alexander justin liam schreave é o príncipe primogênito de Illéa. aos seus trinta anos, alex é extremamente parecido com adam demos.
Em Illéa, pelas suas tradições, o nascimento do primogênito era causa para celebração, e o reino estava em festa com a chegada do pequeno Alexander. Seus cabelos nasciam ralos e claros, e os olhos cinzas pareciam prestar atenção de verdade em qualquer pessoa que interagia com ele. A família feliz posou para as fotos do Jornal Oficial de Illéa e a rainha Abby Illéa-Schreave e o rei Porter Schreave deram uma entrevista conjunta para a televisão. Porém, no momento em que as portas do castelo se fecharam, o bebê foi entregue aos cuidados dos empregados por uma rainha cansada dos seus cinco minutos sendo mãe.
Como todo primogênito, Alex foi criado para seu futuro cargo. Sua infância foi recheada de aulas chatas de etiqueta, política, história e literatura, entre tantas outras. Seus amigos? Livros, na maioria das vezes. As crianças do palácio corriam pelos jardins, mas ele não tinha muito desse prazer. Seu dia era sempre cheio de compromissos e seus tutores seguiam um cronograma rígido ditado pelos seus pais, que de alguma forma coordenava a vida dos filhos, mesmo que mantivessem distância um do outro. Não existia muito amor dentro do palácio de Illéa, pelo menos não vindo dos seus pais. Isso foi facilmente substituído pela realização dos seus desejos. O quê Alex queria, ele tinha. Era o futuro rei afinal, e ninguém poderia lhe dizer não. Era um rapazinho esperto, assim como prepotente, desde pequeno. E mesmo com os diversos conhecimentos teóricos, o pequeno príncipe não sabia muito do que se passava de verdade no seu país. Os avanços bélicos, a tomada de territórios, os ataques rebeldes, e as castas sendo reforçadas eram todas coisas acontecendo por Illéa, coisas que eram pintadas como o grande bicho-papão para o pequeno Alexander pelo seu pai.
Um pouco depois do seu aniversário de dezoito anos, Alex descobriu os diários de Gregory Illéa, e soube mais da história de Spencer Illéa, um nome quase morto dentro do palácio. Uma mistura de inveja e raiva perpassou por sua mente. Inveja da liberdade alcançada pelo primeiro descendente ao reinado, raiva pela abdicação, por uma escolha egoísta de Spencer. Não ajudava que as palavras de Gregory Illéa sobre seu filho mais velho eram quase venenosas. Não pode deixar de se sentir também desolado por estar seguindo uma tradição que desde o começo havia sido quebrada. Por que ele? Por que tinha que seguir uma linhagem que nem mesmo os primeiros Illéa se importaram em seguir? Poderia confrontar seu pai com as descobertas, mas de que adiantaria se o rei Schreave nem mesmo conheceu Spencer Illéa. Ele havia religiosamente feito tudo que era esperado dele, apenas para descobrir que talvez não fosse tão importante assim. Uma semana depois, o príncipe Alexander saiu do palácio para conhecer o mundo, e viver a sua vida longe dos olhares do pai e do controle da mãe. O pensamento de abdicar, como Spencer, passou-lhe pela cabeça algumas vezes, mas por fim não parecia justo com seu irmão mais novo, que agora tinha que sentir as pressões de seus pais.
Cinco anos depois, com algum pesar, Alexander voltou para Illéa finalmente tendo colocado em sua consciência que ele não podia ter raiva de Spencer, e ainda seguir em seus passos. Não podia jogar toda a responsabilidade no colo do seu irmão para viver com o ônus de ser da família real, com um título atrativo e uma riqueza inigualável. Não podia querer continuar no hedonismo e achar que aquilo era o real significado de viver. Não podia mais viver no mundo das teorias que havia aprendido, não se ele quisesse ser rei. E um bom rei. Por mais que tivesse todos os seus desejos realizados, ele sempre havia ouvido ordens, porque podia ser o futuro rei, mas ainda era apenas futuro. Porter Schreave mantinha Alexander ainda na parte teórica.
Desde a sua volta, Alexander tem se envolvido cada vez mais no dia-a-dia político e nas suas responsabilidades como futuro rei, porém, ele precisava de um equilíbrio, que vem nos escapes encobertos pelo amigo e guarda pessoal. Essa foi a forma a qual ele achou de viver a vida, mas ainda levar a vida que nasceu para ter.
A Seleção era apenas mais uma das coisas da sua vida da qual ele tinha que participar, sem nunca ter de fato concordado com aquilo. Assim como ser rei, ele tinha nascido para aquilo e toda sua vida foi arquitetada ao redor disso. Alex nunca de fato se deixou envolver demais num relacionamento, sempre sabendo que um dia seu casamento iria vir daquela tradição. E era uma tradição particularmente querida pelo povo. Como se a ideia de que qualquer uma poderia virar rainha ajudassem-os a seguir com sua vida. Na Seleção, Alex não tinha a opção de ser apenas um espectador. Ele não tinha controle de muitas coisas da sua vida, e por menor que fosse o seu controle ali, ele ainda podia tomar uma decisão de quem iria passar o resto da vida com ele. E, quem sabe,não se apaixonasse enfim.
headcanons:
Formado a nível acadêmico suma cum laude em relações internacionais, relações políticas e relações públicas através de tutores.
Das diversas línguas que aprendeu, o Grego foi para impressionar a princesa da Grécia que tinha sua idade, aos dezessete anos.
As aulas de música não eram exatamente sua maior diversão, porém após aprender a tocar piano, ele passou a criar Arias, as quais ele acreditava que iriam chamar atenção da sua mãe um dia, mas ao invés disso ela lhe chamou a atenção por estar usando seu tempo para coisas tolas.
Alexander não diz exatamente que teve namoradas. Como seu destino sempre foi a Seleção, ele nunca se deixou envolver demais para o bem das próprias moças. Porém, pode dizer que curtiu sua vida de solteiro.
Ao longo dos anos, Alex tentou vários hobbies que pudessem ajudar a ser um contraponto à sua vida de herdeiro. É um fotógrafo ávido, mas as únicas pessoas que viram suas fotos foram Ben e Blade. Gosta de Astronomia, e é bom em origami, mesmo sem lembrar como começou a aprender.
Alex se acha bom em xadrez, mas nunca vai saber se ele realmente ganhou ou às pessoas o deixaram ganhar.
Quando mais novo, detestava a rotina que tinha, porém hoje é mais adepto a alguns hábitos de maneira quase religiosa: malhar e meditar são hábitos diários.
Tomou gosto por mitologia quando ainda pequeno, porque achava que as histórias eram incríveis e estranhas, e fazia ele imaginar coisas sobre como eram os povos antigos que inventaram aquelas histórias.
Alexander é quase ingênuo em relação ao que o seu povo realmente passa. Seu pai sempre fez parecer que o sistema de castas era a melhor coisa do mundo para Illéa, e seu avô Damon parecia governar inabalável. Para ele, os rebeldes apenas detestavam a família real, e ainda mais após descobrir que Spencer havia sido responsável pelos rebeldes do Norte, ele acreditava que era mais uma rixa familiar.
É muito acostumado a ter tudo que quer, mas às poucas vezes que recebe um não ele faz questão de trabalhar para ganhar um sim.
Extremamente perfeccionista, o tempo em que ele mais deixou as coisas acontecerem de qualquer jeito foi nos cinco anos que passou fora, e o mundo incrivelmente não implodiu como ele achou que iria.
Alexander é um personalidade intrincada, quase labiríntica, e cheia de oposições: gosta de pensar que é como os outros, mas foi crescido e acostumado como futuro rei então está acostumado com facilidades, as quais muitas vezes ele gosta de atribuir a sua beleza ou carisma, mas no fundo sabe que é o fato de ser o futuro rei. É inteligente, mas muito teórico, já que a maior parte da sua vida foi dentro das paredes do castelo, ou no conforto da sua fortuna. Passa por momentos de extrema vergonha dos seus pais, e do fato de como a população acredita que eles são o casal perfeito, enquanto ele e Ben sabem que não são. Mas também é extremamente orgulhoso e não admite que outras pessoas falem da sua família. Sabe que Benedict foi o bebê-reserva, ali para literalmente ocupar seu lugar. Mas ama o irmão até a morte.











