mesa, para entender melhor o processo de estudo de Allura. “Você…” Precisa de ajuda? Ia perguntar, mas decidiu reformular. “Posso te ajudar com alguma coisa? Acho que já estou um pouco cansada de fazer as minhas atividades de sempre”.
Balançou a cabeça em afirmação, estudando Franny. Assim que ela saísse do quarto, ela procuraria o primo e tiraria aquela historia a limpo. Ahh sim, ela o faria. Estava morta de curiosidade, mas sabia que não dava para pressionar a loira, era inútil. Franziu um pouco o cenho quando a outra disse que era interessante. “Nunca imaginei que isso fosse algo que lhe interessaria.” - Não era um deboche ou provocação, mas estava surpresa. “Ahh sim, é algo que meu pai me ensinou a fazer. Preservar flores, ele sempre me deu uma no meu aniversario.” - Ela contou com um sorriso de carinho nos lábios. “Não sabia que flor que você gostava, por isso usei a rosa, já que é especial no livro.” - Disse com um aceno de cabeça. Observou a outra se aproximar de sua mesa, sentindo-se um pouco nervosa com aquilo, todos seus segredos estavam ali. Quando a oferta fora feita, Allura pensou em rejeitar rapidamente, mas acabou pensando mais um pouco, não queria ser rude, muito menos parecer suspeita, foi então que teve uma ideia. “Claro, se não se importa...” - Ela foi ate a mesa e procurou pela folha de papel a qual usara para escrever uma reportagem cientifica sobre plantas e então ofereceu a outra. “Se não se importar em revisar, erros gramaticais e tudo mais.” - Pelo menos daquela forma não estava lhe revelando tudo de uma só vez. Sentou-se de frente para a mesa, apontando para a outra cadeira e então pegou o óculos de grau e colocou no rosto. “Se tiver alguma duvida pode perguntar.”
rae corou quando a menina falou sobre a sua profissão, como se fosse a coisa mais incrível poder costurar. rae sabia que as coisas não eram bem assim, embora quisesse que fosse. não era todo mundo que pensava da mesma forma que allura, mas ela, pelo menos, deixou rae um pouquinho feliz. assentiu em resposta para a outra selecionada. não imaginava que a resposta da garota sobre o príncipe fosse aquela, o que acabou a deixando mais tensa, um pouco. apaixonar… então alguém já estava com aquele sentimento sobre o príncipe. rae deu um sorrisinho confortante para a ruiva. sabia bem como era aquele sentimento e, embora ela não tivesse dito com todas as palavras que estava apaixonada por alexander, partilhar do seu medo de ser mandada embora por alguém que se importava, já era resposta suficiente para blackwood e ela não queria incomodar allura ao falar sobre o príncipe, então. “ahm…”, rae respirou fundo, olhando para o chão, antes de se apoiar para levantar e ir buscar uma xícara de chocolate quente para si. bebericar algo quando não sabia o que falar parecia muito menos constrangedor. “você não deveria se preocupar, allura.”, deu de ombros, colocando o líquido em sua xícara antes de retornar para onde estava. “eu tenho certeza que não há nada para se preocupar.”, deu um sorrisinho, antes dar um gole na bebida quente, com cuidado para não queimar a sua língua. não era como se rae estivesse ali pelo trono ou pelo príncipe, então allura poderia tê-lo. desde que chegou, rae sentia um certo bloqueio para com o príncipe, embora estivesse fazendo o possível para quebrar aquela barreira, não parecia ser o suficiente. além de acreditar ser uma das únicas selecionadas que ainda não havia o beijado. então acreditava que a sua hora no castelo não iam chegar muito longe. “e eu sinto muito pelo seu pai, inclusive.”, sorriu para confortá-la, mais uma vez.
Notou um certo desconforto em Rhaella, será que estava falando as coisas erradas? Será que estava deixando a outra desconfortável? Geralmente ela não tinha tantos problemas para socializar, mas ao mesmo tempo, Allura acabara de falar em se apaixonar quando falavam em Alexander, as vezes Rhaella também estivesse apaixonada pelo príncipe. Droga, não deveria ter dito aquilo. “Quero dizer, esse é o ponto da seleção não? Conhecer o príncipe e se casar com ele, se apaixonar seria um bônus.” - Tentou concertar mas apenas desejou que houvesse se calado e fora o que fez no segundo seguinte, apenas observando a outra enquanto bebia de sua própria xícara. Franziu o cenho olhando para a morena. “E como pode ter certeza?” - Não havia como terem. Sim, ela sabia que aparentemente fora uma das mais votadas em relação a química com Alex e que achavam que ela tinha certo potencial pra rainha, mas essa era a opinião do povo, não de Alex. “De qualquer forma não importa, sou extremamente grata por meu tempo aqui, conheci tantas pessoas que sei que vou levar comigo para toda a vida.” - Sem falar que lhe dera a oportunidade de se aproximar da verdade sobre o paradeiro de seu pai. Sentia-se tão perto de encontra-lo. “Obrigada.” - Sorriu gentil. “Mas me fale...” - Ela empertigou-se na poltrona. “O que mais gosta no palácio? Pode ser desde uma situação, comida ou lugar.”
Cada dia que passava, ele estava mais próximo de escolher uma das mulheres que ainda estava ali para ser sua esposa, e, como em qualquer casamento, ele precisava saber se combinavam mais do que na parte divertida. Tinha que entender se tinham os mesmos valores, e ainda, se tinham a mesma visão de futuro não apenas para eles, mas para Illéa. Não tinha mais tempo para se atear apenas as coisas divertidas, por mais que ele gostaria de poder deixar as coisas se desenvolverem da maneira mais natural possível. Mas nada daquilo era natural ── a sua vida também pouco era natural. Cada minuto cronometrado, discursos planejados, e um futuro entalhado desde que ele nascera. Alexander não reclamava, mas sabia que naturalidade não era exatamente algum comum em sua vida. Ele escutou com atenção, concordando com a cabeça com a menção de que ela estava segura ali. Todos eles estavam bastante seguros no palácio, era verdade. Para um ataque ser bem sucedido, precisaria de coordenação interna. “No momento, eu não consigo pensar em nada que você possa fazer,” ele disse com sinceridade. Não que Alexander não se importasse com a parte beneficente do que a família real fazia, e poderia fazer pelo povo. Mas ele estava trabalhando contra o seu pai numa parte muito mais estratégica, onde ele poderia ajudar mais pessoas em termos de suas decisões, mas do que colocando a mão na massa para ajudar os enfermos, por exemplo (não que não fosse igualmente importante, ele só precisava pensar nos seus esforços no momento). Enquanto isso o seu pai parecia se importar apenas com a parte militar. Eles certamente conseguiriam sobreviver a um novo ataque. “Mas talvez a dama de companhia da minha mãe saiba melhor sobre isso──ela quem administra o tempo da minha mãe para as aparições dela, certamente ela deve saber onde podem ajudar,” ele disse. Talvez fosse bom que agora colocasse Hope para lhes passar algumas tarefas simples da rainha, ver como elas se sairiam, ao invés de ter Hope vigiando-as. “Depende do que você quer dizer com melhorando. Se você quer dizer com as coisas está sendo reconstruídas, sim, as coisas estão ficando melhores,” ele ponderou com calma. “Mas, se você quer dizer com os rebeldes… Não acho que é a última vez que ouviremos falar deles,” soltou com um inconfundível suspiro cansado. Saber que os rebeldes eram o legado de Spencer deixava tudo mais difícil, afinal queria dizer que eles tinham uma luta civil desde que o país foi fundado. Quem era ele para achar que poderia resolver esse problema. “Não acho que seja uma exigência, :Lu. Acho que eu podemos conversar sobre isso. Você deve ter tido namorados, não é? A maior diferença é que todas as minhas──er──namoradas foram ao mesmo tempo,” Alex disse antes de tomar um gole de champanhe. “Eu imagino,” ele disse. Também não era fácil estar na sua posição, sem saber quem estava ali por ele, e quem estava ali pela coroa. Sem ter tempo para se descobrirem. Ele deu uma risada, “vem cá,” Alex disse, colocando uma perna de cada lado dela e puxando o corpo dela para mais perto dele. Ele colocou as mãos no pescoço dela. Realmente, não podia falar ou prometer que não iria estar em encontro incríveis com outras selecionadas, mas ele tentava tirar qualquer outra pessoa da cabeça quando não era o momento. “Esquece qualquer outra──por que você não me conta como seria os nossos dias se nos casarmos?” Ele disse dando um beijo na bochecha dela e arrastando os lábios para perto do lóbulo da orelha dela.
Balançou a cabeça num primeiro momento. Imaginava que como uma selecionada, ela realmente não tinha muito o que fazer além do que já estava fazendo, visitando os orfanatos e hospitais, escrevendo cartas de apoio, encorajamento e esperança para a população de Illea, o que para ela não era nenhum esforço, muito pelo contrário, ela se sentia bem fazendo aquilo até mesmo antes da seleção. Seu pai a ensinara que se ela podia levar conforto a alguém que precisava por que não? O que ela perdia em tentar ajudar alguém? Quando ele falou sobre a dama de companhia de sua mãe, Allura deu um pequeno sorriso ao mandar com a cabeça novamente. “Então talvez eu devesse procurar por ela e ver no que posso ser útil.” - Ela disse com convicção, se a dama de companhia lhe dispensasse pelo menos a ruiva haveria tentado fazer algo. “Digo em relação a população, estavam todos muito agitados, temerosos.” - Ela explicou o que queria dizer. “Mas imagino que os ânimos estão se acalmando.” - Completou para então escutar o resto da fala dele. “Não, eu nunca pensaria que é a última vez que ouviremos falar deles. Eu só gostaria que de alguma forma as coisas pudessem ser mais pacíficas, gostaria que eles entendessem que há pessoas inocentes, crianças, que estão sofrendo muito mais com os ataques do que sem eles.” - Não tiraria o direito da população de protestar, de dizer que algo não lhes agradava, todos deveriam ter o direito de serem ouvidos, mas porque violência? O que isso ajudaria? Respirou fundo, tentando não pensar muito a fundo naquele assunto para que não se sentisse irritada com algo que fugia de seus controle e entendimento. No entanto, toda aqueles sentimentos negativos que começavam a crescer em seu peito se esvaíram quando ouviu a voz dele chamando-lhe de Lu, poderiam se passar mil anos e ela acreditava que não superaria nunca como aquele apelido soava sai do dos lábios dele. “Tive um. Mas eu honestamente acho que preferia não ter tido.” - Fez uma pequena careta, rindo levemente e e rifando o nariz. Não que o ex fosse completamente horrível, mas ela nunca o amara, estivera com ele em um momento de completa carência após perder o pai. “Espera, então antes de nós você nunca namorou?” - Perguntou curiosa. Como ele poderia não ter tido uma namorada? Bem, talvez ela soubesse como, ele estava prometido para a seleção afinal de contas. “Já se apaixonou alguma vez?” - Se quer pensou, quando se deu conta a pergunta já havia escapado. Sorriu de canto quando ele a chamou, aproximando-se ainda mais dele. O toque dos dedos dele em seu pescoço teve o efeito imediato do que ele lhe pedia, naquele momento não existia absolutamente mais ninguém no mundo além dos dois. “Nossos dias se nos casarmos…” - Ela repetiu pensativa. “Imagino que sempre estaremos muito ocupados, mas também imagino que tentaremos encontrar uma brecha para nós vermos, para roubar alguns beijos e carícias. Talvez um almoço juntos improvisado. Uma massagem ou um banho quente e relaxante se banheira após um dia lotado. Mais beijos… E tudo aquilo que a imaginação permitir.” - Ela respondeu. Poderia ser ingênua a ponto de ser apontada como tal pelo folhetim de fofoca percorrendo o palácio, poderia ser chamada de sonhadora demais, achar que tudo era um conto de fadas, mas ninguém a conhecia de fato para saber que Allura era uma pessoa que tentava ver a vida pelo lado positivo mas ela tinha sim os pés nos chão. Ela sabia o quão difícil ou cruel a vida podia ser, mesmo que nunca houvesse vivido a crueldade do mundo como algumas das outras selecionadas. Mas por que isso queria dizer que ela não pudesse aproveitar aquele momento ao lado de Alex de sua forma, aproveitar enquanto a realidade não a obrigasse encarar tudo com a seriedade crua que a vida exigia. Ela sabia separar as coisas e ali, naquele momento, com Alexander, ela era a pessoa que queria demonstrar a ele o que sentia, por isso inclinou-se para a frente, tocando os lábios nos dele. “Podíamos começar com os beijos.” - Mas ela não o beijou, apenas roçou os lábios de ambos antes de delicadamente capturar o inferior dele com os dentes.
talvez aquele fosse o problema. As memórias ainda estavam tão claras na mente de Sebastian, e nenhum dos dois encontros tinha sido ruim, pelo contrário. Ele se sentia mal pela forma como as coisas tinham ocorrido com Franny, o modo como ela foi embora, mas não pelo acontecido em si. O beijo foi melhor do que ele poderia ter imaginado. E o encontro com Louis, bem… Esse foi cheio de saudade, tesão e emoção. Claro que era uma consequência do nível de álcool no corpo de Martínez, mas ainda assim, não estava nem de longe arrependido. “talvez tenham sido igualmente bons?!” não era bem uma resposta, ele ainda estava tentando entender todo o corrido. Mas ignorou os pensamentos, voltando-se ao tópico importante naquele instante. “você esta fazendo sua parte, o resto vai ser só consequência. Vamos torcer para o melhor, sim?” concluiu antes de ser surpreendido pelo abraço dela. Allura não só sabia de tudo sem que ele precisasse dizer, como também sabia exatamente o que fazer. Ele permitiu que o corpo se curvasse um pouco, para corresponder aquele abraço, deixando que um suspiro escapasse dos lábios ao ouvir as últimas palavras dela. “Sei bem, só não sei por onde começar. Fiz algo muito errado, e algo muito inconsequente” soltou-a para que pudesse olhar em seus olhos ao dizer aquelas palavras. Não buscava segurança, pois sabia que Allura sempre estaria por ele, assim como estava por ela. Mas ele realmente esperava não ser julgado pelo que diria “bebi demais naquela noite, parecia até que estava vivendo como se não tivesse amanhã. E entre uma conversa e outra, acabei indo com Franny até as masmorras, olhar a decoração…” começou, tomando a liberdade de guia-la até o sofá para que ficassem mais confortáveis, aquela conversa seria longa. “já reparou o quanto ela é intrigante?” sinceramente, ele queria saber se ela o único a pensar daquela forma, queria entender se o que sentia era real, ou apenas uma projeção “bem, dançamos, rimos, e talvez eu tenha confundido um pouco as coisas… eu a beijei”
Franziu o cenho por alguns segundos, se haviam sido bons porque ele se demonstrava tão para baixo? Suspirou por um segundo pensando em como perguntaria a ele e em como ajudaria ele. “Entendo.” - Mas será que entendia mesmo? Balançou a cabeça com veemência quando ele disse que ela estava fazendo sua parte e precisava torcer para o melhor. “Você tem razão.” - Disse na esperança de convencer a si mesma. “Vai dar tudo certo.” - Disse apenas reafirmando. Se afastou do primo apenas para encara-lo enquanto ele falava. “O que poderia ser tão inconsequente?” - Perguntou sem entender, não conseguia imagina-lo agindo assim, no entanto, quando ele disse o que havia feito, Allura ficou tão quieta e sem reação que se ela estivesse no lugar do primo a chacoalharia para ver se ela não havia morrido. A mente da Adler trabalhava rapidamente, juntando várias coisas ao mesmo tempo. “Ohhh… I see.” - Agora tudo fazia sentido. “Então era por isso que a Franny parecia tão incomodada quando viu o desenho que fiz de você no meu quarto.” - Ela falou mordendo o lábio inferior. Ela havia sentido ciúmes, era isso. Allura sabia que havia reconhecido o sentimento de forma correta, não estava louca. “Você gosta dela?” - Perguntou olhando-o intensamente. “Vocês precisam ter cuidado, muito muito cuidado. Isso pode ser visto como traição.” - Allura temia pelo primo, pelo que poderia acontecer com ele. Mas de longe o julgava se ele realmente gostava da outra.
Muitas pessoas que conheciam a Adler podiam dizer que ela era uma pessoa transparente, que não conseguia esconder o que pensava e sentia. Ela nunca havia acreditado muito naquilo, mas naquele momento ao se encarar no espelho, ela acreditava. A falta de maquiagem revelava os olhos um pouquinho inchados, consequência das preocupações que a assolavam nos últimos tempos em relação a seu pai somado ao folhetim na qual havia aquela página do que parecia ser o diário de Gregory Illea. Allura se sentia doente. Mesmo após a insistência das damas de companhia de se arrumar melhor, a ruiva saiu do quarto um pouco apressada, e a única coisa apresentável ali era o vestido mídi bordô de mangas compridas e os saltos que as criadas empurraram para seus pés. Não sabia muito bem para onde ia, mas bastou perguntar aqui e ali para saber aonde poderia encontrar pelo príncipe. Bateu a porta de seu escritório e assim que ouviu a voz dele pedindo para que ela entrasse, ela o fez. “Tem um minuto?” - Perguntou firme mas de forma delicada. Por mais que tremesse por dentro e tudo parecesse estar preso por um fio, ela não voltaria atrás. Entrou na sala e assim que recebeu a indicação dele de se aproximar, Allura o fez. “Talvez eu não seja a primeira ou única a fazer isso, mas queria conversar com você sobre…Bem, isso.” - Disse colocando o pedaço de papel na frente dele, sentando-se e esperando a primeira reação dele enquanto se mantinha calma e paciente.
“Eu não estou preocupada”, reforçou enquanto ajeitava o cabelo, sentindo-se pressionada pela outra. “Já disse, eu só achei estranho. O Sr. Martínez sempre me pareceu sério demais para ter paciência pra isso”. Desejava nunca ter entrado naquele quarto. “Mas acho que esse é um privilégio de ser parente, né? Poder usar os primos como modelo”. Não que ela soubesse o que era isso, já que não tinha nenhum parente para além do pai e da avó. Franny havia tentado brincar, sabendo que talvez não estivesse tendo muito sucesso em parecer descontraída. Toda a situação parecia estar escapando de seu controle e, na tentativa de reencontrar a própria calma, aproximou-se ainda mais da janela, virando o rosto para esconder a vermelhidão das suas bochechas. Apesar de se sentir agradecida pelo livro e por ter amado a história do ‘Pequeno Príncipe’, não era acostumada a lidar com situações de desconforto e desejou mentalmente escapar daquela situação, mesmo que acabasse sendo rude com Allura. Não queria que a outra descobrisse sobre o beijo, porque não sabia se poderia confiar nela para manter segredo. Aquilo ali era uma Seleção, afinal de contas, e a ruiva poderia aproveitar a informação para jogá-la aos leões. Ou, pior, poderia não achá-la boa o bastante para seu primo, já que, querendo ou não, Franny passara sua vida inteira como uma cinco. Por isso, apenas assentiu para as informações compartilhadas sobre Sebastian, mesmo querendo saber mais. Será que ele tinha um irmão? O que Allura e ele deveriam fazer quando eram pequenos? Subitamente, lembrou-se do que o psicólogo tinha dito na festa. ‘Sebastian Adler Martínez’. Adler, como a mulher na sua frente. Ela deveria ter desconfiado. “Entendi…Legal”, murmurou simplesmente, optando por não se aprofundar no assunto. “Hum, deixa eu te perguntar uma coisa”. Soltou um tanto inesperadamente. “Qual é a sua com aquele livro? Por que cê se colocou naquele perigo desnecessário por um texto sobre plantas?” Não que ela quisesse menosprezar esse tipo de conhecimento, mas não lhe parecia algo que demandasse a urgência de furar o ‘toque de recolher’ das selecionadas.
Franziu o cenho diante da reposta dela, havia algo ali e Allura sabia. Franziu o cenho enquanto a curiosidade a corroía por dentro. Queria largar Franny ali e correr perguntar para o primo, ou arrancar informações dele. “Sebastian não é tão sério assim, é só a profissão dele. Quando você o conhecer de verdade, vai ser o quão maravilhoso ele é.” - Allura elogiou, em parte por ser verdade e em partes por que queria a reação dela. Acompanhou Franny Blue com os olhos, caminhar por seu quarto em direção a janela, ela parecia bem desconfortável, perdida em pensamentos, agindo de forma estranha e silenciosa, algo que a própria ruiva reconhecia em si, tudo por causa de Alexander ou quando alguém falava dele, elogiava ou o que quer que fosse. A fala simples e direta da outra fez Allura estreitar os olhos ainda mais. No entanto, quando Franny perguntou sobre o livro, a ruiva endureceu instantaneamente. Olhou para trás, para a mesa onde o livro estava, agora um pouco a mostra. “Hmmm…” - Começou com o olhar perdido e um pouco distraída. “Estava estudando, escrevendo sobre plantas.” - Não era uma completa mentira afinal de contas.